Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Redes sociais

Palmarés da minha vida

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Baú de corridas no blogue

Em destaque no SAPO Blogs
pub
12
Jul19

Jejuar porque sim ou porque ajuda?


João Silva

Photo 13-05-2019, 23 45 21.jpg

A eterna questão na alimentação: moda ou fundamento?

Confesso que procuro informar-me primeiro antes de cair em tentação em relação a muitas modas alimentares que servem o propósito do comércio e da estupidez e não da efetiva ajuda biológica.

Não adoto nem tolero mudanças no meu sistema alimentar se não vierem para me beneficiar.

Com efeito, a questão não é nova e já há imenso tempo que ouvia falar na importância do jejum intermimente no funcionamento do organismo.

Curiosamente ou não, de forma acidental tropecei num documentário científico sobre o assunto. Gostei do que ouvi, mas, tal como eles na peça, não recomendo ninguém a fazer isso sem consultar primeiro o médico de família.

Não o pratico e confesso que não estou inclinado para isso. O sistema que adotei funciona na perfeição comigo e, na pior das hipóteses, aumento a carga de treinos, caso queira destruir algum excesso cometido.

No entanto, devo confessar, fiquei surpreendido, porque o jejum intermitente pode contribuir decisivamente para o combate ao cancro.

Antes de falar nessa parte, importa referir que o jejum intermitente mais comum assenta fundamentalmente no sistema 16:8: 16 horas de jejum e 8 horas em que é possível ingerir comida. A partir de determinada hora, não comer fará com que o organismo tenha de recorrer às reservas existentes.

Primeiro são eliminadas as reservas de glicogénio, de seguida as de proteina e, somente numa fase mais prolongada, as reservas de gordura.

Portanto, no primeiro dia, vamos sentir-nos "eufóricos" porque o corpo segrega adrenalina. É a sua resposta para manter as funções vitais e de vigilância ativas. Por conseguinte, a reação inicial ao fim de algumas horas de jejum consiste numa "dose extra" de energia.

Terminadas as reservas de glicogénio, são atacadas as reservas de proteína. Não havendo acompanhamento, o perigo pode estar aqui, porque cria-se a sensação ilusória de perda de peso, quando, na verdade, estamos a perder água e massa magra. O corpo só vai explorar e eliminar a massa gorda quando já não dispuser de qualquer das outras reservas. Portanto, num segundo dia consecutivo, vai embora a euforia e fica a fadiga e a incapacidade para pensar ou atuar. Contudo, voltamos a ficar melhores, mais espevitados e mais enérgicos quando entramos no terceiro dia de jejum.

Por outro lado, quando entra nesse sistema de jejum, o organismo baixa o nível de inflamações, regula a temperatura corporal e ativa o modo de sobrevivência, regressando ao passado, onde existia escassez de comida.

Retomo agora a parte de auxílio no combate ao cancro: embora ainda careça de mais estudos confirmativos, a investigação científica concluíu que o estado de jejum conduz as células cancerígenas a um "esquema" de autofagia. Isto é: aquelas células só inflamam e, para tal, recorrem a tudo o que ingerimos, tendo especial aptidão pelos açúcares, sobretudo, pela glicose. Desse modo, não havendo ingestão de alimentos com esse nutriente, aquelas células vão-se comendo a si próprias.

Naturalmente, não estamos a falar de um processo que ocorra da noite para o dia, pelo que o sistema de jejum intermitente tem de ser adotado durante algum tempo de ininterruptamente.

Ainda assim, parece-me uma excelente notícia, repleta de esperança para ajudar a eliminar o grande flagelo da atualidade.

Por outro lado, volto a frisar: quem pretender fazer jejum deve consultar primeiro um médico, pois os riscos são muito elevados, principalmente, se tivermos em conta que as pessoas só se preocupam com resultados rápidos e, como é sabido, a rapidez é inimiga da perfeição.

IMG_20190303_095025.jpg

 

Redes sociais

Palmarés da minha vida

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Baú de corridas no blogue

Em destaque no SAPO Blogs
pub