Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

24
Ago19

Bebe até te fartares


João Silva

Se os meus familiares vierem ler esta publicação, certamente, ficarão admirados com sta declaração. No fundo, eles conhecem-me bem e sabem que nunca poderia estar a falar de bebidas alcoólicas. Isso é algo muito idiossincrático e, apesar de (ou talvez por essa razão) ter passado uma fase na adolescência em que bebia álcool (de forma social e com um ou outro exagero), não sou adepto de bebidas alcoólicas. É mesmo muito raro. Sabe-me bem de vez em quando. No início desta aventura, ainda acompanhava alguns dos meus familiares com um copinho de vinho às refeições ou um ou outro licor. Contudo, de forma natural, por saber o peso do álcool na alimentação e na gestão do peso, mas também por razões muito pessoais que não interessam para este texto, deixei de beber nessas ocasiões.

Todavia, o presente texto não era para vos revelar que não bebo álcool. Ao invés, era para vos falar um pouco da importância da água.

Quem corre, sobretudo, em serra, em dias de muito calor e percorre grandes distâncias, tem perfeita consciência de que precisa de se hidratar. Claro que pode sempre recorrer a isotónicos, também eles importantes, embora eu não use nenhum, ou a outras bebidas, por exemplo açucaradas. No entanto, a experiência que já pude amealhar a esse nível, mostrou-me que a água é a única coisa que me ajuda efetivamente. As bebidas de frutas, mesmo as que têm maltodextrina com o objetivo de reduzir a fadiga, e o café secam-me muito a boca e não me dão frescura. 

No caso da água, os efeitos em mim são praticamente imediatos e benéficos. Já fiz alguns testes curiosos: usar 500 ml em treinos superiores a 1h30. Nesses casos, a água "deu-me" frescura e a sensação de energia. Só com base nesse líquido milagroso, já terminei treinos de 3 h sem qualquer abastecimento sólido, o que, não seria, de todo, algo que pudesse considerar possível, caso não tivesse experimentado.

IMG_20190418_085215.jpg

A última vez que só usei água para me "sustentar" num treino longo foi no passado dia 29 de junho. Percorri 32 km sem qualquer sinal de cãibra ou de fraqueza alimentar. No meu entender, existem duas formas de fazer esse tipo de abastecimento com água: ou programam a ingestão, por exemplo, em períodos de 40 minutos, ou vão ingerindo um pouco "à vontade do freguês". Nos dois cenários, funciona. Importante em todo esse processo é não chegar a uma situação real de sede. Com o tempo e os treinos, especialmente, os grandes, acabaram por aprender com a sentir as necessidades do corpo e a antecipar automaticamente a ingestão. Mas demora, daí aconselhar verdadeiramente que os primeiros abastecimentos líquidos nos treinos grandes sejam programados com o vosso relógio.

Curiosamente, um "sábio" tão "sábio" como eu deveria saber que é parvoíce sair de casa em pleno verão para um treino superior a 1h30 (às vezes até mesmo nos de 1h00). E sendo parvoíce já o fiz? Obviamente. Em junho, numa semana com vários treinos de 1h30 passei mal por não ter levado água. Quando digo mal, não me refiro a eventual problema físico mas a uma maior sensação de cansaço. Em julho, quando fiz três treinos seguidos de 2h00, obriguei-me a levar água...depois de ter ficado à seca no primeiro dessa sequência.

Esse desleixe é claramente um perigo nesta altura do ano. Com efeito, é necessário ter muita atenção. Além do protetor solar ou de uma "fita" na cabeça, agora já não saio de casa sem uma garrafa de água. 

Apesar de ser muito benéfico para o nosso desempenho durante os treinos, é preciso ter muito cuidado com a ingestão excessiva. Conheço algumas pessoas que bebem muito durante os treinos ou as provas e essa sensação de peso extra no estômago (já para não falar do enchimento da bexiga) é incomodativa e prejudica o desempenho. Ajuda a provocar dores estomacais. Como diz a expressão: "been there, done that".

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub