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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

01
Out19

A história do rapaz que não sabe estar quieto


João Silva

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Vou começar por retirar o "suspense". Estou a falar de mim.

Sei que o fenómeno acontece com muitos desportistas, mas, no meu caso, não deixa de ser revelador. Desde logo, expõe a minha personalidade.

Não sei estar parado, lido mal com isso e depois fico muito ansioso e stressado porque não consigo aproveitar pequenos momentos da vida. É um pouco a ideia de viver muito e de saborear pouco.

Houve uma altura em que comecei a perceber que, em determinados dias, acordava mal, andava o dia todo com uma angústia. No dia seguinte ia embora.

Num determinado domingo de agosto, percebi finalmente qual era a ligação: os dias de folga dos treinos.

Fiquei (e fico, por vezes) muito tenso por não fazer desporto, porque crio a falsa ideia de que vou ganhar peso e de que devia estar a fazer alguma coisa. É aí que entra a minha esposa para me meter juízo na cabeça e para me fazer voltar à racionalidade. Como se treinasse pouco ou tivesse uma forma errada de me alimentar.

Não, não tenho, modéstia à parte, mas sei que sou disciplinado e que não me permito muitos (se é que alguns) deslizes. Tenho perfeita consciência, mas depois deixo que a inconsciência e os receios tomem conta de mim.

No domingo em causa, estava de folga após uma semana duríssima e tendo corrido 38 km no sábado. Ou seja: em condições normais, precisava mesmo de repousar, de estar de papo para o ar no sofá a saborear a vida e os momentos com a minha esposa. Em relação ao repouso, é muito simples: se não descansar, não regenero, vou ter lesões e acabo por estragar os meus objetivos. Acho que o truque é tentar ver o bem maior, perceber que tudo tem uma finalidade.

Nesse dia, foi difícil e já estava a "salivar" para ir fazer pilates, ioga ou mesmo bicicleta estática. Quando fui lançado para o "ginásio" que criámos cá em casa, eis que a Diana acorda. Foi a minha "sorte". Lá me "fez" parar, respirar, explicar a questão e o dilema. Enquanto o estava a fazer, senti o problema a desvanecer e decidi no momento que não ia treinar nesse dia.

Assim foi e soube tão bem. Há meses que não sabia assim. Foi um carregamento bem jeitoso de energia.

Tudo graças a quem me atura.

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