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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

29
Jun20

O quarto a correr com a Covid-19


João Silva

Nesta viagem de vereditos sobre a forma como a Covi-19 afetou cada um de nós, neste caso, em termos desportivos, ouvimos o testemunho do Francisco Silva, um veterano já nestas andanças das corridas, que, nesta altura, teve também de tratar de debelar uma lesão física.

Vejamos o que tem para nos dizer:

 

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De que forma a Covid-19 afetou os seus treinos?

Aquando da declaração do Estado de Emergência, passei ao regime de teletrabalho o que me deu algum tempo livre (perdia cerca de 1h-2h/dia em deslocações) para poder treinar. Nessa altura o meu regime de treinos foi influenciado por mais duas questões: uma lesão que me limitava a capacidade para correr e o dever de recolhimento imposto. Assim, de 14 de Março até 3 de Maio, treinei todos os dias, alternando 2 dias de treino indoor, nomeadamente de alongamentos, reforço muscular do core (exercícios isométricos) e reforço muscular geral, com 1 dia de treino de corrida, mais curta e lenta que o habitual.

Como e quando passou a treinar após o desconfinamento?

Com o desconfinamento, por um lado, passei a ter de me deslocar alguns dos dias devido ao regime de teletrabalho parcial, por outro, devido à melhoria da lesão, pude correr mais vezes. Assim, deixei de poder treinar diariamente mas fiz mais treinos de corrida, mais rápidos e com maior distância. Isto resultou em menos treinos de reforço muscular. Continuo, ainda mais, a tentar evitar os locais mais frequentados por corredores e caminhantes, procurando percursos ou horários alternativos onde me cruzo com menos gente.

27
Jun20

A terceira a correr com a Covid-19


João Silva

A terceira desta senda é, nem mais nem menos, do que uma cara muito conhecida já deste blogue. Trata-se da Luísa de Sousa e podem acompanhar o blogue dela aqui.

Não sendo corredora, o enorme interesse de ter o seu veredito neste espaço é o facto de ter uma paixão interminável pelo desporto.

Além de tudo isso, no seu blogue de boa forma física partilhou diariamente planos exequíveis que visavam ajudar todos na prática desportiva.

Vejamos as respostas da Luísa:

 

De que forma a Covid-19 afetou os seus  treinos?

Como e quando passou a treinar após o desconfinamento?

 

Terei de responder as duas perguntas numa só, isto porque eu sempre fiz os meus treinos em casa.

Como tenho formação na área do envelhecimento, saúde e exercício físico, não foi nada difícil compor um plano de treinos a partir de casa, onde inclui cardio, exercícios de tonificação e flexibilidade, yoga e pilates.

Tenho um mini ginásio onde tenho os equipamentos essenciais para estar sempre em forma, tais como halteres de 1,5 a 3 Kilos, caneleiras, máquina de musculação multifunções, bandas elásticas e fil ball.

Fazer exercício físico ou uma modalidade desportiva é tão prazeroso e tão “obrigatório” que não concebo a minha vida sem me exercitar. Faz parte do meu dia que sigo religiosamente.

É graças a este meu “vício saudável” que, com 59 anos, sou muito saudável, cheia de energia, disposição e com o mesmo peso e medidas de quando era muito jovem.

Que este meu testemunho seja um incentivo para todos os que desejam envelhecer com saúde e de forma saudável.

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25
Jun20

O segundo a correr com a Covid-19


João Silva

Segue-se um velho conhecido destas andanças nos blogues, o estimado Último.

Perante o meu desafio, vejamos o que nos revelou este corredor, de quem aprecio a prudência. É bom ver que, apesar de pertencer a uma faixa etária jovem (a minha), tem boas ideias e adota medidas preventivas.

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De que forma a Covid-19 afetou os teus  treinos?

A Covid-19 obrigou a uma nova rotina e sobretudo a muita força de vontade.  Foi uma mudança radical quer na cadência, local e tipo de exercícios.
Procurei assimilar para mim próprio que a continuação do exercício físico seria essencial para um corpo são em mente sã. Arranjei um espaço na garagem, improvisei um tapete de uma espreguiçadeira, segui o plano que o ginásio que frequento disponibilizou, tentando fazer alguma coisa duas vezes por semana.
Assim, fiz apenas exercícios possíveis em casa e sem equipamento, algo que nunca tinha experimentado.

Como e quando passaste a treinar após o desconfinamento?

Apenas em maio, quando foi permitido. Comecei outdoor logo na primeira semana com muito cuidado na higienização e com 5 km, que fui aumentando progressivamente. Além de ser algo de que goste, precisa da sensação de estar ao ar livre. Tive também o cuidado de fazer bons aquecimentos e relaxamentos, pois foi um mês e meio sem esticar as pernas. 

23
Jun20

O primeiro a correr com a Covid-19


João Silva

Arrancamos esta nova rubrica com um testemunho do André Santos.

Tal como queria, as respostas foram sinceras e frontais. Ainda assim, para efeitos de "legibilidade", não poderei reproduzir na íntegra o termos usados por ele.

Foi o próprio que me deu "autorização" para suavizar o golpe. Ou seja, o texto:

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De que forma a Covid-19 afetou os teus treinos?

A Covid veio dar cabo de tudo. Nunca corri muito, nunca fui rápido nem nunca liguei muito.

Nos primeiros tempos evitei correr de todo, não havia grandes certezas. Houve receio, medo de sair. Experimentei correr no pátio cá de casa. Aguentei 60 minutos. Fui intervalando com a bicicleta elítica. Ainda durante o confinamento, madruguei e fiz alguns quilómetros. Uns 8, coisa pouca. E também o fiz poucas vezes, o que levou o meu peso a aumentar aumentou 3 kg...ou mais.

 

Como e quando passaste a treinar após o desconfinamento?

Agora após desconfinamento...Espera isso já aconteceu...?

Aqui ainda estou/estamos em modo. O trabalho é muito e a criança está em teleescola/aulas assistida. A minha "Maria" também está a trabalhar em casa, umas 10 horas por dia...ou mais. Juntamos a isso, compras e muitas outras coisas...e eu não me queixo, certamente, há gente com casos bem piores, mas correr tem sido difícil. Resume-se a 3 vezes por semana, normalmente de madrugada.

Ainda há dias acordei às 5 e qualquer coisa da manhã e eram 6 horas estava na rua a correr. 12 km...não foi mau...O tempo e os quiómetros são o que menos me importa. Para mim o importante é ir. Tenho saudades da serra, do convívio, de tentar não ficar em último. 

Acho que na próxima prova quero ficar em último, primeiro a chegar, último a sair...:-)

 

21
Jun20

Correr com a Covid-19


João Silva

Na sequência das minhas ideias para aplicação do meu plano de "desconfinamento" no que à corrida diz respeito, ocorreu-me que seria útil, pertinente e importante saber na primeira pessoa de que forma muitos atletas viveram o período mais acentuado da pandemia em Portugal.

Nesse sentido, lancei o desafio a dez pessoas de me responderem às seguintes perguntas: de que forma a Covid-19 afetou os seus treinos? como e quando passaram a treinar após o desconfinamento?

E com base nesta curiosidade, lá irei criar mais uma rubrica, cujo título serve propósitos de ambiguidade, como eu bem gosto.

Portanto, segurem-se bem e não percam as resposas das várias "celebridades" que convidei para testemunhar nestes espaço. Um dia por cada pessoa e sempre em dias alternados.

Vamos, pois, correr com a Covid-19 a partir de dia 23.

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Por fim, importa ainda referir que, apesar de o pedido ter sio feito a algumas pessoas e de as respostas terem sido praticamente todas positivas, por agora, apenas quatro cederam as respostas, pelo que voltarei a publicar mais "episódios" desta rubrica quando tiver mais conteúdo da parte dos atletas.

19
Jun20

Meu louco e motivador mês de maio


João Silva

É, maio é o meu mês da boa loucura. 

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Confesso que nem sei bem explicar qual o motivo. Certamente que o tempo mais soalheiro será propício a boas sensações, mas não deve ser apenas isso.

Então não é que se chega este mês, regra geral, já bem recheado de boas e também de trágicas memórias, e este jovem desata a ganhar uma maior predisposição para diversificar métodos e para experimentar novas modalidades e tipologias de treino.

Em 2019, depois de meses a fio a lutar com quebras de forma, cheguei a esta fase e comecei a carregar na intensidade dos treinos, a retomar as séries e os treinos mais longos. Introduzi o ciclismo de estrada e aprimorei o recurso ao ioga. O pilates apareceu meses mais tarde. Lembro-me ainda que foi precisamente nesta fase que passei pela primeira a marca dos 100 km de corrida numa semana. A perfeita loucura!

Em 2020, por força das circunstâncias, fui obrigado a pensar constantemente em novos estímulos para evitar a estagnação. Desde janeiro que assim foi.

No entanto, foi em maio, depois de dois meses sem pôr os pés o asfalto para fazer uma semana de treinos, que decidi criar um plano de higiene que me permitisse voltar ao sítio onde sou verdadeiramente feliz: as corridas de estrada.

Além disso, neste primeiro mês após o nascimento do meu filho, fui também obrigado a reinventar-me. Que prazer (apesar da dificuldade) me deu pensar em tudo como forma de não estar parado! Até "obriguei" o Mateus a praticar desporto (ainda que ao meu colo), tal era e é a ânsia por não parar. Esse sim é o meu verdadeiro medo.

Portanto, olhando e comparando tudo, diria que maio é o meu mês da reinvenção, da readaptação e do lançamento de alicerces para uma forma física condizente com o que procuro para mim.

Curioso também o facto de este ser considerado por muitos como o mês do coração.

Coração e corrida são suas coisas intimamente ligadas à minha personalidade!

Como é por essas bandas?

 

17
Jun20

1, 2, 3, uma entrevista que deveria ter acontecido


João Silva

Esta era daquelas que queria mesmo fazer, sobretudo, por ter uma estima muito especial por este rapaz, que, em abono da verdade, treinou comigo duas vezes em 2019, numa das fases em que preparava a maratona do Porto.

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Ele é relativamente novo nestas andanças. Na verdade, penso que começou a correr há pouco mais de um ano, altura em que também se juntou à equipa ARCD Venda da Luísa. Após ter convidado elementos para um treino conjunto, ele foi o único a "voluntariar-se" e a aparecer.

Queria perceber qual o terreno mais apropriado ao seu gosto pela corrida. 

Em retrospetiva, pelo contexto de amigos, já dava para ver que iria apostar mais em Trail. Ainda assim, é de tal forma eclético que também faz estrada. Diria também que tira imenso prazer das corridas e do convívio inerente, sendo isso o que mais conta para ele.

Gostei genuinamente daqueles treinos e depois do convívio no jantar de equipa. Na verdade, pelo menos da minha parte, criou-se uma grande empatia.

Em termos práticos, não tenho dados para sustentar o que vou dizer, mas do ponto de vista técnico, ele tornou-se num atleta muito resistente e com espírito de sacrifício.

Tanto assim é que fez a sua primeira ultramaratona em 2020. 

Não é comigo, mas fico genuinamente contente por ver como tem evoluído e por saber que não se nega a desafios. É muito consciente na medição da sua frequência cardíaca máxima e esse é um enorme trunfo no seu desenvolvimento.

Não sei quando nem como acontecerá, mas de certo que gostaria de voltar a treinar com o André Santos.

Quis fazer-lhe a habitual entrevista deste blogue, mas o André disse, simpaticamente, que não é um homem de escritas. Apreciei a honestidade e fiquei mesmo grato pela resposta.

Mas lá diz o ditado, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.

Foi um gosto escrever sobre um atleta que me parece ter muito para dar e que é, acima de tudo, uma boa pessoa.

Nada disto me foi encomendado e foi também por isso que decidi não lhe dizer nada sobre este texto.

Ainda assim, ficaria feliz se o visse. 

15
Jun20

Um pão com ares de Deus


João Silva

Há muito que já não vos trazia receitas, o que até me deixou algumas saudades, confesso. 

Na altura da Páscoa e já muito próximo da chegada do Mateus, decidi presentear a minha esposa com uma doçura. A verdade é que não estava a contar provar e acabei por comer um.

Modéstia à parte, ficou um belo produto final. A receita não é minha e foi adaptada em relação à versão original, ela bem mais calórica. 

A autoria da adaptação pertence ao blogue A Pitada do pai é foi muito bem conseguida. Pode ser encontrada aqui:

https://www.apitadadopai.com/versao-saudavel-do-pao-de-deus-d-a-padaria-portuguesa/#wpzoom-premium-recipe-card

 

Em relação à minha experiência na confeção, digo que o fermento químico não precisa de ir ao frigorífico e a mistura pode ser facilmente manuseada sem levedar, porque este fermento é ativado pelo quente do forno. Além disso, no meu entender, 250 g de coco é uma quantidade excessiva. Coloquei 100 e 110 g na segunda tentativa.

 

E este foi o último "desejo" de grávida que realizei antes da chegada anunciada. 

Experimentem e venham cá dizer o que acham e como ficou 😉😁

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13
Jun20

Retirar para readicionar mais tarde


João Silva

Este post explica muito rapidamente a minha abordagem alimentar nos últimos tempos.

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Ainda antes de ter nos braços um pequeno rapazote, já tinha esboçado um plano de ação, isto porque o tema alimentação é extremamente para mim, não só pelo passado mas para prevenir recaídas. 

Desde logo, tracei um plano horário com a tipologia de comida que iria ingerir e o desfasamento horário entre as refeições. Funciono bem com tudo bem gizado, portanto, tinha de fazer isso.

Outro aspeto que se seguiu foi a remoção de alguns alimentos e de algumas quantidades que só faziam sentido à luz da carga diária de treinos que tinha. 

É um processo de desabituação muito doloroso, mas passa tudo por adaptação, nem mais nem menos. 

A ideia é simles: primeiro retiro ao corpo aquilo que me parece estar a mais em situações de não treino e depois vou incluindo novamente em função do aumento da carga.

O meu organismo parece gostar disso e essa é uma das formas mais fáceis de lidar com a questão em termos psicológicos. 

Por aí também seguem algum truque ou dica quando preveem uma diminuição do gasto energético? 

11
Jun20

É de pequenino...


João Silva

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Nunca gostei daquelas frases feitas do "vai ser como o pai" ou "vai ser como a mãe". Vai ser o que ele quiser e como quiser, sempre na condição de mostrar respeito pelas pessoas.

Ainda assim, neste pouco tempo de vida, o Mateus já mostrou que o desporto não lhe será indiferente.

Logo ao terceiro dia da sua estadia em casa, numa daquelas tentativas loucas de acalmar a berraria vinda daqueles pulmões mais potentes que os de um nadador, saquei de uns lunges e de uns agachamentos com ele ao colo.

Gostou de tal forma que começou a acalmar. Daí a pouco tempo estava a dormir. 

Fiquei logo todo vaidoso. Daí a uns dias, acabou-se a magia e agora, mais do que o pôr a dormir permanentemente, estes exercícios só servem para o acalmar.

É verdade que o efeito diminuiu, porque o rapaz descobriu cedo que tem inteligência, mas não é menos verdade que caminhar e fazer agachamentos e lunges pela casa em plena madrugada ainda ajuda a acalmar. 

Além destes, experimentei ainda os levantamentos de Mateus com os braços. Também acalma, mas dormir que é bom parece uma quimera para um rapaz que esbugalha os olhos e dá uma tareia ao sono.

Ainda assim, não se perde tudo, porque isso permite-me fazer exercício físico e, melhor ou pior em tudo isto, não são assim tão poucos os minutos. 

09
Jun20

Conceito de higiene


João Silva

Aqui está um termo que surgiu durante a pandemia e que parece ter vindo para ficar.

No caso concreto deste post, serve para dizer que me inspirei no que a Liga alemã de futebol (DFL) fez, de forma a garantir o regresso da competição.

Não está aqui em causa o lobby do futebol, porque só assim se percebe que possa ter sido retomado antes dos outros desportos e, na verdade, sou contra esse benefício. No entanto, também é necessário admitir: os responsáveis fizer um excelente trabalho para garantir que os contágios eram reduzidos e para poderem prosseguir atividade (mais financeira do que desportiva).

Posto isto, pus-me a pensar numa forma de poder calçar as sapatilhas e sair para correr, isto porque as saudes apertam. Desde 11 de março que tudo tem sido tão fugaz em termos de corrida. Continuei a treinar, mas quantas mais semanas passei sem correr mais percebi o quanto preciso de o fazer.

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Por outro lado, também não quero meter a minha família em perigo.

Assim sendo, lá engendrei um plano que tratei de apresentar ao conselho administrativo e executivo desta família, agora enriquecida com mais um elemento.

O plano tinha a seguinte forma:

  • 3 corridas de 1h a 1h15 por semana: segunda, quarta e sexta
  • Período experimental de 2 semanas
  • Hora de saída: 6h30, ou seja, levantar às 6h, para não haver cruzamento com pessoas
  • Mesmo percurso nesta fase experimental (zonas rurais e sem grande contacto com pessoas): Rua Elsa Sotto, estádio, zona da Rivolta, Castellum de Alcabideque, regresso pelo Triplo Jota, desvio para Conímbriga, passagem pelo café de Condeixa-a-Velha, descida à estrada paralela ao IC3, corte de terra para escola, urbanização circundante da minha casa
  • Vestuário: camisola de manga comprida e calções
  • Sempre as mesmas sapatilhas, que, no fim, ficariam em quarentena
  • Máscara descartável e frasco desinfetante numa mala de corrida para qualquer eventualidade
  • Não entrar em casa sem estar desinfetado nas mãos

O conselho deliberou e decretou...

 

 

07
Jun20

À conversa com Aquele que gosta de correr


João Silva

O convite surgiu de forma inesperada, confesso. Não fazia ideia de que iria estar à conversa com alguém ligado ao atletismo.

A verdade é que o Vítor Oliveira teve a gentileza de me convidar para uma pequena conversa/entrevista no seu espaço: aquelequegostadecorrer.com.

Como o primeiro contacto surgiu na reta final da gravidez, a entrevista foi adiada algumas semanas.

E foi assim que no passado dia 30 de maio, por entre "receios" de choros do pequeno Mateus, que tive o prazer de responder a algumas perguntas do Vítor.

Podem assistir à entrevista no canal do YouTube do Vítor, que ainda teve a amabilidade de aceitar responder as umas questões para o meu espaço (essa entrevista será divulgada mais para a frente).

Aqui podem ver a primeira parte:

https://youtu.be/WR4j1oIE5SQ

E aqui podem assistir à segunda:

https://youtu.be/Yj33febA_PY

 

Fico à espera dos vossos comentários e o Vítor das vossas visualizações.

 

06
Jun20

A very good Shoyce


João Silva

Na passada quinta-feira, recebo uma chamada de uma transportadora para me entregar uma encomenda.

Estranhei, pois não estava à espera de nada. Ainda assim, fiquei muito agradado, claro, por se terem lembrado de mim.

Até que vejo o remetente e percebo que se tratava da marca de bebidas vegetais Shoyce, que conheci pela primeira na meia maratona da Figueira da Foz em 2017.

Confesso que, na altura, fiquei fã pela alternativa que constituía, por exemplo, para pessoas como a minha esposa que é intolerante à lactose.

Logo ali, ficámos rendidos à bebida de amêndoa. Mais tarde, já na sequência da maratona de Aveiro, em 2019, a minha esposa provou a versão de noz e não quis outra coisa. Além disso, a gama deles conta ainda com bebida de coco, arroz e aveia, por exemplo.

São, de facto, excelentes alternativas para quem pretende fugir ou não pode beber leite de vaca.

Agora, e foi isso que me foi endereçado nesta oferta, criaram duas versões dedicadas aos mais diversos desportistas.

Trata-se de produtos com alto teor de proteína vegetal, uma variante cada vez mais apreciada por quem pratica desporto.

Neste caso, um dos sabores inclui chocolate. 

A versão de chocolate tem 16 g de proteína, a "natural" chega mesmo aos 20 g. Ou seja, na melhor para recarregar energias e restabelecer o corpo do que uma bebida com este teor proteico. Por exemplo, para esforços muito prolongados e intensos, a variante de 20 g vai saciar mais, embora a de chocolate tenha sempre aquele gosto mais docinho, dando também um certo conforto e aconchego depois do "sofrimento".

Ainda assim, para tentar não ser tão guloso e pensando apenas na recuperação muscular, aconselharia vivamente a bebida "natural".

Tal como a própria marca alega, não foram adicionados açúcares para garantir um melhor sabor.

E vocês já conhecem esta marca? Como a conheceram?

Gostaram dos produtos? Qual é o favorito.

Podem consultar aqui as informações nutricionais dos produtos em causa.

04
Jun20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

O "candidato" seguinte nesta rubrica de entrevistas dá pelo nome de Artur Jorge, sendo conhecido nas corridas por Tujó.

Foi dos primeiros elementos da minha atual equipa que conheci. Na verdade, na prova Pedro e Inês em 2018 trocámos algumas ideias e fiquei logo com boa impressão dele. Trata-se de alguém que leva isto com ligeireza, mas que assume o gosto pelo desporto e que o pratica para estar bem consigo próprio. O facto de ser um bom atleta e de obter bons resultados funciona como um extra nesta escada de atributos.

É um homem de ação, deixa as palavras na gaveta, mas, em todo o caso, sabe bem o que quer desta modalidade.

Fiquem, pois, com o Artur Jorge Henriques Gândara:

  • Idade

40 anos

  • Equipa

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

Janeiro 2014; (Night Runners Coimbra)

  • Modalidade de atletismo preferida

Estrada

  • Prefere curtas ou longas distâncias

Distâncias curtas

  • Na atual equipa desde

12/2016

  • Volume de treinos por semana

 3 ou 4 treinos por semana

  • Importância dos treinos

Manter a forma, preparar as provas e gosto por correr (diversão).

  • Se tem ou não treinador

Não tenho nem nunca tive treinador.

  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Só consigo responder desde que comecei, e noto mais provas regionais, mais competição, mais afluência e  profissionalismo.

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Lembro-me de uma que fiz hà pouco tempo já em estado de emergência: fiz uma meia maratona na garagem (em 50 m).

  • Aventura marcante

Talvez tenha sido a primeira prova (PoiaresTrail 2014), senti-me muito bem com tudo e percebi que as corridas tinham vindo para ficar na minha vida.

  • Participação em prova mais longa

A minha prova mais longa foram 30 km no PoiaresTrail em 2015, não me senti bem nessa prova, por isso talvez não ter feito mais nenhuma dessa distância. Em 2018 participei num treino noturno da equipa e fiz 54 km, sendo essa a distância mais longa que fiz a correr.

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Talvez esta “febre” passe ligeiramente e só fiquem aqueles que realmente gostam de correr (na provas amadoras, que são a minha realidade).

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

Quero continuar a divertir-me, a fazer amigos, na mesma equipa (se me quiserem lá) e se o corpo deixar, continuar a superar os meus próprios objetivos, sem sofrer lesões.

 

 

 

 

02
Jun20

Um mês: mais um ou menos um


João Silva

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Já transporto este epíteto há mais de um mês. Olhando para trás, diria que passou lentamente, muito lentamente, mas de forma estrondosamente intensa que nem sei bem como descrever.

Desde o passado dia 30 de abril que sou pai de um jovem rapaz, bem esguio e conservado, por sinal, que passou a tomar conta dos destinos da minha vida e dos da mãe.

E foi assim, nesta nova realidade a três e depois de meses à espera e de um pós-parto duro devido a algumas particularidades, que passámos o mês de maio.

Os minutos viraram horas, as horas dias, os dias semanas e as semanas meses. Tudo isto ao mesmo tempo e acho que é a melhor forma de descrever esta nova vida, que, certamente, ainda carece de muitos meses até nos fazer perceber a razão e o encaixe de tudo.

Por agora, mais do que pais e educadores, somos cuidadores. Prestamos cuidado a um ser que tem tanto de mágico quanto de desafiante.

Passei a rir e a chorar mais vezes em simultâneo e descobri bem melhor o que significa estar feliz e triste no mesmo minuto.

Tirando consultas e videochamadas com os mais próximos, a realidade é de confinamento. Nada de família, nada de visitas nem de passeios. A seu tempo lá chegaremos e, se há coisa que esta miserável pandemia nos trouxe, foi algum tempo a sós. Afigura-se uma realidade triste pensar num cenário que não tivesse sido o de "paz" nas primeiras semanas.

Há tanto para dizer, gostava de explicar o que sinto, como estou a lidar com esta realidade muito superior a mim e como me sinto nestes mares. Mas, por agora, não consigo e não quero. Tudo a seu tempo e não pretendo atrair comentários para uma realidade individual e que em nada implica o bem-estar da família. 

O desafio é muito maior do que nós, disso não tenho dúvidas ao fim destas semanas.

Porém, esse desafio tem também um lado muito importante, que não aparece tanto nesta altura, mas que incide na capacidade (ou falta dela) para formar vida. Gerar, com as devidas exceções, é relativamente simples. Tudo o resto não. No entanto, desde sempre que a humanidade passa por isto, portanto, nem aqui há algo de diferente a referir.

No futuro, sejá lá ele quando for, tratarei de contar peripécias desta nova profissão que tenho.

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