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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Mar21

Aceitar que há melhores do que nós faz-nos melhores


João Silva

Não só na corrida como na vida, é importante percebermos que há pessoas com melhores desempenhos do que nós e que não vamos conseguir fazer sempre parte dos destaques de determinada situação ou experiência.

Perceber onde estão os nossos limites ajuda-nos, desde logo, a lidar melhor com a frustração e a canalizar energias para tirar partido dos nossos atributos e, com base em tudo isto, leva-nos a trabalhar numa ótica de melhoria.

Quem não arrisca não petisca. O ditado é velho e sábio, já dizia a minha avó. 

Posto isto, seja para treinos ou provas, na minha ótica, deve prevalecer a honestidade. Em quê, perguntam? Por exemplo, na partilha de informações que podem ajudar os outros a melhorar a sua performance.

Em primeiro lugar, os materiais podem ser extraordinários, mas, se a pessoa não souber fazer uso deles, nunca conseguirá evoluir. Além disso, se a pessoa colocar efetivamente tudo em prática como é suposto e se conseguir passar quem lhe cedeu as coisas, está última tem de aceitar isso. 

A corrida é um desporto individual, deixa-nos ir onde o nosso corpo permitir. Mais do que esse limite (que pode ser empurrado com muito trabalho, mas essa é outra questão), é fazer mal a nós próprios. Por isso mesmo, se alguém fizer melhor do que eu com as "minhas" ferramentas, isso prova que ele ou ela são melhores, mas não me pode tirar o valor, quanto mais não seja, por ter partilhado o conteúdo.

As nossas limitações são o que são e temos de as aceitar, mesmo que doa (e dói). No fim de tudo, isto também tem um lado interessante: no desporto, nada se perde verdadeiramente, pois uma má forma pode ser convertida numa boa com muita dedicação e força de vontade.

Não vamos todos receber a luz do destaque e é importante, quando não a recebermos, perceber que isso não nos tira o mérito. Pelo contrário. 

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2 comentários

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    João Silva 15.03.2021

    A Zé tem toda a razão. Esse é um processo que me parece vir com a idade: a noção do nosso espaço é uma conquista, mas passamos anos a lidar com a pressão das desgraçadas das comparações. 🤗 Boa semana. Beijinhos
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