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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

29
Mar22

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Alguma vez fizeram uma prova com alguém do início ao fim?

Também nunca me tinha acontecido. Na verdade, nem procuro que suceda, a não ser que encontre alguém com um ritmo semelhante e que queira uma espécie de ajuda mútua.

No entanto, no passado dia 27 de fevereiro, aconteceu uma coisa engraçada: fui fazer um trail. E fui apenas para me divertir (coisa rara). Sucede que pouco depois do início do trail, este rapaz estava mais ao menos ao meu lado.

Conversa puxa conversa e acabámos por fazer o trail juntos (foi o primeiro dele). O que me fascinou? Ter encontrado no monte mais alguém com uma enorme paixão pela corrida em estrada. E trata-se de alguém que já passou por grandes experiências em tão pouco tempo de modalidade. 

Tinha de o "trazer" para aqui. Foi algo tão óbvio para mim que nem hesitei na hora de lhe pedir uma entrevista, assim que cruzámos a meta no final desse trail...

Ficou a vontade de treinar com ele e de o reencontrar em provas.

Fiquem, pois, com o Bruno Silva:

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Nome:

Bruno Silva

Idade:

40 anos

Equipa:

ARCD Venda da Luísa 

Praticante de atletismo desde

2016

Modalidade atletismo preferida:

Prefiro claramente atletismo de estrada, sobretudo as meias maratonas.

 

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Prefere curtas ou longas distâncias:

Meias maratonas

Na atual equipa desde

2020

Volume de treinos por semana:

Costumo treinar entre 3 e 5 vezes por semana, dependendo se tenho provas ou não e se tenho algum objetivo específico para essa prova. Actualmente não tenho treinador.

A importância dos treinos:

Os treinos são importantes por uma série de fatores: para além da preparação física que te dá, fortalece-te também mentalmente, não só porque aprendes a sofrer, mas também porque quando acontece uma adversidade começas a encará-la com otimismo. O exemplo mais comum são as lesões. É difícil lidar com elas, sobretudo quando isso arrasa uma preparação de meses. Mas é com elas que evoluis e corriges erros. Aprendes também a conhecer-te, a conhecer melhor o teu corpo e a perceber onde estão os teus limites. O foco e a determinação nos treinos são fundamentais para que as provas te corram dentro do planeado.

Se tem ou não treinador:

Tive nos primeiros anos em que representei o Núcleo de atletismo de Vila Real, mas depois deixei de ter.

Diferenças entre o atletismo passado e o atual:

O atletismo na atualidade mudou para melhor. Hoje dispomos de melhores condições, melhor calçado,temos pistas onde treinar, temos caminhos marcados no monte, temos relógios que nos dão toda a informação não só do teu treino como do desempenho do teu corpo e do tempo que necessitas para recuperar, enfim, hoje dispomos de uma série de tecnologias e de profissionais ligados a está modalidade que há uns anos não existiam. Tudo isto tem a ver não só com a evolução normal da tecnologia mas também, e sobretudo, com o aumento do número de praticantes amadores. Mesmo da época em que comecei a correr para os dias de hoje se vêem cada vez mais atletas não só na estrada, mas sobretudo no monte. O trail a meu ver foi a modalidade que mais praticantes ganhou nestes anos mais próximos.

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Aventura marcante:

Várias foram as provas que me marcaram. A corrida da Hello porque foi a minha primeira prova oficial, as duas meias Maratona da Ria de Aveiro, porque numa me estreei na distância e na outra porque foi a primeira vez que baixei da marca psicológica de 1:30h na distância. Mas ficaram ainda na memória a Meia maratona de Guimarães, porque foi a prova onde passei pior e onde retirei grandes lições para o futuro, e a Meia Maratona de Viseu por ser a prova em que começando mal acabei por realizar a minha melhor marca na distância. Esta prova também me marcou por ter sido a última oficial que fiz nesta distância. Por fim, e ainda fresquinho na memória, o Trail do Sico deste ano, por ter sido o primeiro trail que realizei.

Objetivos pessoais futuros:

Para o futuro não há muito ainda em mente. Havia o objetivo de realizar a maratona aos 40 anos, por ser uma data emblemática, e como tal tinha idealizado uma prova emblemática, realizada num local emblemático, preferencialmente, Atenas. A pandemia e alguns problemas que vão surgindo nos joelhos adiaram ou hipotecaram essa hipótese (o futuro o dirá). Para já o futuro mais próximo passa pelas meias maratonas e quem sabe a realização de alguns trails mais longos. De uma coisa tenho a certeza, passe pelas provas que passar o objetivo será sempre o mesmo: desfrutar e divertir-me.

Como imagina o atletismo daqui a cinco anos?

Sinceramente é difícil perspetivar o atletismo a cinco anos, até porque o atletismo vive dos praticantes amadores, há poucos profissionais, não é uma modalidade que seja apoiada como outras modalidades e daí também o desaparecimento do nosso país nos lugares cimeiros do atletismo na Europa e no mundo. Sem investimento não poderemos ter atletas profissionais que se dediquem por inteiro e que representem o país dignamente. Assim sendo o atletismo vai sempre depender do número de praticantes amadores para sobreviver nos próximos anos e isso pode afetar a modalidade porque muitos atletas amadores acompanham as modas e podem deixar o atletismo. Quando comecei havia muitos atletas de estrada, hoje o trail está na moda, mas também muitos viraram para o ciclismo que é a moda mais recente. Aos poucos as pessoas podemvirar-se para outras modalidades e o atletismo cair no esquecimento. Isso será prejudicial para a modalidade porque pode colocar em causa a realização de provas que são importantes hoje em dia tambémpara a divulgação das regiões que acolhem essas provas e para a dinamização do comércio local.

Como se imagina no atletismo daqui a cinco anos?

Dentro de cinco anos espero sinceramente continuar a correr e ter mais alguns kms nas pernas (risos). Ter realizado provas mais longas quer de trail, quer de estrada. São o objetivo.

Como é que a COVID afetou a evolução como atleta?

Inicialmente o Covid afetou a evolução de todos os atletas. Não se podia treinar, porque havia medo e depois não havia motivação, não só pela pandemia como pela inexistência de provas e se o atleta treina para descansar a mente, também gosta de ter no horizonte a sua prova (risos).

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Foto: primeira prova realizada pela ARCD Venda da Luísa

O que mudou nas provas com a pandemia?

Com a pandemia surgiram as provas virtuais. Foi uma forma de se conseguir ter algum foco nos treinos, embora nem de longe nem de perto seja a mesma coisa pois ninguém gosta de correr sozinho.

Essas mudanças são boas para a modalidade?

Com a pandemia surgiram medidas sanitárias mais apertadas e isso também é positivo para a modalidade. Sinceramente acho que esta pandemia fortaleceu ainda mais os atletas, tornou-os mais resilientes, como tal acho que a pandemia também trouxe algumas coisas boas para a modalidade.

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Foto: primeiro trail (Trail de Sicó)

 

28
Mar22

10' segundos à Bolt


João Silva

A ideia parece fácil: Sprints máximos durante 10' segundos. 

Mas depois complica: repetir está experiência mais nove vezes, fazendo uma caminhada de 30" e uma corrida a trote de 2' entre cada repetição.

Parece que não se passa nada... E no fim mexer é difícil. 

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Este foi o máximo que consegui fazer em termos de distância. Sem ir para comparações, foi o meu tempo à Bolt. 

E qual a lógica de fazer este tipo de treinos? É ganhar velocidade de base.  Por km, este tempo daria 2'39". De loucos, mas o benefício é treinar e preparar o corpo para começar logo ligado à corrente, num ritmo muito elevado. Claro que depois é preciso aguentá-lo...

27
Mar22

A comparação


João Silva

Poderia estar a falar da corrida, mas não. Este é mais um caso de paternidade, algo que também é importante e que também faz parte deste espaço.

Como já disse várias vezes, cresci num meio de violência doméstica. Naturalmente, é algo que nos ensombra e persegue.

E depois chega a hora em que sou eu o pai e em que tenho de ajudar a dar educação a um ser humano.

Há muita coisa que o meu pai faz ou diz com a qual não me identifico. Pura e simplesmente, vejo (muitas) coisas de maneira diferente.

Quando se cresce, procura-se seguir o que vemos em casa. Eu tive que lutar contra isso, porque o exemplo era francamente mau a vários níveis.

E depois surge a paternidade e somos obrigados a educar e a cuidar de alguém.

Felizmente, o Mateus não tem nem o meio nem o exemplo que eu tive em pequenito.

Mas também não é viável educar com base na comparação ao contrário. Não serve de nada e pode ser prejudicial fazer algo como "comigo foi assim, então vou fazer ao contrário". Até porque nem tudo o que foi feito foi errado. Há que reconhecê-lo: houve coisas que só agora consigo perceber e essas nada tiveram a ver com o tal ambiente. São as questões próprias da chegada de um filho a casa. Aqui é que está a dureza: ter de reviver o passado para educar de forma consciente no presente e sempre com um olho no futuro. 

Houve uma altura em que o pequeno João foi privado de falar com a avó materna. É algo impensável para o pai João. Não é essa a via, até porque o amor dos avós é necessário para construir uma personalidade forte, apoiada, consciente do seu valor. Porque os pais têm de estar ocupados a educar e nem sempre dão o mimo que só os avós vão conseguir revelar. Neste caso, sei que o Carlos é muito mais "apaixonado" como avô do que foi um pai. Mas isso é ótimo para o Mateus. E eu estou de bem com isso.

Temos sempre duas opções: podemos cortar abruptamente com o passado e não aproveitamos nada dele ou temos de o reviver para tirar algo benéfico de lá. Só que essa comparação traz dores. As dores do que se viveu! E depois das dores vêm os fantasmas e isso cria mais dores...

 

 

25
Mar22

Um post desenquadrado mas fundamental


João Silva

O que aqui exponho afasta-se muito da temática deste blogue. Mas a sua importância é tanta que não podia deixar que passasse despercebida.

Ainda para mais tendo eu crescido no seio de uma família mergulhada na violência doméstica.

Portanto, no sentido de ajudar quem precisa e de mostrar que nunca se está sozinho, digo-vos que vale muito a pena ouvir o podcast "A mim, nunca" da autoria da repórter Joana Dias. O podcast foi lançado na Antena 1. 

É tão real quanto violento. Tal como a realidade de quem passa por isto. 

Não deixem nunca de pedir ajuda. Porque nunca se está sozinho, mesmo quando acreditamos nisso.

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https://www.rtp.pt/antena1/os-dias-da-radio/a-mim-nunca_11046

Deixo também aqui a entrevista que a autora Joana Dias deu à Rádio Comercial. Adorei cada segundo. Identifiquei tanto daquilo no meu passado familiar (infelizmente).

https://m.radiocomercial.iol.pt/podcasts/era-o-que-faltava/t2/joana-dias-com-exclusivo-online

E o podcast dela devora-se num ápice...

22
Mar22

Primeiro pódio...num trail. Como assim?


João Silva

Não é partida de 1 de abril. Ainda faltam uns dias para essa data e não costumo alinhar.

A verdade é que no sábado passado fiz os 10 km no Trail dos Moinhos na Bajouca e fiquei em 3.° lugar na classificação geral.

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Num trail!! Eu... Que adoro estrada e que praticamente não faço trails...

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Foi inesperado mas não posso deixar de dizer que fiquei muito feliz. Eu trabalho para me superar e já sonhava com algo do género há imenso tempo. Não em trails, é certo, mas levo isso como uma conquista na mesma.

Podia dizer tanto e seriam apenas clichês. A melhor descrição que posso fazer de tudo é: não ia com esse objetivo, mas acreditei desde o início, superei as partes técnicas de lama e subidas de pedra  e desfrutei de cada pedaço. Cruzei a meta e gritei e saltei. Saiu tudo. Sobretudo nesta fase que tem sido tão difícil a nível profissional. Saiu tudo. E foi bom. Se me iludo e fico a pensar que os trails é que são? Não, isto serviu para me mostrar que correr trails também pode ser prazeroso, mas a minha modalidade é a estrada. Até porque, o "preço" deste pódio foi um pequeno derrame e inchaço no tornozelo direito e o equivalente a mais três dias se correr, só a treinar em bicicleta estática. Portanto, não, não é uma opção enveredar pelos trails. Mas foi muito saboroso.

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Antes de passar ao registo gráfico, dou os parabéns a todos os membros da organização na terra natal da Diana. Criaram um trail que tinha muitas partes rolantes, mas não esqueceram as partes bem duras de lama, água, pinheiros caídos, zonas de passagem com corda, pedras... Adorei!! E levei para casa o meu primeiro pódio, que é mais uma confirmação de que tenho vindo a trabalhar bem desde a lesão e mais uma bela prova na presença do bom amigo Filipe...

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20
Mar22

Em conjunto!


João Silva

Sofremos juntos, vencemos juntos, choramos juntos e rimos juntos.

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Fomos muito felizes a dois e agora somos muito felizes a três. Mesmo nos dias duros. E são muitos.

Começámos a dois há 13 anos e agora seguimos a três.

Feliz aniversário a nós, ao nosso amor!!

Parabéns ao nosso amor, parabéns à nossa resiliência, mesmo nos dias em que as nossas divergências foram e são salientes, porque amar também é aceitar diferenças de opinião.

Parabéns por nos mantermos unidos na forma de educar o nosso filho e parabéns por remarmos para o mesmo lado nos momentos das tempestades que a vida gera...

18
Mar22

Respirar: uma arte inata alterada


João Silva

Nascemos a fazer o que é suposto! A nossa respiração é abdominal. Ou seja, quando inspiramos, a nossa barriga expande como se fosse um balão.

Era assim que devíamos respirar sempre e durante a corrida. Tinha noção disso?

Há uma razão muito clara para isso! A respiração abdominal é mais profunda, leva mais oxigénio aos pulmões e promove uma melhor troca gasosa.

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O nosso desempenho na corrida beneficia imenso com isso.

No entanto, não é bem assim que as coisas acontecem.

Com o tempo, vamos ficando mais preguiçosos e passamos a respirar mais com o peito, inspiramos mais acima, de forma superficial. A troca é mais rápida, mas leva menos oxigénio para todo o corpo. Temos menos oxigénio disponível.

Entre os corredores, este é o principal tipo de respiração. Não é totalmente incorreto, porque é necessário em corridas rápidas e em treinos de velocidade. Por outro lado, quando vamos para provas ou treinos mais longos, é mesmo necessário otimizar a respiração.

A respiração mais ao nível torácico provome um aparecimento mais rápido do cansaço. Desgasta mais.

A boa notícia é que tudo se treina. Uma boa forma de mudar a respiração é deitar-se no chão e colocar um livro em cima do abdominal e procurar levantá-lo com a força da respiração.

Em termos de treino, um método que pode ajudar a regular a respiração abdominal é fazer sessões mais lentas e respirar de forma consciente pelo abdómen.

Acreditem que uma respiração correta vos vai oferecer um melhor desempenho.

16
Mar22

Uma sessão educativa...


João Silva

Em inglês falamos em "technical drills". Em francês, os mesmos exercícios são "les éducatifs".

Em português, arriscaria a chamar-lhes exercícios básicos de corrida.

São tão básicos que deviam mesmo ser ensinados logo desde o início aos atletas mais novos, porque permitem, entre outras coisas, evitar lesões e adotar posturas corretas durante a corrida.

Em vez de explicar cada exercício, trago um vídeo francês que mostra com exatidão esses mesmos aspetos básicos que devem ser repetidos todas as semanas, pelo menos, uma vez, por exemplo, no final de um treino:

14
Mar22

Serviço público


João Silva

A pensar naqueles momentos em que pretendem comprar material de desporto, em especial, de corrida, deixo aqui uma lista de sites úteis.

A verdade é que eu próprio não conhecia alguns até ter ouvido as sugestões dos meus colegas. Seguem-se sites mais conhecidos e outros menos.

Portanto, fica a informação e espero mesmo que vos possa ajudar.

https://pt.sportsdirect.com/

https://www.decathlon.pt/

https://www.sprintersports.com/pt/

https://www.runnerinn.com/

https://www.deporvillage.pt/

https://www.run.pt/

https://m.i-run.fr/

 

 

11
Mar22

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje venho dar-vos a conhecer mais uma atleta. Desta feita, mais uma conhecida, que, curiosidade das curiosidades, começou a correr na equipa ARCD Venda da Luísa no mesmo ano que eu, em 2018.

Outra curiosidade, em jeito de brincadeira, esta atleta está sempre barrada(s) (piada explicada no nome da colega). 

Tem sempre um ar bem disposto e procura espalhar animação e dar apoio nos vários eventos da equipa. Tudo isto bons ingredientes para querermos a ficar a saber mais sobre esta atleta, que alimenta o sonho de fazer uma maratona. Algo que deixa sempre muito satisfeito.

Fiquem, pois, com a Marisa Correia:

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Foto: Participação no competição distrital de veteranos 

Nome:

Elisabete Marisa Barradas Correia

Idade:
36 Anos

Equipa:
ARCD Venda da Luísa

Praticante de atletismo desde:

2018

Modalidade de atletismo preferida:
Trail

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Foto: Trail Meda de Mouros 2019, a primeira prova pela equipa

Prefere curtas ou longas distâncias:

Curtas distâncias

Na atual equipa desde

Dezembro de 2018

Volume de treinos por semana:

2 treinos de corrida intercalados com treinos no ginásio, mas sempre dependendo da minha disponibilidade pessoal e familiar.

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Foto: "As minhas filhotas, que passam horas  sem a minha companhia para eu poder treinar ou ir a provas. São o meu orgulho!!"

A importância dos treinos:
No meu caso, os treinos são importantíssimos. Quando, por algum motivo, não vou treinar ou treino menos, noto logo diminuição no desempenho e na resistência da corrida. Sendo, também importantes os treinos de ginásio para reforço muscular, de modo a prevenir eventuais lesões.

Se tem ou não treinador:

Não tenho treinador. Os meus treinadores são os/as colegas mais experientes que me dão conselhos e que “puxam” por mim nos treinos.

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Foto: Os animados convívios da equipa

Diferenças entre o atletismo passado e o atual:

Considero-me novata nisto do atletismo, por isso não posso me pronunciar sobre o passado. No entanto relativamente ao trail noto uma adesão cada vez maior.

Histórias insólitas, curiosas ou inéditas:

Em outubro do ano passado fui com uma amiga fazer a meia maratona em Lisboa e a certa altura no hotel onde ficámos toca o alarme de incêndio às 2 horas da manhã, um susto tremendo e, no dia seguinte, a minha amiga acordou com uma enorme dor de costas, quasen ão se mexia. Depois do susto e da dor de costas melhorar, a prova fez-se e correu muito bem. Mas em todas as provas acontece sempre alguma coisa que seja inesquecível, ou um “esbardalhanço”, ou alguém que se perde, ou alguma dor de barriga {risos}…

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Foto: Participação na Luso meia maratona 2021

Aventura marcante:

Participação na Luso meia maratona 2021, só eu e uma amiga, sozinhas em Lisboa, sem termos experiência em corrida de estrada, conseguimos fazer os 21 km (coisa que há uns anos era impensável para mim).

Participação em prova mais longa:

Sicó 2020 25 km

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 Foto: Trail do Infante 2019 com as culpadas de ter o "bichinho das corridas"

Objetivos pessoais futuros:

Conseguir fazer uma maratona

Como vê o atletismo daqui a 5 anos:

Espero que tenha uma evolução positiva e com cada vez mais jovens interessados nesta modalidade.

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Foto: Participação no competição distrital de veteranos 
Como se vê no atletismo daqui a 5 anos?

Espero ter muita forçinha nas pernas para correr e continuar a ser uma “laranjinha”.

Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias?

É um desporto onde o sexo masculino é predominante mas, na minha opinião, é notório que cada vez mais mulheres participam em provas de corrida, tanto de estrada como de serra.

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Foto:  A primeira prova de trail, Castellum trail 2018

Existem diferenças de tratamento em relação aos homens:

Nunca me apercebi de tal diferença.

Como é que a COVID afetou a evolução como atleta?

Inicialmente, com as inúmeras restrições era difícil treinar e em grupo quase que impensável o que provocou na altura alguma desmotivação.

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Foto: Sicó 25 km

O que mudou nas provas com a pandemia?

Foram implementadas novas regras, como a apresentação de certificado digital e limitação de participantes. Mas onde se nota mais essa mudança é nos convívios que existiam depois das provas, fazendo desaparecer um pouco do espírito que tanto caracteriza o trail.

Essas mudanças são boas para a modalidade?

Penso que não. Alguns atletas não participam em provas devido a tanta exigência, assim como as constantes alterações e cancelamento de provas têm prejudicado a modalidade.

10
Mar22

Perdi-me e agora?


João Silva

"Estou oficialmente perdido."

Foi exatamente isto que pensei num treino em que me perdi. Acrescentei ainda uns quantos palavrões.

Não entrei em pânico, mas perdi-me mesmo.

Olhei à minha volta e só vi isto:

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Quis experimentar um caminho novo e achei que uma dada estrada ia dar onde queria.

Não foi logo, mas quando comecei a ter de escolher cortadas por estradas de terra batida, senti que já não sabia onde estava.

No meio da floresta e só com mato à minha frente, procurei seguir numa direção que acreditava ser a solução.

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Rapidamente percebi que ia passar muito tempo rodeado por mato e árvores.

Tive de tirar o telemóvel e de consultar o mapa da aplicação de GPS. 

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Ao fim de algum tempo, senti-me mais confortável. O grande susto tinha passado.

Sem saber como é que foi aquilo, acabei por ir ter ao sítio onde tinha começado.

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A partir dali foi regressar a casa.

Apesar de ter tido medo, porque, de facto, me perdi, mantive a calma para perceber, primeiro, a direção por onde queria seguir e, segundo, para consultsr o abençoado GPS. Foi uma sorte ter o telemóvel com bateria carregada, mas isso é algo que não pode faltar a nenhum corredor.

No meio disto tudo, ainda houve tempo para uma ou outra foto extra:

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08
Mar22

Será que os homens aceitariam o desafio?


João Silva

Será que os homens desportistas, sobretudo profissionais, têm noção da "sorte" que têm?

Hoje, Dia da Mulher, trago uma proposta: algum homem seria capaz de se submeter às limitações que as mulheres têm no desporto?

Principalmente no último ano, tenho tomado conhecimento de atletas femininas de elite que viram a sua vida passar a ser um inferno por terem sido mães. Perderam os patrocínios, deixaram de ter apoios e ainda tiveram de gerir toda a sua vida familiar e desportiva.

Num dos casos, assim que souberam que a atleta (alemã) estava grávida, informaram-na logo que estava na hora de fazerem uma restruturação e foram à sua vida.

Quando um homem decide ser pai, não se lhe pede que abdique da família, nem sequer se espera que escolha. É óbvio que pode ser um súper atleta.

Então e por que razão faz sentido exigir isso a uma mulher? Já o disse e reafirmo até morrer: filhos não são coisas de mulheres. São do casal, homo ou heterossexual. As responsabilidades e as expectativas têm de ser iguais. Por isso, não faz o mínimo sentido impedir as mulheres de terem as mesmas condições.

Como seria se um homem se queixasse de discriminação dos patrocinadores?

Deixo duas notas finais: sabiam que, a dada altura, se defendia que as mulheres não conseguiriam correr mais do que 1 km? Um absurdo completo!

Por último, um beijinho muito especial às mulheres da minha vida, em particular, à minha esposa, que respeito e a quem reconheço uma enorme inteligência e capacidade de luta pelos seus direitos.

 

07
Mar22

Treino interrompido....


João Silva

Esta foi uma sensação que comecei a ter muito desde o nascimento do Mateus. (E que agora regressou mesmo em grande, quase ao nível do nascimento. Ele está a atravessar uma fase muito complicada que terá começado há um mês, quando decidimos abandonar a chupeta para dormir. Falarei nisso lá muito para a frente. Naturalmente, ainda está a tentar encontrar a melhor forma de regular o seu novo sono.)

O nascimento de um filhote marca o fim do controlo que temos da nossa vida. Arriscaria a dizer que, se os dois pais fizerem as coisas de forma equitativa, é mesmo isso. Já não mandamos. Fazemos as nossas coisas e os nossos hobbies quando e se os filhos deixarem.

Uma das piores sensações que tenho é quando o telefone toca a meio de um treino (quando este está a correr bem) e tenho de regressar logo a casa.

Até há bem pouco tempo, o Mateus adormecia ao meu colo. Agora isso mudou um pouco, mas quando tem noites complicadas e não dorme depois das 05 horas da manhã, recebo as chamadas da Diana.

Para que tudo fique bem claro, não me estou a queixar por isso. Faz-se o que é necessário e a prioridade da minha vida é o filho. Mas também mentiria se dissesse que gosto da sensação de treino interrompido.

No início, ficava com o dia estragado. Remoía naquilo, porque ficava com a sensação de ter falhado! O tempo ajuda a curar tudo e lá aceitei. É o que é. E não posso fazer nada.

Se tinha marcado um treino de uma hora e meia e só fiz trinta ou quarenta minutos, pelo menos ainda corri um pouco. Tento tirar o lado bom da situação.

E quando tenho de regressar a casa, se o corpo deixar, procuro tirar o máximo daqueles quilómetros.

E já tive grandes treinos assim!!!

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E também aprendi que o pouco representa muitas vezes muito, em termos de treino (e não só). Depende sempre do que fazemos com esse pouco.

05
Mar22

"Eu mexo..."


João Silva

Alguém daí conhece a seguinte "ladainha" para bebés?

"Eu mexo um dedo, digi digi. Eu mexo o outro, digi, digi. Eu mexo os dois, digi, digi!"

Cá em casa tem sido muito usada para embalar o Mateus e para o acalmar.

Nas noites duras, naquelas que vão para o top dos internos, não há corpo que chegue para dar sequência a está ladainha.

Normalmente, são órgãos ou elementos que tenhamos em duplicado no corpo.

À conta dessas noites muito mal dormidas, já fizemos toda uma enciclopédia.

Começa nos "dedos" e segue por aí fora: orelhas, olhos, pestanas, narinas, bochechas, braços, cúbitos, rádios, cotovelos, falanges, ancas, coxas, adutores, virilhas, isquiotibiais, joelhos, rótulas, tíbias, perónios, fémures, metatarsos, tornozelos, gastrocnoménios...

Por aí a lista também costuma ser (ou foi) assim tão longa em algumas noites?

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