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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Mai19

Mas porque raio tens de ir tão longe?


João Silva

Calma, esta irritação do título é apenas aparente. 

No fundo, serviu propósitos dramáticos. Como diz o outro: queres é chamar a atenção!

E sim, quero muito a vossa atenção. É importante, porque são bons ouvintes. Obrigado por isso! (aqui está mais uma forma de vos prender ao texto, dando-vos graxa, tudo é válido desde que não seja trafulhice).

Terminado o devaneio inicial, apraz-me partilhar convosco que o mês de maio me mostrou, uma vez mais, que estou talhado para as grandes distâncias.

Gosto de correr, é a conclusão.

E gosto de correr sem destino, é a segunda conclusão.

Quando tem de ser, uma distância curta também é aprazível, mas aquela sensação de calçar as sapatilhas e estar duas a três horas (ou mesmo quatro) em comunhão com a estrada é algo que não dá para explicar a quem só gosta de correr pouco ou não gosta de correr de todo.

Não me contento com poucos quilómetros e cada vez tenho mais essa sensação.

Naturalmente que custa, mas o "custo" é relativizado pela sensação de prazer, pela própria felicidade e realização pessoal com que termino.

Esta "pancada" está cada vez mais evidente em mim ao ponto de ter percorrido 28 km no dia 18 de maio, 36 km no dia 24, 20 km no dia 25 e 24 km no dia 26.

Consigo ler nas vossas mentes a seguinte pergunta: e isso não é perigoso para o corpo? Sim, evidentemente tem um lado negativo, porque não sou de ferro e as dores sentem-se com frequência. Contudo, tenho de ignorar essa parte durante algum tempo.

Ando a precisar de me sentir feliz e os treinos longos dão-me essa garantia. Faço sempre por esboçar percursos aliciantes, diferentes e com subidas e descidas "puxadas". Não quero monotonia.

E desse lado, o que preferem? Treinos longos, curtos ou estar parados?

IMG_20190518_100124.jpg

 

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