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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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03
Jul19

É bom, dá pressão, mas faz bem ao coração


João Silva

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Não me arrependo nada de divulgar a minha história.

Nada dela.

Mas tenho um enorme defeito: sinto-me pressionado.

Sabe-me bem ouvir os elogios e poder partilhar o que fui e onde estou agora. Faço-o sempre com um sorriso nos lábios (e nos olhos). Seguramente que é genuíno.

Porém, não consigo deixar de pensar que existe um lado negro desta exposição toda a que me submeto: há quem fique mais atento à minha pessoa e aos meus passos e quem espere uma escorregadela para dizer, cheio de si: "eu já sabia que não ia durar" ou "foi sol de pouca dura". E isso, quer eu queira quer não, pressiona-me.

Não me deixa falhar nem soltar algumas amarras em determinadas situações. As pessoas esperam que aja de uma determinada maneira por ter emagrecido. Na verdade, é como estar com um humorista: estamos sempre à espera de os ver dizer piadas e, quando não o fazem, deixamos de lhes achar graça.

Por outro lado, esta pressão que meto em mim e que sinto na sequência de tudo isto também me dá mais força, porque "sedimenta" o meu trabalho e o meu esforço até aqui (daí ser uma pressão que me aquece o coração) e reforça a minha maior virtude: a força de vontade.

Resumindo: é bom, dá pressão (interna e externa), mas faz-me sentir muito especial e faz-me querer continuar a agir como tal. 

Apesar de tudo, esse é o elemento que retiro dessa pressão e que tenho conseguido transformar em combustível.

Não faço mais desporto porque os outros acham que sou um bicho que só quer correr ou pedalar, faço-o porque me faz feliz e porque me ajuda a suportar muitas situações, algumas delas mais emocionais. É impossível explicar a algumas pessoas de que forma o desporto me retira alguma carga negativa.

Portanto, a pressão pode ser asfixiante, não o nego, porque cria uma expectativa nos outros em relação à nossa pessoa e ao nosso comportamento, mas, por outro lado, pode e deve ser transformada numa ação contínua. Numa vontade permanente de agir melhor.

Sim, agir, não falar. Como dizem os meus queridos alemães: "den Worten Taten folgen lassen" (fazer mais e falar menos).

 

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