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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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Abr19

Povo que me levas nas provas, que me animas com o teu aplauso!


João Silva

Podia ser uma bela adaptação da música "Povo que lavas no rio, que talhas com o teu machado" da autoria da fadista Mariza mas não é. 

É uma espécie de homenagem a todos os públicos que, de uma forma ou de outra, já me puseram os olhos em cima numa prova, não importa qual.

A sensação é absolutamente revigorante, porque, sejam caras conhecidas ou não, nos levantam o moral.

Gosto de acreditar que nós, corredores, somos uma espécie de extensão do que aquelas pessoas gostariam de estar a fazer, mas que , por um motivo ou por outro, não estão.

Aqueles breves instantes em que passamos por pessoas, seja uma ou várias, aquele aplauso, o míticos "vamos" ou "é já ali à frente", o afeto, o carinho são impagáveis e, sobretudo em provas longas, parece que atenua qualquer dor.

Regra geral, procuro retribuir os incentivos com aplausos ou com um sorriso. Respondo do modo que desejo que um corredor ou caminheiro me respondam: gratos por estar ali a torcer por eles, por partilhar aquele sofrimento. Não custa sorrir, mesmo que em dificuldades.

E depois vem aquele friozinho no corpo, aquela energia com que não contávamos e as pernas cavalgam mais, mesmo que seja um fulgor de apenas 100 metros.

Trata-se de uma símbiose sem igual. Aconselho vivamente todos os corredores a passar por isso.

Entre os aplausos, há aqueles que nos tocam mais, aquelas palavras que mudam aqueles momentos: são as dos nossos ente queridos, dos nossos amigos, dos nossos colegas de equipa. Isso não tem descrição nem comparação. Pode haver pouco público, mas se eles ali estiverem para nos deixar uma palavra de afeto, muda tudo, não importa mais nada e o "combustível" é outro.

Antes de deixar uma homenagem de agradecimento aos vários públicos que já encontrei, faço dois apontamentos: em primeiro lugar, os melhores públicos que já apanhei, sem desprimor, foram os de Pombal, da Venda da Luísa, da Figueira da Foz, de Ílhavo e, sem sombra de dúvida, o do Porto. Em segundo lugar, na Maratona do Porto, a multidão de pessoas, com aquela chuva copiosa, levou-me em pontas. Senti que eu e o público, onde se encontrava a minha esposa, fomos um só. O fervor daquela gente, a energia, a vontade de apoiar, a alegria, os palavrões proferidos como elogios. Fiz questão de puxar por eles e de deixar que puxassem por mim. Foi perfeito. Só assim consigo explicar o facto de ter feito  prova em 03:33:35.

Deixo-vos com um vídeo de agradecimento e espero continuar a contar com o vosso apoio, querido público:

 

 

Vemo-nos por aí!

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