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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

20
Ago20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje trago-vos alguém que conheci virtualmente há muito pouco tempo e que já me parece ter um peso importante no atletismo da sua região e também a um nível mais global, isto porque tem uma plataforma denominada Aquele que gosta de correr, onde expõe o seu gosto pela corrida, mas também para onde convida outros atletas com o objetivo de os dar a conhecer um pouco por toda a rede. Portanto, tem uma atitude altruísta que também revela ao participar em ações que visam o apoio social aos bombeiros, por exemplo.

A sua envolvência e o seu gosto pela corrida são mesmo contagiantes. Perante isto, não podia ser o único a usufruir deste tipo de conhecimento e decidi convidá-lo para uma entrevista, mal terminou a conversa que lhe dei em maio e que podem ver aqui e aqui.

Acrescento, apesar de ser acessório neste caso, que o Vítor é um atleta de créditos firmados e com excelentes resultados. Basta darem uma olhadela na sua página.

Fiquemos, pois, com o Vítor Oliveira:

 

Nome: 

Vítor Oliveira

Idade: 

30 anos

Corridas das Lezirias 2016 (das provas que já fiz

 

Equipa: 

Vitória Futebol Clube

Corrida do Avante 2019 (primeira prova depois do c

 

Praticante de atletismo desde: 

2012

Modalidade de atletismo preferida: 

Corrida, claro

Prefere curtas ou longas distâncias: 

Eu prefiro longas distâncias, mas claro só até à distância oficial da Maratona. Se considerarmos que 10 km é uma curta distância, mesmo gosto bastante!

Maratona de Sevilha 2019 - Primeira e unica marato

 

Na atual equipa desde: 

Comecei esta época, portanto, desde outubro de 2019! Antes disso estava na Associação Vale Grande, clube que me acolheu durante 3 anos.

Volume de treinos por semana: 

Treino corrida 5 dias por semana e reforço muscular nos dias de descanso.

Fim de uma Meia Maratona (2018)dos Descobrimentos

 

Importância dos treinos: 

Todos os treinos são importantes. Desde os treinos mais curtos, dos treinos intervalados, aos treinos longos. Todos são importantes e todos deverão ser encarados com seriedade. Sem nunca tirar o prazer de correr claro!

Se tem ou não treinador: 

Sim, tenho treinador há três anos. Já tinha tido anteriormente, mas passei por um período em que me treinei a mim próprio. No entanto acho que o melhor é ter alguém a lidar com a gestão dos nossos ciclos de treino. É importante para não fazermos as “asneiras” normais no ataque às provas.

Vitoria no GP Almargem do Bispo (zona onde moradav

 

Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual: 

Eu não vivi o atletismo do passado, mas tenho a minha opinião meio formada. A verdade é que isto se aplica a diversas áreas da atualidade. Antigamente os trabalhos não eram tão exigentes, não havia tantas distrações, não havia tanta pressão, o mundo era completamente diferente do que era agora. Eu falo por mim, eu adoro atletismo, e adorava dedicar-lhe bem mais tempo. Nem que fosse para dormir, que é essencial na recuperação muscular. Mas é-me impossível, tenho demasiado para fazer, estou envolvido em demasiadas coisas na minha vida para poder concentrar-me mais no atletismo como parte da minha vida.

Resumindo, sim, claro que o atletismo do passado era bem mais forte do que é atualmente (falo do contexto português claro). Infelizmente o atletismo como profissão não evoluiu como as outras profissões e o facto destas outras profissões terem evoluído tanto é que causou um maior impacto em tornar mais pobre o atletismo amador.

Corridas das Lezirias 2016 (das provas que já fiz

Histórias insólitas, curiosas ou inéditas: 

Eu não tenho grande memória para este tipo de histórias honestamente! Uma história curta é a da Légua Noturna de Odivelas. Uma prova que já tive o prazer de ganhar. Na edição que ganhei, durante a prova havia um cruzamento que não estava bem sinalizado para onde a prova deveria seguir. Como seguia em primeiro, tinha um carro da polícia à minha frente. No dito cruzamento, o carro seguiu em frente e eu claro, segui com ele. De repente o carro acelera e dá uma volta de 180º. Eu fico “então mas???”. Está claro que o caminho não era por ali e a própria polícia se enganou! Valeu o desportivismo de quem seguia em 2.º lugar que abrandou para me deixar voltar a ganhar a posição.

Uma segunda história foi durante uma Meia-Maratona dos Descobrimentos em que o comentador que fez a cobertura televisiva disse que eu me chamava Nico e era um atleta espanhol. Esse vídeo ainda hoje está no YouTube para assistir a esse belo momento! Verdade seja dita que o equipamento da Associação Vale Grande é vermelho e amarelo, as cores de Espanha!

Aventura marcante: 

Eu sou uma pessoa de objetivos, mas acabo por não ficar a pensar em aventuras passadas. Posso pensar aqui numa Maratona de Sevilha que foi a minha primeira Maratona, numa São Silvestre da Amadora em 2018 em que bati o meu recorde aos 10km sem sequer ter isso na cabeça, ou até numa Meia-Maratona dos Descobrimentos em que consegui ir a um pódio (imagine-se, eu num pódio de uma Meia-Maratona de Lisboa). Honestamente, nunca fico mesmo ligado a qualquer prova ou aventura. Para mim todos os momentos são importantes. E bons para serem relatados no meu blog!

Participação em prova mais longa:

Maratona de Sevilha. É preciso dizer a distância?

Objetivos pessoais futuros:

Melhorar a marca aos 10 km e à meia-maratona. Depois disso, trabalho outra vez em voltar à Maratona!

Corta mato distrital Setubal 2020 (1).jpg

Como vê o atletismo daqui a 5 anos: 

Honestamente não sei. Tenho previsões algo pessimistas no setor feminino (parece estar a decair um pouco). No masculino os nossos melhores atletas estão neste momento a começar a demonstrar o seu valor. Veremos!

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos: 

Honestamente, não sei. Tenho objetivos e visão em tudo na minha vida, menos com o atletismo em termos competitivos. A única coisa que me vejo no futuro é continuar a tirar prazer da corrida e dos treinos!

Perturbações sentidas pela Covid-19
Eventuais provas canceladas ou objetivos adiados em 2020 por causa da pandemia:

Maratona da Europa. Era o objetivo desta época e foi abortado.

Que mudanças se perspetivam no contacto social em provas a partir da segunda metade do ano:

Não sei mesmo. Acredito que vamos sentir algumas diferenças, mas a corrida não funciona com muitas limitações. Não vamos correr de máscara. Não vamos correr afastados uns dos outros. No máximo poderemos desinfetar as mãos. Mas falando mais a sério, penso que o que se poderá sentir mais é a limitação no número de participantes. E isso poderá afetar a realização de provas maiores, como as meias das pontes, as maiores São Silvestres do país, ou mesmo a Maratona de Lisboa e do Porto.

 

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