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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

24
Jan22

Novo recorde pessoal


João Silva

Tinha traçado uma meta para as provas de 10 km em 2022: fazer menos de 40 minutos. Ou seja, tentar um novo recorde pessoal.

E consegui. Ontem, em Soure, na prova Soure 1111.

O percurso era favorável, praticamente não tinha desníveis, e o tempo, apesar de muito frio, também estava bom.

Dei tudo o que tinha cá dentro. Tirei da cartola os treinos específicos que já andava a fazer desde 01 de janeiro.

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Resultou. Aos cinco quilómetros estava muito forte, levava cerca de 19 minutos e meio. Cerrei os dentes e procurei sempre chegar à frente. Nunca tirei a meta da minha frente. Sentia a cada passada que era o meu dia. 

E foi. Passada forte e equilibrada, respiração que foi necessário corrigir a dada altura porque originou algum desconforto, e muita garra. E positivismo. Experimentem que resulta.

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No fim nem festejei. Não tinha força, mas depois deixei cair a ficha e soube bem. À primeira tentativa saiu recorde pessoal aos 10 km. Eu sei o quanto sofri nos treinos para aquilo, mas, sem ponta de arrogância, parti com a confiança de que tinha traçado bem o meu "destino" nas semanas anteriores. Eu trabalhei para ficar em 30.° num total de 200 corredores.

No fim, ficam boas recordações de um dia que começou com muito gelo em Soure. Esta vila simpática está a 13 km da minha vila, mas parecia que tinha entrado na Sibéria.

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Deixo ainda uma excelente palavra de incentivo à organização. A prova visava ajudar um menino, o que merece sempre registo. Além disso, tinham tudo bem segmentado, não havia aglomerações. E mais, ligaram mesmo ao certificado de vacinação. O percurso também foi bem delineado, sempre com a natureza a envolver os atletas. Além disso, pasmem-se: no fim, houve direito a ofertas. Coisa rara por estes dias em provas.

Muito obrigado e espero que tenham conseguido ajudar o Francisco. Já era fã das provas deles. Fiquei mais ainda. Desta vez, com o orgulho de ter entrado numa espécie de patamar que ambicionava.

Segue a viagem das provas para Leiria, já no próximo sábado. 

22
Jan22

Gestão de expectativas e de papéis


João Silva

Antes de voltar às corridas, venho falar de algo que acaba por estar ligado ao blogue.

Refiro-me à paternidade.

Pontualmente vou falando no assunto e, na verdade, é um tema muito importante e pertinente.

Este espaço é sobre deporto, mas tudo desde o nascimento do Mateus acaba por determinar os meus treinos, a sua duração, a sua complexidade. 

Além disso, é importante que os homens falem abertamente de vários aspetos ligados à paternidade.

Num futuro próximo, vou falar muito disso e vou partilhar o meu ponto de vista. Não serão textos seguidos, porque o tema é complexo, mas gostaria de vos ter por aqui.

Até agora todos sabem o que pensa uma mulher genericamente sobre a gravidez. Porém, poucos querem saber o que nós, pais, temos a dizer.

Começo por dizer o seguinte: sou contra a ideia de que os filhos são apenas das mães, ou melhor, que são um assunto exclusivo de mulheres. (Abordarei isso noutro post). Desde o início que penso assim e, felizmente, a minha esposa também.

Penso muito, de mais, sobre os assuntos que me interessam. Quando o Mateus nasceu, dei por mim a ter de reavaliar o meu lugar na família.

Sim, de dois passamos a três e isso muda tudo. É clichê mas é verdade.

Os primeiros momentos são muito duros. Para mim foram. Eu era o centro da Diana e ela o meu. Vivemos juntos  cerca de 11 anos antes de termos o Mateus.

Portanto, quando ele veio ao mundo, foi necessário perceber que deixei de ser protagonista. A prioridade mudou e a dedicação também.

Mais para a frente, percebi que depois tudo encarreira nos trilhos, mas, para isso, é importante que os adultos da relação não se percam. E é tão fácil. 

Custa mas é necessário que o pai dê um passo atrás, que opere em segundo plano. O papel não é menor e a lista de tarefas é bem grande, mas durante muito tempo não vai importar o que sentimos. E isso traz insegurança e medo. Sem que nos transmitam isso, muito pelo contrário, achamos que somos descartáveis (comigo foi assim). 

Nunca fui um pai ausente. Pode soar arrogante, mas mergulhei na vida do meu filho desde o início. Sei o tamanho da roupa, dou-lhe banho, tomo conta dele quase desde que me levanto até que me deito, preparo a sua comida. Não sou mais do que ninguém, mas faço-o. E essa era a minha expectativa, mesmo quando ainda não sabia que tomaria conta dele todos os dias meses a fio. Queria ser esse tipo de pai porque acredito claramente que o Mateus é o meu projeto de vida. Não o sabia antes de ele nascer.

Como sempre fomos um núcleo muito fechado e também devido à pandemia, os primeiros meses foram passados sem ajudas externas. Fomos só nós os três. A rir, a chorar, a celebrar, a sofrer. E aquilo que nos invade nos primeiros meses é tudo menos felicidade infinita. Lamento, mas não vendo esse tipo de sonhos. Continua a ser a melhor coisa do mundo, ser pai ou mãe, mas é o desafio supremo que enfrentamos como pessoas.

Abdicar do nosso eu não é fácil. É um processo. Demora muito tempo até aceitarmos que já não mandamos na nossa vida, que tudo muda de um momento para o outro e que temos de fazer tudo por um ser que chora dias a fio e que não nos deixa dormir.

Bem sei e reconheço isso, mais ainda depois de ter sido pai: as mulheres sofrem muito, uma pressão social absurda e têm de lutar contra muita coisa. Não se espera menos delas do que a criação de um ser humano. Mas isso não é nem têm de ser algo exclusivo delas. Deve e tem de ser partilhado pelo casal! Que lógica tem ser só um a abdicar de uma parte da sua vida quando estão os dois implicados na criação de um ser humano feito pelos dois?!

É por isso que detesto aquelas tretas de dizerem "o meu pai é um héroi" no dia do pai, por exemplo. Apesar de ser algo em mudança, são poucos os pais que se ocupam profundamente da vida dos filhos. Não há heróis. Há dedicação.

Mas, sendo justo, a fase inicial é muito dura de suportar, sobretudo, pela gestão de expectativas e porque estamos todos, os adultos da relação, a lidar com o nosso interior. Demora até conseguirmos perceber qual é mesmo o nosso papel no núcleo familiar. 

Pelas circunstâncias, nós, os pais, somos colocados um pouco à margem (da dedicação). Depois cabe a cada um escolher se fica nesse papel e se se afasta por completo ou se procura ser ativo e mostrar que está presente. Mesmo nos dias em que só lhe apetece desaparecer da face da terra...

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22
Jan22

Sabiam que...


João Silva

...o progresso é filho da intensidade?

Leram bem. A chave da evolução na corrida está na intensidade dos nossos treinos.

Quanto mais intenso melhor. Os músculos são estimulados recebem mais oxigénio e são obrigados a gerar mais. 

Mas, como tudo, há um "gato" nisto: uma enorme intensidade tem tendência a criar um maior desgaste celular e muscular.

Pois é. Pois é, menino João! (Sim, estou a falar de mim). Maior intensidade obriga a maior descanso, porque a chave do desenvolvimento é o repouso e o soninho. 

Quanto mais dormimos, mais tendemos a regenerar (dependendo dos níveis de treino). 

Este é um processo demorado e não é fácil suportar treinos intensos, mas pode começar por pequenos sprints e "abanões" no final dos treinos normais. Isso já vai aumentar a necessidade de resposta do corpo.

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20
Jan22

Paranóia ou uma espécie de manual de sobrevivência


João Silva

Hoje saímos um pouco da parte desportiva. Quer dizer, na verdade, não. Porque isto que vos trago é uma espécie de manual sobrevivência para quando se tem um bebé a dormir.

Nunca se acorda um bebé adormecido. Este é o lema cá em casa desde o dia em que o Mateus nasceu. 

Quem é pai ou mãe sabe bem o quão difícil é adormecer um recém-nascido ou um bebé.

Por isso, livre-se aquele que acordar um rebento.

Sigo isto tão à letra que chego ao ponto de ficar paranóico.

Primeiro, saio de casa pouco depois das 05 horas da manhã para treinar. Ora, normalmente, o bebé está a dormir. Conclusão: rodo a chave com uma minúcia que nunca tive. Demoro dois minutos a abrir a porta (dois minutos é imenso num processo que demora segundos normalmente).

Saio de casa com o frontal ligado no mínimo para não ligar a luz do corredor.

A porta do WC range um pouco em algumas alturas do ano. A prática levou-me a perceber que tenho de empurrar um pouco antes de a puxar para não ranger.

Como se não bastasse, já sei que se chegar a determinada hora tenho de entrar rápido em casa porque é a hora de saída de uma das vizinhas e ela bate a porta com muita força.

Se ouço algum camião a apitar perto da nossa rua, fico doente a pensar que me acordaram o garoto. Da mesma forma, já sei que, quando adormece entre as 21 e as 21h30, o Mateus vai ouvir o barulho todo dos estoros dos vizinhos.

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Às vezes nem se mexeu, continua a descansar, mas eu fico numa inquietação que nem sabia ser possível.

O desgaste que isto cria!!! Sou apologista de que temos de nos adaptar aos bebés e aos seus ritmos. Foi isso que fizemos desde o início. E o desgaste que isso cria em algumas circunstâncias?!

E por aí também têm ou tiveram cuidados com os pequenos dorminhocls quando saem de casa para trabalhar ou treinar?

18
Jan22

Sentimento de pertença


João Silva

Mesmo correndo sozinho, o facto de pertencer a uma equipa de corrida/atletismo/trail é visto por mim com muito orgulho. Não estou muito com eles e acabo por levar uma vida muito distante do constante contacto social de alguns elementos da equipa. Ainda assim, fazer parte de uma equipa é ter um elemento de identificação permanentemente. É saber que não estamos sozinhos mesmo quando não treinamos com mais ninguém. É usar uma camisola que estabelece uma relação que ultrapassa a estrada, a pista ou o trilho.

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E esse sentimento de pertença, apesar da minha distância, deixa-me vaidoso. Ao ponto de querer vestir as várias camisolas da equipa em qualquer circunstância.

Ninguém me pediu nada, mas fiz questão de ir para a fisioterapia com a camisola de treino da Venda da Luísa.

A clínica trata muitas equipas de várias modalidades do distrito de Coimbra e fui vendo várias camisolas. Isso fez crescer em a vontade de mostrar onde pertenço. E senti-me vaidoso. Não por ser a ARCD Venda da Luísa, mas por fazer parte da ARCD Venda da Luísa. 

Chamem-lhe vaidade. Mas chamem também orgulho. Numa equipa regional com mais de 120 atletas só na modalidade de atletismo.

16
Jan22

Tudo uma questão de dinâmica ou de estar parado


João Silva

Já sabem o que acho dos alongamentos. São vitais para qualquer desportista e para a qualidade do nosso dia-a-dia.

No entanto, os últimos anos de investigações na área do desporto vieram retirar algum peso aos alongamentos como os conhecemos.

Ou melhor, passou a fazer-se uma distinção global entre alongamentos estáticos e dinâmicos.

Os estáticos são os que já conhecemos Esticar uma perna, um joelho ou um braço e suportar o alongamento muscular durante 10 a 30 segundos. Repetir na outra perna (ou braço).

Aqui ficam outros exemplos:

O inconveniente que se encontrou neste tipo de alongamento foi o processo de esticar demasiado o músculo. A ação de puxar ou esticar pode provocar desequilíbrios num dos lados.

Com base nisso, sugere-se cada vez mais a adoção de alongamentos dinâmicos, que mais não são do queovimentos contínuos, sequências ritmadas de determinados músculos, com o intuito de preparar o corpo para o início da atividade física (aquece mais depressa os músculos, levando-lhes mais sangue mais rapidamente).

O problema maior deste tipo de alongamento está na intensidade. Fazer alguns destes exercícios, presentes no vídeo, a um ritmo elevado e intenso pode deixar o corpo demasiado alterado, fatigado antes do treino propriamente dito. 

Já no domínio das possibilidades, outra forma de alongar dinamicamente é recorrendo ao rolo de espuma.

No primeiro vídeo que aparece nwste texto, podem ver o testemunho de alguém que já corre há muito tempo e podem ficar a conhecer o método dele.

No fundo, tal como ele, também tenho um lado que tende para os alongamentos estáticos. No final de cada treino, procuro não falhar mesmo. Vou alternando os exercícios para não danificar os músculos. Contudo, não me fico por aqui. Procuro fazer muito rolo de espuma para desanuviar os nós musculares. 

A parte mais dinâmica dos alongamentos só começou a ser adotada por mim há pouco tempo, mas nota-se logo que o corpo fica mais preparado e com menos dores depois de um treino bem duro.

14
Jan22

Serei maluco?


João Silva

Sem querer tropecei nisto:

Para quem não vir o vídeo, trata-se de um desafio de 24 horas a correr. No caso concreto, falamos de um jovem que procurou bater o recorde que já existia e que não era mais do que 300 e alguns km em 24 horas e a um ritmo monstruoso.

Uma pessoa normal veria isto e diria algo como "ele há com cada maluco!".

Ora eu vi o dito vídeo e pensei: "este ritmo é de loucos. O treino para enfrentar este desafio é uma coisa monstruosa."

Mas ficou um bichinho atrás da orelha...não me vejo a fazer isto nesta fase da minha vida. 

Nesta fase, sublinho, até porque tenho tido tudo menos treinos em condições. O futuro não o sei, mas...aquilo ficou ali a pairar na telha...é que a transcendência para derrubar um obstáculo destes é incrível. 

Não fecho portas. Muito pelo contrário, neste caso.

Mais alguém desse lado tem vontade de descobrir como reage o corpo a 24 horas seguidas de corrida?

O meu máximo vai em quatro horas e meia... sem parar... mas nunca digo nunca...

De génio e de louco todos temos um pouco, já dizia a minha avó.

 

12
Jan22

O maestro é exigente!


João Silva

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Quando me tornei pai, também virei cantor. Faz parte. São as letras pequeninas no "contrato".

Ele não tem culpa que tenha voz de cana rachada (nem a mãe).

Ainda assim, também sabe que precisa de baladas depois do almoço para fazer uma sestinha sossegado.

Eu canto tudo. Aliás, aprendi muitas cantilenas infantis com a Diana desde abril de 2020.

Há uma espécie de playlist.

E assim é de facto ao ponto de ele resmungar comigo quando decido alterar a ordem das músicas. 

Por vezes, resmunga até conseguir que chegue à música que ele quer. Aquela que lhe traz os melhores sonhos.

Numa família materna de ligação à música, não me admirava nada que enveredasse pela atividade de maestro.

Também vos acontecem/aconteceram coisas assim?

 

10
Jan22

De esquerda, direita para direita, esquerda!


João Silva

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No último artigo falei do pé forte e do pé de apoio.

Para quem "estudou a lição", pergunto: sabiam que é possível mudar o pé forte da cadeia de movimento?

Para acelerar processos, respondo já: sim, é. Demora algum tempo porque é um processo de base do corpo.

Em maio do ano passado, o meu corpo apresentou-me a fatura por não ter parado ou abrandado algum tempo depois de ter corrido os 50 km. 

O presente foi incapacidade para correr bem, foram dores fortes no adutor esquerdo, pernas pesadas, dores na virilha esquerda. Tudo isto passava mais depressa se depois tivesse parado uns dias ou mesmo umas semanas. Houve treinos em que mal conseguia começar a corrida (por causa do lado do pé forte estar afetado). E percebi isto tudo alguns meses mais tarde e da pior forma possível.

Para quem não está muito dentro do assunto, além de correr com dores, numa hora e meia de corrida só consegui encaixar 13 km em vez dos normais 16/17 para aquela fase e em vez dos 18 km que costumo meter numa fase boa do meu corpo. Nada disto foi fácil de gerir.

Como fui o culpado por aquilo, tive de encontrar uma solução (se não tivesse sido, também teria de arranjar uma).

Comecei a arrancar com o pé direito. Os treinos passaram a ter o pé direito como pé forte. Naturalmente, ainda sentia dores, mas eram menores. Não melhorei significativamente a velocidade, mas dos 13 km em 1h30 passei para 14 ou 15 km no espaço de uma semana. Reduzi a carga nas sessões e trabalhei a parte do reforço.

A primeira vez que se muda de pé forte parece que se está num corpo estranho. Requer habituação e é preciso dar tempo para que o corpo se adapte. 

Mas é possível mudar a mecânica de movimentos, o que pode ser muito útil em provas longas para não massacrar muito um determinado lado.

Este processo arrastou-se até setembro e, curiosamente ou não, foi no lado direito que tive um bloqueio na banda iliotibial que me roubou o direito a participar na maratona do Porto. Isso revela que a ideia de mudar o pé de apoio até foi boa. Ao fim de uns dois meses os meus apoios iam alternando bem. Onde tudo ruiu foi na ausência de descanso e no "suplemento" de ter havido muito colo (ossos do ofício).

Seja como for, continuo a acreditar que é possível mudar algo tão estrutural. É preciso é ter calma e dar descanso ao corpo.

08
Jan22

Esquerda, direita ou direita, esquerda?


João Silva

Talvez alguém possa pensar que o assunto versa sobre política. Não versa!

É sobre o chamado pé forte na corrida.

Já se aperceberam (os que correm ou os que caminham) que há um pé que marca o ritmo da passada?

Pois é, a cadeia de movimentos, designada cadeia cinética em corrida, tem sempre um pé mais forte na hora de fazer mexer o corpo.

O meu é o esquerdo. É uma mera coincidência com o facto de ser canhoto. É este lado que marca também a intensidade. O direito serve de apoio.

Da próxima vez que saírem para correr, reparem no pé que marca o ritmo. Será o vosso pé forte. E vejam se não é nesse que a sequência de respiração tem início. Reparem nesses detalhes e digam lá se não é assim.

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07
Jan22

Perdeu-se a dinâmica...


João Silva

Quando participei na prova das 4 estações na Vendas da Luísa, a 08 de dezembro, dei por mim a sentir um certo vazio durante largos minutos.

Parei, olhei à volta e percebi que, por um lado, isso é um problema meu, porque sou uma pessoa que se isola apesar de ser muito extrovertida (mais uma bela contradição da minha personalidade).

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No entanto, olhando melhor, vê-se que o mal também está em muitos outros. Passo a explicar: a ausência de muita gente em provas desde o início da pandemia retirou proximidade, aqueles toques normais e simpáticos entre atletas, aquelas conversas cheias de gargalhadas.

Há pessoas que, aparentemente, já conseguem estar muito bem em sociedade, mas há muitos que se isolam, que procuram não tirar a máscara. Ambas as coisas podem ser certas. Depende sempre de cada um, mas sinto mesmo que se perdeu a dinâmica social com este bicho.

Esta incerteza atual também não ajuda a recuperar o nosso lado social...

06
Jan22

Os medos


João Silva

Por muito que haja força de vontade em retomar a corrida, uma lesão com paragem é sempre um ponto de viragem.

Tem de suscitar sempre alterações no nosso interior. 

Nada pode ser como era, pelo menos, no início. E o início pode demorar tanto...

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Algo que senti com o aproximar do regresso foi uma certa retração na hora de conceber determinados tipos de treino.

Olhando para o que fazia antes, o volume excessivo de treinos, as grandes distâncias seguidas e os vários treinos de velocidade seguidos eram algo impossível de replicar como tal logo nos primeiros tempos. Mesmo agora, tem de ser com calma e ponderação. Ainda não passei os treinos de 80 minutos e sinto-me k.o. quando faço dois treinos intensos seguidos acima de 60 minutos. Sinto mais necessidade de dar descanso ao corpo. Não me posso precipitar...

Um dos maiores medos foi, precisamente, a paciência necessária para não saltar etapas. Conheço-me e sei que resvalo com facilidade.

Mas de todos os medos e pensamentos na hora do regresso, houve um que me acompanhou durante a segunda metade da fisioterapia: medo do aparecimento da dor com o impacto.

Isto só se combate com a prática, com a vontade de correr e com o treino. 

Mas faz hesitar, oh se faz!

04
Jan22

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Ano novo, entrevista nova para deixar a malta com vontade de partilhar experiências no mundo da corrida.

Hoje trago-vos um rapaz que já conheço desde finais de 2017, quando me juntei à equipa onde ele estava, a Casa do Benfica de Condeixa. Entretanto, juntou-se à minha equipa.

Já nos conhecemos bem e já corremos muitas provas na mesma equipa. Tínhamos o ritual de tirar uma foto conjunta antes de cada prova. 

E este jovem, que me chegou a dar boleia para algumas provas, é um belo colega de equipa. Não se coíbe de chamar pelos colegas quando passa por eles ou quando estes seguem à sua frente. 

Sem me querer alongar muito, diria que ele tem uma enorme paixão pela corrida, que, entretanto, já tratou de passar para a filha.

Fiquem, pois, com o Tiago Pires.

Nome

Nuno Tiago Santos Pires

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Foto: início da história do Tiago nas corridas

Idade

37

Equipa

 ARCD Venda da Luísa Trail

Praticante de atletismo desde

Época 2015/2016     

   

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Fotos: as primeiras provas como individual                        

Modalidade de atletismo preferida

Gosto de correr mais em estrada, porque consigo mais facilmente manter o meu ritmo de corrida e fazer melhores tempos a nível pessoal. No entanto, nunca colocobprovas de Trail de parte, pois é nelas que se vive e se desfruta completamente da Mãe Natureza.

Prefere curtas ou longas distâncias

Curtas, sem dúvida nenhuma, mas gosto de grandes desafios.

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Foto: primeira prova na equipa Casa do Benfica de Condeixa

Na atual equipa desde 

Época 2020/2021

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Foto: início da época 20/21 na nova equipa, q ARCD Venda da Luísa

Volume de treinos por semana

Infelizmente não faço qualquer treino, durante a semana,  pois o tempo que existe é pouco ou nenhum devido à minha vida profissional e pessoal. No entanto, quando arranjo uma hora ou um tempinho livre, tento ir esticar um pouco as pernas.

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Foto: São Silvestre de Coimbra, com a melhor marca pessoal e com o apoio da sua maior fã.

Importância dos treinos

Sinto que me faz falta treinar, pois a importância que eles teriam para mim seria enorme, porque o meu rendimento, os meus tempos, os meus objetivos e, principalmente, a minha saúde iriam ser outros e também preveniria possíveis lesões. Resumindo: para praticar atletismo, é muito importante treinar.

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Fotos: regresso às provas no segundo pós-Covid e primeiras provas na nova equipa

Se tem ou não treinador

Não tenho, mas gostava de ter um preparador físico, que me ensinasse e me preparasse em condições.

Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Bem as diferenças são enormes do atletismo passado ao atual. No passado, as condições eram piores a todos os níveis. Por exemplo, queríamos adquirir equipamento pessoal e praticamente não havia grande escolha, queríamos ir participar na prova seguinte e não havia meios para ir, as pistas de atletismo eram de terra batida, os meios de combater lesões não eram os mesmos. Enfim, inúmeras situações que podia dar como exemplo, mas ainda bem que o atletismo tem evoluído a todos os níveis. Penso que tem tudo para evoluir ainda mais, pois os recursos para essa evolução estão mais próximos e acessíveis. Nós, como atletas que procuramos ser, temos de tentar acompanhar essa evolução, pois só vai trazer vantagens para a prática do atletismo.

Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Neste caso, tenho mesmo muito para dizer, ou melhor, tenho muitas histórias que posso relatar desde que me iniciei como praticante de atletismo em 2015. Histórias para rir,  para ficar de "boca aberta", enfim, de tudo mesmo.

Uma vez, ou melhor já me aconteceu várias vezes, deitei-me tarde no dia antes da prova e no dia seguinte adormeci. Quando acordei, arranjei-me à pressa e fui o mais rápido possível. Faço-o sempre que me acontece. Nessas situações, as provas correm-me bem a nível de tempos. Parece que é preciso adormecer para ir com a " Pica" toda para fazer boas provas.

Na minha 1 º participação na prova do CASTELLUM TRAIL, aconteceu-me uma história inédita e um pouco curiosa, pois pensei várias vezes em desistir quando estava na zona da partida. Isto porque chovia tanto, trovejava tanto, enfim, estava um tempo horrível, que ninguém queria apanhar, mas chegada a hora da partida, eu lá fui e cheguei ao fim, sem que nada me acontecesse, mas posso dizer que durante toda a prova tive medo de não ficar inteiro e de não alcançar a meta. Bem posso dizer que era o atleta mais "medroso "daquela prova (risos).

Enfim, tive provas em que a lama era tanta que me fartei de cair. Era cada queda que vários atletas que vinham atrás ficavam de boca aberta e perguntavam-me "Estás bem? Aleijaste-te?". Eu respondia simplesmente "Está tudo bem, não foi nada!!!" Mas lá no fundo estava cheio de dores e seguia em frente na prova, sem que nada fosse.

Bem, podia relatar muitas histórias , que já vivi durante as provas e treinos que fiz desde que pratico atletismo, mas há uma que me diz muito e essa vou contá-la , pois é a mais importante de cada prova em que participo. Essa história tem o nome de "Meta", o ultrapassar dela.

" Meta" para mim é uma palavra com tanto significado, palavra esta que se usa para dizer "Alcancei-a!!". É necessário batalhar muito, ter muita força, dedicação, empenho e coragem para ir em busca dela. Podemos estar mal, sem forças, sem nada, podemos pensar que já não há nada a fazer e o melhor é desistirmos, mas não... como se costuma dizer, "Há sempre uma luz ao fundo do túnel", uma força que vem de dentro de nós, uma energia que faz de nós seres-vivos bem vivos e prontos para o que nos aparecer a frente.

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Fotos: Campeonato Distrital de Atletismo em Pista em Coimbra

Aventura marcante

Bem neste ponto, não lhe vou chamar de "Aventura", mas sim o momento que me marcou mais desde que comecei a ser praticante de atletismo:                             

28-08-2021

Corrida 4 Estações Portugal - Soure

Após 15 meses sem fazer nenhuma prova de estrada devido à pandemia, finalmente chegava o desejoso dia de voltar a correr na estrada, dia este que eu ansiava há muito tempo e foi logo com um regresso muito especial que jamais vou esquecer. Foi uma prova emblemática para mim e, sem dúvida nenhuma, teve uma excelente organização, como sempre nos habituaram a ter.

Foi especial, só porque cheguei ao fim?! Não, foi especial porque, foi dia de estreia da minha Princesa, a minha Força, o meu Futuro, o meu TUDO fazer a sua primeira prova.

Não imaginam o orgulho que tive, o turbilhão de sentimentos que iam dentro de mim, o feliz que estava, não existem mesmo palavras para descrever o momento que estava a viver e a presencear.

A minha pimpolha adorou, ficou feliz e súper contente, mas nem tudo foram rosas, pois, no final da sua prova, virou-se para mim e disse "papá não me diverti muito, tu puxaste muito por mim". A mim, claro, só deu vontade de rir de felicidade e pensei: "Hoje fui eu a puxar por ti, amanhã serás tu a puxar por mim, quando o papá tiver uns aninhos valentes nestas pernas e se ainda andar nestas vidas". Resumindo: este dia para mim foi e será sempre o mais marcante nesta vida de atleta. 

Participação em prova mais longa

A prova mais longa, pelo número de quilómetros e pelo tempo que demorei desde que pratico atletismo, foi, sem dúvida alguma, a edição do "Coimbra Trail", no dia 29 de Setembro de 2019 , quando percorri 26 km em 5h14m, altura em que ainda representava a minha antiga equipa, a "Casa do Benfica de Condeixa".

Falando um pouco da minha prestação nesta prova, foi uma prova que me marcou bastante e que me fez pensar se realmente queria continuar ligado ao atletismo, isto porque tinha estado parado, sem qualquer prova durante alguns meses e já há algum tempo que queria participar no Coimbra Trail. Como tive oportunidade nesse ano, decidi participar e não pensei na minha preparação pessoal, mas, como gosto de grandes desafios, fui logo para a prova dos 26 km, não sabendo as dificuldades que iria encontrar, pensando eu que simplesmente iria desfrutar ao máximo da prova em si, mas não foi isso que aconteceu, pois nesse dia estava bastante calor. Fisicamente, estava sem ritmo nenhum, com peso a mais e sem qualquer preparação, pensei desistir por várias vezes, mas pensava sempre "se tu gostas de te superar, tens de ter forças para chegar à meta..." e continuei sempre, tendo conseguido chegar ao último abastecimento, sem forças nenhumas para concluir a prova. Pensei "é agora que vou desistir, não consigo mais continuar, não tenho condições de o fazer...". Mas não foi isso que fiz, aproveitei que estava no abastecimento e bebi bastante água, digeri alguns alimentos, descansei um pouco e decidi que não era ali o fim da minha participação, e continuei para a desejosa meta alcançar. Assim foi: passados alguns quilómetros e algum tempo, lá cheguei ao fim, com um tempo de prova bastante elevado (5h14m) para.omque tinha projetado, mas cheguei muito feliz porque tinha chegado ao fim como me tinha proposto inicialmente e mostrei a mim mesmo que, com garra e muita dedicação e uma força extra, nada é impossível de alcançar.

                                                   

Objetivos pessoais futuros

A nível de objetivos pessoais futuros, posso dizer que tenho bastantes: quero bater recordes pessoais nas provas que repetir e, a nível de competição, sem dúvida nenhuma, para mim o principal que quero alcançar este ano, ou melhor,  está época, é ficar nos três primeiros lugares do Circuito Distrital de Trail Running de Coimbra-Curto ou nos cinco primeiros, pois na época anterior obtive o 7.° lugar por ter falhado 2 provas do circuito devido à pandemia. Basicamente, quero afirmar-me no Campeonato Distrital de Trail Running.  

Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Com mais praticantes, com outras condições. Anível de competição, será mais elevada e, possivelmente, com mais apoio a nível de equipas e a nível pessoal. Resumindo: espero que não se pratique atletismo só por ser moda mas sim como exemplo a seguir e pelo bem que faz à nossa saúde.    

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Fotos: corrida 4 estações em Soure, em outubro de 2021, com a filha, que fez a sua primeira prova de corrida

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

 Muito sinceramente, não sei se estarei a praticar atletismo, daqui a 5 anos pois a saúde já não vai ser a mesma, as condições e os apoios mão poderão ser melhores. No fundo, é muito imprevisível dizer que estarei daqui a 5 anos a praticar atletismo, mas uma coisa tenho a certeza, não vou desistir assim do nada.

Como é que a COVID afetou a evolução como atleta

O Covid, afetou-me bastante como atleta e a nível geral penso que afetou todos os atletas por esse mundo fora, pois deixaram de existir provas devido ao isolamento obrigatório, deixou-se de treinar, os cuidados com alimentação foram outros. A nível pessoal , eu usava certas provas como treinos e o ritmo/preparação era outro completamente diferente. Começar agora novamente foi como começar do zero.

O que mudou nas provas com a pandemia

Novas regras sanitárias, as condições foram para pior, os incentivos são poucos ou nenhuns, os preços das inscrições aumentaram bastante e as ofertas são nenhumas, enfim, acho que certas organizações vêm o atletismo como fundo de lucro e não como um bem para a prática de desporto.

Essas mudanças são boas para a modalidade?

Não, são péssimas, pois "estávamos" a ir no bom caminho e parece que tudo começou do zero.

03
Jan22

Um balanço de 2021 com números à mistura


João Silva

Mudança de ano é também sinónimo de análise a tudo o que se passou.

Costumo analisar evolução, desempenho, atitude, aspetos pessoais e de treino.

Faço-o de forma qualitativa. Não pontuo nada. No entanto, dá um certo gosto materializar treinos e quilómetros em números.

Neste caso, trago-vos a evolução quantificada e separada por meses. 

Não interessa fazer muito, importa que se faça bem. No meu caso fiz muito mas pouco foi, de facto, produtivo. Em termos de treino, isso foi ainda mais evidente. 

Corri muito. Sofri por causa disso e tive uma quebra de rendimento em maio. Demorei muito a restabelecer a normalidade e mantive a questão do volume.

Procurei mudar o que estava mal, as coisas melhoraram entre a segunda metade de junho e o início de setembro. Até que me lesionei a sério, tive direito a dores, fisioterapia, uma paragem de dois meses que me roubou a participação na maratona do Porto e a um regresso faseado mas azarado entre novembro e dezembro.

Acabei o ano a ter de baixar tudo: forma, expectativas, objetivos.

Ainda assim, consegui voltar ao convívio com alguns colegas de equipa e pude voltar a correr em provas (e que bela surpresa tive em termos de resultados). 

Voltou-se ao sururu do corona e, com isso, o medo cresceu e lá tive de ceder e abdicar outra vez de uma das minhas provas preferidas, a São Silvestre de Coimbra.

Foi necessário baixar tudo outra vez (expectativas, etc.) em termos desportivos e pessoais. Este início de ano traz uma certa dose de incerteza e isso faz-me tremer ainda mais.

No fim do ano de 2021, ficaram estes registos:

Registo de todas as atividades físicas (corrida, bicicleta estática e caminhada)

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Registo de corrida:

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01
Jan22

A tradição manda e eu obedeço


João Silva

É incontornável!

Passagem de ano é sinónimo de primeiro treino do ano seguinte de longa duração e com muita dureza, especialmente, de subidas.

No entanto, no ano passado já tive de fazer alterações porque não fui até Pombal, onde comecei esta tradição. A COVID obrigou-me a correr por Condeixa, o que não foi nenhum flagelo.

Este ano, a mesma história. Filho muito pequeno é sinal de maiores preocupações e, na verdade, ontem estávamos todos a dormir às 21 h, o que o Mateus agradeceu, já que teve um dia muito complicado.

Mas, mesmo com algumas mudanças, a minha tradição de início de ano manteve-se e lá saí para mais uma corrida. A lesão de setembro ainda não deixa esticar muito mais do que 1h20' e, por isso, é preferível levar tudo com calma.

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E assim foi. Não fiz subidas, fiz treino de fartleks, em séries de 4 x 1' rápido e 1' lento. Depois seguiram-se 6 séries de 2' rápidos e 1' lento e, por fim, 1 série de 3' rápidos e 1' lento.

Este ano o gelo dos outros anos deu lugar ao vento. Mas foi um "passeio" muito bom. A reavivar-me a memória para nunca me esquecer por que gosto de correr. Como se precisasse!

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Nesta transição para um ano que se espera mais animador, decidi começar em força para ver se me preparo bem para o que aí vem. Se não é para dar uso ao corpo, então nem vale a pena.

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Feliz 2022 a todos!

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