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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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02
Jul19

O lado B(OM) disto tudo


João Silva

Talvez tenha começado a reparar mais nisso agora que a história foi mais exposta. Além disso, também não sou crente (em nenhum sentido): bem sei que algumas pessoas se sentiram tocadas por estarem a ser "bombardeadas" com os elogios que choveram nas minhas redes sociais e dos quais fui dando conta. Algumas delas do mundo das corridas.

Mas não me importo. Muito pelo contrário: quando as pessoas me dizem algo como "eu também perdi muito peso", "eu também já fui obeso" ou "eu também recorri à corrida para emagrecer", fico feliz. Mais do que roubar protagonismo, sinto que foi preciso um precursor, um elemento capaz de se chegar à frente e de dizer sem problemas: fui gordo, já não sou, tive problemas, sofri, mas dei a volta. No fundo, sinto que acabei por funcionar como estimulador para que algumas pessoas "saíssem" do armário das gulodices e assumissem e contassem a sua história. E têm sido tão boas. Tenho ouvido muitas e tantas tão boas. Nenhuma igual, mas (quase) todas com um denominador comum: a corrida, o que ainda me engrandece mais o coração.

Independentemente de tudo o resto e da boa ou da má fé das pessoas e dos seus elogios à minha história: para dar cabo do flagelo que é a obesidade é preciso haver pessoas como nós, sem medo de contar e mostrar. Contudo, para mim, é absolutamente essencial transmitir que é possível mudar, mas faço tudo para evidenciar que só lá vai com tempo e dedicação: não é de um dia para o outro.

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É um cliché afirmar isso, mas só quando se sente tudo na pele é que se pode perceber que existe fundamento naquela declaração.

Por fim, em tom de conclusão, deixo o pedido para que não tenham medo de falar nem de se mostrar. Haverá coisas más na exposição, como o facto de reverlarmos um lado mais débil de nós ou de podermos ser "minados" com comentários como "vais voltar para lá outra vez". Algo que aprendi e já não foi nesta fase foi que haverá sempre gente pronta a dizer "eu bem disse que não durava" na hora em que existir alguma falha. Mas querem saber o melhor? Pouco ou nada importa. Depende tudo da própria pessoa. Acreditem, se fosse fácil fazê-lo de forma sustentável e saudável, não haveria tanto produto nem tanta "banha da cobra" à venda no mercado. Portanto, se chegaram lá com o vosso empenho, só se devem orgulhar disso e, dentro do possível, continuar no mesmo caminho.

 

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