Maratona do Gerês: onde a dor encontra o propósito
João Silva
A Maratona do Gerês não é apenas uma prova.
É um confronto.
Com o corpo, com a mente… e com tudo aquilo que tentamos evitar quando escolhemos o sofá em vez da ação.
Esta foi, sem rodeios, a maratona mais dura que já fiz.
Não pelos números.
Não pela classificação.
Mas por tudo o que exigiu antes, durante e depois.
Foram meses de preparação, treinos no frio, subidas que não acabam, dias em que a cabeça teve de correr antes das pernas. Houve foco, houve falhas, houve vida a acontecer — porque a vida não para só porque temos uma prova marcada no calendário.
No Gerês, a montanha não perdoa.
Cada subida cobra decisões.
Cada descida expõe erros.
Cada quilómetro testa o compromisso que fizemos connosco próprios.
Durante a prova, houve momentos de dúvida, de dor real, de gestão constante do esforço e da mente. Houve sofrimento — mas houve também algo maior: clareza. Aquele silêncio interior que só aparece quando estamos no limite e percebemos que continuar é uma escolha consciente.
E é isso que analiso no vídeo:
não apenas a prova, mas o processo, as decisões, os erros, os ajustes, o impacto mental e emocional de enfrentar uma maratona de montanha depois de tudo o que já ficou para trás.
Porque esta história não começa na linha de partida.
Começa anos antes — quando deixei de ser obeso, quando decidi sair do sedentarismo, quando escolhi construir uma vida diferente, passo a passo.
👉 A análise completa da Maratona do Gerês já está no YouTube do Tira o Rabo do Sofá.
Este não é um vídeo sobre correr mais rápido.
É um vídeo sobre não desistir de nós próprios.
Se estás parado, cansado ou à espera do “momento certo”, este conteúdo é para ti.
Porque o momento certo raramente aparece.
Constrói-se.
Corre por ti. Tira o rabo do sofá.