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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

31
Jul19

Mas que belo 31...


João Silva

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Como disse a Nala no passado dia 23 deste mês, a Alala abriu as "hostilidades" no seu blogue.

A Nala foi mais longe e da infância levou-nos à idade adulta.

Ora como o assunto é interessante e andei às aranhas para decidir se escrevia ou não um post neste dia, vi naqueles textos a razão certa para escrever hoje. 

Neste dia, este vosso estimado completa 31 anos. Uns dirão que ainda sou tenrinho, outros que já sou velho e outros serão completamente indiferentes a tudo isso porque têm mais que fazer na vida.

Uma coisa é certa: as aparências iludem. Espremidinhos, estes 31 já têm bom suminho para oferecer.

Peripécias e vivências todos têm na vida, não coloco as minhas acima das dos outros. No entanto, por ter passado por elas, têm, obviamente, um peso diferente. 

Posto isto, pegando na ideia da Alala e, tal como lhe disse em comentário, tenho a certeza de que a criança que fui tem muito orgulho no homem que hoje se olha ao espelho. Bem sei que esta observação pode parecer prepotente, mas é um risco calculado. Ter crescido no seio de violência doméstica física e verbal e ter conseguido manter esses fantasmas à distância leva-me a ter a certeza de que aquela criança que cresceu num meio sem posses financeiras tem imenso orgulho no homem em que se transformou.

Não entrarei em pormenores em relação a esses assuntos, a única pessoa com verdadeira noção do que vi e passei é a que apresento na foto. Não tenho problemas em expor a situação nem em divulgá-la para que possa ajudar outras pessoas, mas este espaço não serve tal propósito.

Portanto, deixando a infância de parte e passando à parte abordada pela Nala, acho que sou o adulto que gostaria de ser.

Durante anos, também fruto da instabilidade familiar e parental que sempre presenciei, procurei saber e encontrar em mim aquilo que queria ser. Para ser franco, nunca andei longe, mas só há três anos, quando comecei a mudar a minha vida, sempre com a ajuda da minha companheira, amiga, mulher, esposa, cúmplice e alma gémea, é que percebi finalmente qual o meu caminho.

Estarmos connosco e lidar os com os nossos defeitos é tramado e dá muito trabalho, é desagradável. Por isso, preferimos todos passar os dias a dizer que não temos tempo, a viver pelo que os outros nos mostram, mesmo sem sabermos se é verdade, e a assobiar para o lado. 

Não sou mais do que ninguém, mas, normalmente, passo muito tempo a analisar o meu comportamento. Por vezes até de mais, por vezes, vendo coisas que não correspondem à verdade dos factos. E é aí que o sentido prático e racional da minha esposa me ajudam.

Não sei se chegarei onde quero, mas sei o que terei de fazer para lá chegar. Não nego as minhas origens, mas não tenho orgulho nelas, limito-me a aceitar que existem e que são independentes de mim.

Antes de terminar, refiro ainda que, graças às redes sociais, todos sofremos (prestamo-nos a isso) porque nos comparamos. Desde que, mais uma vez, graças a quem tenho, percebi o meu valor e o meu caminho, aceitei-me e sou mais feliz assim. Aceitar-me não foi ser condescendente e paternalista com tudo o que faço, foi perceber que há muita coisa que faço bem como ser humano e que há muita asneira por mim cometida a precisar de ser corrigida.

Em jeito de conclusão, confesso que fico muito feliz por envelhecer. Não me atemoriza, talvez porque fui obrigado a enfrentar algumas coisas que fazem crescer pelos no peito. Ainda não tenho cabelos brancos, mas até gostava (quando vir isto, a minha mulher "mata-me" =)).

Este 31 é um dos grandes! Fico feliz por isso.

O que me agrada mais em toda esta mudança iniciada há quase três anos? Apesar de serem coisas que valorizo, não é a capacidade atlética, não são os músculos, a tonificação, o aspeto. O bem mais precioso de tudo isto foi a autoestima, que veio cimentar e vincar traços meus que me deixam no caminho certo para me tornar ainda mais no adulto que quero ser.

Além do desporto, o outro grande responsável por tudo isto dá pelo nome de Diana Carreira. Já lá vão quase 10 anos e meio. Ainda é pouco para o nosso objetivo 😉

 

Um bem haja a todos e obrigado por terem passado neste espaço no dia de hoje.

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