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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

22
Jul19

Identificação de erros que levaram ao episódio de sábado


João Silva

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A reflexão foi feita. Não podia ter sido de outra maneira.

Aliás, tenho a tendência (mania?) para antecipar as coisas e já antes de parar sabia que o ia fazer antes do fim do treino. Na verdade, subi de propósito a estrada que liga a Rapoila a Palhagões e, uns metros mais à frente, quando atingi os 34 km, parei. Depois disso, fiz 1h30 a pé, em modo caminhada para chegar a casa.

Quanto aos fatores que levaram ao episódio inédito na forma:

  • ritmo demasiado alto desde o início. Os dados positivos que tinha recebido nas últimas semanas confirmaram-se novamente e agora o "tabuleiro virou" e começa a ser difícil para mim ir a um ritmo inferior a 5'00/km em vez dos recomendáveis 6'00/km num treino/prova desta envergadura;
  • muito pouco descanso na noite anterior. Na verdade, não dormi nada bem e dormi pouco;
  • semana muito intensa e dura na carga de treinos acabou por pesar a partir das 02h30;
  • nervosismo inicial que se transformou em pensamentos negativos desde o 1.º km;
  • abastecimento desadequado. Falarei disto nos próximos dias, mas não adianta inventar, tenho de usar as gelatinas da Decathlon. De tudo até agora, foi o que melhor resultou;
  • ter querido mais do que poderia dar a partir de determinada altura;
  • saída de casa tardia e treino debaixo de muito sol;
  • má temporização da ingestão de água e da quantidade ingerida a partir das 02h00 de treino;
  • escolha desadequada do percurso, pois escolhi partes muito pesadas (muito planas e depois inclinações fortes para o final);
  • não ter ouvido o meu "pressentimento" quando me pareceu melhor parar às 02h00 de treino.

É verdade que a lista até tem um tamanho considerável, mas também houve muita coisa positiva a retirar do treino e em nada belisquei a minha resiliência e a minha força de vontade. Saber parar e quando parar também é um sinal positivo e de crescimento.

Venha de lá o próximo longão.

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