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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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30
Mai22

Correr descalço? Vejam como!


João Silva

Já pensaram em correr descalços?

Não falo propriamente de correr sem sapatilhas na areia da praia. Isso é ótimo e muito importante para o desenvolvimento de qualquer corredor.

Falo de passar a correr descalço, sem ponta de calçado, em todas as superfícies, como forma natural de corrida. 

Há cada vez mais adeptos disso no mundo da corrida, sobretudo, porque se percebeu que a nossa anatomia está preparada para isso. Como poderão ver no vídeo que vos deixo abaixo, temos muito mais pontos de sensibilidade descalços do que com umas sapatilhas calçadas.

Tive a sorte de crescer num sítio onde podia andar descalço à vontade. O meu avô paterno era exímio nisso. O meu pai também e até a minha mãe. 

Ainda hoje prefiro andar descalço. Mas em casa ou ocasionalmente na rua, na relva, depois de uma prova. Mas não de forma recorrente. O processo de adaptação a uma corrida sem calçado parece muito doloroso. Não vos parece?

O vídeo que deixei acima explica-nos o que muda em relação à nossa forma tradicional de correr.

É necessário ter alguns cuidados e também é preciso ter acompanhamento especializado.

Tentados?

28
Mai22

Fui ao Casal dos Galegos e fiquei com a Painça cheia de castanhas do Marachão


João Silva

Este título surge na sequência de um treino que fiz há já algum tempo mas que foi maravilhoso. 

Foi um treino tão bom em termos de sensações que não podia deixar de brincar com o nome das terras por onde passei. Aquela foi mais uma forma de me aproximar de Montemor-o-velho.

A partida teve lugar em minha casa, em Condeixa-a-Nova.

Tudo isto serviu também o propósito de "testar as águas" para chegar à Figueira da Foz.

Mas essas são outras cantigas.

Aqui importou o prazer que tive ao correr por caminhos diferentes do habitual.

Para efeitos de trocadilho, alterei a ordem de aparecimento das terras, tendo em conta que parti de Condeixa.

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A título de curiosidade, para quem não conhece, aqui fica o nome de algumas terras por onde passei até voltar a entrar em casa (não memorizei todos): Condeixa, Cartaxa, Casal da Estrada, Venda da Luísa, Rapoila, Belide, Figueiró do Campo, Nera, Marachão, Painça, Casal dos Galegos, Casével e Sebal.

26
Mai22

A bolonhesa que não o é!


João Silva

Asseguro que não se trata da mania das comida fit. Já faço este tipo de coisas há muito tempo e de forma regular.

No caso, esta receita foi criada pela Diana especificamente para mim:

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Trata-se uma espécie de bolonhesa, mas um tanto diferente. Tem muitas adaptações.

Começou com o conteúdo de uma lata de atum ao natural escorrido e numa frigideira juntamente com uma cebola picada. Não houve adições de gordura. Como sempre fazemos nos nossos cozinhados, baixámos o volume para cozinhar a cebola.

Assim que a cebola ficou mole, juntámos dois "novelos" de aletria, polpa de tomate e "esparguete de curgete" (feito num acessório espiralizador que a Diana me ofereceu). Sal e pimenta e toca a deixar cozinhar bem, sobretudo, a curgete. Esta parte é importante porque pode ser indegesto se os legumes não forem bem cozinhados.

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Ah, falta a bela noz ralada por cima para dar aquele toque de queijo ralado. 

24
Mai22

O prazer de correr comigo


João Silva

Dizem alguns especialistas que um dos problemas do nosso tempo é que não há muita gente com capacidade para estar apenas com o seu interior. Para desfrutar da sua própria companhia.

Vendo tudo o que queremos desenfreadamente arranjar para os nossos filhos fazerem, sou forçado a concordar.

Ainda assim, eu não ajo dessa forma. Isto é, não tenho problemas em passar tempo comigo. Na verdade, sem qualquer falsa modéstia, gosto de passar tempo comigo. Gosto da minha companhia, não que seja necessariamente a melhor companhia do mundo. É por isso que gosto tanto de correr sozinho.

Apesar de ter uma personalidade muito difusa e muito problemática, gosto mesmo de passar tempo comigo. 

E divirto-me. E consigo entreter-me durante os treinos. Nos em que me sinto particularmente feliz, grito, canto e rio (também já chorei).

Acho que é por isso que não preciso de estar sempre a fazer provas nem de companhia para me motivar nos treinos.

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22
Mai22

A criança ainda brinca


João Silva

Longe vai a ideia de que um pai (mais do que as mães neste ponto) só tem de assegurar a sobrevivência da sua família. Têm os dois, ponto final.

Ser pai (e mãe também) implica educar e dar amor. E as duas "funções" são inteiramente compatíveis.

Uma das formas de amor é brincar com eles, dar a nossa presença. Sinto isso tantas vezes com o Mateus. Ocupo-me dele, mas, quando tenho de entregar algum projeto com maior brevidade, ele não descansa enquanto não vou ter com ele. Quer brincar. E se comigo é assim, imaginem como é quando é a mãe a ter projetos e a não poder estar mais diretamente!

Sim, eu brinco. Eu faço figuras tontas. Eu sou pai. Coloco-me sempre ao nível dele (eu e a mãe). É um igual a nós, só que mais pequenino. 

Acho que ele adora brincar comigo. Eu sei que há poucas coisas na vida que me deixam tão feliz.

Há uns tempos, o Pedro Ribeiro da Comercial dizia que adorava sentir-se criança quando brincava com os filhos.

É, de facto, uma bênção! Não trocava uma brincadeira com o meu filho pela melhor maratona do mundo (não é necessário chegar a tanto, é possível conciliar, mas é para se perceber que adoro brincar com ele).

E quando brincamos, eu saio da pele de adulto e sou feliz na minha forma mais pura. Não escondo qualquer desejo de voltar à minha infância. Teve liberdade mas também teve muitas dores que não provoquei e, mesmo assim, teimaram em aparecer.

Quando brinco com o Mateus, deixo brincar quem está dentro de mim.

E mesmo quando a brincadeira acaba, acabo o dia com esperança de poder ter tempo para voltar a brincar com ele no dia seguinte.

Ser pai não é brincar a toda a hora, mas é mostrar ao nosso filho que também nós temos uma criança que precisa de ser "alimentada". 

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Não sou um amigo. Sou amigo. É diferente. Para mim, 

20
Mai22

Bebé bailarino


João Silva

Dançar também é uma atividade desportiva.

O meu bebé que o diga.

O senhor Mateus adora dançar.

Na verdade, ele mistura a dança com o movimento de agachamentos. E fá-lo sempre que pomos música, quando ouve o seu livro de instrumentos musicais ou quando ouve e vê a máquina de lavar a roupa a trabalhar.

Será que inventou a dança agachada? Um novo desporto?

Além disso, ainda manda testos para o chão com o objetivo de dançar enquanto os ouve a tilintar.

Que desportos inventaram os vossos pequenitos?

 

18
Mai22

O travão da felicidade (e do sucesso)


João Silva

Já falei no balão de felicidade que só enche até certo ponto.

Também a nível psicológico, há outra forma de condicionar ou de impulsionar a evolução positiva de um atleta.

Aqui falamos do desporto, mas isso aplica-se a qualquer aspeto da nossa vida.

No caso, há quem acredite que poderemos projetar cenários horrendos na nossa cabeça como forma de gerar insegurança em nós e, em primeira análise, de baixar as expectativas. Em última análise, se não houver controlo, isso pode redundar numa valente depressão. 

Percebo a importância de baixar as expectativas ao nível do que é executável e real. 

Por outro lado, há um caminho muito negro, porque podemos minar-nos por completo.

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Se, no desporto, procuro projetar cenários reais positivos, no resto da minha vida, isso nem sempre é assim. Às vezes, de forma inconsciente, dou por mim a imaginar cenários horríveis de mortes de entes muito queridos. Nesses momentos, sinto uma fragilidade sem qualquer comparação. Fico mesmo muito pequenino. Não o faço propositadamente, mas acontece-me com muita frequência.

Regressando ao lado desportivo, lembro-me que um dos primeiros que li sobre a corrida falava na importância de idealizar um momento mágico ao cruzar a linha de meta. Fiz isso na minha primeira meia maratona e na primeira maratona. Foi bom, sim.

Depois já tive o lado inverso, embora nunca tenha achado que as imagens negativas tenham contribuído especialmente para provas menos boas.

Mas que é um limbo é! 

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16
Mai22

Os limites da felicidade


João Silva

Há muito tempo, li algures que todos nós temos um limite de felicidade acima do qual não conseguimos passar.

Ou seja, explicando: cada um de nós só aguenta ser feliz até certo ponto.

Também acham que é assim?

Um dado adquirido é o facto de o positivismo afetar, lá está, positivamente o desempenho desportivo.

Pegando na questão da felicidade, se, pelas vissicitudes da vida, não acreditarmos que podemos ser ainda mais felizes isso irá minar a nossa evolução?

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Ou seja, nao vamos chegar mais longe porque pensamos que já não há forma de receber mais felicidade?

O tema é complexo.

Do meu ponto de vista, acredito que a forma como vemos o nosso potencial de felicidade/sucesso pode, de facto, condicionar o que vamos alcançar.  Baseio-me na minha própria experiência para afirmar isto.

Um exemplo do poder de acreditar na felicidade foi quando corri a última meia maratona de Coimbra, em 2019. Andava louco para baixar da 1h30. Acreditei de tal forma nisso que consegui mesmo. Este foi apenas um episódio.

14
Mai22

Reeducação alimentar traduzida


João Silva

Quando me perguntavam ou perguntam o que fiz para emagrecer (na altura, em finais de 2016), falava e falo em reeducação alimentar.

Mais do que dietas parvas e efémeras, procurei um sistema que assentasse em mim e que se traduzisse na minha forma de comer.

Uma dieta é passageira, um hábito alimentar fica.

Claro que, como qualquer plano alimentar, precisa de tempo para se consolidar e de muita força de vontade.

Em termos concretos, naquela altura não deixei de comer. Na verdade, reduzi quantidades e passei a utilizar alguns esquemas. Sempre adorei legumes e vegetais. Portanto, num dos casos, para encher o prato, recorria aos ditos. A fruta também começou a abundar. E sim, tive e tenho consciência da frutose e Bla Bla Bla. Esse argumento é fútil porque entre comer duas nectarinas e um pudim de compra a escolha é óbvia (e, volvidos cinco anos e meio, mais ainda). Para que conste, optava e opto pela fruta. Li muito para perceber por que razão comi assim ou assado. A chave de tudo, e que serviu para me dar confiança, foi mesmo a informação. 

É vital escolher fontes credíveis, por exemplo, de entidades de saúde públicas.

Com o passar do tempo e com o aumento da importância da corrida na minha vida, fui deixando naturalmente algumaa comidas de parte. Comecei por eliminar o açúcar do café (dia 18 de março de 2017). Cerca de um ano depois, comecei a despedir-me do açúcar em comidas doces. Passei a fazer bolos de caneca e alguns doces apenas com fruta, principalmente, com banana ou tâmaras.

Pelos objetivos que tinha e tenho na corrida comecei a desinteressar-me por completo das comidas e bebidas açucaradas.

Mais tarde, quando percebi a sua cidade absurda de ingredientes desnecessários de alguns alimentos, deixei os processados. Aqui também englobo o pão de compra em superfícies comerciais. Podem ver que, em alguns casos, o pão leva dextrose (um açúcar muito presente nos produtos processados) e um sem número dos chamados "E". Ora isso também aconteceu porque comecei a fazer o meu pão em casa. Já assim é desde meados de 2019. Só uso fermento de padeiro, água, sal e farinha sem fermento.

Outra coisa que já faço há muito tempo são os iogurtes. Só preciso de leite magro e de iogurte magro e, com 8 horas de fermentação na iogurteira, consigo obter 7 ou 8 iogurtes. Já assim é desde 2017.

Adoro papas e gelados. Mas não os compro. Faço em grandes quantidades em casa. Faço papas com aveia, água, coco ralado, cacau e pedaços de maçã. Ou as famosas papas de aveia e banana. Quanto a gelados, um iogurte e mirtilos no processador de alimentos e já está pronto para ir ao congelador. Ou ainda: uma banana e manteiga de amendoim e ala para a arca.

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Por último, este foi outro aspeto que mudei. Primeiro, consumia manteiga de amendoim de compra. Depois passei a ler rótulos e a ver que muitas marcas juntavam óleo de palma para emulsionar e dextrose para adoçar. Portanto, só tinha um remédio: fazer em casa. Um pacote de amendoins, descasco o dito e levo ao processador de alimentos durante uns 15 minutos. Fica uma maravilha.

Faltam as bolachas. Adorava as de água e sal e as Maria. Ambas tinham muita gordura na sua confeção. Pesquisei e aprendi a fazer bolachas saudáveis com aveia, coco, tâmaras, cenouras, pepitas de cacau, mirtilos, rasoas de laranja, etc.

E pronto, esta foi a evolução do processo desde novembro de 2016.

Se dá trabalho? Sim, tenho de preparar sempre alguma coisa, não posso "não ter", porque se tiver fome, preciso de ter "produto". Mas é também uma garantia de qualidade daquilo que como. Isso não se paga.

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12
Mai22

E os dois não chocam num só corpo?!


João Silva

Numa das "sessões de estudo da corrida", tropecei num comentário do jovem Nico (também conhecido por Running Addict, já vos falei do canal de YouTube dele) sobre o facto de o treinador e o treinador colaborarem no mesmo corpo.

Como se sabe, não tenho treinador e procuro tratar de tudo pela minha cabeça com base no que vou descobrindo e aprendendo com quem sabe mais. Com o Nico, por exemplo.

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Ainda assim, fiquei a pensar no que dizia o rapaz: basicamente, é muito difícil um atleta ser o seu próprio treinador, porque precisa de ser brutalmente honesto consigo e de traçar um caminho que não pode depender (muito) dá vontade do atleta. Atenção, nada disto apela ao desrespeito. Porém, se pensarmos, um treinador traça um caminho (de acordo com a vontade do atleta). O atleta, por seu turno, "tem" de o seguir, mas vai sofrer com a dureza. 

Ora, na mesma pessoa, isso provoca um choque de intenções, porque o atleta vai ter de traçar o seu caminho e de ser frio na hora de se avaliar e de continuar a treinar. 

Não havendo um ponto de vista externo, tudo se pode desmoronar numa convicção mais ilusória do atleta.

No meu caso, apesar de definir planos e de tentar sempre adotar novas técnicas, há momentos em que tenho de me desviar do que defini, sobretudo, por causa do desgaste físico. Procuro ser honesto em relação ao que falha, mas também sei que há alguns casos em que sou mais condescendente do que devia e outros em que exijo estupidamente de mais.

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Em jeito de conclusão, apesar de reconhecer que um treinador pode trazer um lado muito benéfico a uma evolução de um atleta, não me vejo a mudar a minha abordagem à corrida. Por agora, ainda não me vou demitir de ser o meu treinador.

Quem se treina a si próprio também sente isso?

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