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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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30
Mai23

Sabiam que...


João Silva

...a respiração é um indicador de que entrámos em sobrecarga de treinos?

O corpo avisa. Mais do que uma vez e de várias maneiras. Já todos ouviram falar na fadiga muscular, na fadiga mental, na irritabilidade, nas dores do corpo, etc.

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No entanto, outro indicador desse excesso de treino é a nossa respiração, que fica mais descompassada, deixa de ser ritmada, torna-se mais sôfrega e curta. Tudo isso acontece muito rápido e acompanha-nos desde o início do treino. 

Nunca tinha percebido isso até ter ouvido um dos franceses que sigo no YouTube, o Running Adict.

A verdade, meninos, é que não falha.

 

20
Mai23

Conversas à espera de acontecer (vídeo)

#1 - Basílio Simões


João Silva

Hoje trago história a este blogue.

A partir de agora, as entrevistas que fazia por escrito a atletas passaram a ser conversas gravadas... De forma natural.

A primeira ganhou vida hoje. O protagonista é Basílio Simões, maratonista meu vizinho e que também faz parte da ARCD Venda da Luísa. 

A conversa foi gravada em Aveiro, pouco depois de o Basílio ter feito mais uma meia-maratona e na ressaca da maratona de Paris.

Podem encontrar a conversa no meu canal de YouTube e lá ficarão a saber que o Basílio tem 55 anos e corre há cerca de 5, que é uma pessoa ambiciosa e que pegou nas maratonas de estaca. Tem quebrado os seus próprios recordes pessoais e as maratonas internacionais já são uma realidade bem presente na sua vida.

Recentemente, fez 3h26m em Paris!

Na conversa, também nos explica quem o puxou para estas vidas e onde vê o seu limite. Não, o Basílio não corre, também cuida da sua alimentação. Só não cuida do sono!

Ele explica tudo nesta conversa incrível que teve comigo. Obrigado pela confiança!

E agora deixo-vos com as palavras tal como foram ditas...

Conversas à espera de acontecer

 

18
Mai23

Pequenas maravilhas


João Silva

Nesta nova rubrica falo de pequenos nadas que são tudo para mim nisto das corridas. Hoje trago aquele pequeno-almoço mágico de um treino meu: iogurte natural com umas 5 colheres de aveia, uma banana, dias colheres de café e nozes a gosto. É que é tão bom! Dá-me um misto de carinho, amor e aconchego por mim próprio para o meu treino. Quem partilha um pequeno-almoço ou lanche mágico para um treino?

15
Mai23

Lesão por excesso e lesão por falta


João Silva

A dada altura, encontrei uma colega numa prova e fiquei a saber que, na altura em que me lesionei, também ela esteve parada (perto de três meses, se não me engano) por problemas musculares.

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Ao contrário de mim, ela fazia muito pouco reforço muscular. A dada altura, o corpo não aguentou e rasgou entre a virilha e a coxa.

Foi o meu oposto e, ainda assim, também ficou no estaleiro.

Aquilo fez-me pensar, porque, de facto, o meio termo é sempre o mais difícil de alcançar.

No meu caso, o corpo não aguentou o excesso e o abuso de e nos treinos. 

No caso dela, o corpo não aguentou por falta de reforço muscular, porque era rara a sessão de força.

Ambos os casos foram maus. Ainda assim, o dela foi pior.

Às vezes é tudo uma questão de "sorte". Mas a sorte também se procura...

12
Mai23

39 minutos nas 4 estações de Condeixa


João Silva

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No passado dia 29 de abril de 2023, corri os 10 km da prova 4 estações em Condeixa. Portanto, em "casa".

Foi um luxo correr com todo aquele apoio. Ainda hoje nem sei bem o que me aconteceu, porque uma pessoa levita com aqueles incentivos.

Acabei a prova em 39 minutos e 27 segundos. Penso que foi recorde pessoal, porque, na verdade, já fiz cinco provas abaixo dos 40 minutos e não sei os segundos de todas.

Acabei no 25.° lugar num total de 495 corredores, fui 10.° no meu escalão e o 24.° homem a terminar a prova.

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Arranquei bem posicionado e depois vi-me grego com um ritmo tão alto. Abaixo dos 4'/km nos primeiros dois km. Precisei de muita crença para me manter naqueles ritmos "obscenos".

Quando a prova aplanou, curiosamente, foi quando comecei a sentir dores de burro por causa do esforço e do ritmo vs a respiração. E lá andei no meu limite até que encontrei um atleta mágico que foi mantendo um ritmo alto e me fez seguir no seu encalço. Foi o meu anjo. 

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Ele bem tentou manter-me abaixo dos 4'/km, mas eu sucumbi um pouco aos 8 km e tive de o deixar ir feliz. Na descida entre os 9 e os 10 km, recompus-me e cheguei bem a tempo de receber uma ovação do público na meta. 

Foi uma prova absolutamente diabólica na forma como se cavou um espaço para a frente e para a parte de trás do pelotão.

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É engraçado ver estes dados técnicos. Estou quase nos 200 passos por minuto e a minha passada ganhou quase 10 cm de largura. A evolução tem sido muito boa e é fabuloso perceber que isso se deve mais ao que faço fora dos treinos agora. Falarei disso no futuro.

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Ficam imagens de um resto de noite maravilhoso, em convívio com boas pessoas da minha equipa e da equipa Clean Watts.

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Ah, e lá gravei mais uma conversa para o YouTube com uma atleta. Haverá novidades mim futuro próximo.

 

07
Mai23

Análise ao resultado na meia-maratona de Aveiro


João Silva

Já falei do romantismo da prova, agora venho abordar um pouco o resultado. 

Em termos numéricos, oficialmente, fiz 1h31m08 para 21,280 km. Fiquei no lugar 172 em 1680 atletas que acabaram a meia-maratona.

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Ou seja, foi um resultado incrível, até porque senti o percurso como um pouco duro. 

Comecei muito bem, tem sido assim ultimamente, há mais de um ano, sinal de que estou confiante em mim ao ponto de me levar logo para zonas de desgaste.

Os tempos parciais mostram precisamente isso. Não foi a prova relógio suíço como já me aconteceu, mas nota-se constância. Pelo menos até aos 13 km e aí tive, de facto, a primeira quebra. Não me hidratei na quantidade suficiente e respirei mal durante a ingestão. Resultado: lidar com uma dor de burro até perto dos 16 km. 

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Depois apareceu o sol descoberto e alguma dureza no percurso. Foi o meu grande momento de quebra. Foi o momento-chave para não ficar ko ali. Tive de me focar em coisas boas, de suavizar tudo o que estava a sentir, de me valorizar. 

Perto dos 20 km comecei a dar sinais de melhoria. E o final foi épico. Voei por completo quando percebi o que me esperava na meta. Que euforia do pessoal. Que euforia pessoal. Eu puxo tanto pelo público quanto quero que o público puxe por mim. Não sei viver de outra forma. Preciso desta alegria de viver para me sentir realizado. 

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Estes dados mostram ainda que o meu corpo se tornou mais eficaz recentemente. O meu batimento cardíaco é mais estável e mantém-se numa zona 5, ou seja, em zona de limite de esforço, sem estar no extremo. 

Já a cadência é bastante boa nesta fase. São quase 200 passos por minuto de média. E falamos de uma passada de 1,20m.

Fico feliz. Tenho trabalhado para chegar aqui. Mereci claramente tudo isto que vivi em termos de resultados.

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03
Mai23

Uma meia-maratona diferente em Aveiro


João Silva

Vou dividir esta análise da meia-maratona de Aveiro em duas partes. 

A prova realizou-se no passado dia 23 de abril.

O primeiro texto sai hoje e o segundo dentro de alguns dias.

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Para mim, foi uma meia-maratona. Já lá vão 13 oficiais. Para outros colegas, foi mais uma maratona. Para o André, primeiro a contar da direita, foi a primeira vez na distância. Esteve em grande, acabou ainda melhor. O bicho (ou a nossa pressão) já devem fazer das suas para a maratona do Porto em 2024.

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Começamos esta odisseia a falar numa viagem a quatro no carro do Basílio. Houve ideias de negócio para o mundo da corrida (#poopingbag ou #poopingplace), vozes manhosas de GPS, planos e sonhos de provas e até direito a detalhes nazis. A Maria João vai perceber o que quero dizer, embora eu esteja a rezar para que ela não leia isto.

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Como disse, já lá vão 13 meias-maratonas e talvez nenhuma tenha tido esta magia. Cada uma conta uma história, mas esta conta muitas.

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Era o dia dos 35 anos de casado do José Carlos. Além de mestre na arte da corrida das longas distâncias, ainda é equilibrista, pois celebrar o aniversário de casamento e correr uma maratona no mesmo dia é o mesmo que ter quatro copos na mão e não deixar cair nenhum.

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Foi o dia em que revi o meu bom amigo Eduardo. Trabalhámos juntos 7 anos no Jumbo de Aveiro. É um bom velho amigo. Não se esqueceu de me mandar uma mensagem uns dias antes da prova e lá nos encontrámos. E foi um abraço tão bom. Mesmo ali depois de um esforço bem duro na prova. E lá falámos de filhos. E lá percebi que há tanto que temos em comum na forma como vemos o nosso papel de pai. 

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Foi ainda a prova onde dei/levei um abração da minha estimada Lígia Casimiro no momento da sua chegada. Foi um novo recorde pessoal para esta jovem guerreira. Vocês não imaginam o que ela passa e trabalha para chegar à excelência que já tem! Não sei se já fez todas as seis maratonas mais conhecidas do mundo, mas para lá caminha, se não for o caso. Que bom ver aquela felicidade! Aquela cara é o rosto de um sacrifício que é recompensado com algo que se procura. Não se esquece!

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Foi a prova em que o Bruno Silva chegou com um tornozelo em forma de cachola e em que teve direito a um monte de gelo fornecido pela Cruz vermelha (ou por quem estava a vender finos, não percebi).

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Foi a prova em que se fez história para este blogue. Tratou-se da primeira entrevista em tempo real a um atleta amador. A seu tempo será publicada e também a seu tempo se conhecerá o atleta em causa. Até tive direito a um tripé humano. Impecável. E sabem que mais? Esse tripé vai virar entrevistado dentro de algum tempo. Aquilo libertou uma energia tão boa. É um caminho sem retorno.

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Foi a prova em que eu e o Basílio acabámos a fazer exercícios de recuperação da pubalgia...em cima de terra batida, na parte de trás do carro dele. 

Foi a prova em que deixámos o Tiago a definhar junto ao carro enquanto andávamos a laurear do lado oposto da Ria. Parabéns pelas tuas 3h27m na maratona, grande Tiago. E vê lá se partilhas a tua comissão no Waze!!

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Tenda desarmada, foi hora de atacar os ovos moles. Achava eu que mais ninguém queria além de mim. Se não me engano, foram mais de quatro caixas para três ou quatro pessoas.

E com isto ninguém queria almoçar. Ou melhor, todos queriam,  ninguém se decidia e ninguém sabia onde íamos manjar.

Acabámos na Rebaldaria. Ou melhor, no Rebaldaria. Uma novidade para mim: um salmão com crosta de pão ralado e mostarda. Que delícia. E até reconheci a funcionária!

Que belas conversas ali tivemos!! Um início de tarde em grande!

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Foram quase 10 anos a viver, trabalhar e estudar em Aveiro, onde também namorei e casei. Fica difícil dissociar uma prova naquela terra da minha memória. 

Aquela foi uma prova muito especial. Acho que voltar ali é voltar a um passado bom, a um pedaço de amor, a um pedaço de história. E isto também significa que vou acabar a ter de lá voltar em 2024. Esta malta não facilita e já está a pensar na maratona nesse ano. E agora, faço ou não faço?

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