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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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Mai19

Às vezes tenho vontade de ir convosco, mas "bate" um medo


João Silva

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Nos últimos meses, mais concretamente a partir do dia 21 de outubro, data da Meia Maratona de Coimbra, fiquei mais rico. Não no sentido monetário, mas enquanto desportista e pessoa.

IMG_20181021_095021.jpgEntrei para a equipa ARCD Venda da Luísa. Em boa hora o fiz, como já o expliquei noutra publicação, mas agora não é relevante para este artigo.

Posso assegurar que entrei num mundo que desconhecia. Aquele clichê do "somos uma família" não é inócuo neste caso.

IMG_20181021_095850.jpgAinda sem me conhecerem, na referida prova, o José deu-me boleia para Coimbra. A Jéssica levantou o meu dorsal, a Cristina, a Paula e a Susana acolheram-me como se soubessem quem eu era há anos. Depois veio a simpática Graça. O João Pedro foi apressentar-se no final da prova e o Hugo trocou logo impressões comigo, vincando que preferia os trails à "aborrecida" (palavras do próprio) estrada.

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Logo ali senti que estaria bem, estava bem entregue. Não me desiludi, como bem pude comprovar na prova realizada na Venda da Luísa. A Sandra e a Tânia meteram sempre conversa comigo. A Cidália foi extremamente prestável a arranjar-me boleia para casa. O seu marido Carlos, o Nélson, o presidente Marco, todos me fizeram sentir bem.

IMG_20181118_094158.jpgE a Judite levou-me a casa no final do almoço convívio. Indescritível.

E isto para chegar onde? Ao facto de, apesar de inserido numa equipa com perto de 70 membros, sentir que não estou com eles tanto quanto gostaria.

Não há palavras para explicar aquela sensação de ouvir os incentivos de cada membro desta equipa nas provas, de trocar impressões e ideias no final das mesmas e nos convívios.

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São diálogos prazerosos e enriquecedores, sobretudo, no que toca a técnicas de corrida, a tratamento de lesões ou formas de potenciação do desempenho desportivo.

E é uma felicidade que não julgava possível sentir neste desporto.

Mas a grande maioria deles corre em trails e não em estrada, que é o meu caso, por preferência própria.

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Como tal, são poucas as vezes que convivo com aquela malta, carinhosamente apelidada de "laranjinha".

O bom da equipa? Aquela malta está sempre a combinar treinos, aos fins de semana não param. Além das provas, encontram sempre forma de trocar uns belos dedos de conversa.

IMG_20181222_173722.jpgDe estar na paródia, a socializar, como mandam as regras da convivência entre seres humanos.

Porém, dado o meu cariz mais solitário, acabo por me isolar, por não estar tão disponível. E há momentos em que sinto falta, em que gostava de estar ali, de trocar pontos de vista, de ganhar experiência.

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No que toca aos treinos que eles fazem, acabo por não participar por alguns fatores.

A saber: primeiro, tenho os meus planos de treinos predefinidos e, por norma, a minha pausa semanal é aos domingos. Como os treinos são marcados muito em cima da hora, opto por não ir. Não só para poder ter tempo para a família como para poder preparar a semana que se avizinha. Além disso, adoro correr em estrada e sou um pouco descoordenado perante terrenos irregulares, logo, tenho medo de me magoar e de ter de ficar sem correr. Nos trails que já fiz, acabei quase sempre no chão, à exceção do trail de Soure ou do de Sicó neste ano. No trail da Bajouca mergulhei no "esgoto", no de Sicó do ano passado ia ficando com os óculos partidos e no de Alcabideque (também em 2018), andei a ver se conseguia limpar as cinzas dos incêndios que houvera naquele local em 2017. Portanto, é um medo fundamentado. A única opção para poder estar com esta minha "família" é em estradão, mas não sei antecipadamente o tipo de treino que vão fazer.

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Mas um dia vou ganhar coragem suficiente, vou dotar o meu plano de alguma flexibilidade e encho o peito de ar e vou com eles. Vou tentar que seja num local com estradão, porque não gosto de parar e em trail isso não só é incontornável como é fundamental.

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Um dia ganho coragem e vou à aventura. Seguro sei que estarei, tal foi o carinho e o cuidado com que me receberam. 

Obrigado, Laranjinhas!

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