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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

30
Abr21

Um pequenito bem grande


João Silva

Já passou um ano, o primeiro do meu pequenito. Hoje é o seu primeiro aniversário. 

Nem sei por onde começar nem o que escrever, honestamente, para caracterizar tudo isto que vivi no último ano graças a ele! 

Num ano de tantos crescimentos, de tantas aprendizagens, a magia pura foi algo que entrou nesta família sem avisar. Obrigado por isso. 

Rapidamente pus de parte expectativas e recuso-me a fazê-las em relação ao piratita cá de casa. Não porque não o mereça, mas porque não é justo face a toda a simplicidade da sua existência e a tudo o que significa para esta família.

Parabéns, meu pequeno mimossaurito ❤️

 

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29
Abr21

Estais vivo, senhor?!


João Silva

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Quando passei pela fase mais intensa do emagrecimento, perdi a camada adiposa que me protegia do frio. Desde 2016 que rapo um frio desgraçado, porque o meu calor se dissipa rapidamente. 

Ora, há algum tempo (talvez entre janeiro e Fevereiro), num dia de temperaturas rondar o zerinho e após um treino intenso, tive de me deslocar à Segurança Social da minha terra.

Quando lá cheguei, mediram-me a temperatura para saberem se me podiam deixar entrar.

Nenhuma das três medições deu resultados. Nada, parecia que estava morto. E não, aquilo não estava avariado. Quem entrou ao mesmo tempo apresentou temperatura.

Lá me deixaram entrar, não sem antes fazerem a piada do  "você está morto, homem!"

Agora que estamos no bem bom da primavera isso não me afeta, mas os meus invernos roçam a hipotermia muitas vezes.

Mas estou vivo! 

27
Abr21

Parabéns, amor!


João Silva

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Muitos parabéns, amor!

Este ano já podes contar com a existência in loco do teu mais-que-tudo e isso de certeza que te vai fazer passar um dia muito feliz. 

Este último ano foi, sem dúvida, o mais duro e evidenciou bem a tua boa personalidade e a garra que tens na hora de defender a nossa "cria" e os teus direitos. 

Ensinaste-me a ser pai, ajudaste-me a perceber o nosso filho e a cuidar dele. Todos esses são pontos que me deixam orgulhoso de ti. 

Obrigado pela tua existência e pela tua personalidade!

Um feliz dia de aniversário, amor!

ILD

WLD

26
Abr21

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje exponho uma entrevista feita a uma das pessoas mais simpáticas que encontrei na ARCD Venda da Luísa. Foi prestável desde o início, tem um sorriso contagiante e, acreditem, anda mesmo nisto pela diversão e pelo companheirismo. Tem um instinto acolhedor que salta à vista. Foi das primeiras pessoas a dizer-me que lia este espaço. Boa disposição e seriedade, no sentido de compromisso, são com ela.

E não vos deixa ficar mal. Há algum tempo, tinha ficado com uma camisola minha de prova e "perseguiu-me" de carro até um supermercado local para ma entregar.

Tenho uma estima especial por ela.

Fiquem, pois, com a Graça Simões:

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  • Nome

Graça Maria Martins Simões

  • Idade

44 anos

  • Equipa​

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante ​de ​atletismo ​desde

Sempre gostei de desporto, mas não tive essa possibilidade quando era mais nova. Há alguns anos participava em grupos de ginástica e comecei a desafiar-me nas caminhadas , o que me começou a despertar curiosidade em experimentar a corrida, onde me iniciei em 2015.

  • Modalidade ​preferida​

Habituada às caminhadas pelo monte, foi lá que meiniciei na corrida e daí tornou-se uma paixão pelo trail. Aprecio muito a natureza e gosto de me desafiar em novos trilhos.

  • Prefere ​curtas ​ou ​longas ​distâncias

​Iniciei ​nos ​mini ​trail, ou ​seja, ​10/12 km. Atualmente participo em provas com mais de 15 km, porém ainda não tive a coragem de experimentar uma longa distância.

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  • Na​ ​atual​ ​equipa​ ​desde

2017

  • Volume​ ​de​ ​treinos​ ​por​ ​semana

4 / 5 (entre corrida e reforço muscular).

  • Importância ​dos ​treinos

São importantes os treinos para nos mantermos ativos e fortalecer os músculos. Desse modo, vamos alcançar o ritmo desejado nos dias das provas.

  • Se ​têm ​ou ​não ​treinador

Treinador não tenho, mas tenho colegas com que treino frequentemente. A quem eu tenho que agradecer por irem sempre a puxar por mim. Há frases que ficam nas nossas memórias como: "Aguenta Graça! " , "É isso" , "São só mais 10 metros ". A eles e a todo o grupo de treino, só tenho que agradecer a minha evolução, principalmente, nas subidas, que é onde tenho ainda alguma dificuldade. Infelizmente, devido a situação de pandemia, tivemos de fazer uma pausa nos treinos de grupo. Assim, tenho treinado sozinha. Mas claro que não é a mesma coisa!

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  • ​Diferenças entre ​o ​atletismo ​passado ​e ​atual

Como nunca pratiquei atletismo no passado, não sei a diferença, mas, pelo que tenho lido, hoje em dia há muitos mais participantes em grupos organizados.

  • História​ ​insólita​ ,​curiosa​ ​ou​ ​inédita​

Bem, nestes últimos anos não me recordo.

  • Aventura marcante

Para mim, todas as provas têm algo de marcante, pelos sítios magníficos que conhecemos, pelas amizades que fazemos nos trilhos.

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A maior aventura até hoje foi em 2019, quando o Carlos Canais me incentivou a participar no Campeonato distrital de veteranos. Sem nunca ter corrido em pista, tornei- me campeã distrital em 200 metros nesse mesmo ano.

Participação em prova mais longa

Trail de Conímbriga Terras de Sicó 25 km.

Objetivos pessoais futuros

Continuar a realizar provas curtas, desfrutar ao máximo da natureza, realizar provas em sítios diferentes. Quando me sentir preparada e com coragem, quero realizar a ultra no Sicó de 60 km. 

Como ​vê ​o ​atletismo ​daqui ​a ​5 ​anos

Daqui a 5 anos espero que muito mais gente esteja a praticar esta modalidade, não pela competição mas para promover uma vida saudável e ativa. 

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

​Espero daqui a 5 anos continuar a correr, participar nas provas, conhecer sítios diferentes, bem como pessoas novas e com a mesma paixão.

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Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias

​Na minha opinião, têm vindo a aumentar. No entanto, devido ao pouco tempo que têm livre por causa das tarefas domésticas, não têm tanta disponibilidade. Como está modalidade requer bastante treino e dedicação, não há muitas a participar em provas de grandes distâncias, pois optam por curtas distâncias e caminhadas. 

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Existem diferenças de tratamento em relação aos homens

​Nunca dei conta de haver desigualdade entre géneros, até pelo contrário: numa prova, o percurso, a distância e o grau de dificuldade são iguais para homens e para mulheres.

 

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24
Abr21

Treina com as estrelas


João Silva

Não é segredo nenhum que sou adepto do Borussia Dortmund, até porque a própria foto de perfil me denuncia. 

Regra geral, não falo aqui de futebol. Não é uma regra, mas já há tanto espaço para isso que me interessa divulgar coisas sobre corrida e, no fundo, sobre exercício físico. 

E porquê isto agora? Porque vos trago um vídeo de uma vasta sequência de treinos de reforço muscular das estrelas da equipa profissional com fitness coaches conhecidas na Alemanha.

Foi a forma que o clube encontrou para estar próximo dos seus adeptos e para promover a sua com coisas muito simples que, no geral, não requerem equipamentos nem investimentos. 

São já muitos os vídeos. A língua original é o alemão, mas têm legendas em inglês. 

Valem a pena.

Não são maçudos, prometo.

https://youtu.be/0XUkhrDjxzo

22
Abr21

Uma bolachona potente!


João Silva

Ora bem, ora bem!

O que se pode fazer quando alguém adora aveia, manteiga de amendoim (só com amendoim), chocolate preto com 95% de cacau, bananas e ovos?

Uma mega bolacha. 

Há a versão crocante, que também adoro (a diferença para a mais recente que fiz é que não leva ovo), e depois há a versão "meio bolo, meio meio pudim".

Basicamente, esmaguei 2 bananas, acrescentei e envolvi com 10 colheres de sopa de aveia, adicionei uma colher de manteiga de amendoim, envolvi tudo com dois ovos e depois coloquei uns pedacinhos de chocolate preto por cima. Levei ao forno a 190 graus (forno preaquecido) durante 45 minutos (pode variar) e desenforme.

Ah, fui à lua e voltei e dá muita muita energia. 

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18
Abr21

Em entrevista à Revista Atletismo


João Silva

A convite do estimado Manuel Sequeira, respondi a algumas questões sobre a corrida em tempos de pandemia.

Entre outras coisas, falo da forma como a Covid-19 afetou o meu último ano como corredor, o que mudou e como perspetivo o meu futuro nas corridas agora com bicho à solta.

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Se quiserem, podem espreitar toda a entrevista aqui:

https://revistaatletismo.com/correr-em-tempos-de-pandemia-joao-silva-sem-vacina-mesmo-com-regras-apertadas-nao-me-vejo-a-correr-em-provas-por-agora/

 

Uma vez mais, o meu muito obrigado à Revista Atletismo por me ter tido em consideração. 

18
Abr21

Os guinchadores de Alcabideque


João Silva

Qual a relação entre porcos e corrida? Não sei, mas trago-vos um daqueles episódios caricatos.

Num destes treinos madrugada dentro, vou todo contente ao meu ritmo e sempre acompanhado pelos meus podcasts.

De repente, perto de uma zona junto à serra de Alcabideque, ouço guinchos. Como habitualmente não acontece nada naquela localidade, excetuando os padeiros malucos com quem me cruzo, fiquei sobressaltado.

Os guinchos aflitivos e estridentes subiram de todo e repetiram-se durante 3 longos minutos.

Só me vinham à ideia os episódios de matanças de porco a que assisti em miúdo.

Não cheguei a saber o que era, mas acelerei logo para ver se saía dali, tal era o medo...

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16
Abr21

Dos erros à sobrecarga e depois à retoma


João Silva

Este último mês do primeiro trimestre marca já uma certa retoma, mas o mês de janeiro foi um forrobodó no mau sentido.

Primeiro foi o gelo anómalo a dar cabo do corpo. No início do ano, andei madrugadas a penar. Não teve a ver com o ritmo, que chegou perto dos 6 minutos por quilómetro, mas com a sensação de não sair do mesmo sítio.

Com o frio veio o excesso e com ele o desgaste do corpo (e da mente).

Já passei por isto algumas vezes e a sensação de impotência nunca é boa.

Por outro lado, o facto de já ter vivido isto noutros anos fez com UE tivesse calma. Dizia-me constantemente: isto vai mudar, vai voltar a correr bem.

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E, aos poucos, começou, de facto, a correr dentro do que era habitual.

A forma que usei para lutar contra os maus pensamentos foi deixar de seguir o meu plano durante algumas semanas e correr apenas por prazer (não que antes não o tivesse, mas com um plano, há um objetivo específico). Baixa as expectativas e dá paz de espírito.

E convosco, como corre quando as coisas não correm? 

14
Abr21

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Após um grande interregno da rubrica, em parte, pela minha falta de tempo, e, por outro lado, também por falta de respostas dos meus potenciais entrevistados, estamos de volta.

Desta feita, com uma jovem que não conheço muito bem pessoalmente, mas a quem atesto um enorme poder de companheirismo e uma fantástica vontade de correr em plena natureza. Pertence à ARCD Venda da Luísa, mas, quando entrei para a equipa, ela já estava noutra equipa. Regressou agora à casa que ajudou a fundar e que hoje já tem uma extensão invejável. Só por isso, já diria que "a boa filha à casa torna". 

A sua simpatia e espontaneidade são armas para integrar qualquer tímido. 

Fiquem, pois, com a Liliane Vaz

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Nome
Liliane Vaz 
 
· Idade
Daquela bela colheita de 1984 (36 anos) 
 
· Equipa
ARCD Venda da Luísa
 
· Praticante de atletismo desde
Desde 2015, com passagens em corta-mato e provas escolares (nada de muito sério e sem filiação a equipa).

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· Modalidade de atletismo preferida Trail running
 
· Prefere curtas ou longas distâncias Longas, não consigo correr muito rápido (risos). Gosto de andar lá, desfrutar e empenar.
 
· Na atual equipa desde
Pertenço à formação da equipa, em 2015. Como vivi no Algarve quase 11anos, estive uma época (2017/2018) na ATR- Associação Trail Running do Algarve e outra (2018/2019) na CDC Nave Trailrruning
 
· Volume de treinos por semana
Por norma, se tudo estiver a favor, seis dias por semana com descanso ao domingo. Os treinos, por norma, não ultrapassam os 60' exceto ao sábado, onde podem ir até 3h.
 
· Importância dos treinos
Os treinos são para nos tornarmos mais fortes! É essa a linha que pretendo seguir sempre. Ficar forte para quando vou para as empreitadas (40/100km) poder desfrutar mais e melhor sem grandes estouros ou rebentamento (risos)
 
· Se tem ou não treinador
Não tenho treinador, tenho um orientador que é chato e exigente como o raio.

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· Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual
Não posso opinar acerca deste tema. Pratico trail há quase seis anos e posso dizer que a modalidade tem vindo a crescer, cada vez com mais atletas e curiosos, uns mais e outros menos amantes da natureza. Na juventude andei mais pelos desportos coletivos.
 
· Histórias insólitas, curiosas ou inéditas
Já fiz um "parto" durante o percurso dos 52 km dos Abutres em 2020 (risos). Ao Rui Monteiro da ARCD Venda da Luísa. Estávamos os dois na mesma distância, quando a determinada altura o encontro. Estava todo "parido" o rapaz, cheio de cãibras. Fomos juntos muito tempo, mas houve uma altura em que o gémeo desceu e pimba um parto no meio do trilho (risos). Foi do caraças pois ele estava mesmo com dores. Eu tentei ajudar e brincar com a situação para ele relaxar um pouco. Já rimos muito com esse episódio. Nas empreitadas, há sempre situações caricatas. Como ando lá muito tempo, dá para tudo.

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· Aventura marcante
Estrelaçor 2019 - 100km
 
· Participação em prova mais longa Trail Conímbriga Terras de Sicó 111km (115km) 2019
 
· Objetivos pessoais futuros Continuar na mesma linha... Treinar, participar em provas, fazer umas empreitadas. Aproveitar o que a Natureza nos dá.
 
· Como vê o atletismo daqui a 5 anos Com esta pandemia, é uma incerteza, portanto prefiro não criar expectativas.

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· Como se vê no atletismo daqui a 5 anos
A cair de podre, mas a continuar a andar pelos montes com o mesmo gosto e admiração. Bastante mais lenta, certamente (risos)
 
· Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias?
Poucas mas boas! Raçudas!
 
· Existem diferenças de tratamento em relação aos homens?
Não gosto muito de tocar nesse assunto, mas ainda há por aí muitos seres do sexo masculino que se sentem incomodados com o facto de os ultrapassarmos durante uma prova. São poucos, felizmente, mas existem.

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Legenda das imagens fornecida pela entrevistada:

Imagem 1
5.° Trail Urbano Entre Muralhas - Castro Marim (17 Dezembro 2017) com a camisola da ATR.

Imagem 2
Eu e o Rui Monteiro no Trilho dos Abutres 2020
Fotografia de Fotos do Zé

Imagem 3
No dia que me foi apresentado o km vertical da Serra da Estrela
Fotografia João Veríssimo

Imagem 4
Estrelaçor 2019 a chegada à Torre
Este dia vai ficar para sempre guardado na minha memória, aprendi muito!
Fotografia Fotos do Zé (Sequeira)

Imagem 5
Com a camisola da CDC NAVE no Monchique Open Trail 2019

Imagem 6
Ultra Trail Douro Paiva 2018 em Cinfães
Fotografia de Matias Novo

12
Abr21

A sensação, sempre ela


João Silva

Penso tanta vez nela: na sensação de estar vivo que tenho quando corro. 

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Cada dia que me levanto às 05h00 da manhã é uma bênção para mim, é a prova de que existo, de que me testo, de que algo me desafia. 

Sinto que corro para ir buscar o meu equilíbrio. 

Corro todos os dias e em todos eles sinto que chego melhor do que parto.

Há dias em que não apetece e mesmo assim vou. 

Há dias em que o corpo dói e mesmo assim vou. 

Há dias em que não quero ir e mesmo assim vou. 

Porque sei que me vou sentir livre e que volto melhor do que arranco. 

 

08
Abr21

Biscoitos de polvilho


João Silva

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Pois é, era complicado acertar.

Trata-se de um belo snack à base de polvilho azedo.

Aqui fica a receita:

1 chávena de polvilho azedo

Meia colher de chá de sal

Meia chávena de água 

1 colher de sopa de azeite (ou óleo de coco) 

Preparação: misturar o polvilho e o sal. Ferver o azeite juntamente com a água. Misturar tudo. Quando se conseguir tocar na mistura, moldar os biscoitos. 

Leve ao forno a 200 graus e cerca de 20 minutos. 

Quanto mais fino, mais crocante. 

Aproveito igualmente para dizer que uns pedacinhos de tomilho ou de outras ervas secas na massa fazem milagres. 

Se alguém provar, diga se gosta.

Esta é uma receita da página SOS intolerante (cf. Instagram) . 

06
Abr21

Certo e sabido


João Silva

Já era algo que pairava no ar há uns meses valentes. Portanto, agora o que venho aqui fazer é "comunicar" a minha opção. Ainda para mais, depois de a própria organização ter anunciado o cancelamento da prova. 

Face a todos os desenvolvimentos do último ano, em particular dos primeiros três meses de 2021, não conseguiria ter coragem para fazer a maratona oficial de Aveiro, marcada originalmente para o final deste mês, no dia 25.

Toda a evolução negativa do danado do bicho acabou por fazer das suas e já era expectável que a organização não avançasse. E bem, a meu ver. O anúncio pecou por tardio. Foi feito há pouco mais de um mês.

Na verdade, ainda antes disso não tinha condições nem confiança para estar no meio de multidões. Ainda não estou preparado para correr e estar próximo de muitas pessoas, muita gente mesmo. 

Não se faz de uma maneira, faz-se outra. Felizmente, nunca tive problemas em correr sozinho e, como tal, lá irei tentar fazer uma maratona oficiosa no espaço de um mês.

A capacidade de treino está lá, embora o desempenho tenha decrescido imenso por vários fatores. Ainda assim, há que dar a devida continuidade aos treinos. Quero acreditar que haverá mais oportunidades e, tendo em conta o medo e o risco, prefiro resguardar-me e aos meus, sem deixar de fazer desporto, o meu desporto, mas sem me mandar para fora de pé.

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Quem sabe?! Talvez em abril do próximo ano a consiga fazer. 

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