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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

08
Jul19

Cada um é como cada qual...e não tem mal


João Silva

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Não muitas vezes me apetece "resmungar" com a vida por me ter oferecido uma biologia manhosa.

Mas é o que é e temos de lidar com aquilo que nos saiu na rifa.

E de que falo?

Daquele "maluco" que temos dentro de nós e se chama metabolismo. Basicamente, o processo orgânico de transformação de energia e funcionamento do nosso corpo.

E isto leva-nos àquela afirmação (não correta a 100 por cento) de que temos uma boa ou uma má predisposição genética.

E isso nota-se onde? Naquilo que dizemos em tom de brincadeira: só podes ser ruim, comes sem parar e não engordas (não é necessariamente bom, considerando que não engordar não significa ser saudável).

Ainda assim, apesar de (ter de) me conformar com isso, não deixo de praguejar em determinados momentos. Há alturas em que aumento o consumo de alimentos (como já disse, nesta fase da minha vida, a dose é o veneno e não a tipologia dos alimentos: não como porcarias mas como muito de determinadas coisas). E o que sinto? Que se aumentar a ingestão de comida e me desleixar um pouco na parte da alimentação, em pouco menos de nada noto que ganho volume (é o mais normal, por exemplo, quando se comem muitas leguminosas ou aveia - às vezes também em produtos com glúten, mas, nesse caso, porque o glúten tem uma componente inflamatória associada) e, pior, peso.

Como já sei que isso acontece, tenho de manter sempre o alerta e não me posso descuidar ou, na pior das hipóteses, aumentar a carga dos exercícios. Qual é o inconveniente? É que, por muito que adore praticar desporto, vou entrar rapidamente em sobrecarga, fico mal humorado e, pior do que isso, abro espaço às lesões.

Como isto é um círculo (e não um ciclo) vicioso, aumentar o exercício origina o aumento da fome, pelo que há a tendência para ingerir mais alimentos.

No meio disto tudo, parece-me, pela experiência, que é necessário manter a calma. Primeiro, cada um tem o seu organismo. É de senso comum dizer que alimentos como a aveia saciam durante mais tempo. Comigo, talvez pela prática de tanto exercício, isso não acontece. O mesmo em relação à batata doce.

De seguida, outro aspeto relevante, que, inclusivamente, já foquei nos artigos das mitologias alimentares, é o inchaço/volume que se ganha e que não é aumento de peso. Ninguém engorda pelo que comeu num dia. Vai aumentar o seu volume, sobretudo, ao nível da barriga, mas porque o organismo precisa de digerir toda a comida. Contudo, não vai ganhar peso no imediato. Se tiver uma alimentação diráia de base muito saudável e praticar exercício, os excessos vão ser expulsos do organismo.

A este propósito, eu próprio tive algumas dificuldades em aceitar essa verdade e o quão me fiz sofrer à conta disso. É que, acreditem, pensar nas coisas como elas são de facto ajuda a fazer desaparecer o sentimento de culpa (que não deve estar presente).

E o vosso metabolismo também é uma espécie de monstro voraz que vive dentro de vós e que desfaz tudo o que lhe dão em três tempos?

Também têm um "bicho" insaciável dentro de vós? 

Contem lá as vossas experiências.

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07
Jul19

Best of...


João Silva

Nos próximos dias, passarei aqui em revista alguns dos vídeos que fui compilando nos meses de maio e de junho.

No fundo, é uma partilha convosco dos meus momentos (sozinho e posteriormente acompanhado) na estrada (e, por uma vez, em serra - mas onde raio tinha a cabeça).

Conto com as vossas visualizações e com os vossos comentários.

Gostava de saber se também têm desenvolvido algum interesse por registar alguns momentos de treinos.

Falo por mim, passo por zonas tão distintas e esplendorosas e tenho uma vontade voraz de registar tudo que só podia mesmo encontrar uma solução para gravar os melhores momentos.

 

06
Jul19

E que no segundo semestre...


João Silva

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No ano passado, tinha imaginado este semestre como um mais propício a meias maratonas.

À partida, contava com quatro, uma maratona (Porto) e quatro provas de 10 km. 

Infelizmente, algumas contrariedades pessoais fizeram-me deitar por terra esses planos. Certa (se não me magoar ou não tiver nenhuma notícia nefasta) está a Maratona do Porto. Logo desde o início que esse era o meu maior objetivo para a segunda metade de 2019. À exceção dessa prova, se tudo se proporcionar nesse sentido, poderei correr uma ou duas meias maratonas e uma ou duas provas de 10 km, mas, por agora, tudo é uma incógnita.

Em termos de provas, de facto, haverá uma redução, o que, por outro lado, me permitirá fazer treinos mais duros e de forma mais permanente. Portanto, como as provas são sempre aquele momento especial, falarei delas depois de expor os meus objetivos em termos de treinos.

Nesse sentido, de julho a setembro (altura da primeira meia maratona que supostamente farei), prevejo treinos longos, se possível, na ordem das 2h30 a 3h00, pelo menos, duas a três vezes por mês. A partir de meados de setembro entra em marcha o plano de calmia para garantir que chego bem e em forma à maratona do Porto.

Prevejo "trepar" mais serras por estrada, foi algo que me fascinou em maio e deixou-me água na boca para conseguir chegar a terras como Alcouce, Almalaguês ou mesmo Miranda do Corvo.

Ao nível da corrida, tratarei de implementar algns treinos de séries e de fartleks, elementos que descurei desde finais de março e que são muito importantes para tentar aumentar a velocidade e a capacidade de "explosão" do organismo. Ou seja: pretendo aumentar o VO2máx.

Foi algo que me ficou no coração e que pretendo repetir com alguma frequência: treinos em serra/estradões com colegas da equipa.

Mas não ficam por aqui os meus desejos ao nível do treino: aperfeiçoar e implementar novos exercícios de reforço muscular relacionados com saltos e que melhoram a capacidade respiratória e a agilidade. Além disso, pretendo igualmente aumentar exercícios de reforço do core.

Contudo, existe uma modalidade que espero praticar com muito mais frequência e distâncias monstras: ciclismo de estrada. Ainda assim, a prioridade é ter uns calções próprios, pois não queria mesmo nada deixar de ser humano e passar a ser um babuíno.

Deixando de parte os treinos, cuja planificação passará a ser sobretudo quinzenal e não mensal, pois tal permitir-me-á ter uma melhor noção da minha evolução e uma maior flexibilidade em termos de sessões a realizar.

Para último, ficam os objetivos "práticos", aqueles relacionados com as provas: não é segredo nenhum que o maior objetivo é sempre reduzir os tempos realizados. Assim sendo, na corrida de 10 km pretendo ficar nos 41 minutos; na meia maratona quero quebrar finalmente a barreira sub-1h30 e, para o maior evento, a maratona, pretendo fazer melhor do que as 03h33'35''. Tenho a vontade de tirar três minutos ao tempo passado, mas três minutos pode ser visto como excessivo, implica alguma subida de ritmo e isso pode sair-me caro. 

Seja como for, mais perto das provas saberei como estarei.

Um outro objetivo inerente às provas, especificamente, às mais curtas, é revelar uma capacidade de explosão mais duradoura nos 10 km, mantendo uma respiração curta mas eficaz e cuidar um ritmo constantemente elevado entre o quilómetro 10 e o 15 da meia maratona.

05
Jul19

Retrato numérico do semestre passado


João Silva

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De forma a fechar em definitivo o capítulo do primeiro semestre de 2019, deixo abaixo os números "da verdade".

A saber:

  • 8 provas: 3 corridas de 10 km, 2 meias maratonas, 2 trails, 1 maratona;
  • Tempo nas provas: melhor dos 10 km - 46'48'' na 4 estações de Coimbra; melhor das maratonas - 01:42'25 na Figueira da Foz; trail (15 km) - 01:36:17 no Trail de Sicó; maratona - 03:49'26 na Maratona da Europa em Aveiro;
  • Treinos: 2253,130 km percorridos (dos quais: 1611, 680 km em corrida num tempo total de 153:53'22"; 417,81 km em bicicleta estática; 73,100 km em caminhadas; 150,540 km em bicicleta de estrada); 160 horas de reforço muscular; 28 dias de descanso;
  • O mês mais "fraco" foi o de fevereiro com 248,210 km percorridos em todas as modalidades de treino;
  • O mês mais forte foi o de junho com 630,720 km percorridos em todas as modalidades de treino;
  • O mês de junho foi aquele em que tive mais sessões de treino: foram 60;
  • Maior desnivelado acumulado em subidas: junho com 5540 m em todas as modalidades;
  • Maior desnivelado acumulado em descidas: junho 5532 m em todas as modalidades;
  • Melhor velocidade média registada em junho com 11,68 km/h em todas as modalidades;
  • Menor velocidade média registada em maio com 9,67 km/h em todas as modalidades;
  • Sessões de ioga superiores a meia hora: 10, concentradas entre maio e junho;

 

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- Registo de todos os desportos praticados

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- Registo das corridas desde agosto de 2018

 

 

Curiosidades da aplicação do meu relógio Geonaute Move 220:

Consecutivamente, passei 08 dias 21 horas 59 minutos e 05 segundos a fazer desporto (sem contar com o trabalho de reforço muscular); percorri 2253 km, ou seja, fiquei a 347 km de atravessar o continente europeu e perdi aprox. 138 397 kcal, ou seja, o equivalente a 127 mega hambúrgueres.

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04
Jul19

Muita parra, alguma uva


João Silva

Esta é a forma de resumir o meu primeiro semestre.

A muita parra deve-se ao volume de treinos que tive. Nunca um semestre tinha sido tão produtivo a esse nível. Muitos treinos de corrida, muitos treinos longos, subidas novas e em abundância. Além disso, muita diversidade daquilo a que chamo treino alternativo: aperfeiçoei a prática do ioga, aumentei a carga do treino de reforço muscular, introduzi a bicicleta estática de forma mais constante como elemento de regeneração e ainda houve tempo para algumas caminhadas suplementares e para experimentar um desporto que tem um lugar bem quente no meu coração: o ciclismo de estrada.

A juntar à descrição anterior e o verdadeiro motor "prático" da minha planificação, participei num número considerável de provas. Foram 8 no total, tendo faltado a uma onde já estava inscrito devido a motivos pessoais. Até por aí foi uma estreia.

Perante toda aquela parra, a uva foi consideravelmente escassa. Ou seja: trabalhei tanto em treinos e depois não consegui transpor esse fortalecimento e essa evolução para as provas. De forma objetiva, em relação a 2018, os resultados foram inferiores. Não terá sido apenas o cansaço a contribuir, houve alguns descuidos em aspetos importantes, mas a sobrecarga a que me sujeitei foi mesmo o meu calcanhar de Aquiles.

Das oito competições, seis estiveram abaixo do que previa. As outras duas, as últimas, também, mas já revelaram alguns sinais de retoma, por isso, tenho de as excluir da primeira categoria.

Além do cansaço, teve também um peso muito forte no decréscimo o facto de não ter definido boas estratégias de gestão do esforço. Em algumas provas - lembro sobretudo da meia maratona de Ílhavo - quis muito em pouco tempo e depois não me encontrei mais.

Como último fator desta trilogia, sem dúvida, foi crucial ter começado a pensar mais com o coração e menos com a cabeça. Não me foquei tanto nos resultados (talvez por saber que não atingiria o que pretendia à partida?) e procurei viver mais. Não me arrependo e acrescento ainda: em boa hora o fiz.

Ter cedido na rigidez fez-me perceber o quão importante é absorver informação dos outros (boa e má) para podermos evoluir.

Foi igualmente o semestre em que comecei a refletir por escrito neste espaço sobre tudo o que envolve a (minha) corrida e a (minha) alimentação.

Desde então, tem sido reconfortante tanto feedback. Confesso que não esperava, principalmente, por parte de pessoas que não conhecia e que estabelecem contacto para tirar uma ou outra dúvida. Algo a continuar, sem sombra de dúvida.

Apesar de a nota não poder ser uma positiva perfeita, devido aos resultados, é, indubitavelmente, positiva pela experiência, pelas descobertas, pelos desportos que experimentei, pelas pessoas que conheci (melhor) e, não podia deixar de ser assim, pela maratona feita em Aveiro. Foi a segunda, o tempo foi inferior - também não há comparação porque os percursos são distintos - mas foi aquela distância que me deixa positivamente ansioso.

Para último, fica a menção e o obrigado à pessoa mais importante da minha vida, que é simultaneamente minha esposa, amiga e treinadora. Não desfazendo de ninguém mas é a pessoa com quem partilho tudo e que acredita em mim (muito) mais do que eu próprio.

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03
Jul19

É bom, dá pressão, mas faz bem ao coração


João Silva

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Não me arrependo nada de divulgar a minha história.

Nada dela.

Mas tenho um enorme defeito: sinto-me pressionado.

Sabe-me bem ouvir os elogios e poder partilhar o que fui e onde estou agora. Faço-o sempre com um sorriso nos lábios (e nos olhos). Seguramente que é genuíno.

Porém, não consigo deixar de pensar que existe um lado negro desta exposição toda a que me submeto: há quem fique mais atento à minha pessoa e aos meus passos e quem espere uma escorregadela para dizer, cheio de si: "eu já sabia que não ia durar" ou "foi sol de pouca dura". E isso, quer eu queira quer não, pressiona-me.

Não me deixa falhar nem soltar algumas amarras em determinadas situações. As pessoas esperam que aja de uma determinada maneira por ter emagrecido. Na verdade, é como estar com um humorista: estamos sempre à espera de os ver dizer piadas e, quando não o fazem, deixamos de lhes achar graça.

Por outro lado, esta pressão que meto em mim e que sinto na sequência de tudo isto também me dá mais força, porque "sedimenta" o meu trabalho e o meu esforço até aqui (daí ser uma pressão que me aquece o coração) e reforça a minha maior virtude: a força de vontade.

Resumindo: é bom, dá pressão (interna e externa), mas faz-me sentir muito especial e faz-me querer continuar a agir como tal. 

Apesar de tudo, esse é o elemento que retiro dessa pressão e que tenho conseguido transformar em combustível.

Não faço mais desporto porque os outros acham que sou um bicho que só quer correr ou pedalar, faço-o porque me faz feliz e porque me ajuda a suportar muitas situações, algumas delas mais emocionais. É impossível explicar a algumas pessoas de que forma o desporto me retira alguma carga negativa.

Portanto, a pressão pode ser asfixiante, não o nego, porque cria uma expectativa nos outros em relação à nossa pessoa e ao nosso comportamento, mas, por outro lado, pode e deve ser transformada numa ação contínua. Numa vontade permanente de agir melhor.

Sim, agir, não falar. Como dizem os meus queridos alemães: "den Worten Taten folgen lassen" (fazer mais e falar menos).

 

02
Jul19

O lado B(OM) disto tudo


João Silva

Talvez tenha começado a reparar mais nisso agora que a história foi mais exposta. Além disso, também não sou crente (em nenhum sentido): bem sei que algumas pessoas se sentiram tocadas por estarem a ser "bombardeadas" com os elogios que choveram nas minhas redes sociais e dos quais fui dando conta. Algumas delas do mundo das corridas.

Mas não me importo. Muito pelo contrário: quando as pessoas me dizem algo como "eu também perdi muito peso", "eu também já fui obeso" ou "eu também recorri à corrida para emagrecer", fico feliz. Mais do que roubar protagonismo, sinto que foi preciso um precursor, um elemento capaz de se chegar à frente e de dizer sem problemas: fui gordo, já não sou, tive problemas, sofri, mas dei a volta. No fundo, sinto que acabei por funcionar como estimulador para que algumas pessoas "saíssem" do armário das gulodices e assumissem e contassem a sua história. E têm sido tão boas. Tenho ouvido muitas e tantas tão boas. Nenhuma igual, mas (quase) todas com um denominador comum: a corrida, o que ainda me engrandece mais o coração.

Independentemente de tudo o resto e da boa ou da má fé das pessoas e dos seus elogios à minha história: para dar cabo do flagelo que é a obesidade é preciso haver pessoas como nós, sem medo de contar e mostrar. Contudo, para mim, é absolutamente essencial transmitir que é possível mudar, mas faço tudo para evidenciar que só lá vai com tempo e dedicação: não é de um dia para o outro.

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É um cliché afirmar isso, mas só quando se sente tudo na pele é que se pode perceber que existe fundamento naquela declaração.

Por fim, em tom de conclusão, deixo o pedido para que não tenham medo de falar nem de se mostrar. Haverá coisas más na exposição, como o facto de reverlarmos um lado mais débil de nós ou de podermos ser "minados" com comentários como "vais voltar para lá outra vez". Algo que aprendi e já não foi nesta fase foi que haverá sempre gente pronta a dizer "eu bem disse que não durava" na hora em que existir alguma falha. Mas querem saber o melhor? Pouco ou nada importa. Depende tudo da própria pessoa. Acreditem, se fosse fácil fazê-lo de forma sustentável e saudável, não haveria tanto produto nem tanta "banha da cobra" à venda no mercado. Portanto, se chegaram lá com o vosso empenho, só se devem orgulhar disso e, dentro do possível, continuar no mesmo caminho.

 

01
Jul19

Hoje fui pela primeira vez Atleta do Pelotão


João Silva

Hoje começou um mês importante para mim, não só porque me dará o direito a acrescentar mais um ano à minha vida, mas também porque representa mais um passo naquilo que pode ser uma forma de ajudar outras pessoas na mesma situação em que estive em novembro de 2016.

A revista Atletismo, uma referência da modalidade em Portugal, interessou-se pela minha história e, na pessoa do senhor Manuel Sequeira, entrevistou-me com o intuito de me dedicar o espaço "Atleta do Pelotão", uma rubrica onde revelam fontes de inspiração e de partilha para outros corredores.

Uma forma de promover o desporto e de mostrar, através de exemplos "amadores", que é possível usar a atividade desportiva, no caso, a corrida, como forma de promoção de um estilo de vida saudável.

Uma vez mais e correndo o risco de me repetir, fiquei lisonjeado pelo interesse e pelo destaque. Obrigado ao senhor Manuel pela simpatia e cordialidade.

O mínimo que posso fazer é, por conseguinte, partilhar convosco a ligação da Revista Atletismo onde podem ler algumas coisas sobre este vosso amigo que ainda não sabiam.

A entrevista pode ser lida aqui: https://revistaatletismo.com/joao-balcas-silvade-118-kg-a-maratonista-em-dois-anos/ 

Fico, desde já, grato pela vossa atenção e leitura.

Um bem haja a todos e obrigado.

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30
Jun19

Iogo, logo existo


João Silva

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Por diversas vezes já foquei o lado bom do ioga nos alongamentos e no processo de regeneração do corpo.

Além da parte muscular, tem um impacto maravilhoso no lado psicológico. E também é treino.

No geral, cada repetição deve prolongar-se por dez inspirações e expirações profundas. Verão em poucos segundos o quão bem se sentem.

Foi uma componente muito desvalorizada por vários elementos ligados ao desporto. No entanto, no meu caso, só me resta recomendar vivamente.

Depois da maratona do Porto, foi através dos exercícios acima mencionados (extraídos da revista Runner's World) que consegui recuperar frescura e ganhar elasticidade nas articulações. A partir desse momento, não mais larguei o ioga.

Numa primeira fase, integrou diariamente o meu plano.

Posteriormente, devido a algum desgaste ou a falta de tempo, espacei a execução dos exercícios.

É como uma espécie de rolo muscular no que diz respeito à eliminação de fáscias ou mesmo de nós musculares.

No mês de maio, numa fase em que me sentia sufocado pela sobrecarga de treinos, decidi instalar uma aplicação de ioga no telemóvel.

No dia 31 desse mesmo mês, fiz uma hora desses exercícios. Foi um dia de folga, mas senti que precisava de fazer algum exercício e estava de mau humor. 

Depois de ter "sofrido" com aqueles exercícios de ioga, fiquei muito melhor, sobretudo, muito mais relaxado.

Portanto, na dose certa, só vejo benefícios para qualquer desportista na prática do ioga: relaxa, alonga, revitaliza, traz paz de espírito e recupera a destreza muscular.

E, não menos importante, torna-nos muito mais flexíveis do que imaginávamos ser. Previne lesões nas articulações, uma vez que lhes dá robustez.

29
Jun19

O desinteresse esconde (ou não) incapacidade


João Silva

Trata-se de um pensamento que, de tempos a tempos, me visita.

Já dissertei várias vezes neste espaço sobre a necessidade de encarar as expetativas com outros olhos e de aproveitar melhor toda esta experiência, sem aumentar os níveis de pressão de forma desnecessária.

Mas, por vezes, o outros nível de exercício mental que faço prende-se com o outro lado: é verdade que não é preciso (nem útil) viver com a pressão dos resultados. É nefasto e, quando as coisas não correm nem fluem, a única coisa que faz é provocar desilusão e tristeza, acabando por roubar o divertimento e o prazer que o desporto deve e tem de ter.

Todavia, o desinteresse pelos resultados também esconde uma certa dose de incapacidade.

Não vejo isso com maus olhos, é uma estratégia tão válida como qualquer outra para que, enquanto atleta, me sinta bem com o que faço. Ainda assim, tenho de me mostrar desinteressado pelos resultados para não cair em desespero, para relativizar a evolução e para não sobrevalorizar o que corre mal.

 

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Apesar desta incapacidade, o lado bom é poder refletir: ou seja, a partir do momento em que percebo que houve um decréscimo de forma e que comecei a relativizar os resultados porque percebi que não eram tão bons como queria, tenho de perceber o que posso fazer para melhorar.

Uma coisa tem de ser a consequência da outra: se reflito e me adapto, tenho de aceitar que a evolução positiva pode mesmo demorar a acontecer. No meu entender, por uma questão de coerência, o que não pode suceder é voltar a ser "resultadista" ao mais ínfimo sinal de que as coisas estão a correr bem.

A capacidade não se perde e o interesse ganha-se novamente. Contudo, deve integrar sempre o que a experiência ajudou a reconhecer: não preciso de correr atrás de resultados, preciso de trabalhar bem e de me focar na minha alimentação e no meu desempenho para que depois os resultados surjam como naturalidade e também como efeito secundário da prática de uma atividade que me faz tão feliz.

 

28
Jun19

A teoria da relativização


João Silva

Poderia ser uma variante das teorias físicas de Einstein. Só que não é.

Adoro física teórica, mas isto de que vos falo está relacionado com a química...que leva ao equilíbrio do nosso organismo.

 

Uma forma que tenho encontrado para lidar com a pressão que coloco em mim é aprendendo a relativizar tudo o que me acontece em termos de treino.

Quando o meu pico de forma baixou após a Maratona do Porto, tive muitas dificuldades em aceitar que o meu corpo perdeu capacidades. 

Como disse na altura, não soube lidar com as mudanças nem com a ressaca do que me aconteceu ao organismo após a prova.

De lá para cá, à exceção de uma ou outra prova, os resultados foram piorando.

É verdade que uma perda de forma iria aparecer alguma vez.

No entanto, custa. E depois há sempre duas vias: ou se aceita isso e se tenta mudar ou se é absorvido pela ideia de que se perdeu qualidade e não se sai desse buraco.

Felizmente, apesar de ter sido um processo lento e doloroso, escolhi a primeira via. Dentro de mim, sei quais foram as razões que levaram a isso. Também por isso é importante ter uma esposa com quem se possa debater todos estes detalhes. A Diana ajudou-me e ajuda-me a encontrar a causa para esse tipo de problemas. E, além disso, mais importante ainda, contribui imenso para que não deixe que eles me façam perder o equilíbrio, dar-lhes importância amplifica-os e é assim com tudo na vida. Ora, pois, desvalorizá-los na medida certa ajuda imenso a mentar a sanidade mental. Confesso que nem sempre o controlo se mantém firme e hirto, mas aos poucos lá se vai conseguindo. 

O ano de 2019 está a ser péssimo em termos de resultados objetivos, até agora, não consegui nada daquilo a que me tinha proposto no final de 2018. E, a julgar apenas por esse ponto, poderia perder o interesse no desporto. Nada mais errado, principalmente, porque a minha força de vontade não depende dos resultados e ainda porque observar e falar com alguns colegas de equipa me ajudou a ver o outro lado e a aceitar as coisas como elas são.

Não sei se voltarei aos bons resultados, mas sei que não sou um resultadista. Não vou "morrer" por causa disso.

Aprendi a saborear os momentos por que passo e as pessoas com que me cruzo em provas.

É um lado maravilhoso, genuinamente, e isso é tudo o que fica. 

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Por agora, importa-me olhar para o meu corpo e ficar satisfeito com o que vejo.

Aumentei muito a minha massa muscular desde novembro de 2016 e sinto-me revigorado, pelo que não posso achar o fim do mundo quando não chego a um determinado objetivo de tempo nas provas.

Faz parte, senão darei em maluco e isso não pode ser.

Aceitar tudo isto, por mais difícil que se afigure, faz-me desfrutar mais de cada momento da minha vida.

Sou competitivo, sempre o fui e não deixarei de o ser, mas sou-o, primeiramente, comigo próprio e procuro olhar sempre para mim antes de poder espreitar para o que os outro fazem. É um dos ensinamentos da minha esposa. Não tenho de me comparar com ninguém, tenho de olhar para mim. Ao fazê-lo, estou no caminho certo para chegar onde quero.

Mais do que pretender ascender ao inatingível porque os outros esperam isso de mim é saber que o primeiro passo para lá chegar é manter o foco no meu próprio trabalho.

 

27
Jun19

Best of Anadia Wine Run


João Silva

É difícil passar por cima do "elephant in the room", ou seja, o tempo acabou por ser um empecilho para tudo, até para as fotos.

Foi bom trocar palavras com "os do costume", rever velhos conhecidos e confraternizar com os atletas da bela ARCD Venda da Luísa. Aqui fica, uma vez mais, o meu agradecimento pelo apoio dos colegas que estiveram num dos abastecimentos. O "mais importante", isto é, aquele onde serviam o flute. Nem lhe toquei. Também não ia com esses intuitos.

Seja como for, deixo abaixo algumas fotos com os momentos especiais desta prova:

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26
Jun19

Vinha acima, vinha abaixo


João Silva

Não tendo grande altimetria, a prova acaba por ser, ainda assim, uma (pequena) montanha russa, pois contrapõe quase constantemente subidas "jeitosas" com descidas mais acentuadas.

Tirando uma ou outra "ponte" improvisada com o objetivo de nos transportar para o piso seguinte, o caminho era bem largo e ia abrilhantado a nossa passagem ora com erva, ora com plantas, ora com pedras pequenas ou zonas de terra lavrada, no domingo, totalmente enlameadas e escorregadias por causa da chuva.

E foi precisamente por isso que o percurso me pareceu desafiante e, diria mesmo, perigoso. Pensando em quem vai à caminhada, é certo que caminhar em trails não é pera doce, mas a prova acabou por não ser um passeio.

A quantidade de lama que se agarrava às sapatilhas em cada atravessamento de vinhas significava um ganho de um ou dois kg extra em cada perna. Ou seja, mais uma dificuldade cortesia do tempo. 

Em termos técnicos, com melhores condições climatéricas, o percurso far-se-ia muito bem. Sobretudo a segunda parte é muito rolante, dá para ganhar velocidade e, mais importante, para manter um ritmo alto. Por outro lado, a primeira parte, até chegarmos à adega, que, apesar de ser uma zona de muita escuridão, foi uma excelente cartada organizativa, é mais dura, é onde se encontram as "pontes improvisadas" e as valas estreitinhas todas enlameadas.

O carrossel de subidas e descidas espaçadas ajuda a "massacrar" as pernas logo na primeira metade.

Outro aspeto que despertou a minha atenção foi o ziguezague ar constante do percurso. Curva e contracurva frequentes, mais na primeira metade, o que é mais um obstáculo ao ritmo. 

O percurso é interessante. Na minha opinião, ficou bastante endurecido pelo clima, mas não deixa de ser um belo chamariz para correr num espaço "pouco comum" mas muito simbólico. Só por aí, pela beleza de tudo o que nos envolveu, já vale cada km.

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25
Jun19

Uma organização a roçar a perfeição


João Silva

 

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Se tive dificuldades na prova e me senti deslocado, em nada posso apontar isso a falhas organizativas. 

Foram sentimentos meus, mas a verdade é que aquelas pessoas, as mesmas que dão vida às Quatro estações, estiveram irrepreensíveis. 

Comecei por ter direito a um M em vez de S na camisola, mas a culpa não foi deles, até porque tive oportunidade de ver a folha de prova. 

No geral, não tenho muito a apontar. Fizeram-nos sentir bem acolhidos e colocaram um camião de alegria à nossa disposição.

Para variar, começamos praticamente a horas, até a entrada na "caixa" se fez sem problemas de maior.

Elogio ainda o facto de terem estipulado horários diferentes para as diferentes distâncias. Isso ajuda imenso e é uma grande qualidade que, parece-me, é mais característica de quem organiza trails ou eco meias maratonas do que de quem organiza provas em estrada.

Regral geral e tirando apenas uma ou outra exceção, os percursos não se cruzavam. Vendo o estado das vinhas e do piso, teria sido uma "desgraça". Nota positiva também aqui.

Os abastecimentos foram bem espaçados. Logisticamente também não dava para ser diferente. Aproveitaram zonas abertas, adegas e quintas para montar o "estaminé".

Foi excelente e uma grande forma de promoção teren-nos levado a correr para dentro de uma adega. De lamentar, a pouca iluminação, mas não poderia ser de outra forma.

O acompanhamento e as fotografias também estiveram top. 

No final de contas, aponto apenas como falhas dois aspetos: ausência de segurança na passagem final da zona industrial para o velódromo. Os polícias estavam junto à ponte final e aí não há tanta utilidade como na zona que referi antes.

O outro aspeto menos bom foi a marcação de um ou outro local. Regra geral, era fácil de perceber o caminho. Contudo, numa ou noutra viragem, o que aconteceu é que não havia fitas e isso criou algum desnorte. Tanto assim que um dos meus colegas de equipa alega ter feito 26 em vez de 23 km e eu próprio cruzei-me perto do final com pessoal que se enganou.

Seja como for, é inquestionável o facto de a organização ter roçado a perfeição e de ter em mãos um projeto aliciante para promover a região. A zona é bonita. Pena a chuva, que retirou brilho, mas aquelas vinhas, quintas, herdades, adegas são algo de muito especial.

A dureza da prova deveu-se sobretudo à lama e à chuva.

Os meus parabéns aos organizadores. 

24
Jun19

Saiu... rifa...com direito a champanhe e pouco mais


João Silva

Foi estranho, mas rapidamente percebi que não tinha definido objetivos para o que encontrei.

Tinha escrito que pensava nesta prova como uma espécie de Eco Meia Maratona de Coimbra, também da mesma organização. 

Quanto ao percurso e à organização, falarei nos próximos dias. 

Por agora, em relação à minha prestação, nem sei bem que dizer. 

Ou melhor, até sei: não estava preparado para aquilo.

Gosto de correr sem chuva, mas ter de o fazer sem óculos e não ver um "boi" à frente dos olhos é duro. Como não tenho as lentes inscritas na carta e não as sei pôr nos olhos (sim, tem de ser a minha esposa).

Portanto, uma contrariedade. 

A segunda é totalmente da minha responsabilidade: levar sapatilhas de estrada para vinhas e terrenos completamente encharcados e enlameados é peregrino. Em minha defesa, se bem que não é defesa nenhuma, não sabia ao que ia. Foi a primeira vez que fiz a prova e também julguei que não teria de suportar um dilúvio tão intenso.

Errado, errado e nada mais errado.

Choveu copiosamente o tempo todo e essa foi uma das grandes dificuldades. Gosto de correr à chuva mas não com a chuva sem tréguas. 

Havia muito pouca estrada. No total, nem deve ter chegado a 01 km. 

Portanto, pé nos estradões e enlameados e primeira patinagem. 

Perante esse cenário, pensei logo: amigo (sim, trato-me bem), esquece lá tempos, tenta desfrutar (conselho sábio da minha esposa ao telefone antes de começar a prova) e chegar bem ao fim. Um dos meus maiores medos é lesionar-me neste tipo de provas, porque os terrenos são muito irregulares, existem muitos troços perdidos, muitas poças ou covas, minha lama. Sinto-me desconfortável.

Durante muito tempo, não sei precisar quanto, andei a tentar pisar o chão com muito cuidado. Como não vejo ao longe sem óculos, estive sempre a olhar para o chão. Depois encontrei o colega de equipa Artur e socorri-me da sua experiência neste tipo de provas e fui vendo os sítios onde ele pisava para evitar escorregadelas.

Coisa rara e que só aconteceu porque ele estava a regressar de lesões, passei-o após termos atravessado umas valas de água por cima de tábuas e de pisos estreitos em cimento.

Em termos de ritmo, não dava para ir mais rápido. Tive medo de me lesionar, mas olhei para o relógio (desta vez sem problemas) e vi que estávamos a chegar aos 11 km ao fim de 1 hora. Ou seja, apesar do "estrago", estava bem.

De seguida, entramos numa adega (parte muito original e louvável) e aqui surge o contratempo seguinte: a memória do relógio encheu, esqueci-me de a apagar antes da prova e estive quase 03 km para conseguir apagar alguns registos anteriores e para meter novamente o aparelho a funcionar. Sim, a chuva minou-lhe os neurónios.

Portanto, fiquei sem referências. 

Depois perdi-me durante uns metros porque não vi a parte identificada, consegui aumentar o ritmo, porque a segunda metade só tinha uma parte com "lama movediça" e, apesar das curvas e contracurvas, era mais rápida.

A dada altura, dei por mim sozinho, depois voltei a encontrar atletas, perguntei a um quanto já tínhamos feito, respondeu-me que faltavam 02 km.

Não deve estar bem da cabeça, pensei. Tinha perdido o GPS mas não tinha perdido o juízo e sabia que ainda faltavam mais km para o fim. 

Mais à frente, questionei um grupo de voluntários. Recebi a resposta "já fez 17 km".

Pensei "ah, era mais isto que achava". Consegui manter um ritmo estável e galgar algum terreno, volto a entrar na parte final, que já era em estrada, e deparei-me com alguns colegas de equipa que se tinham enganado no caminho e fizeram mais 03 km, voltei a patinar na lama final e depois ainda deu para um sprint.

Não tenho a noção exata do tempo. O colega de equipa que chegou imediatamente à minha frente diz que fez 01h51m, portanto, na pior das hipóteses, fiz mais 01 minuto. Mais tarde, vi as classificações oficiosas e percebi que terminei com o tempo de 1h59m02. Francamente, não me pareceu mau dadas as peripécias vividas.

Francamente, não me serve de consolo. Ia à procura de uma coisa diferente e, por aí, não poderei considerar este resultado. 

Foi interessante ter feito a prova sem a minha água, mas tive de tomar essa decisão porque pressenti que ia precisar das mãos e também achei curioso ter abastecido meia banana aos 8 km. Não sei de onde veio aquele "uma banana por favor", não estava em esforço, mas o corpo falou mais alto. Ainda bem, porque senti que me ajudou.

Posto isto, foi uma forma interessante de acabar as provas do semestre. 

Pena a chuva e a lama, o desconforto e o deslocamento do habitat, mas também é muito importante ver como nos safamos num meio diferente. Nesse sentido, o treino que fiz na serra foi muito útil.

Um agradecimento especial aos colegas da minha equipa. Sinto-me sempre muito bem com aquele pessoal. Pena a chuva não ter dado para a amena cavaqueira.

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Separador destinado aos posts de alimentação e a todo o processo de emagrecimento e de reeducação alimentar que me fez baixar de 118 kg par 74 kg desde novembro de 2016.

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