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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

21
Jun19

Dormir ou não dormir, porquê esta questão?


João Silva

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É uma das maiores questões do nosso século e não está ligada apenas ao desporto.

Não vou abordar a parte científica dos benefícios do descanso e do sono, porque tudo isso já foi escalpelizado pelos entendidos.

É um facto inquestionável que dormir é mais importante do que uma atividade desportiva, por exemplo.

Este meu texto tem o objetivo de contar a minha experiência com o sono, bem como as consequências e os benefícios em mim.

Eu, à imagem do que acontece com a maioria das pessoas, procuro cortar nas horas de sono, quando existe algum aperto no trabalho ou algum evento familiar ou mesmo um treino.

Sempre atuei dessa forma e, há uns anos quando ainda trabalhava no Jumbo, chegava a dormir entre 4 a 5 horas por noite. O problema é que isso se ressente no nosso dia a dia, por exemplo, na frescura que apresentamos, na irritabilidade ou no humor. Num ponto mais importante, os riscos de acidentes cardiovasculares aumentam drasticamente nessas situações.

Também na minha mudança para uma vida mais ativa senti a necessidade de descansar. Contudo, no início, recusei-me. Comecei a ficar entusiasmado com a perda de peso mas também com a corrida em si e, ao fim de um ano, cheguei ao ponto de não conseguir dormir mais do que duas horas porque me ia pesar no dia seguinte ou mesmo porque o meu cérebro me obrigava a ir treinar...às 03h da manhã. Conclusão: cheguei a um ponto de "esgotamento". Não me aconteceu nada em termos de saúde, mas perdi algum descernimento, os músculos ficaram entorpecidos e treinei com imensas dores porque não deixava o corpo regenerar. 

Como já aqui disse, cheguei a fazer períodos de treino consecutivo superior a 14 dias. Imaginam o que é chegar ao fim desses dias todos? Francamente, é horrível. Não há prazer pelo desporto que aguente. É uma sensação de cansaço que não se explica.

A ansiedade misturada nesta receita cria um cansaço mental e físico que não nos ajuda. Honestamente, ainda hoje não sei como não tive lesões graves.

No entanto, com o passar do tempo, juntamente com as chamadas de atenção da minha esposa e com as "leis" do próprio juízo, rendi-me às evidências: os períodos de treinos seguidos diminuíram e passei a dormir mais. Além disso, o corpo obrigou-me a descansar e foi aí que percebi o quão importante o sono é para todo o nosso organismo, em particular, para a recuperação muscular.

Os meus músculos deixaram de doer ao longo do tempo (só quando há cargas extra de treino), ganharam vitalidade e frescura, a minha disposição mudou claramente e passei a sentir-me melhor. É mesmo indescritível. 

E como se nota a importância do sono? Quando dormimos pouco de forma pontual e depois retomamos a normalidade, a sensação é de uma ressaca descomunal.

Está comprovado que o corpo não recupera do sono perdido (embora às vezes pareça que sim), pelo que devemos integrá-lo como componente prático.

Para terminar esta minha "composição", deixo um exemplo prático e pessoal do efeito enganador da falta de sono: no fim de semana de 24 a 26 de maio, corri, respetivamente, 34 km, 20 km e 24 km. Entre estes dias, dormi muito pouco, porque me desleixei mas também devido a alguma ansiedade. De cada vez que acordava, sentia-me com uma frescura invejável (culpa também de ter feito alongamentos no rolo muscular que a minha vizinha amavelmente me emprestou). Não havia cansaço que me tocasse.

Era bom não era? Pois retomei as minhas 7 a 8 horas de sono na semana seguinte e foi aí que senti a falta do descanso na semana anterior. É uma sensação de impotência incomparável. O corpo parece ter sido abalroado por três camiões seguidos. Só a continuidade do descanso ajuda o corpo a liberta-se da sensação de ressaca.

E por aí, quem já passou por uma bela ressaca de cansaço (seja desportivo, profissional ou pessoal)? E como lidaram com isso?

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