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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

20
Mai19

Mais vale só do que (bem) acompanhado? - parte II


João Silva

Esta é a segunda parte de uma "dissertação" que dá pano para mangas.

Sendo que já dei conta do quão importante considero correr acompanhado, embora não o faça por várias razões.

Seja como for, este texto foca-se sobretudo nas vantagens e desvantagens de correr sozinho e acompanhado. Pensei de forma mais ponderada sobre o assunto na sequência da última prova em que participei e de uma conversa com a minha vizinha e colega de equipa.

P_20190428_075253.jpg

Vantagens de correr sozinho

  • desenvolvimento de estilo próprio
  • reforço mental e capacidade de resistência
  • conhecimento do corpo
  • definição desimpedida de percursos
  • definição de tática e estratégia de corrida
  • autodependência em vez de dependência do estilo dos outros
  • criação de espírito guerreiro e de sofrimento

Desvantagens de correr sozinho

  • demasiado solitário
  • maior limitação da evolução do atleta
  • falta do contexto de competitividade saudável
  • inexistência de sentimento de entreajuda
  • ausência de capacidade de sofrimento coletivo
  • maior risco e maior aventura em alguns percursos

P_20190428_082515 (1).jpg

Posto isto, junto igualmente ao "debate" algumas ideias que extraí de um vídeo do grande Eliud Kipchoge, o verdadeiro campeão de maratonas e talvez a derradeira esperança humana nesta altura para quebrar a barreira das 02h00 numa maratona.

Grosso modo, trabalha com uma equipa. Nem sequer é só com um treinador. Em seu redor, tem um conjunto muito bom de atletas e é esse grupo que o ajuda a evoluir. Treinam juntos, estagiam juntos, seguem as orientações de um técnico comum e, inclusivamente, vão juntos para as provas.

Segundo o queniano, "vale mais 10% de cada indivíduo da sua equipa do que 100% dele". Ou seja, embora se trate de uma prova individual, uma maratona requer estratégia e essa passa por ter ao seu lado um conjunto de atletas capazes de espicaçarem e de despoletarem uma evolução no "principal". O ritmo inicial deles é um ritmo alto, é certo, mas em grupo. Para tal, desde logo, cada corredor tem de ser muito dotado para integrar a equipa. 

Chegados a um ponto "de rotura", em que cada um deles já atingiu o seu limite, seguem cada um por si.

E esse é o ensinamento maior que retiro de tudo isto: é muito importante ter uma companhia, é isso que vai permitir uma maior evolução do corredor. Contudo, "amigo não empata amigo": cada um tem o seu ritmo e é preciso desenvolver capacidade e estilo próprio para perceber que, a determinada altura, teremos de deixar o colega atrás porque o nosso corpo nos diz que estamos melhor.

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