Repensar e ajustar
João Silva
Se houve coisa boa na lesão mais complexa que tive foi a necessidade de ajustar e de mudar o meu método de treino.
Não era viável continuar com um período mínimo diário de 1h30 de corrida. Andei assim durante dois anos e sei que isso contribuiu para uma quebra no rendimento e para o meu problema. Porque o corpo estava constantemente sujeito a uma carga que o impedia de regenerar. E mesmo os 10 minutos extra diários de reforço muscular acabavam por não ser suficientes para compensar a necessidade de massa muscular.
Nada melhor do que bater no fundo para subir outra vez.
E acabei por criar um plano mais abrangente e diversificado.
De 1h30 de corrida passei a 1h00 (1h15 apenas nos dias de treinos técnicos), com 10 minutos de aquecimento específico e 10 minutos de alongamentos dinâmicos.
Em vez de sete dias a correr, durante muito tempo fiz 5 e 6 dias de corrida por semana.
De 10 minutos diários de reforço, passei a 45 minutos com dois dias semanais dedicados inteiramente aos abdominais e aos glúteos/estabilizadores.
Num dos dias, substituí a corrida pela bicicleta estática (reduzindo assim muito o impacto).
O cansaço vai continuando a aparecer (também não era suposto desaparecer), mas o impacto foi reduzido e, com isso, o perigo de uma nova lesão. Diria que o meu plano ganhou um equilíbrio.