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Tira o rabo do sofá

Em 2016 era obeso. Hoje sou maratonista com 8 maratonas e mais de 70 provas. Partilho histórias, dicas para iniciantes e motivação diária para te ajudar a perder peso e sair do sedentarismo. Tira o rabo do sofá!

Tira o rabo do sofá

Em 2016 era obeso. Hoje sou maratonista com 8 maratonas e mais de 70 provas. Partilho histórias, dicas para iniciantes e motivação diária para te ajudar a perder peso e sair do sedentarismo. Tira o rabo do sofá!

Tira o Rabo do Sofá

https://youtu.be/9sw9AHC7wiU?si=JEvLDlihcdZiHKoy

O que dizem as minhas sapatilhas

27.04.24

Como assim? Isso é que é um longo?


João Silva

Menos é mais. Máxima de ouro em tudo, mais ainda no que toca à progressão no atletismo. 

Não se corre mais rápido por se correr muitos quilómetro. Fazer muitos treinos de longas distâncias tem um propósito: aumentar a resistência e ajudar na economia de corrida. Contudo, também chega uma altura em se torna problemático pelo stress que causa no corpo e pelo cansaço que acumula.

Sempre gostei de correr muito. Por isso, optei por colocar os meus treinos longos ao fim de semana. Duas horas era o mínimo. Não o fazia só pela parte da paixão, também achava que precisava disso para comer mais (não para comer porcarias), porque sabia que estava tudo "abrangido" pelo treino.

Há relativamente pouco tempo descobri que o mestre da atualidade das maratonas, Eliud Kipchoge, faz apenas um treino longo por semana e essa sessão não passa das duas horas. Leram bem. Duas horas!

Podem confirmar no vídeo o que vos digo:

E quando vejo isto, apesar do treino longo dele ser feito a um ritmo de 3 minutos e 40 segundos na primeira hora e a 3 minutos e 7 segundos na segunda hora, penso no ridículo que fui/sou. 

Obviamente que não me posso comparar. Eu sei que jamais atingirei aqueles ritmos, mas o que posso esperar de fases em que corro duas horas todos os dias durante meses (aconteceu há mais de dois anos) ou de períodos de treino em que tenho duas sessões de velocidade na semana e depois carrego com dois longos seguidos de 2 horas e 2 horas e 30 minutos? 

Nunca me admirei dos problemas físicos que tinha ocasionalmente depois de cargas destas. Muito aguentou o corpo. Em quase sete anos de corridas, tive apenas uma lesão que me deixou k.o.. Mas tive muitos períodos de problemas de forma. Porque nunca ajustei a minha paixão às necessidades do meu corpo. O mestre queniano prova mais uma vez que menos é sempre mais.

 

22.04.24

E o puré passou a panqueca!


João Silva

Transformar um puré em panqueca foi uma "arte".

Para tal, aqui segui religiosamente a receita original:

https://comidadebebe.pt/receitas/panquecas/panquecas-de-cenoura-laranja-e-maca/

Não há que enganar. Aquilo fica feito na hora. Mas que regalo. 

Talvez por também ter fome, mas o Mateus comeu de enfiada. Deixa um pai de coração cheio e de peito "feito".

Mesmo que não tenham filhos, experimentem. Aquilo não tem nada de mal e é um belo snack para uma tarde de domingo após o treino matinal.

Ver uma série ou brincar em família e comer umas belas panquecas sabe mesmo bem.

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17.04.24

O tempo que não se consegue prever


João Silva

Por norma, uma lesão "imediata", como uma fratura, apresenta um diagnóstico fiel quanto ao tempo de paragem.

Se algo se partir ou romper, sabe-se o tempo médio até à recuperação do osso ou do tecido (não me refiro a tecidos moles como músculos). Se nada correr mal, é assim que funciona.

Numa lesão muscular, há um tempo médio estimado para "reanimar" o dito, mas, depois disso, ainda é necessário reforçá-lo. É preciso trabalhá-lo muito bem e dar-lhe descanso para que repouse e se regenere.

É muito frequente haver alterações nas previsões das lesões musculares.

Como não é algo que se "arranja" e já está, há um risco permanente de recaída, porque pode não suportar o regresso à atividade. 

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E depois não há padrão para saber se está tudo em condições. São as sensações de cada pessoa. De cada atleta. 

Concordam comigo ou não?

Já tiveram problemas musculares que obrigassem a rever os planos iniciais de paragem?

 

13.04.24

Pode ajudar, mas prefiro à antiga


João Silva

Há uma espécie de modalidade desportiva que tem cada vez mais adeptos nos ginásios.

Falo da eletroestimulação.

De forma muito rápida, consiste na aplicação de elétrodos em diferentes pontos estratégicos do corpo e, através de movimento (normalmente, treino funcional), esses mecanismos "disparam" uma descarga elétrica nos músculos, levando-os a ativar a circulação sanguínea e, entre outras coisas e de uma forma mais complexa, a produzir massa muscular.

O argumento de "venda" é de que se trata de algo ideal para quem tem muito pouco tempo, pois as sessões são de apenas 20 minutos. Em poucos dias, começam a surgir os primeiros resultados.

Este facilitismo aborrece-me porque se trata de substituir o momento em troca de músculo. Mais uma vez, vamos atrás da tecnologia.

E nem tenho nada contra a dita, é muito útil, por exemplo, para regenerar os músculos e para tratar lesões. Se pensarem bem, era um pouco isso que já acontecia (e acontece) com a fisioterapia.

Mas do tratamento passamos ao "fazer pelos outros" e ao "ter em vez de ganhar".

Se há algo de maravilhoso no desporto, é a capacidade de nos ultrapassarmos, de puxarmos um pouquinho mais, mesmo com todos os riscos associados. O prazer de ganhar músculo e força e capacidade de corrida é ir treinando e avaliando o crescimento. 

Claro que a eletroestimulação também tem vários níveis de intensidade e, consequentemente, promove vários níveis de crescimento muscular. 

Não sou um purista e, reforço a ideia, acho mesmo que a evolução veio fazer maravilhas por nós. Porém, quem tem hipótese de treinar e prefere ir a um ginásios levar "choques"... 

Se há 20 minutos para ir levar choques (mais uns 10 ou 20 em deslocações), também os há para uma corrida, uma caminhada, um levantamento de pesos/garrafões em casa (era assim que fazia trabalho de braços em casa). Até há à possibilidade de ter PT em casa por esse período. Sai do corpo, sabe ainda melhor, a meu ver. 

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09.04.24

Fracasso


João Silva

Não sou obcecado pelo fracasso, mas vejo nele um enorme potencial. Também se reveem nesta afirmação?

Uma das coisas que mais me fascinam é perceber como alguém reverte algo mau em bom. Porque é possível.

É assim com tudo na vida, mas aqui vamos focar-nos na corrida.

Regra geral, não há treinos excecionais todos os dias. Bem pelo contrário. Há treinos específicos programados que correm francamente mal.

E é na fase mais negra de tudo que é preciso ganhar distanciamento para perceber o que se pode tirar dali.

Quando revemos o filme mental de um treino ou de uma situação da vida, vamos encontrar os detalhes do erro, do fracasso. Excesso de treino, falta de descanso, má respiração. Há tantos pormenores.

Portanto, sim, gosto de rever e de analisar um fracasso. 

Identificar o fracasso é o primeiro passo para se ter algum sucesso.

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01.04.24

"Queres vir com o papá?"


João Silva

Tenho o hábito de fazer esta pergunta ao Mateus quando vou fazer alguma tarefa ou alguma coisa mais interessante.

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A dada altura, quando o Mateus ainda nem andava há um ano, saí um pouco com ele para a parte de trás do apartamento.

Ao proferir esta pergunta senti coisas. Senti companhia. Senti-me especial por ele querer vir...

Sinto exatamente o mesmo quando o vejo a querer correr, quando o vejo a pedir-me para brincar e conhecer os meus amigos. Não pediu, mas até já fez podcasts comigo.

Vê-lo na idade das corridas, das escondidas encerra tanta magia em mim. Dou por mim a fazer aviões com os braços e a correr com ele às voltas na praça da vila. Só eu, ele e o mundo!