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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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07
Mai19

A mitologia da alimentação - parte II


João Silva

Na sequência do que expus na parte 1, aqui ficam alguns mitos alimentares:

Os desafios dos cortes

Uma moda que se tem instalado nas redes sociais. Ficar uma quantidade absurda de dias sem comer certos (grupos de) alimentos. Uma espécie de privação total! Qual é o problema? O depois. Ou seja: o desafio é circunscrito a um (curto) período de tempo (por exemplo, 5 ou 10 dias), mas, após essa fase, há um retorno à "normalidade". Conclusão: come-se em dobro aquilo de que nos privámos. Pior a emenda do que o soneto.

Corte obrigatório

Como já "apregoei" muitas vezes, não é necessário cortar, riscar totalmente do mapa alimentar, o que quer que seja, exceto em caso de malefícios comprovados para a saúde. À imagem do que também já revelei, pessoalmente, cortei por completo a presença do açúcar no café. Fi-lo porquê? Porque cheguei à conclusão de que era desnecessário, de que poderia "canalizar" esse consumo "gratuito" de açúcar para outros produtos. Se pensarmos que bebia cerca de cinco cafés por dia, ao colocar sempre 6 g de açúcar, logo ali eram 30 g daquele ingrediente. Necessário? Nada, porque percebi que desfrutava mais do sabor do café ao bebê-lo simples. Passei a apreciar ainda mais aquela "especialidade".

Outro aspeto onde cortei, contrariando um pouco a minha tese defendida em todo o texto: no consumo de alimentos processados. Porquê? Porque, através das minhas "invstigações", consegui perceber que são produtos "contaminados" com toneladas de ingredientes nocivos para o nosso organismo: a grande maioria desses produtos, doces ou salgados, conta com óleos de palma, emulsionantes artificiais (os ditos E), fosfatos e difosfatos, exotoxinas, quantidades astronómicas de sal ou açúcar em produtos salgados (por exemplo, fiambre ou presunto), glutamato para intensificarem sabores. E estamos a falar desta quantidade monstruosa em refeições como saladas ou sopas empacotadas. Como substituir tudo isto? Aprendendo a fazer os próprios alimentos.

Essa foi talvez a grande mudança que operei. Sempre gostei muito de cozinhar, logo, em nossa casa, somos nós quem faz o pão (apenas com farinha, sal e água) ou quem cozinha as sopas (toneladas de legumes e vegetais sem qualquer adição de gorduras ou de refogados - agora virou moda, mas recuso-me a fazê-lo, porque a sopa não precisa dessa técnica para ficar a saber bem). 

Outro exemplo muito simples: a indústria agora promove papas de aveia já feitas. Nada mais errado. Vejam a tabela nutricional e confirmem a presença de emulsionantes naquele produto, quando, sem qualquer esforço, podemos fazer umas belas papas de aveia em casa apenas com recurso à aveia, a uma bebida (água, leite ou café), à canela e, por exemplo, a raspas de limão. Maravilhosas e sem produtos cancerígenos.

Quanto a todo o resto de cortes, não eliminei por completo qualquer produto. Fiz, isso sim, uma calibração do que comia e em que altura o deveria fazer. Transformamo-nos em "máquinas". Todavia, se é totalmente certo dizer que o cancro é já um aspeto incontornável das sociedades modernas, também é corretíssimo afirmar que está nas nossas mãos (ou, pelo menos, começa aí) mudar ou atrasar esse facto.

 

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