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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

20
Ago19

A disciplina é uma coisa tramada, a falta dela ainda mais...


João Silva

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Pelo menos duas vezes por ano passo por este "martírio". É uma espécie de calvário e talvez seja também o preço a pagar por ter uma certa necessidade de encarreirar tudo numa determinada organização e com uma previsão pré-programada.

Em 2018, cheguei a fevereiro e lá tive de ceder às amarras da indisciplina e passei por uma fase com as guardas mais em baixo. Ou seja, canso-me de determinadas rotinas a que me submeto por vontade própria e depois preciso de um tempo de "deixa andar" até voltar ao ponto onde estava. Excelente nesse aspeto é o facto de não ser uma retoma rígida. Isto é, durante o tempo de "deixa andar", aprendi como poderia lidar com determinados elementos e introduzi essas informações na minha rotina. No fundo, alterei para refletir sobre como alterar.

Pensei, seriamente, que em 2019 tal não aconteceria. Sendo correto, não aconteceu da mesma maneira, isto porque os meus problemas do início de 2018 estavam mais relacionados com a balança e com a forma como me deixei prender por ela e pelo que ela significa(va) para mim.

A caminho de um ano e meio após essa reflexão, surgiu agora o seguinte ponto de mudança: como aumentei consideravelmente a atividade desportiva em maio e junho, senti que entrei rapidamente em overtraining. Já aqui expus o quão fico mal humorado e stressado com isso, pelo que vou saltar essa parte. 

Onde comecei a notar mais esse impacto foi no trabalho de reforço muscular, que implicava acabar o treino de corrida e depois adotar uma "postura mais calma".

Como percebi isso? Com o passar das semanas, sentia que chegava a casa depois da corrida e que me distraía com outras tarefas ou com o trabalho. Defino sempre as minhas tarefas e vejo muito frequentemente pequenas coisas como tarefas. Há alturas em que até "tremo" quando mexo no calendário do telemóvel para alterar e acrescentar lembretes, lá está, de tarefas.

O trabalho de força, que sempre planifiquei como a atividade seguinte, ficava para mais tarde. Primeira particularidade: quebra da disciplina e da metodologia de trabalho. Além disso, ao fazer o reforço a horas distintas e irregulares não garanto o devido descanso do meu corpo. Conclusão: o organismo não recupera em condições e as dores aparecem sem apelo nem agravo.

Como comecei a definir treinos diários com a duração de 2h30 a 3h00, senti-me prisioneiro do papel e foi por esse motivo que tive de adotar uma planificação mais "à vontade do momento" no mês de julho.

Por norma, faço o meu plano de treinos com um mês de antecedência. Desta feita, passei a fazê-lo semanalmente para incorporar exercícios e modalidades que fossem interessantes para a evolução da minha corrida.

Fazendo aqui um pequeno desvio, é interessante como em 2017 passei por algo semelhante em relação ao plano, uma vez que, ao fim de quase um ano e de quase 200 trajetos registados no meu computador, tive de fazer um "reset" e começar a correr por onde queria e não por onde estava estipulado. Ajudou imenso e manteve a paixão.

Ainda em relação à disciplina ou à falta dela, considerando que senti que o reforço muscular não estava a ser realizado com foco, passei a definir dias específicos para o fazer. Fantástico nessa mudança foi perceber o quanto o meu corpo gostou, porque assimilou melhor as cargas.

Como substituição, passei a definir sessões de treino igualmente longas mas de uma só modalidade. Ou seja: em vez de acabar a corrida e ir fazer reforço muscular, passei a correr duas horas seguidas ou a pedalar durante esse tempo e passei o reforço para sessões isoladas, por exemplo, duas ou três horas de reforço de abdominais, pernas e glúteos.

Ao fim de algumas semanas, o corpo agradeceu a (suposta) indisciplina.

E desse lado também há os eternos indisciplinados ou é tudo malta muito certinha?

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