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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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19
Abr19

Mentalmente no ponto


João Silva

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Em termos mentais, tento elevar a dificuldade ao máximo possível. O meu princípio passa sempre por estabelecer barreiras e desafios que possam ajudar a evoluir positivamente. Como já referi, em princípio, as provas de estrada são mais planas, mas o pensamento vai sempre no sentido de dificultar. Tendo por base a área que me rodeia, vou muitas vezes para subidas e terrenos inclinados. A respiração, a passada e o ritmo são claramente diferentes. Às subidas ou rampas, adiciono treinos longos, por norma, com duração de 01h00, para não deixar que o corpo descanse totalmente no decurso do treino.

A resistência é de tal modo importante para a minha forma de corrida que sinto necessidade de treinos muito longos e duros até ao mês que antecede a maratona. A resistência e a resiliência às dificuldades constituem uma abordagem mental. É a forma que encontro para não deixar que o meu corpo perca o foco, para despoletar um alerta constante.

Além da parte mental proveniente do treino físico, outra forma de abordar os treinos e as provas é, no caso das maratonas, a forma como poderei antecipar as adversidades, quer motoras (dores que possam surgir em determinadas partes do corpo ao fim de algum tempo; fricção nos mamilos; calos e foles nos pés; problemas com joelhos ou gémeos) quer externas (tempo previsto; duração do treino ou da prova por causa dos abastecimentos líquidos e sólidos; a forma como me abasteço e em que altura devo fazê-lo para potenciar o meu desempenho; o tipo de percurso que vou enfrentar). Como sei que preciso de levar os meus próprios abastecimentos para a maratona, trato de treinar com eles para ver a minha reação.

No dia dos treinos “longões”, além dos “mantimentos sólidos e líquidos”, vai também uma “indumentária” aproximada à que usarei na maratona. Acaba por funcionar como uma forma de me tranquilizar, de antecipar a resposta que deverei dar. Nesse sentido, outro aspeto muito importante da minha preparação mental para um treino/uma prova de longa duração incide nos “timmings” de abastecimento e no ritmo adequado para abastecer sem problemas de glutição e sem provocar qualquer tipo de lesão física. Parece um pouco estranho, mas pode acontecer.

Na minha ótica, a melhor forma de preparar mentalmente uma longa distância é antecipar todos os cenários; saber o que me espera dá-me paz para encarar o desafio.

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19
Abr19

Escrever a distância no calendário maratonista


João Silva

A preparação dos meus treinos, bem como a calendarização de distâncias e tipologias dos mesmos, têm por base um desafio maior. Ou seja, se souber que vou fazer uma determinada prova, neste caso, maratona, procuro estruturar o meu programa de “trabalhos” de forma a chegar bem “fresco” ao grande dia. No fundo, é como se andasse do futuro até ao presente.

Regra geral, para uma maratona, tenho a obrigatoriedade de definir quatro treinos mais longos: 25, 30, 35 e 42 km. São os chamados “longões” e visam, essencialmente, uma preparação mental. Naturalmente, o físico também é posto à prova e esses treinos requerem uma boa forma física e bons abastecimentos para a resposta seja positiva.

No entanto, ao fazer os “longões”, tento treinar a capacidade mental para responder a tantas horas seguidas de corrida, a suportar determinadas condições climatéricas (tento sempre que sejam o mais aproximadas possível do grande dia) e também para aguentar fenómenos como desgaste muscular ou impacto do piso no corpo.

As distâncias de 25 e 30 km podem, na minha ótica, ser feitas com um afastamento temporal de uma semana. Adotando treinos mais lentos de recuperação ativa (costumo recorrer a bicicleta estástica), o corpo estará pronto na semana seguinte para responder à altura.

Por seu turno, um treino de 35 km já requer um distanciamento mínimo de duas semanas face ao treino de 30 km. Havendo tempo (como aconteceu na minha preparação para a minha maratona do Porto em novembro de 2018), consegui programar um “longão” por cada mês, de maio a setembro. Aí o corpo tem tempo suficiente para assimilar bem a carga.

Quando, como acontece agora desde novembro de 2018 até abril de 2019, o espaço temporal é mais reduzido, isso obriga a existência de um encurtamento dos períodos de descanso. Por conseguinte, desde o início de feveiro e até ao dia 09 de março, fiz os treinos de 30, 35 e 42 km. Obviamente, neste enquadramento, o corpo sofre mais, tem mais dificuldade em responder adequadamente e precisa de um maior período intermédio de recuperação ativa entre os diferentes treinos.

Além destes “longões”, contemplo treinos regulares, pelo menos, uma a duas vezes por semana, com duração mínima de 1h30 a 02h00, para dar ao corpo o “hábito” de correr de forma prolongada. Deste modo, a passagem para os “longões” é mais suave e a resposta é mais pronta.

Após o “longão” dos 42 km, que costumo realizar cerca de um mês e meio antes da maratona, continuo, uma vez por semana, com treinos de 01h30 a 02h00. Só a duas semanas da prova deixo de o fazer, pois aí interessa mais que o corpo repouse, senão o prejuízo ultrapassará em larga escala o benefício no grande dia.

Ainda nas tipologias de treino, por uma questão de desafio e por saber que a resistência vem com esse tipo de treinos, incluo muitas subidas e escadas na minha planificação. Por norma, a prova será mais plana, mas o objeitvo é dotar o corpo de ferramentas para reagir às maiores adversidades que possam surgir.

No mínimo, uma vez por semana procuro realizar um treino com várias subidas. De preferência, três a quatro no mesmo percurso, o que acaba por trabalhar também o lado anaeróbio, obriga os músculos a ir procurar o oxigénio de forma não convencional, tira o corpo da zona de conforto e dota-o de mais ferramentas.

Uma vez por semana é o suficiente, se o treino for forte, porque um excesso de subidas seguidas também leva à deterioração muscular.

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