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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

30
Set22

Dois bêbados e um corredor cruzam-se na esquina


João Silva

Podia ser o início de uma anedota. Mas aconteceu(-me) mesmo. 

Eram 06h da manhã e eu tinha acabado de descer uma rua estreita e muito sossegada. À volta, apenas casas fechadas no sono profundo da noite. 

Um carro vem, passa por mim e pára imediatamente depois. Percebi que era para mim. Olhei, vi a porta abrir e parei.

De dentro, vem uma voz meio sonâmbula e meio cheia de álcool. Os dois passageiros daquele carro estavam bêbados.

O condutor dirigiu-se a mim e disse: "anda cá, ouvi aqui".

Não fui, mas tive medo do movimento do condutor. Na verdade, ele apenas queria que eu ouvisse uma música dos Queen em altos berros. 

Atrevi-me apenas a dizer "grande som". Eles foram e eu fui. Assustado e meio a tremer.

Mas que raio...

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28
Set22

Não sei onde é que ele aprendeu isto


João Silva

As crianças aprendem rápido e sem que nos apercebamos disso.

A dada altura, o meu bambinito começou a fazer coisas novas todos os dias. Às vezes, nem sabíamos o que tínhamos feito para que ele pudesse imitar tal coisa.

É fascinante a naturalidade com que "aparecem à nossa frente" a fazer coisas que viram pouco tempo antes. Diz-se que são esponjas (e são, daí a importância de terem pais e mães que deem um bom exemplo).

Certo dia na praça, comecei a levantar o joelho e o pé como se me estivesse a aproximar do Mateus em câmara lenta. Daí a uns minutinhos, estava a começar a correr com o pé assim.

E depois, uns dias mais tarde, quando lhe mudava a fralda, ele, que detesta mudas de fraldas e trocas de roupa, começa a levantar a cabeça "pelo tronco". Na verdade, estava a tentar fazer abdominais. 

Não faço ideia onde viu aquilo (#sóquefaço).

26
Set22

Campo "minado"


João Silva

Já não trago aventuras do meu pequenito há muito tempo.

E hoje venho falar de algo que é capaz de dizer algo a muitos pais e mães: brinquedos. Espalhados pela casa. Qual campo de minas.

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Ele já tem quase dois anos e meio, mas a saga do campo de minas já dura há mais de um ano.

Imaginem lá o quão fixe é entrar na cozinha às escuras às 5 da manhã para não o acordar e, de repente, mandar um "biqueiro" numa taça de medição ou numa mola da roupa!

Acredito que há mais histórias destas desse lado.

24
Set22

Sabiam que...


João Silva

...os ombros tensos em corrida são um sinal de má postura?

Na cadeia de movimentos que nos leva a correr, os ombros devem assumir uma forma descontraída, deixando os braços subir e descer de forma fluida para não afetar o movimento global do corpo.

Se estiverem com demasiadas dores na zona lombar, deixem descair os braços durante uns segundos, como se eles "perdessem vida". Vai ajudar-vos.

O objetivo não é sentir os braços na cadeia de movimentos da corrida, é, ao invés, que eles vos ajudem a ganhar ritmo e a aumentar a rapidez.

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22
Set22

Verdinhas, verdinhas, bem bonitinhas


João Silva

Esta foi a última aquisição em termos de sapatilhas. E foi feita a pensar no Porto, na maratona de novembro.

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Não foram a primeira escolha, porque a minha atenção tinha recaído sobre outras de outra marca, mas a indisponibilidade de stock fez-me pender para estas.

Eu adoro a cor e isso sempre foi um chamariz para mim.

Depois apreciei muito a fineza e a leveza que aparentavam.

Lá vieram para casa e já me levaram a treinar algmas vezes.

São incrivelmete leves, pesam apenas 208 g no tamanho 44. 

E o seu ponto mais importante é o baixo amortecimento, porque permitem que o calcanhar aterre mais rapidamente no solo e não criam desequilíbrios. Têm 6 mm. 

Além disso, são muito respiráveis e adaptam-se bem a qualquer tipo de passada.

Estou rendido, mas deixo apenas um "aviso": se estão habituados a correr com sapatilhas mais pesadas ou robustas, a adaptação pode demorar alguns treinos, porque estão mais viradas para uma performance de velocidade. 

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21
Set22

Aí vão 7!! Sempre em boa companhia!!!


João Silva

Hoje significa que passaram 7 anos desde o dia em que nos casámos e 13 anos e meio desde que estamos juntos.

Já vivemos juntos há praticamente 12 anos, se a memória não me atraiçoa. 

Os desafios hoje são outros, mas as nossas vidas avançam em conjunto há praticamente um terço da vida de cada um. Já nem sei quem sou sem a tua presença, menos ainda sem o nosso projeto de vida: o nosso filho.

Somos colegas de trabalho, somos amigos, somos namorados, somos casados e somos pais.

Mesmo nos dias complicados e cheios de divergências, ainda vejo em nós amor mútuo, carinho mútuo, preocupação e amizade mútuas. Isso mostra-me que fizemos algumas coisas bem em todo este caminho. 

Na hora de me divertir, de pensar em passar tempo, de fazer coisas e de me sentir feliz, continuas a ser a pessoa com quem prefiro fazer tudo isto.

Isso é bom, é saboroso. É a nossa vitória.

Obrigado, meu amor. 

Parabéns a nós... Os três 🥳😘😍

20
Set22

Sabiam que...


João Silva

...em média, precisamos de três camadas de roupa para aguentar bem treinos debaixo do frio, da chuva e do vento no inverno?

Apesar de depender sempre da pessoa e da região do globo, é uma espécie de mantra na corrida.

Regra geral, a camada mais próxima do corpo deve conseguir absorver a nossa transpiração e, ao mesmo tempo, deve expelir a humidade. A segunda, por seu turno, deve ser bem respirável para expelir a humidade, mas deve ser aconchegante.

A última camada deve funcionar como uma espécie de armadura contra intempéries. É aquilo a que chamamos parka ou impermeável.

Quem faz trails já estará mais dentro desta necessidade, mas é muito importante andar com esta roupa toda. 

Eu próprio resisto a essa tendência e sei que é um erro, que só corrijo quando já estou bem congelado. 

No ano passado, aprendi a lição e até collants térmicos para homem comprei. Mas é uma coisa que precisa de se tornar num hábito, confesso. 

Podia fazer um testamento sobre este assunto, mas encontrei um site de corrida que tem um artigo muito muito bom.

Aconselho vivamente a sua leitura para enfrentar o frio e a chuva:

https://www.on-running.com/pt-it/articles/what-to-wear-when-running-in-the-cold-clothes-by-temperature

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18
Set22

O "doutor" explica


João Silva

Não sou eu. É o jovem do vídeo abaixo. 

Basicamente, trago esta contribuição do canal de YouTube Corrida Perfeita pela simplicidade com que explica o que é e de onde vem a dor nos quadris de  corredor. Maioritariamente, está relacionado com a má postura e com a má aterragem do pé após uma passada. 

Numa linguagem simples e bem-disposta, este brasileiro mostra-nos como podemos evitar estas complicações. Na verdade, é algo simples mas que requer implementação ao longo do tempo. 

 

16
Set22

Nutriscore: uma solução com falhas


João Silva

O assunto mete educação alimentar ao barulho.

Sejam desportistas ou não, o importante é que tenham consciência do que comem e de como comem.

Numa ótica de facilitar o conhecimento alimentar, a associação nacional francesa decidiu criar em 2017 um sistema de códigos baseado em cores (verde a vermelho) e em letras (A a E). Entretanto, já há muitas marcas a identificar os seus produtos nesse sistema. Em Portugal, a Auchan (e também o Continente) talvez seja a cadeia com maior peso a esse nível.

Basicamente, tudo isto visa ajudar o consumidor. O método de cálculo do algoritmo dos produtos é basico: por cada 100 g de produto alimentar (incluindo bebidas) subtraem-se pontos negativos como energia (calorias), gorduras saturadas, açúcares e afins a pontos positivos como quantidade de frutas, legumes, proteínas ou fibras. O resultado é transformado numa letra.

Tudo muito útil e bonito, mas desaconselha-se a comparação entre alimentos diferentes.

E nem é difícil perceber porquê. Só assim se pode compreender que um cacau puro, que tem algumas calorias por ser um alimento com muitas gorduras BOAS, seja C (para a Auchan) e o Chocapic seja um A (para a Nestlé). Ou que amêndoas puras (alimento rico em gorduras saudáveis) seja um C. 

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Quando não se está muito dentro do sistema de cálculo, é imediata a tendência para deixar de comprar cacau ou amêndoas por causa do seu resultado. E isso é errado, porque estes produtos são muito melhores para a saúde do que o Chocapic e o seu A. As amêndoas têm mais calorias por causa das gorduras (maioritariamente insaturadas) mas são muito benéficas para a cognição e para o desempenho físico. 

Outra incongruência, por exemplo, na Auchan é a classificação da farinha de trigo: sem fermento é A, com fermento é C. A diferença de calorias até prejudica o produto sem fermento e os dois têm o mesmo tipo de ingredientes (à exceção do fermento). 

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Resumindo: a ideia é fabulosa e muito útil, mas a falta de clareza e as nuances são prejudiciais para alguns produtos. 

 

14
Set22

Parece que (és)pargo!!


João Silva

O trocadilho (com o "parvo") é difícil. A receita não.

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Esta receita é uma adaptação de uma outra que já expus no blogue.

Basicamente, é uma quiche sem natas.

Como não como esse género de produtos (nada contra quem o faz), inspirei-me numa receita que já tinha encontrado e posto em prática (da página laranjalimanutricao) e fiz uma quiche diferente.

É tão simples como: cortar uma batata média (ou grande) às rodelas fininhas (faço com mandolina), forrar a base de uma forma, temperar com sal e pimenta, levar ao forno meia hora a 180 graus (forno pré-aquecido).

Entretanto, bater seis ovos (ou oito para maior consistência) com uma vara de arames, juntar sal e pimenta. Em paralelo, laminar cebola ou cortar às rodelas fininhas (mais uma vez, usei a mandolina) e cozer espargos (também dá com brócolos, corgete, feijão verde ou espinafres) com sal.

Assim que a base estiver sólida, montar uma cama de cebola, sobrepor os espargos e regar com os ovos.

Esperar 30 minutos (em média) a 190 graus e servir.

Adoro, adoro, adoro.

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12
Set22

Usar ou não usar?


João Silva

Venho agora falar de algo mais sério.

Falo do uso de analgésicos ou anti-inflamatórios como forma de tratamento de lesões/dores mas também como potenciadores de desempenho.

Refiro-me concretamente ao Ibuprofeno. Previamente, importa esclarecer que este princípio ativo não tem uma ação direta numa melhoria de desempenho desportivo (ou outro). Não pode, pelo menos até ver, ser metido no mesmo barco de substâncias como EPO.

O IBUPROFENO NÃO É DOPING.

Dito isto, pode (e deve) ser tomado como potencial aliviador da dor. Mas deve ser tomado com moderação.

O mesmo Ibuprofeno pode ser tomado numa manhã de prova (no caso do atletismo) por alguém que está cheio de dores (por várias razões) ou por alguém que procura diminuir o desgaste muscular e ter um melhor desempenho na corrida.

Sim, leram bem, é possível que o Ibuprofeno vos ajude a ter uma melhor prestação. Como? Sendo anti-inflamatório, impede que os músculos inchem na atividade física. Ou seja, não se produz tanto ácido láctico e não há tanto desgaste nos músculos. Ficam mais frescos.

Importa é não esquecer que o coração também é um músculo e que, por isso, é afetado, podendo ter dificuldades em fornecer oxigénio ao corpo e colapsar. 

Sou contra esse tipo de ações. Na verdade, só tomo medicamentos se estiver de tal forma empenado que não me consigo mexer.

Foi o caso há uns tempos por causa de adormecer o Mateus (tem de ser ao colo e a caminhar pela casa) e dos treinos. Assim, num rasgo de tontice, decidi perceber se havia mesmo melhoria no treino. Como tinha muitas dores na zona lombar, tomei 1 ibuprofen em cada um dos dias do fim de semana.

No primeiro, senti-me bem (e tinha dormido mal), mas não senti qualquer melhoria. Senti apenas ausência de dor, o que já não aconteceu no segundo dia e, menos ainda, no terceiro.

Moral da história: desnecessário e irrisório acreditar que isso pode melhorar o desempenho. Na verdade, alivia algumas dores, mas os treinos acima de hora e meia continuam a fazer mossa. Por todos os motivos e mais alguns, é absolutamente prescindível na vida de um atleta. (Profissional ou não).

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10
Set22

Aqueles desportos impossíveis de ver na TV


João Silva

Ouço muitas vezes algumas pessoas dizerem que ninguém vê uma prova de ciclismo do princípio ao fim.

Eu sou uma exceção. Mas tenho uma condição: a narração tem de ser boa. E no Eurosport costuma ser de eleição.as mesmo assim não estou cinco horas seguidas a olhar para o ecrã. Tenho de ter a TV ou o tablet ligado enquanto estou a fazer alguma coisa. Já era assim antes, "piorou" depois só nascimento do Mateus. Até com um jogo de futebol sou assim. Ponho a dar como "companhia" não como elemento principal. 

O caso do ciclismo é sintomático porque se insere num grupo de desportos que, de facto, são mais fáceis de praticar do que de ver de fio a pavio.

Outras modalidades nesse grupo são a maratona ou o triatlo. Pratico a primeira e sou admirador de quem faz a segunda, mas não passo quatro ou cinco horas a ver exclusivamente. E nem levo a mal quando alguém me diz que não vê dada maratona. São mesmo modalidades que têm algo de especial para quem faz. Algo que não passa da mesma forma para quem vê.

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Também fazem parte desse grupo? 

08
Set22

Pensar no fim ainda antes do fim


João Silva

Normalmente, diz-se que devemos aproveitar as oportunidades e os momentos sem pensar na hipótese (real ou não) de terminarem.

Não funciono assim. Talvez por ter crescido a ouvir "não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe". Então, começo logo a pensar que determinada coisa boa deixará de existir na minha vida a dada altura. 

É algo muito masoquista, mas que, infelizmente, nunca consegui resolver até agora.

Na verdade, quando tenho uma boa sequência de treinos ou estou numa boa fase de forma, penso sempre que vai ser sol de pouca dura. 

Isso leva-me a um certo desapego e a um certo desespero antecipado. É mau, bem sei, mas não é defeito, é feitio.

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E por aí também há alguém com uma visão aproximada das coisas?

06
Set22

Estás mais pequeno, homem!


João Silva

Sempre me fascinou perceber o que acontece ao corpo de um atleta durante uma prova de longa duração como é a maratona.

Por isso, parttilho convosco uma explicação mais visual no vídeo que se segue:

Como maratonista, posso dizer que uma pessoa não sente estes mecanismos no momento em que está a correr. Mas que encolhemos, aí não há dúvidas. É o impacto da desidratação. 

Umas litradas de água e vai tudo ao sítio.

04
Set22

Salva vidas... Ou pés, pelo menos


João Silva

Desse lado, alguém, corredor ou não, usa uma peça destas?

Pois bem, meus caros, isto é um milagre da criação.

É verdade que não uso sempre, mas, quando uso, noto uma diferença enorme no aquecimento dos pés, por exemplo, e nos calos.

Como corredor de longas distâncias, os meus pés ficam sempre destruídos em muito pouco tempo, secos, gretados, com calos, inchados.

Além de camadas de Nivea ao deitar, de vez em quando recorro à lima para "polir" os pés. O facto de ter duas superfícies, uma mais rígida e outra mais suave, permite-me eliminar as calosidades e amaciar a planta do pé depois.

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