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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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Abr19

Um elefante com memória de peixe


João Silva

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Porquê memória de peixe?

Porque não aprendo com as provas anteriores.

Isto é: reflito sobre tudo e vou criando estratégias para me adaptar às circunstâncias. 

Até tenho memória de elefante na "vida normal". Mas nas provas revelo que "gosto" muito de ativar o modo "peixe".

Foi assim com as provas de 10 km e agora tento resfriar o ímpeto inicial.

Foi assim com os abastecimentos e a gestão dos tempos na maratona e deu um resultadão muito bom.

Já sei que os ziguezagues são essenciais para percursos com subidas, para ajudar a ganhar ritmo.

Sei que uma prova se aborda de trás para a frente e não ao contrário.

Sei que é preciso abastecer em provas acima de 10 km.

Tenho consciência de que é preciso encontrar companheiros com o mesmo ritmo nas meias maratonas para dosear o esforço e aumentar a capacidade de resposta e, consequentemente, para aguentar melhor a quebra que costuma surgir a meio da prova.

Treino Fartleks Watson para jogar com oscilações de ritmo numa determinada distância e recorro aos treinos intervalados para conseguir "explodir" em determinados momentos da competição.

Sei tudo isso. Mas lembrei-me disso em Ílhavo? Não.

Ílhavo foi caso único da síndrome de memória de peixe? Nem pensar!!

Em competição, o meu chip interno vai dar uma curva e deixa-me "desamparado".

Nesta meia maratona, comecei logo na casa dos 04:45/km. Já consegui médias mais baixas nas provas dos anos anteriores, mas o meu corpo mudou. Este excesso de cansaço que sinto não me permite sonhar muito com aventuras.

E eu decidi aventurar-me no domingo. Comecei alto, achei que podia aguentar o ritmo até ao fim, quando, na verdade, costumo cuidar um ritmo mais baixo até aos 10 km e é depois dessa marca que começo a recuperar tempo e a ficar mais rápido. Regra geral, quando faço isso, consigo aguentar bem até ao fim.

Desta feita, quebrei muito cedo e já não tive pernas nem corpo para me aguentar.

Como estava muito cansado dos treinos (outro exemplo de falha de memória), nem sequer me lembrei dos Fartleks para ir aumentando a velocidade. 

Basicamente, andei a duas mudanças: veloz nos primeiros 5 km, lento nos restantes 16 km.

No meio de tão mau desempenho, é isso que me aborrece mais. 

Sei perfeitamente o que tenho de fazer para acabar melhor do que começo. Tento aplicar o lema "começar velho para acabar novo" (ouvido no blogue De Sedentário a Maratonista) nestas provas, mas na semana passada não consegui.

Resta-me juntar os cacos todos e formar uma peça mais "jeitosa" para a maratona em Aveiro.

E vocês também passam por isto ou conseguem aplicar sempre a vossa estratégia de corrida?

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