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Tira o rabo do sofá

Em 2016 era obeso. Hoje sou maratonista com 8 maratonas e mais de 70 provas. Partilho histórias, dicas para iniciantes e motivação diária para te ajudar a perder peso e sair do sedentarismo. Tira o rabo do sofá!

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Tira o Rabo do Sofá

https://youtu.be/9sw9AHC7wiU?si=JEvLDlihcdZiHKoy

O que dizem as minhas sapatilhas

03.01.26

A História de Filipe Coelho: De Sedentário a corredor de provas sem destino - Parte 2 (Transcrição)


João Silva

2.ª parte da transcrição completa do episódio que podes ver aqui:

 

[25:02] Filipe: Nunca Tive por acaso, nunca tive por acaso lesão nenhuma. Já fiz muita parvoíce, como disseste no início da conversa. Não sei, tenho tido sorte.

[25:11] João: Lamentas alguma dessas parvoíces que fizeste, tirando aquela parte dos treinos contínuos, em provas e coisas de geral?

[25:18] Filipe: É mais isso. Também não sou atleta de topo, não, vou sempre na minha, também não puxo muito. Agora, eu cheguei até a fazer provas e chegar a casa e vomitar-me à porta de casa porque apertava mesmo com a máquina, agora não, agora vou softzinho, tranquilo, porque... não tenho treinado, não tenho volume de treino, isso é que se for apertar com alguma coisa vai tocar mal ou não acaba a prova, ou não continua nada.

[25:44] João: Já notas isso no teu corpo? Se puxares, puxares. Ok. Portanto, na prática, tu dás ao corpo um bocado o que ele quer, em termos de corrida?

[25:54] Filipe: Vou rolando, vou mantendo a cena, vou rolando como posso.

[25:59] João: E o facto de estares numa equipa de trail, numa equipa de corrida, o facto de também teres em casa alguém que corre mesmo, porque não gosto particularmente de fazer com tanta frequência, isso ajuda-te a criar. Não nos podemos esquecer que existe isto.

[26:13] Filipe: Sem dúvida, sim, sim.

[26:15] João: E quando passas para a tua família e para o resto da tua família, achas que de alguma maneira essa mensagem é possível passar para pessoas mais velhas que nós, para os nossos pais, para coisas do género? Não digo tanto para correr, digo mais para virem para o que é melhor. Sim, sim.

[26:28] Filipe: Eu acho que desde que as pessoas estejam abertas a isso, eu penso que sim, que é uma hipótese.

[26:33] João: Ok. E achas que esse trabalho tem de ser feito por nós, mais novos? Porque é que tu, por exemplo, fizeste ao contrário. Tu, e no caso da Tânia, vocês têm o vosso filho... Curiosiamente também já fez umas provas. Que idade é que ele tem? Já tem 6 anos, ou seja... Portanto, já começa desde pequenino e ele vai convosco a provas ou vocês nessas não correm?

[26:54] Filipe: Não, normalmente as provas para crianças são sempre no dia antes. Eles costumam fazer isso, portanto, nós vamos, assistimos à prova, puxamos por ele, passa-se ali uma tarde diferente e no domingo depois é a nossa vez.

[27:07] João: E o que é que sentes de dinâmica diferente nessa parte familiar? Achas isso certo em termos de união? Ou seja, vocês sentem-se ali parte do mesmo grupo quando estão a torcer uns pelos outros?

[27:18] Filipe: Eu acho que sim, acho que há muito essa parte... é sim, eu acho que, por exemplo... O que me motiva a inscrever o Francisco e a puxar por ele é este gosto que eu tenho pela corrida. Se calhar se eu gostasse de outro tipo de desporto, tentava que ele fosse para isso, não é? Se eu fosse mais de jogar futebol, por exemplo, se calhar eu tentava, olha, Francisco, vamos inscrever-nos numa equipa, vamos fazer esse tipo de coisa. Como eu me identifico muito mais com a corrida, já lhe perguntei se ele gosta de correr, se eles querem inscrever-se em provas, perguntei, também não é uma coisa que eu force. E já percebi que é uma coisa que ele adora também fazer e quer fazer entre eles. E uma coisa leva à outra. Não tanto para puxar este lado familiar, mas pela questão de estar a ver o meu filho fazer uma coisa que ele gosta e que, por sua vez, ele também gosta daquilo.

[28:06] João: Sim, consigo perceber a relevância. E sentes que ele depois com os amigos também já vai criando essa corrente de ideia ou achas que são coisas separadas que ele não conhece tanto?

[28:20] Filipe: Por exemplo, agora o último trail que ele foi fazer, estava um colega também da turma dele. Engraçado, não estávamos à espera. Foi uma diversão e para ele foi um dia completamente diferente, porque tinha ali aquela companhia. Mas acho que não, acho que depois há, por exemplo, que não puxam muito para isso.

[28:38] João: Agora queria que nos direcionássemos, já estamos aqui mais para a parte final, mas queria que explicasses o porquê destes dois amuletos, disse para trazeres amuletos, como peça a todos os convidados e os teus foram estes, explica.

[28:52] Filipe: Pronto, a t-shirt vem mais pela publicidade da equipa, tinha que aproveitar o momento.

[28:56] João: Eu confesso que fiquei encantado, podes, com licença, podes mostrar, e já agora podes mostrar a traseira porque ainda é mais interessante.

[29:05] Filipe: É que eu ando-me sempre com o rabo de fora.

[29:06] João: Isto não é literal, é para que conste. E já agora este?

[29:13] Filipe: Este foi o Prémio Finisher do meu primeiro Ultra. Do que contei há pouco, dos abutres.

[29:19] João: Eu há pouco não percebi. Quantos Ultras fizeste? Foi só uma até agora?

[29:26] Filipe: Fiz duas. Fiz mais tarde, depois fiz os 60 do Sicó.

[29:29] João: Ou seja, já depois de teres passado por esta experiência louca em que aquilo te aparece de cima para baixo... Já.

[29:35] Filipe: Depois de teres passado talvez um ano.

[29:37] João: Ou dois... E aí treinaste? Em condições ou...?

[29:42] Filipe: Pouco. Pouco, certo?

[29:43] João: Alguma vez foste visto por algum fisioterapeuta ou algo do género? Nunca sentiste essa necessidade?

[29:50] Filipe: Não.

[29:50] João: Sempre foi... Achas que é possível, de uma maneira geral, tu manteres-te saudável e estando sempre sem...

[29:57] Filipe: Eu acho que sim, acho que passa um pouco também por ouvires o teu corpo, não é? Sabes que não deves apertar ou que, não é, se vais no ultra... e não treinaste muito para aquilo, quer dizer, não vais a fundo, vais gerindo a coisa, vais parando, vais descansando.

[30:14] João: E como é que se aprende a ouvir o corpo? Na corrida, tendo em conta que estamos a falar de alguém que ainda não tem muito treino.

[30:23] Filipe: Eu acho que é inevitável. Ou seja, tu podes querer muito correr com uma certa cadência, Mas o corpo vai-te avisar logo, olha, estás a abusar e isto já não vai durar muito.

[30:36] João: Mas avisar, é aqui que eu quero chegar, avisar significa o quê? Parar a primeira dor que sentes ou, quando tens a dor e continuas um pouco mais, percebes que aquela dor é mesmo forte? Percebes que é algo grave ou pode ser algo grave se tu insistires? Onde é que tu traças o teu limite?

[30:54] Filipe: O meu limite nem tem tanto a ver com as dores, porque, como disse, também nunca tive nenhuma lesão nem dores que me obrigassem a parar. Quando falo de ouvir o corpo, é saber a condição em que tu estás e saber aquilo que podes fazer dentro da corrida. Ou seja, é claro que se eu começar agora aqui a treinar todos os dias, eu vou fazer um mini-trail e vou sempre a dar. Como eu não o tenho feito, eu sei que eu venho para trás, arranco devagar e vou na minha.

[31:22] João: Portanto, estás a fazer um minitrail, por exemplo, de 10 km, mais ou menos, e não treinaste nada, estás a tentar fazê-lo, imaginando que é em pleno, ou quase, para acabares em menos de uma hora, se calhar é loucura. É aí que tens de calibrar mentalmente.

[31:37] Filipe: Fazer essa gestão.

[31:38] João: Eu não sei como é que acontece comigo.

[31:39] Filipe: E sobretudo no trail, tu nunca sabes o que é que vai apanhar, a não ser que já conheças a prova, não sabes se vais ter uma subida aqui, se vais ter lá mais para a frente, se vais ter no final. E tens que gerir, tens que estar preparado para isso.

[31:51] João: Achas que o trail é uma forma lúdica de tu correres sem sentires aquele lado competitivo?

[31:59] Filipe: Sem dúvida.

[32:02] João: Tu estavas a falar disto, não é?

[32:03] Filipe: Acho que o lado competitivo é o mesmo que aquela punhola de peste.

[32:05] João: Ok.

[32:06] Filipe: Portanto, é aquilo que eu fiz. Nunca fui atleta. E não tenciono ser. Vou, sobretudo, para me divertir e para passar um bom bocado.

[32:12] João: É engraçado tu dizeres isso, projetando aqui para o meu lado. Eu nunca senti essa parte, ou seja, que tinha de ser o melhor, mas a forma como treinava, a dada altura, trazia-me esse lado competitivo. Porque quando tu treinas, tu aumentas o nível e é aí que eu quero chegar. Se tu treinares de forma regular, quase de certeza que vais conseguindo.

[32:37] Filipe: Inevitavelmente, sim.

[32:38] João: A dada altura pelo menos já começas a sonhar com algumas coisas, não é? No trail da Bajouca, não no primeiro, que foi uma desgraça para mim, Pois, eu sei que tu estavas lá, foste o meu padrinho, na verdade foste o meu padrinho duas vezes naquela prova, mas na segunda em que fiz pódio aquilo foi constantemente com a faca nos dentes, por assim dizer, mas aí eu já tinha treino para aquilo. A primeira vez não, de todo, até cair numa poça de fossa.

[33:08] Filipe: Fezes.

[33:08] João: Fezes. Mas é com os erros que se aprende. Não querendo alongar mais essa parte, foi de facto... Isso que dizes, olhando para trás em todas as tuas provas, tu sentes isso? Que nunca esticaste ou pediste mais do teu corpo do que aquilo que podias efetivamente?

[33:28] Filipe: É, sim, eu tive alturas de loucura também, não é? Mas...

[33:31] João: O que é que chamas?

[33:33] Filipe: Tenho sempre mais cabeça... Quando tens alturas de loucura, há aquelas provas que apertas e sentes que o corpo está a responder bem, e então continuas a ver até onde é que aquilo chega, mas felizmente sempre correu bem.

[33:46] João: E isso era em alturas em que estavas mais solto?

[33:49] Filipe: Sim, agora nem pensar nisso.

[33:50] João: Porque o treino era o que te trazia a confiança.

[33:52] Filipe: Exatamente.

[33:52] João: O treino é o que traz a confiança. Esta parte aqui é bastante importante, porque o treino não tem necessariamente de ser com um treinador, não é? Quando estamos a falar de treino, tem de haver juízo, mas não tens de ir com um treinador se não quiseres pagar por isso.

[34:06] Filipe: Claro, teres um treinador faz toda a diferença, mas hoje em dia, se tu quiseres, também tens muita informação online que tu podes pesquisar e fazer, traçar o teu plano, não é? E ainda levas com uma quantidade exorbitante de informação. Umas melhores, outras piores, é até bem filtrado também, não é?

[34:23] João: A experiência aí ajuda a filtrar depois.

[34:25] Filipe: Exatamente.

[34:26] João: Mas sim, concordo contigo, porque aqui a questão não tem nada a ver com os treinadores, muito pelo contrário, eles são bastante úteis.

[34:31] Filipe: Claro que sim.

[34:31] João: E não tem necessariamente a ver com o facto de de repente lutar para ser primeiro em algum lado. Às vezes tem só a ver com o facto de tu te manteres anos a correr, porque tem a ver com isso, não é? Mas o que tu dizes também a verdade. que é, não precisas necessariamente daquilo desde que tu te mantenhas ali dentro da tua zona do corpo, não é? É um pouco isso também.

[34:51] Filipe: Aquela zona chamada zona de conforto, vais ali no confortável, pronto.

[34:54] João: Sim.

[34:55] Filipe: Vais para desfrutar.

[34:56] João: Porque depois o treino vai-te trazer à zona de desconforto, inevitavelmente. Se tu treinares, ele vai-te obrigar a ir para a zona de desconforto, não é? Em relação a este ponto aqui, não tanto do treino, mas das provas de maneira geral, alguma vez te sentiste completamente desmotivado ao ponto de dizer, eu já não consigo sequer ir a uma prova nesta fase, eu agora preciso de parar em absoluto? Porque ando sempre para trás e para a frente, para trás e para a.

[35:19] Filipe: Frente... Acho que isso não, nunca aconteceu.

[35:22] João: E achas que isso é...

[35:23] Filipe: Mas gosto, é uma coisa que eu gosto mesmo muito de fazer.

[35:26] João: Pelo contacto com a natureza? Exatamente.

[35:29] Filipe: Nem nunca pensei em deixar de o fazer ou parar algum tempo. Se não der para a corrida, vai-se na caminhada.

[35:37] João: Ok. E isso mentalmente é mesmo assim?

[35:40] Filipe: Claro que não. No dia em que eu tiver que me inscrever numa caminhada é porque a coisa está muito má.

[35:44] João: Ok. E o que é que farás no dia em que tiveres que te inscrever numa caminhada?

[35:49] Filipe: Opa! Nem pensar, nem sequer lá posso chegar.

[35:52] João: Ok, portanto tu mentalmente... Antes de chegar.

[35:54] Filipe: A essa altura da caminhada vou-me inscrever num mês todo de provas.

[35:57] João: Isso aqui e de ginásio! Portanto, ok, de provas pode ser. Portanto, organizadores das provas façam provas em barda. Agora vamos para as duas últimas perguntas antes de te pedir para deixares uma mensagem a quem nos está a ver e a ouvir. A primeira pergunta secreta já... que não é secreta, aqui no podcast. É, no fundo, o que é que a serra sabe, a serra e a estrada, ou a serra ou a estrada, depende do que tu faças mais, sabem sobre ti, o que mais ninguém sabe, e o que tu possas dizer aqui, claro.

[36:31] Filipe: Essa pergunta é difícil.

[36:33] João: Ainda bem.

[36:34] Filipe: Não, meu. O que é que a serra sabe sobre mim? Sabe tudo.

[36:38] João: Ok. Isso é altamente revelador.

[36:41] Filipe: Muito pouco.

[36:43] João: Então, mas se calhar não interessa saber muito mais.

[36:45] Filipe: É o que é. Sou um gajo que gosta de correr. Gosto de desfrutar da corrida. Gosto de ir com o meu pensamento. Com as minhas ideias. Vou metendo as ideias no lugar.

[36:56] João: Criatividade?

[36:57] Filipe: Muito isso. Também.

[36:58] João: Ok. Muita criatividade.

[37:00] Filipe: Vou falando muito com a serra.

[37:01] João: Mas falas muito?

[37:02] Filipe: Muito.

[37:03] João: A sério, tu falas muito quando vais sozinho.

[37:05] Filipe: Ah, sim.

[37:06] João: Isso é muito bom. Isto é uma coisa que eu não sabia.

[37:09] Filipe: Nunca vou sozinho.

[37:10] João: Ah, isso é verdade. Isso é uma grande verdade. Última pergunta. Portanto, a segunda desta sequência, que é a última. O que dirão as tuas sapatilhas daqui a 30 anos?

[37:20] Filipe: Ui, espero que te digam que já estão cheias de quilómetros.

[37:23] João: Ok.

[37:24] Filipe: Que é bom sinal. É um sinal que não parámos.

[37:26] João: Mas em provas.

[37:28] Filipe: Vou-te falar.

[37:29] João: Tens um álbum de... por acaso se ser uma boa ideia, um álbum com um stick com autocolantes a pôr nas provas. Esta já a fiz, este já o pus.

[37:38] Filipe: Pá, curiosamente não tenho nada.

[37:41] João: Nadinha?

[37:41] Filipe: Até há uns anos atrás guardava os dorsais todos. Um dia zanguei-me, tenho lá muita coisa em casa, mandei tudo para fora, portanto não tenho qualquer registo, prova, nada, zero.

[37:51] João: Se alguém disser, eu vi o Filipe Coelho correr, nós podemos dizer, não, não, ele na verdade nunca saiu do sofá.

[37:57] Filipe: Por exemplo.

[37:58] João: Ok. Não, mas é mentira porque eu já contigo algumas vezes, portanto é isso.

[38:02] Filipe: Mas não tenho registo, não faço ideia que provas é que já fiz ou que deixei de fazer.

[38:07] João: Eu a contar a gente também não faz ideia, já vai por lá.

[38:09] Filipe: Sei que há malta que tem o Excel, há outras que guardam os dorsais, pá.

[38:13] João: Eu quis fazer um Word, eu fiz um Word, mas não é. Eu e o Excel na altura não nos dávamos muito bem, mas só atualizei até há 3 anos, portanto há 2, 3 anos que já não consigo, já não estou a ouvir isso.

[38:26] Filipe: Pá, olha o que é.

[38:27] João: Eu sei que são mais de 70.

[38:28] Filipe: Às vezes olho para trás e gostava de ter o registo e de saber quantas foram e quantos quilómetros. Pá, mas não tenho. O mais próximo vai sendo o Strava com as corridas ali para trás e vai vindo, mas nem as contei todas.

[38:39] João: Por falar nisso, nem sei se eu tenho o teu Strava.

[38:41] Filipe: Tens, tens.

[38:41] João: Tenho? Aqui está mais uma informação que eu não sei porque tenho que ir lá desmistificar.

[38:45] Filipe: De certeza que tens. Eu tenho o teu, portanto.

[38:47] João: Pois é, eu também tenho o teu. Último pedido que tenho para ti, que é, e agora é a palavra toda tua, deixa uma mensagem a quem está indeciso sobre começar a fazer desporto, correr, sobretudo correr. Dentro de ti, qual é a melhor mensagem que podes dar a essas pessoas, a quem nós queremos que tire o rabo do sofá para se lançar? De forma continuada, claro.

[39:12] Filipe: Eu acho que é correr e não só, correr, fazer desporto, de alguma forma, nem que seja caminhar, Acho que faz parte da vida, é aquilo que nos torna mais saudáveis, não é? O sofá, a má alimentação, isso é uma coisa que a longo prazo só te vai trazer desgraça, não é? Doenças e coisas assim. E acho que, sobretudo, sair do sofá, começar a treinar, começar a fazer alguma coisa que é por nós, pela nossa saúde, acho que a principal motivação deve ser sempre essa. E sobretudo olhando-nos ao espelho e estamos bem connosco. Eu sinto muito isso. Quando tenho uns quilos a mais já é uma coisa que me faz alguma diferença e então... Volto a atacar nas provas.

[39:56] João: Portanto, achas que podia resolver se as pessoas andassem com os espelhos na rua?

[39:59] Filipe: Não.

[40:00] João: Não iria?

[40:01] Filipe: Resolvia-se se as pessoas refletissem. Se fizessem um bocado de exercício.

[40:03] João: Então e se ao pé das televisões as pessoas estiverem em espelhos? Achas que pode resultar?

[40:07] Filipe: Também.

[40:07] João: Também não?

[40:08] Filipe: Tirando o rabinho do sofá, fazer alguma coisinha.

[40:10] João: Ora, aí está a bela mensagem.

[40:12] Filipe: Andamos todas mais bem-dispostas também.

[40:14] João: Obrigado, meu caro.

[40:16] Filipe: Obrigado.

[40:18] João: Esta foi mais uma entrevista daquelas que deixam marcas. Marcas de quem abandonou o sofá e sai para correr. Se também acharam, partilhem, subscrevam, comentem e no fundo façam sugestões para joaocarlosilva88.com Fico à vossa espera, um grande abraço e até à próxima, pessoal.

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