Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Redes sociais

Palmarés da minha vida

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Baú de corridas no blogue

Em destaque no SAPO Blogs
pub
26
Jun23

Conversas à espera de acontecer (vídeo)

#3 Maria João Benquerença


João Silva

Hoje sai mais um episódio de uma rubrica que me enche o coração.

Há sempre conversas à espera de acontecer. Esta já o era muito antes de eu e a João, como carinhosamente alguém lhe chama, nos conhecermos.

Esta mulher é fogo. No bom sentido. Também não quero problemas, não é por nada que lhe chamam a Treinadora Nazi (#marthaknowsitbetter)!

A entrevista decorreu a 29 de abril, precisamente no momento em que jantávamos em casa do nosso bom amigo Basílio logo após uma prova na Corrida 4 estações de Condeixa.

Houve de tudo: protestos pela hora, problemas de luz, chatices com a câmara, mantas para o camara man e conversa. Palavras. Ideias, partilhas. Das boas, que nos aquecem o coração. 

Então não é que a Maria João decidiu contar como é correr com três filhos em casa. E como foi abrandar a sua evolução quando apareceu a pandemia.

Podem encontrar toda a entrevista aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=Z6297NIrAQo

 

P.S.: Importa referir que a imagem teve alguns problemas de qualidade devido à gravação noturna. Ainda assim, é tudo percetível e bem audível. Espero que vos traga tanto prazer a ouvir e ver quanto me deu a mim entrevistar a Maria João!

16
Jun23

Recorde pessoal na maratona e uma viagem aos infernos (vídeo)


João Silva

Consegui finalmente fazer uma maratona abaixo de 3h15. Na verdade, na distância oficial de 42,200 m, fiz 3h13 (a prova contabilizou mais de 42,500, o que deu 3h16).

Já passou uma semana e ainda está difícil de perceber o que alcancei.

Fiquei num fantástico 5.º lugar na classificação geral e num estrondo 1.º lugar no escalão de sénior masculino.

Foi uma prova que começou como um sonho, ainda antes de ir para Coimbra, e que teve continuidade até as 24, 25 km. A partir daí, virou inferno, do pior que já enfrentei e foram tantas as vezes em que pensei em desistir.

Cãibras nos gémeos, nos adutores e nos isquiotibiais, escaldão no rosto e nos braços, muita cafeína no corpo, tonturas... Valeu-me primeiro o extraordinário Basílio à chegada, depois os enfermeiros e ainda o incrível Tiago Santos, o médico mais tagarela que existe. Tenho sorte de ele ser da minha equipa.

Fiquei triste pela forma como cheguei, mas depois fui falando com os meus colegas de equipa Maria João, Fátima, Ana Fernandes, José Carlos, Carlos Patrão (ainda não é, mas...) e até mesmo com o meu estimado Ricardo Veiga e fui percebendo o que tinha acabado de alcançar.

Deixo aqui a minha análise de vídeo a tudo o que vivi em Coimbra e uma promessa: tão depressa não volto a acabar uma maratona sem sorrir, nem que isso me estrague os objetivos...

Análise no meu canal de Youtube:

https://youtu.be/h4YxEQMljGw

 

09
Jun23

Conversas à espera de acontecer (vídeo)

#3 - Multisport


João Silva

Mais um pedaço de magia a acontecer neste blogue!

Hoje trago uma conversa com a organização desportiva Multisport, responsável pela Summer Run em Coimbra e por um evento de multidesportos a decorrer na cidade do Mondego de 08 a 11 de junho.

Como vou participar na maratona amanhã, tive a sorte de poder falar com eles e aprendi tanto.

Acima de tudo, tive imenso prazer a falar com o Ricardo Lacerda e com o Mauro Azevedo.

Já o Filipe Coelho não aparece uma única vez, mas foi a mão chefe por detrás de todas as operações.

Aquele rapaz deu vida a um belo momento que vos deixo abaixo, no meu canal de Youtube:

https://youtu.be/sLAgaUN-H1w

 

07
Jun23

Uma preparação específica é tudo


João Silva

Parece óbvio, mas nem sempre pensamos assim.

Por mim posso falar, porque nem sempre me adequei aos objetivos que tinha.

Houve muitos momentos em que o "conforto" da rotina do treino servia para tudo.

Dou um exemplo: cheguei a passar por alturas em que tinha provas de 10 km e corria cerca de uma hora todos os dias da semana que as antecedia. Ou alturas em que fazia dois treinos de velocidade máxima numa dessas semanas. Nada de errado se as ditas provas fossem objetivos intermédios, porque estariam integradas num ciclo de treinos. Porém, eram o objetivo máximo e isso retirava frescura e capacidade física. 

Demorei muito tempo a perceber que tinha de trabalhar com critério. Claro que fazia uma espécie de "tabula rasa" nos treinos porque isso me dava jeito em termos alimentares. Permitia-me superar algumas crises de fome ou frustração que pudesse ter (fome emocional). No entanto, uma vez mais, o tempo fez-me compreender que tinha de me ajustar em termos alimentares nesses dias de menor volume ou de treino adaptado.

É importante trabalhar bem. E, no caso de uma prova de 10 km, por exemplo, trabalhar bem é começar com um ciclo de treinos específicos três a quatro semanas antes.

No meu caso, agora procuro fazer um treino de ritmo elevado e um treino de séries por semana durante esse ciclo para poder chegar bem às ditas provas. 

Importante também é perceber que nem todas as provas devem ser dignas de ciclos...

04
Jun23

Ser treinador


João Silva

Há muito tempo, um colega disse-me que eu dava ares de perceber muito de corrida e que poderia ser treinador.

IMG_20180318_113936.jpgEm primeiro lugar, sabe sempre bem ouvir este tipo de palavras, de reconhecimento, no fundo.

Depois disso, deixei entrar aquelas palavras e comecei a pensar na ideia.

Na verdade, já em adolescente tinha esse bichinho em mim quando procurava conhecer e perceber táticas de futebol e quando procurava dar instruções aos colegas das minhas equipas. Além disso, força para me motivar e para motivar os outros nunca me faltou, felizmente. O espírito de equipa e de pensar no coletivo está dentro de mim, apesar de ser uma pessoa que pense para o individualismo, mesmo quando sabe que isso é prejudicial.

IMG_20181118_101234.jpg

 

A juntar a tudo isto, sou alguém que procura muito conhecimento, que gosta de perceber mecanismos e que tenta implementar ideias novas com o objetivo de melhorar. E ainda tenho tolerância aos erros (dos outros, não dos meus).

Mas tudo isto tem alguns pontos contra: primeiro, é necessário conceder autoridade a quem lidera. Se fosse treinador da minha equipa, por exemplo, seria necessário que reconhecessem em mim esse líder. Não me posso queixar de falta de reconhecimento dos meus esforços.

IMG_20210606_064815.jpg

Perante tudo isto, confesso que gostaria de ser treinador de atletismo. A nível individual, de acompanhamento de cada atleta. Tenho falado com vários atletas e muitos me pedem dicas e isso desperta em mim uma enorme vontade de partilhar conceitos, de torcer por eles, de os ver evoluir. E não sabia que era possível tirar prazer disso em termos pessoais. A verdade é que a meditação e a psicologia me fizeram mudar essa forma de pensar, porque o treino dos outros cria em nós um sentido de missão, de partilha do desporto, algo que só quem o pratica consegue sentir por igual. Treinar alguém é também acreditar no desenvolvimento da pessoa e no seu tempo de evolução. É respeitar isso. Respeitar que não são iguais a nós e que são tão válidos para eles como os nossos são para nós. 

Talvez o meu amigo Ricardo Veiga já soubesse que tenho isso emkm, na minha pessoa. Talvez. Como sempre. E talvez seja por isso que hoje treino a Fátima e que a tenho ajudado e que já tenho o Marco em "compromisso" e o Vítor como promessa para quando quiser fazer a sua primeira maratona. 

Para já, pelo menos. Mas fazer isso é algo que me dá imenso prazer. 

IMG_20230519_054809.jpg

01
Jun23

Uma criança feliz


João Silva

Não há nada melhor do que isso. Ainda mais se a criança for nossa. 

A meu ver, este dia deve servir para meter a mão na consciência sobre a forma como vemos e tratamos as crianças.

Uma coisa sei: não as devemos ver como seres inferiores. São seres humanos muito inteligentes. E, até dada altura, são um espelho de quem (des)cuida delas.

Que procuremos fazer deste dia um de reflexão para evitarmos comportamentos miseráveis como maus tratos e exploração.

Dito isto, um feliz dia de celebração da criança. São o melhor da vida.

IMG_20220221_111525.jpg

Redes sociais

Palmarés da minha vida

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Baú de corridas no blogue

Em destaque no SAPO Blogs
pub