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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

03
Mai19

A lógica jogou a sua cartada...


João Silva

Esta publicação tem como propósito falar-vos do meu "currículo associativo" como atleta: conforme já referi, comecei sozinho. De forma individual. Ainda hoje treino sobretudo assim.

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Pela minha disponibilidade e pela minha agenda, sempre foi óbvio que estaria sozinho durante algum tempo nesta aventura. 

E aqui, deixem-me que vos diga, em tom autoelogioso é verdade, que é necessário haver uma grande motivação própria para enfrentar chuva, frio, noite, madrugada. Mas foi algo que o próprio gosto pela corrida ajudou a alimentar. E, por conseguinte, nem senti esse "peso". 

Corri sempre que quis, por onde quis e como achei mais correto e útil para mim. No que toca à definição do próprio estilo de corrida, foi muito importante.

Nas provas, inscrevia-me como individual. 

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Assim foi até setembro de 2017. Na minha cabeça, começava a surgir um "bichinho" para tentar encontrar uma equipa próxima da minha localidade, onde pudesse trocar ideias com quem tinha mais experiência e que me permitisse evoluir e absorver mais conhecimento. Na minha fase "solitária", fazia as provas e, à exceção de um ou outro conhecido, não partilhava opiniões com mais ninguém. Não só nesta fase, mas essencialmente aí, a minha esposa era uma confidente desportiva, a pessoa com quem partilhava as minhas ideias sobre as corridas. 

Juntando o útil ao agradável, na sequência de uma conversa com dois conhecidos de uma ótica em Condeixa, fui convidado para fazer parte da Casa do Benfica de Condeixa.

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Após alguma deliberação, aceitei. Não tinha nada a perder. 

A certa altura na evolução de um indivíduo ou de um desportista, é necessário dar o passo seguinte. Alargar os horizontes. E houve um certo carinho que sempre senti por parte de alguns colegas. Foram algumas as boleias que me deram, o que serviu para trocar impressões, para estreitar laços.

Contudo, ao longo do ano de 2018, fui-me sentindo novamente sozinho. Não pelos treinos, porque aí sempre corri dessa forma, mas pelo frequente afastamento que fui notando em relação à direção. Percebi a dada altura que não poderia continuar num sítio onde não me identificava com as linhas motrizes da coletividade. Na minha cabeça, surgiram duas opções óbvias para mim: ou mudava de equipa ou regressava às raízes. Ou seja, descia novamente à categoria individual.

Com base nos conhecimentos pessoais que fui amealhando, "sondei o mercado". E encontrei a equipa onde estou atualmente, a ARCD Venda da Luísa.

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A dimensão assusta. São perto de 80 atletas mais os diretores. É uma família. Tal como me foi dito na altura. E a verdade é que continuo a treinar sozinho, mais por "culpa" minha, mas encontrei nessa associação o canto certo para evoluir, não só pelas condições que nos são oferecidas como pelo interesse manifestado na nossa evolução e no companheirismo que se vivencia.

Não sei como será o futuro, mas sinto que a minha decisão se mostrou acertada.

O conhecimento que já absorvi, por vezes só através da observação, tem sido gratificante. Ter conhecido uma espécie de guru das maratonas, o "mestre" José Carlos Fernandes, valeu muito a pena (sem qualquer.desprimor para com os outros colegas). E, aconteça o que acontecer no futuro, terá sido sempre com a camisola da ARCD Venda da Luísa ao peito que terminei as minhas duas primeiras maratonas oficiais.

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02
Mai19

Ver para lá da cortina de fumo


João Silva

Este foi um dos problemas que enfrentei quando comecei a mudar os meus hábitos alimentares.

E se na altura, em 2016, já havia imensa contrainformação desprezível para baralhar a ideia de quem se quer manter saudável, nesta altura essa realidade deixou de aparecer camuflada. Foi escancarado esse nicho do "saudável", do "fit", do "detox". 

Mas deixem-me que vos diga uma coisa: não permitam que alguém controle a vossa vida com o que podem ou devem comer, porque, à partida, essa é uma decisão vossa.

Não quero com isso incitar à obesidade ou à comida desenfreada, sem regras. Pelo contrário, antes de mais, pretendo transmitir-vos que devem recolher informação sobre tudo. Só assim têm o poder para discernir conscientemente o que vos é dito.

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Importa manterem o vosso cérebro ativo e, por isso, é crucial ter em mente que o resultado de uns não é (ou pode não ser) o resultado de outros.

Além disso, deverão ouvir o vosso corpo. Perder peso não é nem pode ser visto como uma prisão nem como uma fase única. É fácil de explicar o porquê disso: quando as estratégias que adotaram começarem a fazer efeito, vão atingir o objetivo. Contudo, se depois não fizerem nada para o manter, vão regressar à casa de partida.

Logo, mais do que uma dieta no sentido restritivo, devem preparar-se para mudar os hábitos alimentares, para compreender os alimentos e os tipos de nutrientes fornecido, para ser flexíveis e para diversificar tudo o que ingerem.

A variedade, incluindo alimentos tidos como menos saudáveis, faz parte de uma boa alimentação. A experiência diz-me que não devem cortar a ingestão de determinado alimento, mesmo de chocolates ou fritos, por exemplo. Devem fazer adaptações e não comer tantas vezes quanto anteriormente. 

A título pessoal, moderei o consumo de alguns alimentos, como manteigas ou cereais com açúcar, por exemplo; passei a comer em determinados períodos horários, a ingerir muito mais água (atualmente, ingiro perto de 3 litros por dia), a usar alimentos mais benéficos e/ou saudáveis (de forma doseada) como beterrabas, abacates ou cogumelos, a educar o meu paladar. Por uma questão de opção, deixei de adoçar com açúcar e passei a recorrer maioritariamente ao doce natural de frutas e afins. Porém, importa dizer que, de vez em quando, como algo com açúcar "puro". Este processo de reeducação alimentar não foi imediato. Demorei dois anos e meio a descobrir o que era melhor para mim. Se hoje não como determinado alimento, não o faço por eventualmente engordar, mas por não ser benéfico para a minha saúde, por exemplo, ao nível do colesterol ou da tensão.

Como o tema é bastante complexo, mas é também extremamente importante, irei abordar nos próximos tempos os aspetos que resultaram comigo e como se deu todo o processo de reeducação.

Espero contar com a vossa atenção.

01
Mai19

Mais vale só do que (bem) acompanhado?


João Silva

Qual é a vossa opinião sobre os treinos?

Costumam correr sozinhos ou acompanhados?

Eu sou essencialmente um "ser solitário". Já não é de agora e nem se reflete apenas na corrida. Neste último caso, pertenço à equipa da ARCD Venda da Luísa e nem assim cultivo o hábito de treinar coletivamente.

Aplicam-se os velhos clichés "não é por mal" e "não são vocês sou eu".

Não corro acompanhado por, eventualmente, ter a presunção de que aprendo mais comigo próprio. Na verdade, antes de mais, começa logo pelo facto de treinar ao início da manhã. Os "candidatos" não são muitos para esse período horário.

Além disso, outro aspeto muito importante é o facto de já ter um plano predefinido com as distâncias, o tipo de treino, o percurso e o objetivo de cada treino. Dessa forma, acabo por não ter espaço para "inclusões". Por vezes, gostava de dotar o meu treino de uma maior flexibilidade, de forma a poder integrar "improvisos", sobretudo, ao nível da companhia. Por outro lado, a existência de um plano, incluindo os exercícios de reforço muscular, permitem-me manter o foco no que é relevante e ajudam-me a garantir disciplina de treino.

Desde que comecei a correr de forma continuada que devo ter realizado uns dois ou três treinos com um amigo de longa data, o Filipe Coelho (na foto abaixo) e membro da equipa "Os gatinhos assanhados".

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Apesar de correr sozinho e de não ter quaisquer problemas motivacionais para o fazer, correr acompanhado por um amigo ou por elementos da própria equipa ajuda-nos a evoluir.

Começa na partilha de uma paixão por aquele desporto e termina na competição saudável que nos faz evoluir na forma de corrida, na velocidade, no ritmo ou na resistência. Além disso, tem outras vantagens: a troca de conhecimentos e de experiências ajuda a antecipar problemas na preparação para determinadas provas e a adquirir equipamento de corrida mais adequado.

Last but not least, as ligações afetivas e o companheirismo que se geram nesse tipo de treino são mais do que compensatórias.

É algo que recomendo, mesmo não o fazendo. Até porque é algo em que tenciono "investir" nos próximos tempos, como uma forma de me fazer evoluir.

Mas, para isso, preciso de me dotar de maior flexibilidade...

Work in progress...

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