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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

31
Mai20

De treino à sessão de exercício físico


João Silva

Já se passou um mês desde o dia mais feliz da minha vida. 

Os desafios têm sido muitos e bons, embora também muito complexos.

Não vou falar agora disso, haverá um momento para o fazer. 

Ainda assim, como já esperava, a paternidade trouxe uma mudança enorme na minha forma de treinar, que agora virou prática de exercício.

Isto é: o treino com método, com horas à vontade do freguês, disciplina, técnica e método deram lugar à prática de exercício físico quando possível, por um tempo muito mais limitado e apenas destinado à preservação da minha saúde.

Já sabia que ia ser assim e foi por isso que lutei comigo próprio durante meses. Precisava de encontrar uma forma, de ajustar as minhas expectativas, de fazer cair as minhas ilusões. Sabia que o novo "cargo" ia ser mais importante, mas doeu de morte abandonar alguns sonhos pessoais. Talvez um dia, dirão uns, talvez nunca, dirão outros, mas a verdade é que esse foi o meu maior desafio em todo o processo: ajustar-me e não reclamar nem sofrer se faço exercício apenas 1h por dia ou por semana  em vez das habituais 2/3 ou 14/21 respetivamente.

Por isso, agora todos os 10 minutos contam para fazer alguns exercícios, todos os segundos são úteis e importantes para fazer o bem pela saúde e para tentar manter o peso, outro dos aspetos que me perseguem.

Não sei se algum dia voltarei a ter hipótese de treinar como o fiz em quase dois anos. E isso tem o poder de me fazer duvidar de mim e da minha capacidade para voltar a competir. Muitos já provaram que é possível. E é. Mas o meu problema está precisamente aí, em acreditar nisso e em deixar o medo de perder o que trabalhei para conseguir (em termos físicos e psiquicos).

Por agora, questiono a minha vontade/capacidade para competir em novembro na única prova em que ainda estou inscrito. No entanto, se a mesma se realizar, fazê-la em condições físicas precárias não é uma opção, pelo que terei mesmo de analisar. Isso e a eventual persistência do Covid-19.

Não se pode ter tudo, temos de abdicar de umas coisas para conseguirmos melhores, mas, honestamente, gostava de não perder o caminho traçado.

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29
Mai20

Valorizar o pouco que se pode fazer


João Silva

Uma ida ao oftalmologista e um atraso de meia hora resultam em algo bom. 

No meu caso, nada melhor do que aproveitar e fazer tempo a correr. 

Ja não corria há imenso tempo e com a quarentena que passou, acabei por me render a mim próprio e palmilhei uma parte pacata e sossegada da vila, garantindo sempre que não me cruzava com ninguém.

Foi uma parte de um percurso comum nos meus treinos e soube-me pela vida. Tive o bónus de poder sentir a chuva no corpo e de perceber que, com todas estas mudanças na minha vida, ainda houve hipótese de sentir o ar puro entrar-me no peito.

Honestamente, pensei que só seria novamente o caso daqui a uns dez anos. 

Consegui esticar bem a máquina, até porque, de novembro ao dia 3 de maio, não deixei de treinar uma única vez. Portanto, em forma, estava. Foi o saber que "tinha permissão" para aquela sessão que me deixou particularmente realizado.

Tudo serve para treinar, uso tudo o que conheço e posso, mas ali foi uma espécie de voltar às origens.

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28
Mai20

De volta à Revista Atletismo


João Silva

Menos de um ano após a primeira entrevista à revista Atletismo, na pessoa do senhor Manuel Sequeira, eis que este vosso estimado voltou a ser contactado para dar o seu parecer sobre as participações em maratonas, numa rubrica bem interessante deste mesmo jornalista, que, segundo pude apurar, também ele dá "perninhas" no mundo da corrida.

 

Ora, pois bem, podem consultar aqui o destaque que a minha pessoa mereceu no site Revista Atletismo:

https://revistaatletismo.com/a-minha-1a-maratona-por-joao-silva/

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Caso tenham interesse adicional e ainda não tenham vislumbrado a entrevista do ano passado, que versou sobre uma parte da minha história, podem descobri-la aqui:

https://revistaatletismo.com/joao-balcas-silvade-118-kg-a-maratonista-em-dois-anos/

27
Mai20

Corridas da e na quarentena


João Silva

Foram três as sessões de corrida nesse período de confinamento e nenhuma foi propositada. 

Ocorreram sempre na sequência de consultas com a esposa.

Foi curioso porque só no dia é no momento em causa tive a hipótese de fazer mesmo aquilo de que mais gosto: correr.

 O objetivo foi sempre proteger a esposa e o bebé na gravidez (tal como o é agora que ele nasceu) e, por isso, não tive sequer a coragem de esboçar algum percurso longe da vista humana.

No entanto, naqueles três dias, apesar do medo de ser contagiado, consegui ser tão feliz como em poucos casos. E nem sequer foram sessões longas. Como não podia entrar no centro de saúde ou na maternidade, aproveitava e ia correr. Em Condeixa, do lado oposto à passagem de peões, mas em Coimbra, na zona do Cidral, o que fiz foi agastar-me sempre do raio de passagem de pessoas.

Não me arrependo, apesar de ser uma situação melindrosa, pois parecia que estava a fugir de tudo e todos. 

Nessa vez em Coimbra, ainda antes de o Mateus nascer treinei mesmo com sapatilhas casuais, sem amortecimento, com a mala dos documentos na mão, sem óculos e com máscara. Apesar do desconforto na respiração, senti-me seguro.

Se as duas primeiras sessões foram em março e abril, a outra, mais prolongada, já foi em maio e aí estive nas minhas sete quintas, numa estrada escondida, sem movimento, lá fiz 40 minutinhos de sonho.

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25
Mai20

Ajustes


João Silva

Dentro de dias faz um mês que esta casa ganhou uma nova alegria. 

Com todos os desafios e momentos mágicos associados, não estou aqui para dourar a pílula. Quem os tem, sabe o que custa, quem não os tem, não deve ficar melindrado nem motivado por algo do que aqui diga. 

Vidas, cada um com a sua, já diz o ditado. 

Como não podia ser diferente, os desafios são muitos. Só que, contrariamente a tudo o que se pensa durante a gravidez, bem gerida, esta pode ser uma fase de grande crescimento para qualquer família. É isso que decide um pouco o sucesso das relações a três ou a quatro (ou com mais filhos). Porém, não há soluções mágicas. Há aprendizagens todos os dias e há desafios.

Era precisamente aqui que queria chegar, porque, naturalmente, toda a minha orientação em termos de treinos sofreu alterações. 

Quando houve disponibilidade, é disso que prometo falar. 

E com isso, vou trazer para aqui o pequeno Mateus, do ponto de vista escrito, não visual. Com todo o respeito e sem qualquer tipo de apontar de dedos ou de demagogias, isso fica para os pais. 

Uma coisa sei que ele já fez por mim: mostrar-me que não sou tão (pouco) emotivo quanto achava. Isso e o facto de o coração destes pais estar nas mãos dele. Ainda assim, acho que falo pelos adultos cá da casa: estamos de bem com essa ideia.

E portanto, mais do que nunca, este blogue vai passar a ter mais Mateus, porque o que não mata engorda e transforma-te num maratonista papá (babado e lamechas) de um Mateus ❤️

 

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23
Mai20

A falta que fará


João Silva

Ponto prévio, só porque não me sinto com paciência para dar ideias erradas: não, o texto não serve de arrependimento de nada na minha vida.

É só uma forma de expressão do meu estado de alma, que, no fundo, traz um acumulado dos últimos 2 meses e meio. 

E, olhando para a frente e perante a incerteza que nos rodeia mas que também já estava contemplada na minha vida, fica aquele travo a dúvida sobre o que virá. Sobre o que não virá. 

Sobre as passadas que não darei, as séries que não farei, as rampas que não subirei ou as estradas que não (per)correrei.

Deixamos umas coisas para ganhar outras. No entanto, isso não significa que devamos deixar de dizer que sentimos falta do que ajuda a completar o ser que somos. 

Ainda não cheguei lá, mas sei, desde já, que sinto falta do que não vou fazer. Talvez o que fizer ajude a equilibrar essa saudade. 

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21
Mai20

A falta que faz


João Silva

11 de março foi o último dia em que corri ao ar livre. Mais de dois meses e já nem sei o que é pôr os pés no asfalto e voar sem destino por tempo ilimitado. 

Não sou diferente de ninguém, nem sequer me estou a queixar por ter tido de ficar em casa, numa primeira fase, devido à situação de quarentena. Chama-se respeito pela minha vida e pela dos outros, ao contrário de muitos que escolheram continuar como se nada fosse. Negacionistas, I say. Ainda assim, aos poucos, as coisas estão a encarreirar e todos estão a a criar uma nova realidade.

Depois da mudança forçada de metodologia de treinos, sendo curioso o facto de ter começado a treinar ainda mais no tempo em que estive sempre em confinamento, entrei numa limitação diferente. No fundo, era aquela com que já contava desde agosto de 2010: a paternidade.

Agravada pela situação pandémica que vivemos, a saudade e a falta cresceram.

Mas saudade e falta de quê?

Daquilo que se tornou o meu ponto de equilíbrio nos últimos três anos e meio (celebrados há dois dias).

De sair de casa com as sapatilhas calçadas e de sentir o fresco e o quente no corpo. 

De subir a primeira "ladeira" de Condeixa.

De passar junto à escola e ao estádio e de praguejar com tanto carro a passar. 

De ouvir os apitos de conhecidos l. 

De dizer olá ao senhor que passeava o cão todos os dias e que já me conhecia há mais de 3 anos. 

De seguir para Alcabideque e de passar pelo velhinho pastor alemão que guardava um terreno. 

De cruzar o Bom Velho de Cima a arfar e de descer pelo lado oposto, no IC3 rumo a Condeixa.

De subir pela Casa telhada, sem viv'alma por perto, e de ver a raposa ao longe a fugir.

De sentir o ar puro da estrada de Alcabideque.

De subir ao Casal da Légua depois de ter descido pela Venda. 

De tudo isso sinto uma falta de "morte".

Enquanto pude, treinei o mais que deu, portanto, nem sequer é um lamento. Fui um privilegiado em relação a muitos e não descuro isso. 

Porém, constato uma falta que sinto: correr.  Faz-me mesmo muita falta.

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19
Mai20

Mais fácil do que se pensa


João Silva

 

 

 

Cada vez mais há entidades disponíveis para divulgarem informação capaz de nos pôr a mexer. 

Hoje trago-vos mais um desses casos. E por ser tão simples naquilo que chamo "a base de um trabalho de força", decidi "espicaçar-vos" para a prática deste grupo de treino, que é exigente mas muito prazeroso. 

Força nesses braços e nessas pernas. 

E nunca esquecer: tudo é treino!

 

17
Mai20

Um treino diferente


João Silva

Hoje trago-vos um desafio muito simples e fácil de executar:

só têm de fazer o exercício indicado para cada letra do vosso nome.

Vão ver que se trata de um treino de força intenso mas muito "divertido". Isso e vão rezar para ter um nome pequeno.

Nesse caso, podem usar os restantes nomes da vossa identificação.

Se a "sede" for muita, também podem fazer os nomes de familiares e amigos.

Façam lá e digam-me se vos parece bem.

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15
Mai20

Frustração sem destinatário "visível"


João Silva

O episódio aconteceu no final de março, mas, por querer digeri-lo primeiro melhor comigo e com os meus, entendi que era melhor esperar para escrever sobre isso.

Falo-vos de um dos momentos mais duros da minha vida em que me tiraram a hipótese de cumprir um sonho e de ajudar a minha esposa num momento mágico e importantíssmo para nós: as maternidades, por alegada recomendação da DGS, entenderam proibir a presença dos pais no momento do parto.

O mais curioso de toda esta história é que a OMS recomendou que tal não fosse feito mesmo em caso de Covid-19, o que não constituía o nosso quadro.

Tiraram-nos tudo, caiu-nos o telhado em cima, ficámos sem chão. Não consigo sequer transmitir a dor: a minha não a sei explicar e a da minha esposa não a sei medir. Era tão mas tão importante estar ali e tudo o que pude fazer foi transmitir as minhas forças, foi torcer para que tudo se alinhasse em condições. Nem os pude visitar na maternidade após o parto. Sem medos de o confessar, chorei tanto como nunca. No dia em que deixei a esposa nas urgências, sofri muito. Com tudo, por tudo, porque uma pessoa no sabe o que se passa e está horas a fio à imaginar o sofrimento da cara-metade. Chorei tanto, ri tanto e depois chorei e ri ao mesmo tempo, como se o corpo não soubesse o que fazer. E não sabia. E comi tanto como já não o fazia há anos. Mas tudo isto passou para segundo plano quando os vi. Que trabalho mágico daqueles dois!! 

Durante os dias em que nos foi transmitida a decisão da DGS, a injustiça e o desânimo que nos invadiram foram tão grandes que precisávamos de um "destinatário", de um alvo para injuriar, porque não se faz, dói e é só uma monstruosidade. Mais ainda, quando havia profissionais do setor a defender precisamente que essa diretiva não avançasse, precisamente por ser mais prejudicial para a família do que um eventual contágio.

Além de tudo isto, doía ver tantos irresponsáveis a brincar com a vida e a liberdade dos outros e nós, desde o início, cumprimos tudo o que nos foi pedido socialmente.

O tempo tudo ajudou a passar, como sempre, claro, e pude finalmente encontrar-me com a "obra de arte" que eu e a minha esposa construímos.

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13
Mai20

Foi tão curto mas soube tão bem


João Silva

No passado dia 27 de março, acompanhei a esposa a mais uma consulta de maternidade.

Perante o impedimento de entrar no Centro de Saúde devido ao Covid-19, acabei por ficar "à porta".

Ora, apesar da pandemia, decidi que ia aproveitar aquele tempo de espera para treinar um pouco ao ar livre.

Não sou mais do que os outros e estava de perfeita consciência comigo. Já não saía de casa desde o dia 12 de março e, sempre com cuidado para não me aproximar de pessoas e para não tocar em nada, lá consegui fazer 25 minutos de corrida e de exercícios. O espaço é recatado e bem "abastado". Ou seja, não precisava de ocupar a área de quem lá passasse. Em bom rigor, dada a necessidade de ter atenção, sempre que via alguém no passeio, mantinha-me alerta.

Posso revelar-vos que me senti uma criança novamente, de tão feliz por poder fazer uma das coisas que amo na vida.

Desinfetei-me como era suposto. Aliás, o exterior do meu corpo deve ter uma acumulação inédita de "resíduos" de lixívia.

Quando finalmente a grávida apareceu, tinha um sorriso de orelha a orelha.

A verdade é uma: com estas situações, aprendemos a valorizar melhor aquilo que antes demos por adquirido e isso não tem nada de filosófico.

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11
Mai20

Até começou tudo bem


João Silva

 

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De facto, este tem sido um ano de aventuras e novidades.

No início de janeiro e até meados de março, corri, corri, corri e corri.

Como podem ver na imagem, foram valores excelentes em termos de quilometragem nas pernas.

Com a invasão da pandemia no nosso país, acatei as ordens de quem sabe mais do que eu e tive de me reinventar.

Parei as corridas e saltei para a bicicleta estática com roda de inércia de 6 kg.

Em termos de horas por dia, acabei por treinar mais ainda, sempre com o intuito de chegar ao nível que já tinha alcançado em corrida.

Foi o necessário, o mais aconselhável e também o mais correto não só pela minha família mais direta, que é mesmo tudo para mim, mas também pela minha pessoa.

No entanto, embora o treino tivesse passado a ser diferente e sentisse muita falta das minhas passadas ao ar livre, treinei muito bem.

Nesta segunda imagem, trago-vos os valores em bicicleta estática no mês de março, momento do início da quarentena.

Poderei sempre alegar que me preparava para alcancar um registo (ainda mais) fantástico de quilómetros (per)corridos em 2020.

Pergunto-me muitas vezes onde poderia estar em termos de corpo, de forma física. Modéstia à parte, sei que fiz tanto ou mais para chegar ao nível que já tinha alcançado na estrada. No entanto, fiz o que pude e apenas uma pandemia excecional me deu cabo dos planos.

Como dizia a minha avó: o que não tem remédio, remediado está.

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09
Mai20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje trago-vos uma pessoa por quem desenvolvi empatia com muita rapidez. Na verdade, fui "interpelado" por ele na sua primeira prova pela nossa equipa, ainda sem o equipamento.

Mais tarde, começamos a conversar sobre duas paixões em comum: desporto em geral e ciclismo. Foram algumas horas, enquanto esperávamos pela nossa vez nos exames médicos. 

Fiquei fascinado com o seu percurso no ciclismo e por ter percebido que tinha encontrado alguém com quem podia falar sobre a modalidade.

Com base nisso, cada encontro (sempre ocasional) era motivo para uma "amena cavaqueira".

E é com base neste percurso maravilhoso que começou no ciclismo e que agora "resvalou" para o atletismo que vos trago hoje o jovem João Nobre.

Fiquem, pois, com o João na primeira pessoa:

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  • Nome

João Nobre

  • Idade: 

29

  • Equipa: 

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

Comecei no desporto muito cedo e já pratiquei de tudo um pouco: natação, karate, futsal, ciclismo nas vertentes de btt e estrada, onde fiz por duas vezes o calendário nacional completo, incluindo duas voltas a Portugal em juniores e algumas competições fora de Portugal. Em 2009, tive um problema de saúde que me obrigou a parar e acabei por dar outro rumo à vida: estudos, trabalho, família... até que em 2017, através do Cesar Ramalho e do Artur Gândara, comecei no atletismo com umas corridas de 4 a 6 km. Em 2018, comecei a fazer provas curtas e em 2019 cheguei aos 25 km, distância na qual me quero manter para já.

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  • Modalidade de atletismo preferida: 

Trail running. Fora do atletismo: MotoGP e, claro, ciclismo de estrada.

  • Prefere curtas ou longas distâncias: 

Prefiro distâncias curtas, gosto de treinar em estrada mas prefiro competir em terra.

  • Na atual equipa desde

2019

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  • Volume de treinos por semana

O meu volume de treinos depende muito do horário do trabalho, das atividades do meu pequenote e de outros hobbies que tenho, como a música e as motos. Mas ronda sempre 2 treinos e 1 prova por semana, quando não há prova, faço 1 treino mais longo ou mais intenso.

  • Importância dos treinos: 

O treino é 1/3 da preparação de um atleta, tão ou mais importante que a alimentação e o descanso. No meu caso, neste momento da minha vida, a importância do treino passa por afastar as lesões e para me sentir bem comigo mesmo tanto em prova como no meu dia a dia.

  • Se tem ou não treinador: 

Não tenho treinador, a minha vida não me permite ter rotinas para isso, no entanto, aconselho-me com colegas nossos que estão nisto há mais tempo e daí tento seguir o meu rumo.

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  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

As diferenças são as mesmas que noto no ciclismo: antigamente, os treinos eram feitos a sós, hoje existem muitos praticantes. Há mais senhoras, houve o alargamento da idade de desportistas. Penso que vem tudo do trabalho das organizações. Antigamente, a corrida era até à morte, hoje, quem quer ir à morte, vai, mas quem quer apenas tirar prazer da corrida, ganhou o direito de o poder fazer. Basicamente, a diferença é que criaram condições para que todos possamos participar.

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas: 

Existem muitas, pincipalmente no ciclismo. Por exemplo, uma vez na Volta a Pontevedra de juniores, uma prova conceituada em Espanha, na 2.ª etapa, enquanto trepador, foi-me pedido para eu puxar à morte numa subida de 20 km com o objetivo de partir o pelotão. Assim fiz, mas, quando chegámos ao Prémio montanha, só vinham 6 ciclistas (nunca me tinha sentido tão bem numa prova e ainda por cima eu era júnior de 1.º ano), mas furei a roda de trás na descida e para não perdermos muito tempo trocaram-me logo de bicicleta e arrancaram, mas a bicicleta, que era a do Pedro! A diferença? Eu tenho 1,65 m e ele tem 1,95 m. Fiz 15 km em pé e com o banco a bater-me nas costas.... No trail, a coisa mais estranha que já me aconteceu foi cair 2 vezes em 5 ou 6 metros no Trail de Pereira, mal me levantei, dei duas ou três passadas e pimba outra vez.

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  • Aventura marcante: 

Uma das aventuras que mais me marcaram foi em 2008 na Volta a Alcobaça (prova de 1 dia apenas e em circuito), não aguentei o ritmo dos da frente e fiquei para trás. Os profissionais corriam a seguir e já andavam a aquecer, ouvi uma voz “anda para a roda e descansa um bocado que eu levo-te até à frente”. Quando olho bem, era o SR. Cândido Barbosa, que corria nesse ano no Benfica. Tinha um ritmo no aquecimento igual ao nosso a sprintar. Embora o meu ídolo sempre tivesse sido o Nuno Ribeiro, o Cândido é o Cândido.

Participação em prova mais longa

Fiz duas provas a rondar os 23 e os 25 km. O MUT e uma outra em Cantanhede já em 2020.

  • Objetivos pessoais futuros:

Os meus objetivos desportivos passam por me divertir e manter a saúde. Começo e acabo as corridas sempre com os mesmos objetivos: 1- Acabar sem me lesionar 2- divertir me imenso 3- se possivel, não ficar em último.

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos: 

A ganhar cada vez mais adeptos e mais praticantes. Há que continuar a dar condições para que todos possam praticar!

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos: 

Tal como estou hoje, que me sirva de escape do dia a dia, me ajude a ter a cabeça no lugar e que, uma vez ou outra, vá quebrando um recorde pessoal aqui e ali. Já agora que continue a dar-me a oportunidade de conhecer pessoas incríveis como tem feito até aqui.

volta a pontevedra 2007 - apresentação de equipa

07
Mai20

Silêncio de ouro


João Silva

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Quem se revê neste título?

Há já muito tempo que pensava nisso.

Não se trata de não querer falar com os outros ou de ser associal. Nada disso.

Sou uma pessoa social e extrovertida, embora privilegie o meu canto e as minhas pessoas em detrimento de saídas constantes.

No caso, não estarei a dar novidades a ninguém ao revelar que o silêncio é um processo muito útil no nosso quotidiano.

Em várias etapas da minha vida pude comprovar isso mesmo. Aquela em que notei mais esse impacto foi na minha profissão.

Enquanto tradutor, trabalho maioritariamente sozinho e apenas "falo" com o computador. No entanto, houve alturas em que tinha constantemente os podcats ou vídeos do Youtube ligados "como companhia".

 Se, por um lado, ajuda a ter a sensação de que não estamos sós, por outro, perturba o raciocínio. Pelo menos, no meu caso. Reparei que trabalho melhor sem esses "intrusos". E vocês?

Curioso ou talvez não, corro muito mais vezes com música ou podcasts do que com o silêncio. Sou um lobo solitário em termos de treinos, mas com os podcasts ligados sinto que nunca estou só. Quem se revê nisto?

Ainda assim, por uma questão de higiene auditiva, de tempos a tempos, preciso de correr sem ruído de fundo para poder absorver todos os sons naturais dos espaços que me envolvem.

Vocês são iguais?

05
Mai20

Fazer muito com pouco


João Silva

O que vos trago hoje arde que se farta, mas já dizia a minha avó: o que arde, cura e o que aperta, segura. Portanto, quero partilhar convosco, sobretudo a pensar nos corredores que alegam não ter tempo para treinar a zona abdominal, um vídeo de exercícios de elevada intensidade (HIIT) e que foi muito útil para me ajudar a manter o reforço muscular na zona central durante o mês de janeiro, em que praticamente só corri (foram mais de 600 km, o que seria impossível sem uma zona abdominal, lombar e púbica devidamente fortes).

Portanto, meus caros, não tem nada que saber: 20' por exercício e o número de repetições que acharem por bem. Regra geral, procuro fazer entre 2 a 4 repetições. No fim, é deixar "arder"!

Façam e depois partilhem comigo a vossa opinião:

 

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