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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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Jun19

À procura do equilíbrio (perdido)


João Silva

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É uma luta constante.

O facto de vivermos connosco próprios 24 horas por dia não ajuda mesmo nada. E afirmo-o sem lamúrias ou lamentações. A verdade é que, pelo menos, por aqui é fácil andar nos extremos com uma velocidade estonteante. Ora está tudo bem ora está tudo mal, ora foi muito exercício ora foi pouco, ora comi de mais ora comi de menos. E é isto.

Por isso é que é extremamente importante ter alguém ao nosso lado com dois dedos de testa e incapaz de nos deixar pender definitivamente para um dos lados.

No meu caso, já não é segredo, é a minha esposa a grande responsável por me tranquilizar com as suas palavras quando começo a "medir" a minha barriga com as mãos e começo a dizer que engordei ou quando só me apetece praticar desporto incessavelmente (quando, como ela bem sabe, isso acaba por ser uma forma de lutar contra eventuais excessos na quantidade de comida).

Para mim, esse tem sido o segredo de tudo. É incrível como isso me mantém "na linha".

Dentro da minha cabeça, o equilíbrio vem da antecipação dos problemas ou das dificuldades e da definição de estratégias para lidar com isso. Não lhe chamo calculismo, chamo mesmo capacidade de antecipação e, por essa razão, acabo por ajustar os planos de treinos, quando percebo que estou a exagerar.

Exemplo prático: no caso dos saltos (burpees, por exemplo), sei que eles me fazem muito bem, contudo, quando recebo os sinais do corpo de dores em determinadas articulações, tenho de parar um pouco. O que faço? substituo por outros destinados a diferentes regiões do corpo, como o abdómen ou o peito.

No caso dos treinos de corrida, o princípio é o mesmo. Se senti que abusei e que não estou em condições, tenho de encurtar distâncias. Nem sempre foi assim e ainda hoje tenho dificuldade em aceitar isso, para ser honesto. Todavia, a aprendizagem, a necessidade de pensar num bem maior e mesmo a minha mulher mostraram-me que tudo depende da importância que dou a determinados aspetos.

Para terminar, nas últimas semanas de maio, andei aparentemente "ao sabor do vento". Como estava tão saturado, senti necessidade de não olhar para os meus planos de treinos. Não diminui a duração do treino, muito pelo contrário, mas corri vários dias seguidos longas distâncias, quando não tinha isso previsto. E que bem que soube. 

Logicamente, já conheço o corpo e sei que poderá estar para vir a "fatura" de tudo isso, mas é tão importante alimentar a cabeça como o corpo e o meu cérebro precisava dessa "irregularidade" para chegar a um ponto de equilíbrio.

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