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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

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17
Abr24

O tempo que não se consegue prever


João Silva

Por norma, uma lesão "imediata", como uma fratura, apresenta um diagnóstico fiel quanto ao tempo de paragem.

Se algo se partir ou romper, sabe-se o tempo médio até à recuperação do osso ou do tecido (não me refiro a tecidos moles como músculos). Se nada correr mal, é assim que funciona.

Numa lesão muscular, há um tempo médio estimado para "reanimar" o dito, mas, depois disso, ainda é necessário reforçá-lo. É preciso trabalhá-lo muito bem e dar-lhe descanso para que repouse e se regenere.

É muito frequente haver alterações nas previsões das lesões musculares.

Como não é algo que se "arranja" e já está, há um risco permanente de recaída, porque pode não suportar o regresso à atividade. 

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E depois não há padrão para saber se está tudo em condições. São as sensações de cada pessoa. De cada atleta. 

Concordam comigo ou não?

Já tiveram problemas musculares que obrigassem a rever os planos iniciais de paragem?

 

13
Abr24

Pode ajudar, mas prefiro à antiga


João Silva

Há uma espécie de modalidade desportiva que tem cada vez mais adeptos nos ginásios.

Falo da eletroestimulação.

De forma muito rápida, consiste na aplicação de elétrodos em diferentes pontos estratégicos do corpo e, através de movimento (normalmente, treino funcional), esses mecanismos "disparam" uma descarga elétrica nos músculos, levando-os a ativar a circulação sanguínea e, entre outras coisas e de uma forma mais complexa, a produzir massa muscular.

O argumento de "venda" é de que se trata de algo ideal para quem tem muito pouco tempo, pois as sessões são de apenas 20 minutos. Em poucos dias, começam a surgir os primeiros resultados.

Este facilitismo aborrece-me porque se trata de substituir o momento em troca de músculo. Mais uma vez, vamos atrás da tecnologia.

E nem tenho nada contra a dita, é muito útil, por exemplo, para regenerar os músculos e para tratar lesões. Se pensarem bem, era um pouco isso que já acontecia (e acontece) com a fisioterapia.

Mas do tratamento passamos ao "fazer pelos outros" e ao "ter em vez de ganhar".

Se há algo de maravilhoso no desporto, é a capacidade de nos ultrapassarmos, de puxarmos um pouquinho mais, mesmo com todos os riscos associados. O prazer de ganhar músculo e força e capacidade de corrida é ir treinando e avaliando o crescimento. 

Claro que a eletroestimulação também tem vários níveis de intensidade e, consequentemente, promove vários níveis de crescimento muscular. 

Não sou um purista e, reforço a ideia, acho mesmo que a evolução veio fazer maravilhas por nós. Porém, quem tem hipótese de treinar e prefere ir a um ginásios levar "choques"... 

Se há 20 minutos para ir levar choques (mais uns 10 ou 20 em deslocações), também os há para uma corrida, uma caminhada, um levantamento de pesos/garrafões em casa (era assim que fazia trabalho de braços em casa). Até há à possibilidade de ter PT em casa por esse período. Sai do corpo, sabe ainda melhor, a meu ver. 

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09
Abr24

Fracasso


João Silva

Não sou obcecado pelo fracasso, mas vejo nele um enorme potencial. Também se reveem nesta afirmação?

Uma das coisas que mais me fascinam é perceber como alguém reverte algo mau em bom. Porque é possível.

É assim com tudo na vida, mas aqui vamos focar-nos na corrida.

Regra geral, não há treinos excecionais todos os dias. Bem pelo contrário. Há treinos específicos programados que correm francamente mal.

E é na fase mais negra de tudo que é preciso ganhar distanciamento para perceber o que se pode tirar dali.

Quando revemos o filme mental de um treino ou de uma situação da vida, vamos encontrar os detalhes do erro, do fracasso. Excesso de treino, falta de descanso, má respiração. Há tantos pormenores.

Portanto, sim, gosto de rever e de analisar um fracasso. 

Identificar o fracasso é o primeiro passo para se ter algum sucesso.

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01
Abr24

"Queres vir com o papá?"

Finalmente percebi


João Silva

Tenho o hábito de fazer esta pergunta ao Mateus quando vou fazer alguma tarefa ou alguma coisa mais interessante.

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A dada altura, quando o Mateus ainda nem andava há um ano, saí um pouco com ele para a parte de trás do apartamento.

Ao proferir esta pergunta senti coisas. Senti companhia. Senti-me especial por ele querer vir...

Sinto exatamente o mesmo quando o vejo a querer correr, quando o vejo a pedir-me para brincar e conhecer os meus amigos. Não pediu, mas até já fez podcasts comigo.

Vê-lo na idade das corridas, das escondidas encerra tanta magia em mim. Dou por mim a fazer aviões com os braços e a correr com ele às voltas na praça da vila. Só eu, ele e o mundo!

28
Mar24

Mais um bocadinho de Fumo


João Silva

Hoje apresento-vos algumas informações que podem ser decisivas na hora de fazer trail. 

Não se trata de fazer um brilharete. Trata-se de acabar bem, porque, se há lição na serra, é que a natureza tem as suas próprias regras. É muito comum alguém ligado às corridas em estrada querer passar para os trilhos sem ter em conta as diferenças. Logo, o índice de erro aumenta nessas pessoas.

Uma vez mais, acho que é melhor trazer alguém que sabe do que fala a alguém que acaba por transmitir conselhos imprecisos.

Portanto, deixo este kit de sobrevivência do mestre Hélio Fumo:

 

24
Mar24

Diz que é uma espécie de preconceito


João Silva

Entretanto, o padeiro com quem me cruzo diariamente já virou presença assídua neste espaço.

Desta vez, abordou-me por causa da camisola que eu trazia vestida num dia de treino (era da minha equipa ARCD Venda da Luísa).

Contou-me que tem um amigo que entrou agora para a equipa e que ele também treina todos os dias.

"Mas faz isso porque não tem um trabalho como eu. Está a uma secretária o dia todo."

Estas foram as suas palavras.

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Calmamente, engoli em seco e lá respondi que não são coisas relacionadas e que é possível trabalhar e treinar, mesmo todos os dias.

Ora bem: confesso que este preconceito me enerva.

Não é o facto de treinar todos os dias que faz de mim um bon vivant.

Que haja trabalhos complexos e vidas que não permitem treinos diários demorados, aceito perfeitamente.

Que haja dias em que não há vontade, também aceito.

Que me digam que só se treina assim porque se tem boa vida, não aceito.

É preciso fazer escolhas. Falo do meu caso, mais ainda agora depois de ter sido pai. Se antes via alguns jogos de futebol, agora passei a usar algum desse tempo para treinar. Se antes me levantava às 07h30, agora levanto-me às 04h30 ou às 05h00.

Se ia às redes sociais, há mais de um ano e meio que não meto lá os coutos. É tempo que sobra para aquilo que é mesmo importante para mim.

Vejo as séries que dão, já não fico a ver ad eternum. 

Não tenho nada contra quem o faz, mas eu achei que uma parte desse tempo podia ir para o desporto. 

Não sou nem faço mais do que ninguém, mas trabalho, limpo a casa, passo a ferro, cozinho, tomo conta do meu filho todos os dias e treino todos os dias.

Como? Naturalmente com a colaboração da minha esposa que também faz tudo isto (menos treinar). Se não funcionássemos com um sentido de bem comum para a família, nada disto resultava.

Agora, tenho uma vida de luxo porque consigo treinar todos os dias?

Não, tenho uma vida tão dura como a de muitas famílias, mas uma das minhas prioridades é a corrida e por isso não abdico dela.

Quando não conhecemos o outro lado, tudo nos parece encantador.

E, para mim, a minha vida é, mas, como em tudo, tive de definir prioridades. Família, trabalho e corrida são as minhas. 

20
Mar24

"Havias de correr era assim"


João Silva

Certo dia, estava a passear o meu filhote no ergo baby quando avisto um conhecido simpático.

O senhor passa por mim e grita: "havias de correr era assim". 

Acenei e sorri.

Nessa semana, fizemos 14 pequenas caminhadas e em 10 andei com ele nesse tal sistema de transporte. 

Posso dizer-vos que cheguei ao fim da semana mais cansado do que nas quatro semanas anteriores e aquela era uma semana de recuperação entre ciclos de treino.

Sim, andar com mais 14 kg em cima já custou imenso, correr seria o fim do mundo e o pior é que aconteceu algo assim (pior, na verdade) quando era obeso. 

Na verdade, cheguei a correr com bem mais do que esses tais 14 kg. Quando comecei a missão de perda de peso, eram 48 kg a mais em relação o que tenho hoje.

Tudo aquilo foi cómico mas também me fez pensar que aquela vida de obeso já não era mesmo para mim. 

Tinha de pedir licença a um pé para mexer o outro.

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Agora já não preciso de pedir licença.

16
Mar24

Olha, ralhem com ele!


João Silva

Para muitos era um enorme flagelo.

Ainda se lembram de terem feito um "abençoado" Teste Cooper na escola? (na verdade, consoante o professor, até devem ter feito mais do que um ou um por ano.

Não sei como era convosco, mas na minha turma não havia muitos a gostar.

O teste consistia em correr 12 minutos à velocidade máxima para perceber o estado físico de cada um.

O teste foi criado em 1968 por Kenneth Cooper nos EUA e foi aplicado nas forças armadas. Era importante perceber a ondicao física das tropas.

Na verdade, esse teste amaldiçoado por muitos (incluindo por mim) tinha mesmo de ser feito à velocidade máxima. O objetivo era perceber qual o limite de cada um e, além disso, qual o valor máximo de oxigénio.

De facto este teste foi tão importante que ainda hoje é uma referência. Ora, um treino a uma velocidade tão elevada tem um duplo efeito positivo: diz-nos os nossos limites e estica imediatamente os nossos limites.

Há muitas equipas profissionais de futebol, por exemplo, que ainda recorrem a este método para avaliar a condição dos jogadores no início da temporada.

Afinal, o homem não era assim tão mau. Ou era?

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10
Mar24

Fazer sempre as mesmas provas?


João Silva

Pronunciem-se sobre isto. Parece-me que haverá divergências.

No meu entender, há provas que fazemos todos os anos, porque gostamos, tem visibilidade, são exigentes ou por comodidade. É chapa batida e, pelo menos, fazemos exercício.

Sem saber a vossa opinião, diria que acabo por ter um pouco de cada nas minhas escolhas. Ou melhor, no ano passado procurei fazer algumas provas da federação do meu distrito. 

Por agora não há classificações finais em estrada no distrito de Coimbra, mas alimento o sonho de que isso venha a acontecer. Como tal, vou fazendo as mais comuns e essas acabam por ser as de 10 km. Tirando uma ou outra exceção, não me vejo a fazer muitos quilómetros a conduzir para provas "tão" pequenas.

Por outro lado, também procuro identificar provas de média distância para ajudar a preparar os objetivos máximos da época, a longa distância.

Com o tempo, vou tendo uma noção do que quero fazer e, na verdade, em vez de me inscrever sempre nas mesmas, vou tentando inserir uma ou duas novas que me deem prazer e que me possam ser úteis no futuro.

Com o preço exorbitante das provas, é lógico e preferível poupar e abdicar de algumas provas para depois participar naquelas que mexem mesmo. Passam a ser menos mas são mais "saborosas".

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06
Mar24

Sabiam que...


João Silva

...o sono é o melhor ajudante da evolução?

É o agente responsável pela nossa recuperação. Na ótica desportiva, o maior número de horas seguidas dormidas significa um aumento considerável da forma física e mental.

Estima-se que um atleta, mesmo amador, deve dormir um mínimo de 8 a 9 horas para ter o corpo devidamente funcional. 

Sendo honestos, tirando os profissionais, é difícil um amador ter uma vida que lhe permita ter tanto descanso continuado.

No entanto, deve conseguir descansar, porque essa é a forma de assimilar os resultados dos treinos .

Dormir é evoluir!

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