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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

29
Nov21

O susto!


João Silva

Já la vai algum tempo, ainda estava longe de me lesionar, mas não é que numa madrugada apanhei um valente susto num dos treinos?

Já tive cães a ladrar, já tive porcos (penso eu), já vi coelhos e esquilos, já caí e até já fui (bem) abordado por jovens na noite.

Nunca tinha era levado com a luz de um frontal de corrida na minha direção em pleno sopé da serra (em Alcabideque, no corte para Condeixa, para quem conhece) às 4 e tal da madrugada.

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Num primeiro momento, fiquei sem saber o que fazer.

Depois continuei em direção à luz. Até que vejo um corredor (não reconheci). 

Ele disse boa noite e eu retorqui com um bom dia (dois belos pontos de vista).

Afinal não sou o único maluco a correr àquelas horas.

Mas assustei-me!! 

27
Nov21

A minha primeira referência


João Silva

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O blogue do José Guimarães, que agora se chama Ex-sedentário, foi a minha primeira fonte de conhecimento na corrida.

Quando comecei a procurar informações sobre técnicas, deparei-me com a obra dele.

Podem consultae o espaço aqui:

https://www.exsedentario.pt/10-dicas-para-voltar-a-ficar-em-forma-192408

Cheguei mesmo a trocar alguns e-mails vom ele, porque tinha uma história semelhante à minha. E isso ajudou a cimentar o que já estava em andamento. 

Hoje já não fala só sobre corrida (mas fala muito sobre o tema), aborda a atividade física no geral e é um triatleta com t grande. 

Aconselho! 

 

25
Nov21

A promessa


João Silva

Uma das partes mais curiosas da corrida ou de outro desporto é a possibilidade de fazer "apostas" como fator motivacional. Se não for a dinheiro e não for um vício, parece-me algo saudável, embora nunca tenha feito uma aposta com a corrida.

Porém, a conversa é outra com a questão das promessas, outra ferramenta que pode servir para nos motivar.

Embora não precisasse propriamente de uma motivação extra, nos finais de 2017, quando decidi que ia fazer uma maratona pela primeira vez em 2018, prometi deixar crescer a barba até novembro desse ano, altura prevista para a prova.

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Pois é, meus caros. Em julho de 2018, estava assim. Confesso que não foi fácil. Sempre gostei de ter barba, mas assim já estava num patamar diferente.

A coisa aguentou-se mais um mês, salvo erro, até que finalmente decidi aparar a dita. 

É verdade que não consegui deixar a penugem crescer até novembro, mas imaginem como ia ficar nessa altura, se já estava assim em julho!! 

Medo, muito medo!!

Ainda assim, gostei da promessa. Desde então, só por uma vez fiz a barba por completo e ia sendo expulso de casa pelo meu filhote, que deixou de me reconhecer. 

Não a deixei crescer mais, mas aparo-a regularmente.

Também fazem coisas do género para alguma coisa em especial?

23
Nov21

Começa-se do zero?


João Silva

Uma lesão é o "ponto negativo máximo". Normalmente, daqui não se desce mais. 

É a subir.

Uma vez curada a lesão, é hora de retomar os treinos.

Mas não se vai para a estrada nem se começa logo a correr à bruta. Os primeiros tempos são de habituação ao "novo corpo".

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Um corpo lesionado ou que curou uma lesão é um corpo com uma nova dinâmica. É preciso percebê-lo e ouvi-lo e isso não se faz de um momento para o outro.

É um começar do zero sem ser um começar do zero.

Passo a explicar: é um regresso ao início com uma evolução cuidadosa e progressiva. É uma interação entre caminhada e corrida. É um passo a passo.

Mas já é um início com um passado de cinco anos na modalidade e, portanto, há conhecimentos que se vão adquirindo. Há uma parte da etapa que já está interiorizada. Falo de aspetos como postura, posição e respiração.

Há um registo no corpo que é ativado no momento da primeira passada. E que saudades dessa passada na estrada...

 

21
Nov21

Os sonhos


João Silva

Não falo dos futuro, falo dos que ocorrem mesmo na nossa cabeça.

Sintomático ou não, foram poucas as vezes em que sonhei com corridas durante cinco anos.

Até que me lesionei e o cérebro decidiu aliar-se à "dor" em duas circunstâncias.

Já em pleno tratamento, numa altura de evolução positiva, eis que a fábrica de sonhos do corpo me presenteou com um episódio fantasioso em que estava a correr todo feliz e contente. Mesmo assim como quem dá esperança!

Para depois ma tirar com um sonho (pesadelo) logo no dia seguinte em que uma saída fictícia para treinar acabava comigo ainda mais lesionado.

Curioso também aqui isto ter acontecido num dia de mais dores.

E ainda dizem que o lado psicológico é irrelevante... Está bem, está!

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Isso e que os nossos receios não nos podem condicionar!

Felizmente, neste regresso ainda não houve recaídas...

 

19
Nov21

Memórias de odisseia


João Silva

A 19 de novembro de 2016 a minha odisseia nas corridas começou assim, na altura, com 118 kg.

A evolução foi mais ou menos pela ordem das fotos abaixo. 

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Hoje faz 5 anos que consegui mudar a minha forma física e mental (embora esta ainda sofra muito).

Tudo o que fiz foi: treinar, treinar, treinar, educar a minha alimentação e acreditar que era possível. Cinco anos depois, nenhum destes "instrumentos" desapareceu...

18
Nov21

Estabilidade, equilíbrio e força


João Silva

Esta tríade é indissociável e foi a chave do tratamento da minha zona sacro-ilíaca e da banda iliotibial.

Os exercícios que tive de fazer na fisioterapia visaram sobretudo a estabilidade da perna. 

Depois de lhe dar equilíbrio, era necessário reforçá-lo para que a estrutura óssea pudesse voltar a suportar o impacto. 

O trabalho incidiu na zona média do glúteo, nos adutores, nas virilhas e na zona lombar baixa.

Na devida altura, recorrerem a algo gráfico para vos mostrar o lado prático dos exercícios necessários.

Para já, deixo algumas aprendizagens que fui obtendo:

- postura direita para não deixar a perna direita desalinhar: percebi que a minha perna direita e o meu joelho têm tendência para virar para dentro no movimento (por causa da banda);

 

- pontos específicos de realização da força: ativação constante dos abdominais para garantir que não havia levantamento da "bacia" e da anca;

 

- movimentos lentos e diretos, bem prolongados, para garantir a estabilidade da perna;

 

- rotação da pélvis e da zona sacro-ilíaca em básculas para dar mobilidade;

 

- alinhamento dos joelhos com a ponta dos pés para impedir movimentos irregulares e impulsivos para dentro;

 

- postura em bicicleta estática: joelho alinhado com a ponta dos pés, perna direita, movimento seco e costas não arqueadas, direitas. 

 

A moral da história é que este tipo de exercícios passou a integrar permanentemente o meu plano diário de treinos.

16
Nov21

O regresso


João Silva

No passado dia 26 de outubro, chegou o momento pelo qual esperei desde o início da fisioterapia: voltar a correr.

Não, não queimei etapas. Segui as recomendações da fisioterapeuta. 

Na verdade, até o digo com alguma vaidade, fui mais cauteloso do que no passado (uma evolução!!!): Ela tinha falado numa primeira corrida de 10 a 15 minutos para ver como o corpo reagia. Em terreno plano e não acidentado. Fiz 10. Não fui logo aos 15.

Aqueci muito e ainda bem, porque estava um belo gelo.

E lá arranquei. As primeiras passadas foram normais. Mas estranhas. Senti o peso de cada estrutura do meu corpo. Cada movimento dos braços e cada impacto. Já não estava habituado a achar isto tão estranho. Parecia que tinha voltado às primeiras corridas, com 118 kg, em novembro de 2016. Mas não havia vestígios desse peso. Na verdade, nem sequer havia falta de exercício (só que foram de outra natureza). Era apenas o movimento e o impacto.

Nos primeiros cinco minutos, houve alguma dor, o que me fez pensar que não ia correr aquele tempo todo. Mas a dor também faz parte do processo. Não se pode duvidar disso. Até porque foi uma dor "normal", não dor impeditiva.

Na segunda metade do treino, o incómodo manteve-se. Mas nunca me impediu de continuar. Não era aquela dor, era a dor de quem estava a iniciar uma corrida. Uma coisa era treinar sem impacto, o que nunca deixei de fazer, outra era sentir o asfalto a amparar as minhas passadas. 

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O dia evoluiu sem grandes problemas. Estranhamente. Ou não. Até consegui dormir sem dores.

Dois dias depois, novo treino, aumento para o dobro da duração. Sempre por recomendação de quem me tratou.

Apesar do maior cansaço, o corpo reagiu bem. 

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Não tive dores impeditivas. Apenas o corpo a reclamar tanto tempo sem correr. Fiquei a saber que ainda tinha gémeos.

Esta primeira fase do regresso estava conseguida. Depois disso e até ao dia de hoje, tenho vindo a aumentar tudo de forma muito progressiva, à ordem de 5/10 minutos a cada 2 dias. Por agora, o máximo que corri foram 35 minutos. O objetivo é ir deixando o corpo cada vez mais pronto, mesmo que, por vezes, pareça que tenho um corpo estranho, que já não é o mesmo.

Se tudo correr bem até lá, dia 8 de dezembro volto a correr em competição. Será a prova 4 estações na Venda da Luísa. 

Já disse a mim próprio ao que vou. Ganhar ritmo. Ver como o corpo reage, até porque o piso não é plano. E será um desafio grande subir e descer.

Como dizem os franceses "il faut que je me fasse confiance".

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14
Nov21

(Re)equilibrado


João Silva

Gosto de escalpelizar os acontecimentos. Até de mais. Seja como for, gostava de abordar melhor tudo o que fui aprendendo enquanto tentava recuperar da lesão com a ajuda daa fisioterapeutas da clínica Reequilibra, sediada em Coimbra.

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Desde logo, as trocas de ideias serviram para reforçar a consciência que tinha do meu problema. Não é um "eu estava certo e a médica de família errada". Nada disso, é mais "eu estava atento e sabia o que se passava comigo."

Depois disso, foram os exercícios de reforço muscular que tive de fazer para ajudar o músculo a recuperar e a ficar mais estável. Ganhei alguns exercícios novos e, acima de tudo, ganhei dicas de correção postural, porque uma boa postura é essencial para não agravar os problemas.

Da mesma forma, ajudaram-me a ter uma maior consciência da importância da estabilidade na corrida. Os nossos músculos estabilizadores são fundamentais. Graças ao pessoal médico, passei a analisar melhor o alinhamento das minhas pernas e a procurar uma postura correta.

Posso dizer que me devolveram o equilíbrio, que me deixaram reequilibrado. 

Acima de tudo, deixaram-me também com muito mais conhecimento e isso é tão valioso quanto a recuperação em si.

Já me conheço, sei que vou passar a integrar estes exercícios no meu treino diário de corrida. E isso é muito bom. Pelo menos, espero que evite as recaídas.

O processo global de tratamento ainda não está terminado, mas agora entrei numa fase de testes, de readaptação à estrada.

Uma corrida de cada vez. E já foram oito. Sem passar os 35 minutos. E sabem que mais?

Custa mais do que fazer 30 ou 40 km. Sim, foi como se tivesse havido um reset na máquina, que, por agora, está a ganhar resistência como das primeiras vezes.

 

13
Nov21

Gratidão


João Silva

Agora que a lesão ficou praticamente debelada, apraz-me agradecer a quem me ajudou a chegar aqui, à fase em que já posso correr de forma gradual. 

Começo pela minha família chegada, que me aturou e apoiou mesmo quando não mereci. Lidaram com o meu mau feitio dia e noite e com todas as minhas ansiedades e hesitações. 

Depois tenho de agradecer mesmo à equipa ARCD Venda da Luísa. Quantas equipas amadoras prestam assistência gratuita aos seus atletas? 

Tenho a certeza de que foram a chave para que me pudesse tratar em condições.

Foram prestáveis, atenciosos e colocaram-me à vontade, mesmo sabendo que eu acrescento zero valor à equipa e que nem sequer uma prova fiz nos últimos 12 meses. É algo que mexe e que dá vontade de retribuir, sobretudo, na estrada, embora esta equipa se dedique quase exclusivamente ao trail.

Por último, apraz-me deixar uma palavra de gratidão a quem cuidou efetivamente de mim na clínica Reequilibra.

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Foram muitas sessões de fisioterapia (com mais algumas de acompanhamento pela frente). Muita paciência para me aturar e para encaminhar a recuperação. 

Em todo o processo, senti sempre que queriam ajudar. Não sei como poderei agradecer tamanho cuidado. Ocorre-me uma ideia: valorizando os conselhos que fui recebendo e integrando todo o reforço muscular na minha rotina de treinos.

 

10
Nov21

Em águas de bacalhau

(O ponto em que tudo ficou)


João Silva

Li, informei-me, ouvi e vi. Mudei o plano. Criei um plano à minha medida para tentar fazer 3h15 na maratona do Porto em novembro.

Comecei na primeira semana de julho. Foram nove semanas de treino intenso até me ter lesionado com alguma seriedade. Foram dois ciclos de quatro semanas vocacionadas para o aumento da velocidade, da economia de corrida, para a melhoria da passada, da postura do corpo e da respiração. 

Entre estes dois períodos de quatro semanas intensas houve uma semana de treino de recuperação, de baixa intensidade. Como era suposto. A um dia de acabar o segundo ciclo, que foi mais duro, senti um desconforto, consegui acabar o treino longo e tive de ir para o estaleiro durante praticamente dois meses.

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Os meus sonhos para novembro caíram verdadeiramente por terra. A prioridade passou a ser perceber qual o problema físico, resolvê-lo e conseguir voltar a correr. E isso precisou e tem precisado de muito tempo.

Tendo recomeçado a corrida gradual a menos de duas semanas, ficava difícil retomar o ciclo na sua terceira fase, que era ainda mais intenso. Ia mandar-me novamente para o estaleiro. Cada vez tenho menos dúvidas disso.

Essa terceira fase terá de ficar para outras núpcias. Assim espero. Assim quero. Com os devidos ajustes.

Em termos concretos, de forma "sucinta", aconteceu o seguinte desde a primeira semana de julho até à primeira de setembro:

4 semanas - por semana, 1 treino de fartleks Watson (4' minutos em ritmo alto e 1' minuto em ritmo baixo, 8 repetições por sessão), 1 treino de VMA (fracionado de velocidade máxima, 10 repetições de 2 minutos em ritmo máximo e 2 minutos de recuperação a trote), 2 treinos longos acima de duas horas (um deles com 2h30). Os restantes dias foram ao ritmo mais baixo possível para recuperação.

 

Semana de recuperação apenas com um treino longo a ritmo baixo e com 10 repetições de VMA a 1'/1'.

 

Segundo ciclo de 4 semanas - por semana, fartleks Watson (8 repetições de 5'+1').

VMA - 12 repetições de 2'/2'.

2 treinos longos ao fim de semana: um com 2h15 e o outro com 2h45.

Em termos musculares: oito semanas com 10' por dia que foram alternando ao fim de sete dias, com valorização de abdominais, equilíbrio, postura, glúteos e pranchas.

A tudo isto juntei sessões diárias de 7 minutos de rolo muscular para recuperação.

Ficou a faltar o descanso efetivo. Foi esse o problema.

09
Nov21

Uma corrida em Barbalimpa


João Silva

Como é sabido, até porque fiz questão de andar a pregar isso aos sete ventos (porquê sete?!), estou coxo. Ou melhor, lesionado. Melhor ainda, em fase de retoma. Já corri seis vezes (e ia morrendo de cansaço com corridas de 25 minutos, como as coisas mudaram um pouco. Mas a tendência é para melhorar.).

Hoje é dia de fazer a sétima corrida. Mas esta é especial. É nobre. Então não é que o Milorde achou que eu devia ir correr (virtualmente) para Barbalimpa. Não me nego a um bom desafio. 

E lá fui. Correr (virtualmente) com uma caneta (metafórica) nos dedos para lhe contar o meu dia mais feliz. Fui a Barbalimpa com a barba por fazer. Que adequado!!

Spoiler Alert: mete chuva e referências a sanitas. 

Acho que vale a pena passarem lá...sobretudo, pelo Milorde.

Obrigado, sua Alteza, pelo convite...

 

https://milorde.blogs.sapo.pt/o-dia-mais-feliz-com-o-joao-29352

 

 

 

08
Nov21

As rédeas

E as felicitações pré-maratona


João Silva

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Neste processo todo da lesão e da recuperação (ainda em curso), houve muitos dias em que foi difícil segurar o ímpeto de sair para correr.

Nunca o fiz, talvez por saber que era mais importante para depois não ficar arrumado, mas, ainda assim, vontade não faltou.

Sobretudo nos dias de muita frustração e stress, teria dado jeito. 

Em certos dias, via pessoas a correr à minha frente e só me apetecia ir.

E nos inícios dos inícios nem sequer conseguia correr "instintivamente" para ir ter com o Mateus quando ele fazia algumas macacadas.

E ia na mesma, mas tinha de ser ao mancão (pé coxinho).

Mas esses momentos foram sempre as rédeas. Os alertas de que era preciso esperar. 

Lá teve de ser. Há coisas bem piores. Mas foi difícil.

Depois "resignei-me" e deixei de tentar forçar. Deixei que as coisas viessem naturalmente e os movimentos foram ficando mais soltos com a evolução do tratamento.

Hoje, mesmo com algumas dores normais da retoma, já são visíveis as melhorias e a liberdade de movimentos. 

Agora as rédeas já não são apenas físicas, têm de ser mentais. Porque o corpo me diz que só alinha se correr pouco e devagar. E eu tenho de aceitar.

Com a de hoje, já foram seis sessões de corrida. Sem passar os 25 minutos por agora. 

Pouco mas bom, pouco mas promissor, pouco mas muito melhor. É por aí o caminho...com o travão de mão sempre na dita, porque a rédea tem de ser curta...

 

P.S.: a maratona do Porto realizou-se ontem. Por ser o dia em si, bateu uma certa tristeza por não poder estar. Mais ainda ao trocar mensagens com dois bons companheiros de "armas" que lá estiveram, o José Carlos e o Ricardo Veiga.

Vejo no Zé o exemplo do que quero ser daqui a vinte anos. Um atleta que não se nega às grandes distâncias. Que as respeita e domina.

E vejo no Ricardo a garra e a vontade de fazer as coisas certas, a autoprovação, a autossuperação. A força de vontade que está sem se ver a olho nu. 

Fiquei muito contente por saber que foram à luta. 

Já agora, parabéns a todos os meus conhecidos que lá estiveram. Foram e são uns bravos.

Tive a oportunidade de estar presente, nem que fosse a apoiar, mas a alma ia sofrer muito. Já sofri só com as mensagens. Ia fazer-me mal e prejudicar o meu processo de recuperação. Preferi ficar (ao) longe...

 

06
Nov21

A primeira das primeiras


João Silva

Se há dois dias falei na minha primeira maratona, hoje tenho de recordar o dia em que fiz a minha primeira prova.

Na verdade, não corri, não tinha forma para isso.

Foi uma caminhada em trail e que me abriu o apetite para continuar.

No dia 06 de novembro de 2016, pedi companhia aos meus cunhados e lá fui experimentar fazer uma caminhada em plena serra, na zona da Ega (Soure). Foi no âmbito do Trail de São Martinho.

Aquilo mudou por completo a minha vida.

Na altura, ainda tinha os desgraçados 118 kg, mas chegar ao fim daqueles 10 km em serra foi tão duro como motivador.

Deixei de ser o "engraçado gordinho" naquele dia.

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Curioso e sintomático o facto de, a meio de uma subida, ter encontrado motivação no frango assado que íamos comer ao almoço.

Foi uma bela ajuda, deixem-me que vos diga.

Esta dupla acompanhou-me em várias empreitadas do género, estimulou-me para que começasse a correr em provas e proporcionou-me momentos muito bons de diversão.

Estou-lhes grato! E com muitas saudades de passar momentos como estes com eles... 

04
Nov21

A primeira


João Silva

Faz hoje 3 anos que corri a minha primeira maratona oficial. 

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Um dia para o qual trabalhei todo um ano.

Ainda me lembro dos medos e das dúvidas.

Também me recordo da magia daquele dia, da viagem até ao Porto e do regresso com o objetivo cumprido, das pessoas que me apoiaram na rua e nem me conheciam.

Lembro-me que aquele momento foi a confirmação do que achava que passaria a ser como corredor.

Lembro-me também que, à "custa" de ter feito a minha primeira maratona, provei pela primeira vez arroz de cabidela (feito pela minha sogra). E adorei!! 

Em jeito de "comemoração", deixo um pequeno vídeo do meu canal de YouTube com a minha chegada à zona da meta.

 

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