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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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05
Mai19

Deixas de ser gordo no dia em que te começas a reeducar


João Silva

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Parece conversa fiada, mas é um assunto onde tenho alguma experiência.

Demorei algum tempo para "sintonizar" o meu espírito e me focar no que verdadeiramente era importante para mudar.

Desde logo, defini na minha cabeça que não iria deixar de comer. Não se tratava, como já aqui escrevi, de passar fome desalmadamente e de contrair doenças à conta de estupidez. Além disso, eu queria uma mudança na minha forma de vida e não uma "janela curta".

Esses tipos de dietas costumam redundar em recuperações ainda mais assombrosas de todo o peso perdido. Porquê? Porque não são sustentáveis (não gosto que se use este termo para tudo, mas a verdade é deve ser algo duradouro).

Posto isso, com base nos conhecimentos que já tinha em termos nutricionais e na minha primeira experiência de emagrecimento em 2006. 

Por uma questão de controlo, adotei o sistema de comer a cada duas ou três horas. Tal como a própria Direção Geral de Saúde já veio várias vezes a terreiro afirmar, devemos fazer várias refeições durante o dia e não estar períodos demasiado longos sem ingerir alimentos.

Além disso, passei a calibrar o meu pequeno almoço, primeiro, adotei apenas os cereais de fibra com leite. Com o passar do tempo, por uma questão de gosto, mudei para iogurte natural magro com frutos vermelhos congelados e chia e linhaça. Junto ainda uma noz tostada. Fica delicioso. No entanto, não sacia muito.

Depois disso, o que fiz foi incluir uma quantidade muito maior de legumes ou vegetais nas refeições principais. Já era fã desse tipo de alimentação, mas recorri a maiores quantidades para reduzir outros alimentos. Como mesmo muitos vegetais e isso ajuda imenso, sobretudo, quando surgem períodos de compulsão alimentar.

Outro aspeto importante: como entre 4 a 5 peças de fruta por dia (conforme recomendado pela Direção Geral de Saúde), procuro variar e, fora das refeições principais, acompanho com um hidrato de carbono: o pão, que tanto adoro e que as pessoas ignorantes tanto crucificam sem razão científica para tal. Qual a vantagem do pão ou de outro hidrato carbono (ou mesmo de oleaginosas)? Atrasam a absorção dos açúcares da fruta, ajudando a prolongar a energia no organismo e a saciar a fome por mais tempo.

Na sequência de uma entrevista de um médico a um canal de televisão, aceitei o repto dele para tomar café sem açúcar. Se tivermos em conta que tomava entre 4 e 5 cafés por dia, foi uma boa redução de açúcar desnecessário. Desde março de 2017 que nunca mais precisei de adicionar açúcar ao café ou ao descafeinado.

Com o tempo, cheguei à conclusão de que não necessitava de produtos processados. E a verdade é que é muito raro consumi-los. As pequisas que fiz e os documentários que me mostravam o quão cancerígeno um produto processado pode ser para o organismo ajudaram a manter esses alimentos à distância.

Por último, no início foi fundamental, para o desmame, poder "prevaricar" apenas uma vez por semana. Normalmente, ao fim de semana. Neste momento, já não é o caso. Tenho agora um sistema mais viável de flexibilidade que me permite comer uma ou outra coisa menos saudável, desde que consiga equilibrar a alimentação do dia em causa. Além disso, ficar confinado apenas a um "dia da asneira" por semana acaba por "cansar", pelo que essa restrição não faz sentido. É preciso é saber o que comer e como comer.

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