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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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08
Mai19

A mitologia da alimentação - parte III


João Silva

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Na sequência do que expus na parte I e na parte II, aqui ficam alguns mitos alimentares:

Detox como solução para acabar com o mal no mundo

Esse foi outro ponto que passou a estar na agenda de determinadas agências de nutricionistas e de empresas alimentares: a promoção do recurso ao detox como meio de salvar as pessoas do "pecado". Vamos por partes: o princípio do detox está certo. É importante desintoxicar o organismo para que o nosso microbioma fique mais "amigo" e coisas tão simples como cólicas intestinais ou sensações de mal-estar possam desaparecer. 

Simplificando, podemos considerar esse microbioma a nossa "fauna" intestinal: um grupinho de microrganismos que andam a "pastar" no nosso intestino e que são responsáveis pela "limpeza" de tudo o que lá aparece e que pode ser nefasto para o nosso organismo. Portanto, é importante "alimentar" os "bichinhos". Essa alimentação é composta pelos tão famosos probióticos, que, nas quantidades certas, promovem a saúde do nosso intestino. As listas dessa categorização de nutrientes são infindáveis. Importante neste ponto é o equilíbrio. As doses certas, sem exageros, como tudo.

Um último facto digno de menção neste tópico: podemos ingerir probióticos com o intuito de mudar o nosso microbioma e essa "tarefa" poderá não ser bem-sucedida. Isso sucede porque o microbioma vari de pessoa para pessoa, tem uma componente genética que também o determina e o organismo de pessoa em causa pode rejeitá-los. Correndo tudo bem, é uma mudança que demora o seu tempo. É uma espécie de "work in progress".

E a melhor forma de fomentar um belo microbioma está numa alimentação rica em vegetais, legumes e frutas, devido à sua riqueza de sais e de vitaminas, betacarotenos, fitonutrientes e afins. Portanto, essa alimentação "verde" acaba por funcionar como desintoxicação. Isto é: detox. No entanto, e é aqui que acaba a apologia dos detox, isso não significa que só devemos passar a beber ou a comer coisas detox em detrimento do resto. Num hábito alimentar saudável, se comermos as tais 5 doses mínimas diárias de frutas e legumes recomendadas pelas entidades públicas, já estamos, salvaguardando questões de saúde, a contirbuir para uma flora rica e saudável no nosso segundo cérebro, também conhecido como intestino.

Além disso, para os tais detox comercializáveis, não temos de consumir os alimentos na forma líquida. Podemos perfeitamnte fazê-lo na forma sólida. Até porque, mais uma vez, existe uma pequna "contraindicação": na forma líquida, o tempo de digestão dos alimentos é muito mais reduzido. Ou seja, quando se fomenta a saciedade e os alimentos que a promovem, sugerir que bebamos couves ou outros produtos vai fazer com que o intestino digira tudo num ápice. Conclusão: a fome nem tem tempo de ir embora.

Fruta: engorda ou não engorda?

A Organização Mundial de Saúde defende o consumo diário de 3 a 5 peças de fruta. Sou louco por este tipo alimentos e não me custa nada ingerir essa quantidade. Às vezes chega a ser difícil parar nesse número. E é apenas aí que entra o "lado negro" da fruta: sendo ingerida em excesso, os seus açúcares são convertidos pelo fígado em gordura. Mas só em excesso, porque é o que o fígado faz. É a sua função. Dá-nos reservas de energia (glicogénio), mas também de gordura. Em equilíbrio e na quantidade recomendada são um excelente auxílio no combate às doenças, no enriquecimento viatmínico, no "abastecimento" saudável do nosso mioma. E são "açúcar" do bom. Uma das reeducações alimentares que promovi nos meus hábitos foi adoçar doces com frutas maduras como bananas, maçãs ou peras. Nesse sentido, recomendo: bolo de aveia, papas de aveia com banana e papas de millet com maçã ou pera.

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