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Tira o rabo do sofá

Em 2016 era obeso. Hoje sou maratonista com 8 maratonas e mais de 70 provas. Partilho histórias, dicas para iniciantes e motivação diária para te ajudar a perder peso e sair do sedentarismo. Tira o rabo do sofá!

Tira o rabo do sofá

Em 2016 era obeso. Hoje sou maratonista com 8 maratonas e mais de 70 provas. Partilho histórias, dicas para iniciantes e motivação diária para te ajudar a perder peso e sair do sedentarismo. Tira o rabo do sofá!

Tira o Rabo do Sofá

https://youtu.be/9sw9AHC7wiU?si=JEvLDlihcdZiHKoy

O que dizem as minhas sapatilhas

31.10.22

Porto 2022: a lógica da meia maratona para preparar uma maratona


João Silva

Qual a importância de escolher uma prova exigente a um mês de uma maratona?

Diz-me essa pergunta algumas vezes antes de, em agosto, ter feito a inscrição. Na verdade, foi a Diana.

Há sempre um risco associado, sobretudo, pelas lesões. 

Ainda assim, dados os meus treinos mais incidentes numa corrida de ritmo alto, fazia todo o sentido procurar uma prova que me permitisse "testar as águas".

Inicialmente, tinha pensado ir apenas rolar, mas isso não funciona assim comigo, sobretudo, porque era a única meia maratona do ano. 

O que fiz foi ajustar o plano da maratona à meia cerca de duas a três semanas. Se a ideia fosse trabalhar mais um tempo, seria importante ter mais ciclos, mas assim dava perfeitamente.

Corri a uma média de 14,40 km/hora a 4'10" km/min, o que foi excelente, principalmente, pensando no calor que nos acompanhou em outubro.

Aguentei muito tempo naquele ritmo e isso significa que estou pronto para os diferentes ciclos de ritmos que preparei para a maratona.

A dada altura do processo de treino, percebi que não iria conseguir chegar mais longe por agora. Ainda tentei algumas vezes correr a 15 km/h, mas é um ritmo muito forte para esta fase. Está tudo bem com isso.

O "menu" que preparei para o Porto foi trabalhado em Leiria. E isso foi muito importante. Permitiu-me ver que funciona. Dá um quentinho mental.

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Foto: cortesia da Native Warriors, meia maratona de Leiria em 2022

30.10.22

Porto 2022: Quem trouxe? Foi o... - especial abastecimentos


João Silva

Treinar para uma maratona implica ter fontes certas de energia. É impossível fiar-se na sorte e não corre bem se só contarmos com os abastecimentos disponíveis, até porque é muito fácil haver um congestionamento numa paragem de abastecimento e puff, lá se vai a fonte de energia.

Desde que comecei a correr maratonas que sigo uma regra de ouro: levo sempre abstecimentos sólidos e líquidos. E depois sigo outra: levo sempre o que testo nos treinos. Não se deve brincar com a roleta-russa da comida nas provas.

No passado, já recorri a barritas de fruta da Decathlon, mas tinham muito açúcar.

Depois mudei para menor quantidade dessas barras e para fruta real, mas o efeito não é o melhor, porque a entrada da energia no metabolismo não é imediata e precisamos de algo naquele momento.

Tanto andei e depois fui ao Pingo Doce.

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Certo dia, estava a escolher saqutas de fruta para o meu filho e vi umas muito boas com 120 g e com adição de aveia. Li os rótulos para me certificar de que não tinham coisas escondidas. Não, nada, eram mesmo puros.

Pois bem, desde então que usei sempre estas saquetas. Cheguei a fazer celeiro em casa. Estimo que vá precisar de seis ou sete saquetas. Ora isso não é prático para ter nas mãos. Aqui, a minha sorte foi ter uma mochila de transporte de água. Encaixei lá as ditas saquetas e comecei a treinar a retirada das mesmas sem ter de puxar a mochila para a frente. Quanto mais rápido, melhor. Todos os segundos contam e pude verificar que há sempre abrandamentos na hora de retirar e ingerir os abastecimentos.

Em termos de sabores, o produto escolhido foi o que tem aveia, banana, lima e curcuma. Também levo um com chia para o caso de precisar de uma energia extra. Cheguei ainda a experimentar o de pera, cenoura e banana, mas o sabor não é tão bom.

São fáceis de apertar. Tentei sempre ingerir as ditas saquetas em duas vezes. E, no fim, para tirar o sabor da boca e para facilitar a absorção, uns golinhos de água. Não muita, senão lá vem a dor de burro. Importante a este nível: procurar sempre uma respiração pelo nariz para não prejudicar o processo abdominal.

Nota: nenhuma saqueta foi mandada para o chão nos treinos. Tive sempre ecopontos por perto e quando não foi o caso, levei o lixo na mala. 

29.10.22

Porto 2022: sorria que dói menos


João Silva

Este foi um dos grandes ensinamentos destes sete meses dedicados a preparar a maratona do Porto: sempre que as coisas apertaram, sempre que tinha dificuldades de concentração, sempre que o corpo já ameaçava uma paragem, sorri. 

Sim, abria o rosto e sorria. Deixava que o ar fosse expelido por toda a largura da minha boca. Naquele momento, tudo era aliviado.

Não sou o único a dizê-lo: se dói, sorria, porque alivia.

Dá frescura. É por isso que o apoio do público também ajuda numa prova destas: porque nos faz sorrir e o sorriso ajuda a descontrair a mente, ajuda a "esquecer" a dureza da viagem.

Se está a doer, sorriam. 

O sorriso traz otimismo. O sorriso ajuda.

É difícil sorrir a sofrer, mas no fim vai valer a pena.

28.10.22

Porto 2022: ciclo 6


João Silva

Sexto ciclo:

 

Duração: 12 de setembro de 2022 a 02 de outubro de 2022, com meia maratona no final deste ciclo

 

Especificação

 

Segunda - Treino de fartleks watson - 2x2'/1' + 3x3'/1' +  7"4'/1' (80 minutos), mudança para sistema de 12 repetições de fartleks watson de 4'/1' a pensar na estratégia da meia maratona

 

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos) + alternância com períodos de descanso sem treino (ajustes de treino ou não em função do volume de trabalho)

 

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 5'30'' e 6'00'' km/min (50 minutos)

 

Quinta - Treino de séries - 12x1'30'' de velocidade máxima aeróbia/1'30'' de trote muito lento (75 minutos) (à exceção da última quinta-feira antes da prova a 02/10)

 

Sexta - Treino de recuperação com ritmo entre 6'00" e 6'30" (45 minutos)

 

Sábado - Treino longo máximo de 120 minutos a 17 de setembro com adoção de ritmo e maratona (1h a 13 km/h e 40-50' a 14 km/h). Treino de abastecimentos. Véspera de meia maratona, mudança para treino ligeiro de 30'. 

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 5'39" km/min (75 minutos). A 02/10, prova: meia maratona de Leiria.

 

Objetivos

Teste do corpo em ritmos elevados, tentativa de manutenção da forma para maratona, necessidade de readquirir concentração mental a pensar na prova. Na segunda parte, treino focado nos objetivos da meia maratona em termos de ritmo. Objetivo final abaixo de 1h30' na meia maratona.

Tentativa de manter quilometragem semanal acima dos 80 km.

Dificuldades: Lidar com desgaste mental, lidar com vida profissional e pessoal. Ajuste dos ritmos face às necessidades da meia maratona. Dificuldades de hidratação e de suportar muito calor numa prova. Dificuldade para manter ritmo ajustado ao corpo. Alguma perda de foco.

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27.10.22

Porto 2022: ciclo 5


João Silva

Quinto ciclo:

 

Duração: 22 de agosto de 2022 a 04 de setembro de 2022

 

Especificação: 

 

Segunda - Treino de fartleks watson - 2x2'/1' + 3x3'/1' +  7"4'/1' (80 minutos)

 

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos) + alternância com períodos de descanso sem treino

 

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 5'30'' e 6'00'' km/min (50 minutos)

 

Quinta - Treino de séries - 12x1'30'' de velocidade máxima aeróbia/1'30'' de trote muito lento (75 minutos)

 

Sexta - Treino de recuperação com ritmo entre 6'00" e 6'30" (45 minutos)

 

Sábado - Treino longo da semana progressivo, a começar nos 150 minutos, depois 160 minutos e, por fim, 180 minutos (ou seja, cheguei às 3h, o máximo programado para esta preparação).

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 5'30" km/min (75 minutos)

Objetivos: 

Aperfeiçoamento da estrutura de ritmo no limiar até chegar à ideia final para a maratona: 10' com ritmo entre 10 e 11 km/hora, 10' a ritmo de 12 km/h, 40' a 13 km/h, 10' a 12 km/h, 40' a 13 km/h, 40' a 14 km/h e 20' acima de 13 km/h. Estratégia de abastecimento assente em 40' (sólidos e líquidos) + 30' + 30' + 30' + 20'/30'.

Ultrapassagem dos 100 km por semana. Lidar com desgaste mental e físico.

Dificuldades:

Capacidade de foco em ritmo tão alto de forma permanente. Gerir problemas com formação de pubalgia. Suportar o maior treino em termos mentais e preparar a mente para o sacrifício de fazer a maratona.

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26.10.22

Porto 2022: ciclo 4


João Silva

Quarto ciclo:

 

Duração: 18 de julho de 2022 a 14 de agosto de 2022

 

Especificação: 

 

Segunda - Treino de fartleks watson - 3x2'/1' + 3x3'/1' +  4x4'/1' (80 minutos)

 

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos)

 

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 6' e 6'30'' km/min (50 minutos)

 

Quinta - Treino de séries - 12x1' de velocidade máxima aeróbia/1' de trote muito lento (60 minutos)

 

Sexta - Treino de recuperação com ritmo entre 6'30" e 7'30" (45 minutos)

 

Sábado - Treino longo da semana progressivo, a começar nos 115 minutos, depois 125 minutos e, por fim, 135 minutos (ou seja, cheguei às 2h15m).

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 5'39" km/min + 10 minutos de sprints de 10'' com recuperação de 1'30'' (última sequência de sprints) (acréscimo de 15 minutos de corrida)

 

Objetivos: 

Reforço final da velocidade, esticar períodos em ritmo elevado sem quebras. Estratégia de abastecimento assente em cada 40' (sólidos e líquidos). Estrutura de ritmo no limiar com estrutura base da maratona: 10' com ritmo entre 10 e 11 km/hora, 10' a ritmo de 12 km/h, 30' a 13 km/h, 10' a 12 km/h, 30' a 13 km/h, 10' a 12 km/h e 5'-10' a 15 km/h.

Aproximação aos 90/95 km por semana.

Dificuldades:

Gestão das dores físicas, necessidade de travar entusiasmo e de gerir ritmos altos nos treinos longos, esforço mental nos treinos de séries, esforço físico com carga de 6 treinos por semana, 3 intensos nesse período, sintomas de sobrecarga de treino, volume de km por semana. Necessidade de abrandamento e de repetição do ciclo de treinos para reforço do corpo.

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25.10.22

Porto 2022: ciclo 3


João Silva

Começo hoje uma rubrica de textos diários que têm o objetivo de criar um bom estado de espírito para a maratona do Porto, onde estarei no dia 06 de novembro.

Primeiro ciclo:

Duração: 13 de junho de 2022 a 01 de maio de 2022

Especificação: 

Segunda - Treino de fartleks watson - 4x2' de ritmo muito elevado/1' de ritmo lento + 4x3/1+ 4x4/4 (60 minutos)

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos)

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 6' e 6'30'' km/min (50 minutos)

Quinta - Treino de séries - 10x1' de velocidade máxima aeróbia/1' de trote muito lento (60 minutos)

Sexta - Treino de recuperação muito lenta, ritmo acima de 6'30'' (45 minutos)

Sábado - Treino longo da semana (100 minutos) - aumentou progressivamente 10 minutos por semana (nas três  semanas deste ciclo) - chegou aos 120 minutos.

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 5'30'' km/min (75 minutos)

Objetivos: 

Aumento da quilometragem, implementação de velocidade variável por períodos fixos de 10 minutos no treino grande (sábado - exemplo: 10'- 10-12 km/h; 10'-12 km/h; 10'-13 km/h). Sistema de abastecimentos em movimento. 

Dificuldades:

Capacidade de gerir esforço físico, necessidade de encurtamento do ciclo de treinos devido a princípios de problemas na banda iliotibial esquerda. Intensidade de treinos a partir de quinta-feira, aumento do volume de treinos para seis por semana.

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24.10.22

Porto 2022: ciclo 2


João Silva

Segundo ciclo:

Duração: 09 de maio de 2022 a 05 de junho de 2022

Especificação: 

Segunda - Treino de fartleks watson - 4x2'/1' + 4x3/1 + 2x4'/1' (60 minutos)

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos)

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 6' e 6'30'' km/min (50 minutos)

Quinta - Treino de séries - 12x30'' de velocidade máxima aeróbia/30'' de trote muito lento (60 minutos)

Sexta - Sessão de exercícios de flexibilidade, vertente fisioterapia (60-70 minutos)

Sábado - Treino longo da semana (90 minutos) - aumentou progressivamente 10 minutos por semana (nas quatro de cada ciclo)

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 6' km/min + 10 minutos de sprints de 10'' com recuperação de 1'30''

Objetivos: 

Ganho de velocidade, postura correta em treinos de velocidade, aumento gradual de quilometragem. Criar uma base de trabalho para ritmos altos. Introdução de abastecimentos sólidos nos treinos longos. Teste inicial de abastecimento a cada 40 minutos.

Dificuldades:

Sessões de treino de séries, ritmo profissional e falta de descanso.

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23.10.22

Porto 2022: ciclo 1


João Silva

Começo hoje uma rubrica de textos diários que têm o objetivo de criar um bom estado de espírito para a maratona do Porto, onde estarei no dia 06 de novembro.

Primeiro ciclo:

Duração: 04 de abril de 2022 a 01 de maio de 2022

Especificação: 

Segunda - Treino de fartleks watson - 4x2' de ritmo muito elevado/1' de ritmo lento + 4x3'/1' (60 minutos)

Terça - Treino de reforço muscular de abdominais, glúteos e elasticidade (60 minutos)

Quarta - Treino de recuperação, ritmo entre 6' e 6'30'' km/min (50 minutos)

Quinta - Treino de séries - 10x30'' de velocidade máxima aeróbia/30'' de trote muito lento (60 minutos)

Sexta - Sessão de exercícios de flexibilidade, vertente fisioterapia (60-70 minutos)

Sábado - Treino longo da semana (75-80 minutos) - aumentou progressivamente 10 minutos por semana (nas quatro de cada ciclo)

Domingo - Treino de recuperação, ritmo acima de 6' km/min + 10 minutos de sprints de 10'' com recuperação de 1'30''

Objetivos: 

Ganhar sequência base de treino, ganhar fluidez e gerar velocidade. Oscilações de ritmos nos treinos de sábado.

Dificuldades:

Gestão de oscilação entre ritmos altos e ritmos baixos, acumular de sessões do fim de semana.

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20.10.22

Não têm culpa!


João Silva

Nota prévia: a opinião que deixo abaixo é minha e baseia-se numa situação que vivi no ano passado. De forma alguma visa criticar gratuitamente quem, quase gratuitamente, nos tenta ajudar. É um lixo viver num país com SNS. E acrescento: eu é que os procurei para tratar da minha lesão.

Há um ano, relatei aqui a minha primeira grande lesão decorrente da corrida.

Como também referir fui tratado inicialmente pelo SNS.

No entanto, apesar de toda a simpatia e boa vontade para ajudar, detetei algumas falhas concetuais em quem me tratou.

Isto não é um apontar de dedos, é apenas a constatação de que, se calhar, não são o sistema certo para tratar de coisas tão específicas.

Primeiro, a ligeireza na abordagem. Mexeram na perna, perceberam que havia um bloqueio e toma lá a primeira dose de anti-inflamatórios e relaxantes musculares. Diagnóstico: feito ao de leve com "deve ser uma ligeira contratura e deve passar em cinco dias". 

Não passou. Nova ida ao centro. Desta feita, com a médica de família, que voltou a carregar na medicação (manteve os dois tipos de medicamentos). Tocar na zona foi mentira. Ver o problema nem era preciso. E passou uma ecografia de tecidos moles para dissipar dúvidas, mas nem se aventurou a ver a mobilidade da coxa direita. Viu da esquerda.

Mais uma semana com uma nova "farmácia" em casa, manutenção das dores e, em algumas situações, agravamento da mesma.

Sabem aquela lógica de "ela é a médica mas eu sei o que sinto". A falha maior que aponto é não ter administrado qualquer sessão de fisioterapia. E porquê? Porque andar 20 dias com dores me fez adotar uma nova postura para compensar todos os problemas. E isso levou a dor para as coxas e trouxe-me belos momentos de ardor na coxa. Irradiação de dor por toda a perna. 

Se, por um lado, era necessário domar a dor, por outro, sem abordagem de um profissional em problemas musculares, não se resolvem lesões musculares.

Desta vez não fui lá, mandei e-mail a dar conta da persistência da dor e a informar que só tinha marcação para a ecografia dali a um mês!!! 

Foi desta que houve fisioterapia? Fehlanzeige (o tanas!), como se diz em alemão! Sacou de um medicamento de guerra: o tramadol. De 75 mg!!! Um opioide que atua no sistema nervoso central. Tive medo. E ponderei não levantar a receita. Eu sabia que me ia tirar a dor. Aquilo é um todo-o-terreno.

Mas tirar a dor não era resolver o problema de base. Como é que aquilo podia regenerar o músculo? Onde esteve bem foi na passagem do segundo relaxante muscular e do complexo vitamínico (à terceira tentativa). O segundo anti-inflamatório que tomei também foi uma grande ajuda. Porquê? Porque, de forma resumida, neste processo tomei metamizol magnésico e vitaminas B12, B6 e B.

Isso ajudou na regeneração e fazia-me sentir bem. 

Mas o problema ficou verdadeiramente resolvido quando deixei de ser teimoso e falei com a direção da minha equipa para receber tratamento de fisioterapia da equipa. Houve motivos para não o fazer. Histórias de outro livro. 

Ponto final nisto: as médicas tentaram ajudar. Sem dúvida. Mas fizeram-no com base na abordagem base de que tudo se resolve com medicamentos. Mas os músculos não funcionam assim. Quantas vezes não é necessário adotar eletroterapia para estimular os ditos?!! E quantas vezes não é necessário adotar exercícios posturais para retomar a mobilidade?!! A grande crítica que faço é o facto de não terem um conhecimento atualizado e adequado a estaa situações. Era necessário tocar naquela área, perceber o comportamento do músculo e comparar com a outra perna. Sem que mo tivessem dito, senti sempre resistência na receita de sessões de fisioterapia. 

A abordagem geral e predefinida retira rapidez na hora de fazer um diagnóstico certo. 

Seja como for, o problema foi resolvido. 

Obrigado, por isso, a quem tentou ajudar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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