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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

29
Nov20

Ao arrastão também lá chegas, mas...


João Silva

Esta é uma daquelas coisas que nos deviam ensinar quando começamos a correr: a postura.

A colocação da coluna ligeiramente inclinada para a frente como um todo e não apenas o peito, a cabeça a olhar em frente, os joelhos levantados ao nível da cintura a cada passada e os pés a aterrarem por inteiro no chão e não apenas com as pontas dos dedos.

Estes são fatores absolutamente imprescindíveis para se ter um desempenho de excelência.

Com o cansaço e o tempo de corrida, temos tendência a deixar cair a cabeça, a curvar o peito para a frente, a deixar cair os ombros e, aqui é que está o que procuro para este texto, os joelhos já não levantam. Começamos a arrastar os pés e, naturalmente, a passada fica mais curta, demoramos mais e geramos mais cansaço. 

Portanto, um dos grande trunfos da corrida está em ter os joelhos levantados ao nível da cintura. No início, parece pouco natural e podem achar que estão a fazer figuras estranhas, mas rapidamente verão resultados. 

No meu caso, procurei começar a tomar mais consciência do momento em que os joelhos deixam de levantar tanto. Com o treino e o tempo, as coisas começaram a melhorar e agora lembro-me sempre de levantar os joelhos quando já me estou a arrastar. Melhora muito a última fase da corrida. Nas maratonas, é uma enorme ajuda. 

Um dos exercícios para isso é levantar alternadamente os joelhos até ao peito (gradualmente conseguem chegar lá perto, importante é ser acima da cintura). Outro muito útil consiste em tocar com os calcanhares no rabo, pois também alarga a amplitude da nossa passada. 

Por fim, digo-vos ainda que esta é uma das grandes diferenças entre corredores africanos e europeus. Por norma, eles abrem mais a passada, dão menos passos, mas cobrem uma maior área. Observem um corredor africano e vejam onde vão parar os joelhos em cada movimento. É também isso que os ajuda a correr mais rápido. 

Já mesmo mesmo a terminar, deixo-vos com um vídeo que vos ajuda a perceber melhor o alargamento da passada pela subida dos joelhos. 

 

Moral da história: ao arrastão também lá chegas, mas... 

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