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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

08
Nov21

As rédeas

E as felicitações pré-maratona


João Silva

IMG_20210731_052725.jpg

 

Neste processo todo da lesão e da recuperação (ainda em curso), houve muitos dias em que foi difícil segurar o ímpeto de sair para correr.

Nunca o fiz, talvez por saber que era mais importante para depois não ficar arrumado, mas, ainda assim, vontade não faltou.

Sobretudo nos dias de muita frustração e stress, teria dado jeito. 

Em certos dias, via pessoas a correr à minha frente e só me apetecia ir.

E nos inícios dos inícios nem sequer conseguia correr "instintivamente" para ir ter com o Mateus quando ele fazia algumas macacadas.

E ia na mesma, mas tinha de ser ao mancão (pé coxinho).

Mas esses momentos foram sempre as rédeas. Os alertas de que era preciso esperar. 

Lá teve de ser. Há coisas bem piores. Mas foi difícil.

Depois "resignei-me" e deixei de tentar forçar. Deixei que as coisas viessem naturalmente e os movimentos foram ficando mais soltos com a evolução do tratamento.

Hoje, mesmo com algumas dores normais da retoma, já são visíveis as melhorias e a liberdade de movimentos. 

Agora as rédeas já não são apenas físicas, têm de ser mentais. Porque o corpo me diz que só alinha se correr pouco e devagar. E eu tenho de aceitar.

Com a de hoje, já foram seis sessões de corrida. Sem passar os 25 minutos por agora. 

Pouco mas bom, pouco mas promissor, pouco mas muito melhor. É por aí o caminho...com o travão de mão sempre na dita, porque a rédea tem de ser curta...

 

P.S.: a maratona do Porto realizou-se ontem. Por ser o dia em si, bateu uma certa tristeza por não poder estar. Mais ainda ao trocar mensagens com dois bons companheiros de "armas" que lá estiveram, o José Carlos e o Ricardo Veiga.

Vejo no Zé o exemplo do que quero ser daqui a vinte anos. Um atleta que não se nega às grandes distâncias. Que as respeita e domina.

E vejo no Ricardo a garra e a vontade de fazer as coisas certas, a autoprovação, a autossuperação. A força de vontade que está sem se ver a olho nu. 

Fiquei muito contente por saber que foram à luta. 

Já agora, parabéns a todos os meus conhecidos que lá estiveram. Foram e são uns bravos.

Tive a oportunidade de estar presente, nem que fosse a apoiar, mas a alma ia sofrer muito. Já sofri só com as mensagens. Ia fazer-me mal e prejudicar o meu processo de recuperação. Preferi ficar (ao) longe...

 

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