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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

18
Mai19

Em caso de ataque, aprende a defender-te


João Silva

É apenas uma forma de chamar a atenção para um problema frequente: os ataques de gula ou mesmo compulsões alimentares acontecem. Quer se seja magro ou gordo, eles deverão aparecer e é importante reagir a isso.

Desde logo, sobretudo quando se perde peso, é possível ter um ataque de gula. Fundamental é não sentir culpa pelo que se "passa". O ideal é aceitar o que aconteceu e retomar a rotina alimentar assim que possível. Ninguém engorda por um ataque de gula, até porque os bons hábitos alimentares vão ajudar o organismo a desfazer-se rapidamente dos "maus alimentos". Portanto, é uma questão de rotina e de tempo.

Falo por mim: a comida é um prazer mas é também uma forma de refúgio para momentos de stress ou ansiedade. Assim, não são assim tão poucas as vezes em que sofro destes ataques, destas compulsões.

São momentos um pouco "assustadores", porque tenho perfeita consciência de que não devo comer aquela quantidade mas não consigo parar. Sei perfeitamente que aquela colher deveria estar quieta, mas os braços não obedecem às ordens da minha cabeça. E sei que isso não acontece apenas comigo.

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As minhas compulsões manifestam-se sempre na quantidade de comida. Como reeduquei os meus hábitos, não sinto compulsão para atacar um chocolate ou umas batatas fritas. Nada disso, no meu caso são coisas como Overnight de Moca, frutos secos, papas de aveia ou batatas doces. E nunca é em coberturas com molhos, é sempre na quantidade que pretendo ingerir.

E o que faço? No momento, fico a sentir-me culpado e penso algumas vezes que já não vou comer durante não sei quantas horas, mas depois sou assolado por juízo e retomo a minha rotina. Tudo acaba por ser devidamente diluído com o passar do tempo e com o treino e os meus hábitos alimentares.

Contudo, existem algumas coisas que faço com frequência quando noto os sintomas, algo que o tempo nos ajuda a descortinar: Procuro ingerir taças com vegetais ou legumes como alface ou cenoura; no verão, por exemplo, tento atacar os tomates ou as melancias. É uma forma de continuar a comer muito mas com baixas calorias. Comigo resulta, porque fico cheio e depois a compulsão passa.

Bem sei que não será assim com todos e que nem todas as pessoas gostam dessas coisas ou pretendem esboçar uma defesa com base em legumes. No entanto, é uma estratégia. Válida porque resulta, mas não é um dogma.

Além desta, existe outra estratégia que também uso: beber muita água e chás antes da ingestão dos alimentos. Essa ação vai encher o estômago, enviando a indicação ao cérebro de que estamos satisfeitos. O inconveniente é que a água é rapidamente libertada do organismo.

Uma terceira tática que também se mostra bem-sucedida encontra-se no uso da pasta de dentes: o sabor, tão distinto quanto possível, ajuda mesmo a afastar a comida do corpo.

Em relação ao meu metabolismo, já sei quais são os sinais que indicam vontade acéfala de comer: nervosismo, stress, estar muitas horas seguidas sem comer, pensar muito num determinado tipo de comida, privar-me de alguma refeição.

Por fim, outro fator que contribui para os ataques de gula ou para as compulsões é o sono. Quanto menos dormir, mais vou ingerir. Bela rima que no meu caso se confirma. As noites mal dormidas na fase em que estive nos 60 kg tinham o condão de despertar em mim uma fome incomensurável.

Resumindo, não é uma anormalidade ter ataques de gula, mas é importante reconhecê-los e saber lidar com eles. Fazem parte. Espero ter ajudado para fazer cair mais um mito, porque, mesmo depois de ter perdido tanto peso, esses desejos de comida não desapareceram.

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2 comentários

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    Anónimo 21.05.2019

    Bom dia,
    Agradeço as suas palavras, mas, mais do que isso, fico muito feliz por a ter como leitora e por saber que a posso ajudar dando voz a uma situação que afeta tanta gente, mas que, como diz e com razão, tanta gente esconde para não parecer fraco. Pouco me importa se pareço fraco por falar nisto. Sabe porquê? A vida tem-me ensinado que o facto de falarmos nas coisas faz com que elas percam força e relevância e é aí que está o verdadeiro segredo para lidar com estes e outros problemas. Portanto, não se acanhe de comentar mais artigos que a possam ajudar. Não há mal nenhum em admitir que se tem um problema. O mal, na nossa perspetiva, é não fazer nada para mudar e para controlar as compulsões. E nem sempre dá para as controlar. Quando não dá, é muito importante não deixar que isso nos domine por dentro. É meter a viola no saco e voltar a tentar no dia seguinte. Há de chegar o dia em que somos nós a dominar. Um bem haja e muita força.
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