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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

31
Jul22

1, 2, 3, chegou a minha vez


João Silva

Aproveitando o repto lançado pela Diana Carreira há um ano (!!!), hoje chegou a minha vez de responder às perguntas que faço na rubrica de entrevistas. 

Afinal de contas, não é todos os dias que se fazem 34 anos.

 

Nome

João Silva

 

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Foto: Treino em julho de 2021

· Idade

34 anos (feito hoje)

· Equipa

ARCD Venda da Luísa


· Praticante de atletismo desde

Dezembro de 2016


· Modalidade de atletismo preferida

Corrida em estrada

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Foto: Corrida 4 estações com a camisola da ARCD Venda da Luísa em 2018


· Prefere curtas ou longas distâncias

Resposta que nem obriga a pensar muito: longas distâncias.


· Na atual equipa desde

Setembro de 2018

· Volume de treinos por semana

Treino todos os dias. Procuro ajustar em função dos objetivos. Nivelei o meu volume por baixo após a minha lesão no ano passado (síndrome do músculo piriforme), mas ronda 1 hora/1 hora e 30 minutos de corrida por dia e 10 a 20 minutos de reforço muscular 5 vezes por semana.


· Importância dos treinos

Para mim, os treinos são praticamente tudo. São o laboratório e a clínica de tratamento ao mesmo tempo. Ou seja: permitem experimentar e melhor as técnicas de corrida e a resistência a pensar em determinada prova e ainda são o elemento de recuperação muscular ativa. Criam resiliência e dotam-nos de ferramentas para lidarmos com as dificuldades das provas.

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Foto: Castellum trail em 2018, ainda com a camisola da Casa do Benfica de Condeixa


· Se tem ou não treinador

Não tenho. Sou eu próprio. Reconheço a importância de ter um, sobretudo, para me manter na linha, porque sofro de algo que não é comum em muita gente: tenho dificuldade em parar de treinar, o que acaba por ter um efeito diferente do pretendido. Mas também sou muito autocentrado e procuro ser eu a determinar as diferentes fases do meu treino, o que, sendo honesto, não correu muito bem no último ano e meio.


· Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

O meu passado no atletismo remonta apenas a 2016, logo, não tenho uma perceção mais abrangente. Ainda assim, é fácil de constatar o óbvio: há cada vez mais mulheres. É algo de refrescante. As próprias mulheres também trabalham melhor a corrida. Do mesmo modo, há cada vez mais atletas, porque, está na moda. E os atletas amadores estão mais bem dotados de técnicas e de exercícios de reforço muscular. 

Por último, há cada vez mais provas. Aqui, confesso que não consigo perceber se é algo muito bom, porque torna banal a modalidade e cria uma febre desnecessária para se participar numa dada prova em detrimento de outra. Além dos custos exorbitantes de todas elas, apesar da imensidão de ofertas (o que é, na verdade, um grande paradoxo do meio).

· Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Após mais de três anos de blogue, é difícil ter uma história da corrida que não tenha sido relatada aqui. Seja como for, os meus encontros com cães e alguns sustos com relâmpagos e dilúvios em plena madrugada dão um bom cardápio. As "visitas" de ambulâncias de madrugada ou a sirene dos bombeiros perto das cinco da manhã no meio de uma tempestade também entram para esta caderneta de situações insólitas (e com um belo nível de medo à mistura).

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Foto: São Silvestre da Figueira da Foz, em 2019, na companhia do Ricardo Veiga e da Lígia Casimiro (e de um senhor "externo" e cujo nome desconheço)

· Aventura marcante

A minha primeira maratona . No Porto em 2018. Com a presença da minha esposa. Foi uma aventura mágica por ter sido o momento com que sonhava desde 2017. Estar rodeado de tanta gente na prova daquelas com um apoio monstruoso do público foi algo que jamais esquecerei. Foi a confirmação de que as maratonas são o meu palco. Não há nada que me dê mais prazer a correr.


· Participação em prova mais longa

Maratona. Oficialmente, já foram três. Oficiosamente já foram seis. Em treinos, já passei uma vez essa distância: fiz 50 km.


· Objetivos pessoais futuros

Tenho alguns sonhos na corrida. Parecem-me objetivos alcançáveis. São eles: correr 75 e 100 km em estrada, fazer as três maratonas do nosso país, fazer uma maratona internacional, correr uma maratona em 3h15 e, num futuro mais longínquo, correr a mesma distância em 3h00.

Noutras distâncias, tenho o objetivo de correr novamente 10 km abaixo de 40 minutos e de fazer meias maratonas em menos de 1h30. Neste patamar, sonho igualmente fazer o circuito de meias maratonas históricas do nosso país.

Não tenho uma data traçada para estas metas. Sei apenas o que quero alcançar.


· Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Para a modalidade em si prevejo uma estilização do número de provas e de participantes. Perspetivo uma estagnação devido à pandemia e, por outro lado, auguro um aumento da transmissão dos eventos deste desporto. Acho que o marketing associado vai fazer crescer o preço de provas mais populares. Por último, acredito que as condições de "trabalho" das equipas de atletismo vão mudar para melhor. Haverá mais disciplina e organização.

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Foto: 1.ª maratona, em 2018, no Porto

 


· Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

Na verdade, esse é um exercício que procuro não fazer, porque sempre acreditei que, a dada altura, ia perder a corrida da minha vida, já que era algo de extraordinariamente bem. Quando me lesionei, no ano passado, pensei muitas vezes que esta minha aventura tinha terminado. Felizmente, não foi o caso. Mas não sei como estarei em termos de forma e de treinos. Até porque a minha vida não tem sido uma história linear. Diria que a minha vida de corredor estará sempre dependente das minhas escolhas familiares e profissionais.

Diz-se sempre isto, mas vejo mesmo como o mote "enquanto dura, vida doçura". Em termos de desejos, gostava de estar num patamar de corrida capaz de acabar maratonas dentro de 3 horas (é muito ambicioso).

. O que mudou com a pandemia?

Em termos pessoais, fui afetado apenas pelo primeiro confinamento, mas, na verdade, o treino em casa já estava programado, porque a Diana estava numa fase avançada da gravidez e era necessário estar por perto. No segundo, já foi o caso e, como corri de madrugada, nunca tive problemas com multidões nem alguma coisa do género. Na verdade, tudo isto trouxe uma maior consciência dos germes que nos envolvem. E uma rotina de higiene. Em termosais abrangentes, houve uma interrupção das corridas e isso deu cabo das aspirações de muita gente. Felizmente para mim, isso não aconteceu.

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Foto: Meia maratona de Leiria, outubro de 2019

. Já participou em provas reais desde a pandemia?

Sim, mas há muito pouco tempo. Nunca me senti verdadeiramente em segurança para estar num ambiente com muita gente. Durante muito tempo, tive muitos problemas com o regresso à normalidade. Fiz duas provas virtuais, mas só recentemente é que voltei a participar em competições.

. O que vai mudar em termos de provas no futuro?

Honestamente, também acredito que haverá uma seleção natural de provas. Não me parece que vá haver pessoas e dinheiro para tantas competições. A organização também será mais clara e metódica. As partidas faseadas foram um bem maior de tudo isto. Acredito que, a dada altura, haja uma necessidade de restrição das participações apenas a pessoas vacinadas. Acredito que haja lugar para alguns não vacinados, mas julgo que serão "isolados" do grupo principal.

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Foto: Treino numa madrugada de verão em 2021

 

29
Jul22

Bem boas, quentes ou frias!

Panquecas de peixe


João Silva

Já passou algum tempo desde que partilhei aqui receitas bem boas.

Nem sempre há tempo para testar novas receitas.

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No entanto, esta é muito simples e nós replicámo-la para o Mateus.

Assim, precisam de 200 g de peixe, de 1 cebola picada, de 4 ovos, salsa q.b. e de 3 colheres de sopa de farinha (ou de mais, se a mistura ficar muito líquida).

Nós usámos pescada, mas dá com qualquer peixe. Ou cozem na hora e desfiam ou usam alguma sobra do jantar.

Misturam tudo, aquecem bem uma frigideira antiaderente (sem gordura) e está feito. É num instante. E são um vício bem bom.

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27
Jul22

As dificuldades de treinar velocidade sem pista


João Silva

Fazer séries em estrada ou serra (ou mata) é diferente de fazer treinos em pista, onde o piso é regular e não oferece obstáculos (de construção).

Tenho mais a dizer sobre o assunto. 

E faço-o neste vídeo, que também  podem encontrar no meu canal de YouTube.

Ficarei muito contente por contar com a vossa passagem por lá e com os vossos comentários.

 

25
Jul22

A alternância entre o muito e o pouco

Explicação da resistência mental num ciclo de treinos


João Silva

Hoje trago-vos uma mensagem minha gravada em vídeo.

Podem vê-la abaixo e também pode, claro está, passar no meu canal de YouTube e fazer Gosto e subscrever o dito.

O objetivo do vídeo é dar o meu parecer sobre a necessidade de manter a cabeça no lugar na hora de avaliar uma semana de treinos com sessões muito intensas, com bons desempenhos, e com sessões nada intensas, onde o propósito é a capacidade de recuperação.

Fico a aguardar o vosso comentário no canal.

23
Jul22

Que não me falhe a memória

Ou a arte de desculpar a preguiça!


João Silva

Tenho relógio com GPS para monitorizar as distâncias e os tempos de treino.

Tenho telemóvel com GPS e aplicações de treino.

Em ambos os casos, tenho forma de parametrizar treinos fracionados.

No entanto, parece que me recuso a sair da Idade da Pedra.

Então porquê, perguntam vocês?

Por duas razões: primeiro, gosto de ter o treino todo corrido no GPS, não gosto de separar as sessões. Segundo, tenho uma preguiça anormal no que toca a ir ao manual do dito relógio e procurar como se faz um desgraçado de um treino fracionado naquilo.

Assim, é só "triste" ter de andar a decorar as distâncias percorridas em cada série feita. Só no fim é que as consigo passar para um bloco de notas...se a memória não falhar.

O lado bom disto tudo, porque também o tem, é poder "enxotar" o Alzheimer mais um bocadinho.

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21
Jul22

Séries sem pista


João Silva

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Na minha terra não tenho pista de atletismo. Se quisesse fazer treino de séries (ou intervalado) nesse piso, teria de me deslocar até ao Estádio Cidade de Coimbra.

Ida e volta seriam 32 km uma ou duas vezes por semana. Mais os custos de utilização do espaço. Seria incomportável para um amador. 

Mas o que se pede é imaginação. 

No início dos inícios, utilizava um caminho muito menos frequentado atrás de minha casa.

Depois, aproveitei o espaço em terra batida (com uma espécie de pista imaginária) no antigo campo do Condeixa.

Quando passei a treinar de madrugada, mudei para uma grande reta que liga Condeixa a Alcabideque.

A partir de dada altura, deixei as séries feitas num só espaço e passei a integrar as ditas num percurso dinâmico.

Tem a grande vantagem de não ser monótono e de apresentar muitos estímulos visuais. Como também mudei o esquema desse tipo de treinos (de distância para tempo de cada série), acabou por ser muito mais prazeroso.

Portanto, o princípio é o mesmo do ginásio: não ter dinheiro não é desculpa, porque há sempre forma de fazer exercício sem gastar. Haja vontade e criatividade.

 

 

19
Jul22

Básicos para quem tem pressa


João Silva

Há exercícios muito importantes para a corrida e nem sempre é preciso muito tempo. Na verdade, são coisas que podem ser integradas numa rotina de treino. Mesmo que esta seja mais apressada para algumas pessoas.

Assim, a meu ver, há três exercícios técnicos básicos muito importantes para qualquer corredor. E são muito simples.

Primeiro: elevar os joelhos alternadamente ao nível da cintura.

Segundo: levar os calcanhares a tocar nas nádegas alternadamente.

Terceiro: andar com as pernas totalmente esticadas. 

Todos eles podem ser feitos de forma dinâmica, ou seja, em movimento. No entanto, também podem ser feitos de forma estática, ficando nós no mesmo sítio. As duas versões são vantajosas para a postura na corrida.

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17
Jul22

Aquelas regras invisíveis que nunca segui


João Silva

Falo muitas vezes na necessidade de fazer isto e aquilo para evoluir na corrida.

Naturalmente, quem já leu o meu blogue, depreende (partindo do princípio de que estou a falar verdade) que sigo um conjunto de regras ou normas invisíveis da corrida. 

No entanto, há um grupo de conselhos, cuja relevância reconheço, mas que nunca segui verdadeiramente.

Pegando no chavão da rubrica Macaquinhos no Sótão, eu (quase) nunca:

fiz aquecimento antes dos treinos. Nos treinos técnicos, incorporo-os na sessão;

usei fita medidora da frequência cardíaca.

tive o hábito de comer uma a duas horas antes de um treino. Levanto-me às 5 da manhã para treinar, não daria para me levantar às 3 ou às 4. Mas reconheço a importância e corroboro a ideia de que se ganha mais com isso ao nível do desempenho.

respeito às sessões de recuperação. Agora mudou um pouco, mas não fazia sessões de treino lento. Era tudo sempre a rasgar.

caminhei durante os treinos de corrida quando estava a começar. É importante não iniciar o desporto corrida sem caminhadas. Não o fiz em conjunto. Fí-lo em separado.

Alguém se lembra de mais algum elemento básico da corrida que possa não ter seguido?

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15
Jul22

É doping?


João Silva

Vem aí polémica.

Podemos considerar a cafeína uma substância dopante?

Sim? Então por que motivo é tolerada pelas autoridades desportivas?

Não? Então por que motivo altera o desempenho?

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Ainda antes de saber o vosso parecer, deixo-vos o meu, enquanto amante de café: não considero o café uma substância dopante, já que o seu efeito no corpo não altera duradouramente o metabolismo humano. Ou seja, enquanto estimulante, a cafeína tem um impacto. 

Pessoalmente, sinto bem o poder do café. Ajuda e noto essa diferença.

No entanto, a cafeína não é uma substância como a EPO, usada para melhorar a oxigenação muscular e com propriedades vasodilatadoras. Ou seja, não há um estímulo, há um aumento da produção de glóbulos vermelhos e isso adultera a fisionomia humana.

Portanto, não, não considero que o café seja doping.

13
Jul22

Sabiam que...


João Silva

...cruzar os braços na corrida prejudica a postura e o desempenho?

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Passo a explicar: o movimento dos braços aquando da corrida não deve levar a que estes passem à frente do nosso tronco (faço muito isso, infelizmente). Porquê? Porque tal movimento vai levar a oscilações no tronco e isso provoca desequilíbrio e problemas posturais.

Idealmente, os braços devem seguir o movimento das pernas e devem estar "por cima" delas, num movimento direito.

Pensem nos sprinters. É assim que os braços devem mexer-se. O truque está em adaptar a rapidez do movimento à natureza da corrida. Numa maratona é impensável mexer os braços à velocidade de um sprint de 100 m.

11
Jul22

Posturas (com vídeo)


João Silva

O vídeo que partilho hoje é dos melhores que já vi ligados à postura na corrida.

Traz um conjunto de informações indispensáveis para nos ajudarem a melhorar o desgaste mecânico do corpo durante a corrida.

Estás técnicas são simples de perceber, mas exigem consciência, porque vão representar uma mudança na forma como corremos: desde a colocação dos braços ao possível arraste (a evitar) dos pés.

Sem querer, encontrei uma espécie de tesouro inestimável.

09
Jul22

Sabiam que...


João Silva

...os treinos de resistência fundamental devem ser feitos a nível que não ultrapasse os 75% da frequência cardíaca máxima?

Às vezes é difícil promover uma corrida mais lenta, menos desgastante. A resistência fundamental é um desses casos.

O objetivo de fazer isso num plano de treinos é preparar o corpo para o desgaste mecânico (também psicológico) de uma longa distância.

Através de uma corrida a um ritmo mais baixo, o corpo cria mecanismos que lhe permitem poupar energia enquanto tem um desempenho mais elevado.

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07
Jul22

Sabiam que...


João Silva

...por cada ciclo de quatro semanas de treino se deve fazer uma semana de recuperação?

É uma etapa que não tem muitos fãs no mundo da corrida mas que é vital para assimilar o volume de treino do ciclo e para o integrar no nosso corpo.

Nessa semana de recuperação, que não é uma semana de não fazer nada nem de estar de papo para o ar, a redução do volume de treino deve andar entre os 40 e os 60 por cento.

Apesar de o período em causa ser de maior descanso, também se pode e deve fazer uma sessão mais curta de treino fracionado ou intervalado, por exemplo. Não deixa o corpo entrar em modo de hibernação e ajuda a estimular os músculos.

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05
Jul22

Imaginar e projetar


João Silva

Uma das coisas que mais encontrei quando comecei a correr foi a importância de imaginar o momento de cruzar a meta como algo prazeroso e bem-sucedido.

Confesso que nem sempre faço e, nos últimos dois anos, chego morto e cansaço à cama e apago logo.

Mas recordo-me que fiz esse exercício de imaginação na véspera da minha primeira meia maratona, em 2018, na Figueira da Foz.

É importante. Diria que é uma forma de meditação que visa a criação de energias positivas.

Como não é algo inato, deve ser bem treinado, devemos forçar o pensamento no lado bom da prova. Numa maratona, por exemplo, isso é mesmo fundamental.

Imaginar o momento de cruzar a meta é criar na nossa cabeça a ideia de que conseguimos o objetivo. E conseguimos. 

Vou lendo as entrevistas de alguns atletas e acabo sempre com a informação de que se dedicam muito à meditação como forma de lidar com a pressão.

Imaginar e projetar coisas boas ajuda à concretização do objetivo. Mesmo que a realidade de uma chegada à meta seja mais dolorosa e dura. 

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03
Jul22

Sem tempo para perder tempo


João Silva

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Algum dos meus leitores já viu um dos vídeos de apanhados da TVI no YouTube em que um senhor diz que tem de ir embora porque tem uma consulta às 5 horas e, atrás de si, a sua casa está a arder?

Em algumas situações, sou um pouco assim.

Está quase a fazer um ano que fui vacinado contra a Covid-19. Já sabia que poderia ter de abrandar o treino do dia seguinte devido aos efeitos secundários.

Felizmente, o meu único efeito foram dores no braço, situação que se complicou um pouco durante a noite. 

Mas, mesmo com dores, este menino deixou de ir treinar? Qual quê!! E tomou paracetamol como lhe tinha sido recomendado? Sim, só que não. Evitou, evitou, evitou (porque tinha medo de não ouvir o despertador para ir treinar).

Ao recordar o episódio, percebo que aquilo que aconteceu foi "João Silva". Eu sou assim. Tantas vezes. Se tiver algo previsto/agendado/programado, fico obstinado e posso estar a cair de podre,  mas tem de ser.

A minha avó falava muitas vezes em "antes partir que vergar".

Eu vergo. 

Eu vergo muito e muitas vezes.

Mas também tenho uma parte de mim que prefere forçar até partir.

Aquilo que sinto é que não tenho tempo para perder tempo, mesmo que isso seja benéfico para mim.

É um defeito terrível. Também lhe chamo obstinação (e, em alguns casos, persistência, vá).

 

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