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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

25
Set20

A barba saltou fora e ele deixou de me conhecer


João Silva

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A história teve tanto de caricata como de reveladora.

Passo a contar: em julho, andei uns dias com a neura e lá achei por bem que era uma excelente ideia desfazer-me de uma das coisas que mais apreciei no meu corpo nos últimos dois anos e meio: a barba.

Já estava grande e precisava de ser novamente aparada, mas o mau feitio e um momento de devaneio lá redundaram na tosquia completa. Sem dó nem piedade.

Quem parece ter ficado muito admirado foi o Mateus. Porquê? No dia seguinte, quando viu um homem com um aspeto de moço de 18 anos sem qualquer pelo na venta, ficou desconfiado.

De tal modo que nem sequer cruzou o olhar comigo durante mais de meio dia, o que só prova que os bebés são extremamente honestos e, tal como nós, seres muito dados a hábitos. 

Ele nunca me tinha visto sem barba e estranhou. Nem um sorriso vi. E confesso que fiquei triste.

Claro que isto prova que ele não gostou da mudança. Para ser honesto, nem eu, mas tive de viver umas semanas com o dito "castigo" até ela crescer novamente.

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23
Set20

Mac and cheese como se degusta cá em casa


João Silva

 

 

Trago-vos mais uma forma de cozinhar algo conhecido por ser calórico de uma forma mais saudável. 

 

 O segredo aqui está no béchamel.

Basicamente, cozemos a massa que pretendemos. À parte, fazemos o nosso béchamel, mas sem recorrer a natas ou afins. Na verdade, colocamos um fioo de azeite no fundo do tacho, juntamos duas colheres de sopa de farinha de trigo e vamos mexendo com um batedor de arames para evitar grumos

 De seguida, começamos a adicionar leite e vamos mexendo sempre para engrossar sem formar grumos. Quase no final, temperados com sal, noz moscada e pimenta a gosto, adicionamos queijo ao béchamel e mexemos bem para envolver tudo.

 Por fim, colocamos a massa no tacho do molho e vertemos para um tabuleiro. Terminamos com pão ralado a cobrir tudo e o tabuleiro no forno a 210 graus durante uns 15 a 20 minutos. Deliciamo-nos com essa comida, que dá para acompanhar com legumes salteados ou simplesmente cozidos. 

21
Set20

13, 11 e meio, 5 e 4 e meio

(Os números de um amor e também alguma lamechice)


João Silva

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A "história" dos números conta-se de forma muito simples: há 13 anos que nos conhecemos pela primeira vez...no curso de tradução em Aveiro.

Dois anos mais tarde, portanto, há 11 e meio, começámos a nossa história de amor. Pouco depois, estávamos a viver juntos.

Depois de deixar a fruta (relação) amadurecer bem, demos o nó, no dia 21 de setembro de 2015.

Portanto, faz hoje 5 anos que nos casámos pelo registo civil em Aveiro.

Ao lado da minha esposa, a felicidade nunca foi algo ausente. Aprendi e tenho aprendido tanto que nem sequer julgava possível. Fomos e somos muito cúmplices, assim daqueles que se dedicam inteiramente um ao outro. 

Da mesma forma que não sabia que dava para materializar ainda mais o amor...há 4 meses e meio (quase a tocar nos 5 meses) que isso aconteceu sob a forma de um rapazinho tão especial quanto lindo e querido. A luz dos meus, dos nossos, olhos: o nosso filho Mateus.

Portanto, hoje, dia 21 de setembro, celebramos mais um ano de casamento. Tal é o cliché, mas a verdade é que foram e têm sido muitos os desafios, este último, o da parentalidade, tem sido o maior de todos. Foi necessário ajustar coisas, adaptar a realidade, mas a dinâmica da família manteve a mesma cumplicidade e aquela união que nos faz trabalhar e pensar como equipa. Oxalá consigamos transmitir sempre isso ao nosso filho, porque esse é um dos maiores trunfos da longevidade, sem querer estar aqui a assumir um papel de demagogia. 

Por outro lado, também aqui recorrendo ao dito cliché, nunca foi tão grande o amor como neste período todo (desde março de 2009, na verdade).

Em suma, fica apenas o registo neste espaço. O sentimento fica deste lado e esse, tal como o nosso pequeno doce, tem crescido a olhos vistos.

Parabéns ao casal que formámos e formamos e à cumplicidade que partilhámos e partilhamos.

Parabéns a nós! E "great minds think alike"! 

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19
Set20

Duro, durão ou durinho?


João Silva

Esta sugestão de treino só vos toma perto de 3 minutos a ver.

Até aqui tudo bem, porque é muito pouco tempo.

No entanto, a sua execução já é outra questão.

Sendo honesto, ainda não os fiz todos, nem nada que se pareça.

No entanto, sobretudo os de reforço muscular dos braços e algumas pranchas já foram experimentados e integrados cá em casa.

Posso garantir-vos, embora nem se note tal coisa no "exemplificador" do vídeo, que ficamos a suar em bica.

O meu desafio é o seguinte: quem é capaz de fazer esta sequência toda?

E se a fizerem, em quanto tempo?

Não me interessa o tempo de execução, até aconselho que tudo seja feito com calma. Na verdade, importa-me perceber a ação de tudo isto na máquina, ou seja, na potenciação de queima de gordura. Sim, porque sendo exercícios de cárdio, haverá estimulação intensa do corpo e, como se sabe, isso significa que a gordura mais superfícial (não a abdominal visceral) será mais afetada. 

Portanto, para quem fizer isto: duro, durão ou durinho?

17
Set20

Bolo de cenoura enquanto o diabo esfrega um olho


João Silva

Já existem toneladas de bolos de cenoura, mas este chamou-me particularmente a atenção porque é muito rápido e tem a vantagem de poder ser adaptado para o forno, já que originalmente ia ao micro-ondas (durante 9 minutos). A receita original é da Pitada do pai e podem lê-la aqui: https://www.apitadadopai.com/bolo-de-cenoura-e-laranja-rapido/

Nós fizemos algumas adaptações como aumentar de 1 para 2 laranjas (sumo no final) e misturámos logo tudo diretamente na liquidificadora. Levámos ao forno (190 graus durante 20 a 25 minutos), derretemos o chocolate (já fizemos com óleo de coco e com manteiga de amendoim) e cobrimos o bolo depois de o termos deixado arrefecer uns cinco minutos. Foi comer e chorar por mais.

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15
Set20

Mais um daqueles que dão sempre jeito


João Silva

Num mês que é marcadamente dedicado ao regresso aos manuais e às questões escolares e académicas, trago-vos mais uma sugestão de um livro que adquiri na Deco Proteste e que se mostrou (e tem mostrado) muito importante para o meu reforço muscular.

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Honestamente, nunca pensei que pudesse ser tão fácil fazer exercícios em casa sem grandes recursos a acessórios.

Esta publicação mostrou-me isso, muito antes de correr a minha primeira maratona.

É bastante exaustivo, chegando mesmo a apresentar planos de treino e algumas dicas alimentares.

 

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Os exercícios estão bem delimitados por níveis e por tipologias de treino, facilitando assim a consulta.

Além disso, a explicação dos exercícios também é bastante acessível, procurando simplificar a compreensão.

Recomendo vivamente.

Como era associado da Deco na altura, só tive de pagar 1,95€ pelos portes. O livro ficou gratuito.

Seja como for, deverão conseguir encontrá-lo na biblioteca de publicações da Deco Proteste.

Regra geral, é possível adquirir publicações já lançadas há algum tempo.

 

13
Set20

Uma espécie de bíblia


João Silva

Sim, bíblia e não Bíblia porque não vos venho falar da religiosa. No fundo, refere-se a uma "religião", mas no caso é só para mim e para outros. "maluquinhos" da corrida.

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Venho apresentar-vos um livro que já tenho há algum tempo, que, honestamente, ainda não li na totalidade, mas que me encantou por ser tão completo que até dói não dar para interiorizar tudo o que lá está escrito.

O livro chama-se Corrida e maratona e foi lançado pela DK.

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Às minhas mãos chegou por intermédio dos meus dois cunhados (um ele e uma ela) com quem toda esta aventura começou e que, sempre que podem, tratam de alimentar o meu vício pela corrida.

Foi, na verdade, uma prenda de aniversário de há dois anos e, desde logo, entrou para o top das melhores coisas que já recebi.

No fundo, sem me querer alongar para não maçar, digo-vos que tem todos os aspetos fisionómicos da corrida. Ou seja: não se debruça muito sobre técnicas específicas para melhorar o desempenho, embora traga recomendações de exercícios de fortalecimento muscular, planos de treinos específicos para maratonas, por exemplo, e ainda artigos muito importantes sobre formas de descanso.

Todavia, o grande foco do livro está em revelar-nos a composição dos músculos, a ação entre si no processo de corrida, a importância de cada parte do corpo implicada no movimento e ainda as diferentes estruturas musculares associadas a cada zona do corpo.

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Além de tudo isto, ainda se foca no lado alimentar. Por exemplo: refere o tipo de nutrientes mais necessários a um corredor e em que alimentos podemos encontrá-los.

É uma espécie de anatomia da corrida e tem tanto, mas tanto mesmo, conhecimento para oferecer que me custa não ser capaz de decorar tudo o que lá está. 

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Encontra-se à venda nos sítios do costume, sendo um deles este: https://www.wook.pt/livro/corrida-e-maratona/16374521

 

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11
Set20

Motivação vs objetivos vs corrida


João Silva

Estes três pontos estão relacionados, mas não são indissociáveis entre si.
De forma sucinta, passo a explicar:
Posso sentir-me motivado a fazer alguma coisa, a experimentar um exercício, uma modalidade sem que isso vire um objetivo de vida ou tenha qualquer influência no desenvolvimento da corrida.

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Este período de confinamento que foi vivido por cada um de uma forma mais ou menos intensa trouxe isso mesmo à tona: não perdi a minha motivação nos treinos. Em casa, todas as semanas apliquei uma carga jeitosa e só alguém com muita automotivação (obstinação também se pode aplicar aqui) consegue fazer exercícios físicos intensos sem saber o que virá a seguir. Não parei um dia, quis aproveitar tudo. Portanto, não deixei de estar motivado.

Por outro lado, esta motivação não tinha um objetivo desportivo concreto, à exceção da minha saúde. Sabia que estava a treinar mas não sabia para quê em termos competitivos, já que não havia provas marcadas.
Honestamente, dei-me bem com essa metodologia e não senti quebras anormais de vontade.

Claro que houve dias mais "fáceis" do que outros.
Como não corri nesta fase, nem a motivação nem os objetivos serviam a evolução na corrida.

Resumindo: é possível trabalhar com motivação sem ter objetivos claramente traçados e sem ser pensar apenas na corrida.
Já na primeira fase de retoma, como ainda não havia provas marcadas, este princípio manteve-se.

A motivação liderou o processo, sendo que aí passou a haver um objetivo: recuperar a forma de corredor de fundo.

Nos meses de verão, os treinos já passaram a incidir nesse propósito.

Apesar da imensa carga de treinos, a verdade é que essa tal motivação ajudou a superar fases mais duras ao longo dos últimos meses.

Como veem a questão: para vocês não há corrida sem motivação nem objetivos?

 

09
Set20

Há dias em que sabe bem ficar


João Silva

Nesta senda de análise aos diferentes treinos que mais se destacaram nestes meses, hoje trago-vos o oposto do excelente treino que relatei no blogue a 05 de setembro.

Pela imagem, facilmente se fica a perceber as limitações que o corpo também pode ter num treino.

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Em termos prévios, importa mencionar que não tinha dormido nem descansado bem nas duas noites anteriores e que já ia para o terceiro treino seguido de 02 ou mais horas, o que já se traduzia em 51 km em dois dias.

O tempo estava mais fresquinho e continuei a boa hidratação, mas isso já não foi suficiente para libertar o meu corpo do atordoamento e da escassez de energia em que se encontrava.

A capacidade de aceleração perdeu-se por completo e nunca consegui imprimir um ritmo constantemente elevado, razão pela qual demorei 02h10m a fazer os 24 km, quando, na verdade, costumo chegar a essa marca em 02h00m.

Este é o outro lado que revela bem o efeito do desgaste e do cansaço no desempenho. 

07
Set20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Segue-se hoje uma entrevista a uma pessoa que se destaca pelo seu lado mais discreto, mas também por já saber muito da "poda". É simpático e parece andar nisto pela diversão e pela vitalidade que recebe em troca. No entanto, ao ouvi-lo falar, dá logo para perceber que o homem tem muito conhecimento...nestas andanças. 

Pois bem, é essa experiência andante que dá um prazer enorme absorver. 

O meu contacto direto com o Francisco é muito reduzido, mas sempre foi muito cordial e deixou-me satisfeito, confesso, o facto de ter manifestado interesse em saber a forma como treino no último jantar da equipa. 

Curioso o facto de termos entrado os dois na equipa ARCD Venda da Luísa no mesmo ano...e de termos começado a levar a corrida a sério em 2016.

Sem mais demoras, deixo-vos mais um testemunho interessante de um verdadeiro jovem muito experiente

 

  • Nome

Francisco António Coelho e Silva

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  •  Idade

58 anos

  • Equipa

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

2016

  • Modalidade de atletismo preferida

Trail running

  • Prefere curtas ou longas distâncias

Os trails que mais aprecio são na casa dos 20 km mas esta época tenho corrido só trails curtos

  •  Na atual equipa desde

2018

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  •  Volume de treinos por semana

Em condições normais 5 treinos por semana, mas varia um pouco em função da disponibilidade pessoal

  •  Importância dos treinos

Sem se treinar de forma adequada não se obtêm resultados. É óbvio que nos podemos divertir correndo alguns quilómetros ao longo da semana e participando em algumas provas mais fáceis mas se pretendermos superar-nos e atingir os melhores resultados possíveis temos de treinar de forma planeada e com total dedicação. E não esquecer que treinar não é apenas correr. É necessário não descurar os alongamentos, treinos de força. 

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  •  Se tem ou não treinador

Tenho treinador desde finais de 2017, antes da minha primeira participação nos Abutres. Após algumas experiências anteriores em trails mais longos, decidi que necessitava de orientação para conseguir completar trails mais longos ou para fazer provas mais curtas em tempos competitivos para a minha idade e condições físicas.

  •  Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Não tenho grande experiência no atletismo no passado (fiz uma meia maratona nos anos 80) mas tenho a ideia que a grande diferença se relaciona com a popularidade do trail running que atraiu muitas pessoas para a prática do atletismo e que se reflete também numa participação mais alargada nas provas de estrada.

  •  Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Na minha primeira participação no Trail da Serra da Freita, ia ali pelo meio do pelotão e ao chegar às eólicas, no abastecimento onde havia um controlo de tempo, vejo um grupo de corredores a aproximar-se fora do percurso. Eram os primeiros classificados que tinham sido enganados por uma voluntária e fizeram uma volta maior. Assim, durante alguns quilómetros fui correndo no meio dos atletas mais rápidos que me foram ultrapassando, praguejando contra a organização. Uns quilómetros mais à frente, já a andar mais que correr, integrei-me num grupo e comecei a conversar com uma pessoa que reconheci, não sabia de onde. Só quando vi o nome no dorsal o identifiquei. Era o Rui Quinta, que durante algum tempo foi treinador de futebol do FC Porto.

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Nos Trilhos do Luso-Bussaco de 2018, para não ter de me preocupar com a recolha do dorsal antes da partida fui na 6ª feira recolhê-lo à Mealhada, depois do trabalho, no regresso de Coimbra para Aveiro. No Domingo de manhã lá saio de casa, sossegado, com tempo mais do que suficiente para chegar o Luso, aquecer e fazer a prova. A meio caminho lembrei-me do dorsal. Tinha-o deixado em casa. Tinha tempo, voltei para trás, fui a casa e retornei ao caminho para o Luso. Chegar, estacionar o carro, ir para a zona da partida, acabei por sair 10 min depois da partida, no meio do pessoal da caminhada. Mesmo assim, fiquei em 176.º em cerca de 500 atletas que concluíram a prova dos 15 km e em 5.º no escalão.

  • Aventura marcante

A situação mais marcante foi num treino: ia isolado numa zona de pinhal quando me apareceu pela frente uma matilha de cães vadios. Tentei evitá-los e passar ao lado mas 2 cães começaram a correr atrás de mim. Parei e enfrentei-os. Não sei o que apanhei do chão para me defender mas, de imediato, eles pararam e voltaram para o grupo. Pude, então, afastar-me em segurança. Mais tarde avistei-os ao longe a vaguearem na zona onde treinava. Não voltei mais para essa zona de treino.

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  • Participação em prova mais longa

A prova mais longa foi o Trilho dos Abutres em 2019, no traçado do Campeonato do Mundo. Foi a minha única experiência num ultratrail (44 km). Aguentei-me bem nos primeiros 23 km mas depois tive de gerir o esforço até ao final.

  • Objetivos pessoais futuros

Se voltar o campeonato de trail da ADAC, vou tentar o pódio no escalão M55. Mas, neste momento o meu objetivo principal é poder voltar a correr com total liberdade e conseguir manter-me mais alguns anos em competição. Esta época tem sido marcada por lesões sucessivas e só muita perseverança me tem permitido manter a treinar e a competir.

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  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos 

Penso que ultrapassada esta fase da pandemia, iremos ter um crescimento moderado nas provas populares de estrada e trail. Se os clubes e entidades do atletismo aproveitarem a popularidade do atletismo, poderemos vir a ter um aumento também no número de praticantes nas provas de pista.

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

Se as minhas condições físicas o permitirem, irei tentar estar a competir no circuito ATRP e participar em algumas provas internacionais. 

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05
Set20

Há dias em que sabe bem sair


João Silva

Em termos de treino, sabe sempre bem sair para correr, mesmo em fases como esta em que as dores no corpo e o sono no cérebro são companhias permanentes.

É algo que aquece o coração e a alma.

Hoje trago-vos apenas uma imagem de um treino específico de julho em que tive o meu melhor desempenho dos último meses.

Sem saber como e plenamente à chapa do sol, já que o Mateus não deu autorização para sair antes, consegui encaixar 26 km em duas horas de corrida, conseguindo assim um belo recorde pessoal em treinos. 

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Na verdade, não é tanto pela distância ou pelo tempo, mas sim pela forma como o corpo respondeu perante as temperaturas altíssimas e como consegui fazer uma hidratação extremamente bem faseada e nas quantidades perfeitas.

Regra geral, consigo melhorar com o tempo de treino. Na verdade, a minha primeira hora costuma ser sempre muito penosa, porque o corpo ainda se está a habituar. No entanto, naquele dia, isso também aconteceu, mas aí a minha primeira fase foi incrivelmente constante.

O piso plano terá ajudado e o facto de ter dormido mais um pouco do que o costume também, mas isto só prova que é possível chegar a bons desempenhos mesmo em cenários de grande cansaço.

03
Set20

Bacalhau à Brás (versão retocada cá em casa)


João Silva

Numa ótica de comer bem e sem recurso a coisas que nos façam menos bem ou a sentimentos de culpa, procurámos adaptar uma das receitas de que mais gostamos cá em casa.
As adaptações são da Diana, a execução é minha: antes de mais, o refogado da cebola é feito com um fiozinho de água. O truque para a levar à amolecer sem fritar é deixar o lume baixinho e ir mexendo, tudo isto, durante uns 3 ou 4 minutos. Depois acrescenta-se bacalhau (ou migas previamente demolhadas, como foi o nosso caso), mexe-se bem até cozinhar e ganhar alguma cor. De seguida, é hora das batatas palha e foi aqui que inovámos mais: cortámos batata em tamanho palha com a mandolina, levámos uns 10 minutos a 200 graus ao forno. Antes de ir ao forno, pincelámos com pouco azeite e sal.
Uma vez misturadas as batatas com os restantes ingredientes, juntámos 3 ovos previamente batidos e temperados com sal.
Fica divinal.

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01
Set20

Ai o que o sono (ou a falta dele) faz a este rapaz!


João Silva

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Acabámos o mês passado com as aventuras ligadas ao Mateus e é com outras peripécias do género que comecamos agora este.

Ao longo dos últimos meses foram muitas as aventuras associadas à falta de descanso. Tudo by Mateus.
Só para vos deixar com um certo sorriso alheio de "já todos passámos por isso", escolhi alguns episódios:

Ainda estávamos no primeiro mês, de madrugada, chego-me perto da esposa e com as mãos em arco pergunto-lhe "onde é que o ponho?". Ela olha para mim incrédula, viu que não tinha nada nos braços (o bebé estava a dormir) e mandou-me deitar. Acatei a ordem.

Certa madrugada de adormecimento difícil, lá conseguimos derrotar o sono do rapaz, eis que ele começa a palrar. Meio a dormir, já deitado no meu lado da cama, solto um "já? Ai, f***-**!".

Tambem de madrugada, sempre essa abençoada, e depois de sessão de berraria, digo à esposa, "tenho de ir ao WC, preciso que o agarres". Tudo muito bem, mas o Mateus estava ao colo dela e não ao meu.

Num final de tarde, após ter passado a roupa do Mateus a ferro, comecei a adormecer para cima da tábua. A querer despachar-me para irmos dormir (às 21h!!), fui arrumar os bodies do rapagão cá de casa...na gaveta das meias da mãe. Só descobri onde está alguns dias mais tarde.

Por último, numa noite de fortes choros do Mateus, acordei sobressaltado e fui mudar-lhe a fralda. Tentei de tal forma apressar tudo que lhe vesti a parte de trás das calças virada para a frente.

Fico curioso para receber aqui histórias que tenham acontecido convosco.

 
30
Ago20

Supostas técnicas para o (me) adormecer


João Silva

Nota explicativa prévia: nos últimos anos, desenvolvi uma espécie de bebedeira de sono. Quando atinjo um determinado nível de cansaço, o corpo deixa de me obedecer e começo a adormecer, seja qual for a tarefa que tenho em mãos. Sim, há sinais, mas regra geral aterro num instante.

Ter um filho não é outra coisa que atingir um nível elevado de cansaço. Juntamos a tudo isso, o trabalho, a casa e os treinos. Nada de especial em relação às outras famílias, mas, tocando-nos a nós, têm sempre um sentido mais especial.
Portanto, terminada a nota prévia, o longo dos últimos quatro meses (feitos hoje), foi necessário virar técnico especializado em adormecimento... A ideia era que o fosse para o meu filho, mas a verdade é que muitas foram as vezes em que apliquei o manancial de estratégias e em que, ao fim de um belo bocado, fui eu quem começou a adormecer.
Ja aqui falei nos agachamentos e lunges como exercícios mais intensos para meter o Mateus a ver estrelinhas. A tudo isso, juntam-se as músicas inventadas à última hora, os embalos lentos acompanhados por palmadinhas suaves no rabito e, era aqui que queria chegar, as caminhadas intermináveis em marcha à frente e em marcha atrás pelo quarto, de preferência, a altas horas da noite.
Encosto-o ao meu peito, bem aninhado, e lá vou eu fazer quilómetros de embalo, aproveitando para lhe pedir (por vezes, encarecida e desesperadamente) que adormeça. Ele deve prestar tanta atenção a isso que muitas são as vezes em que acabo eu a adormecer com ele ao colo.
Sim, tem tanto de cómico quanto de assustador, porque desligo mesmo.
Aliás, recordo-me muitas vezes de um episódio em que adormeci a passar a ferro ou de outro em que o tinha nos braços, comecei a fazer da cintura um pêndulo, acabei por ter de o passar à mãe já que as portadas (=pestanas) já estavam a fechar.
No fim de contas, a cereja no topo do bolo veio em algumas noites em que a mãe lhe cantou belas cantigas para adormecer e fui eu quem acabou embalado com os olhos cerradinhos...
Passam hoje 4 meses desde que comecei a adormecer muito mais vezes e de forma inconsciente. Foram os 4 meses mais desafiantes da minha vida. Venham mais, muitos mais... Cá estarei, se não adormecer pelo caminho.
Se assim for, ele manda-me dois berros e mete-me em sentido.

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28
Ago20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje venho falar-vos e dar-vos a conhecer o Paulo Alves, nome de antigo jogador da bola.

Não conheço pessoalmente este rapaz, mas já pude sentir a sua simpatia e boa disposição no seio da nossa equipa.

Curioso o facto de achar que ele já fazia parte da equipa há mais tempo do que eu, quando, na verdade, sou mais "velho" na laranja. Particularidades, portanto.

Outra é o facto de a minha alcunha atual no seio da equipa ter sido dada por ele: alcatroado. Qualquer relação do nome com a minha paixão à estrada é pura coincidência.

Aprecio o jeito descontraído do Paulo, bem como a sua abordagem mais ligeira. Como sei que é algo difícil para mim, gabo-lhe os méritos dessa atitude, que, ou muito me engano, é uma marca distintiva da sua personalidade.

Deixo-vos, pois, com o Paulo Alves.

 

  • Nome:

Paulo Alves aka Alfacinha aka #treinapaulo :)

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  • Idade:

42

  • Equipa:

ARCD Venda da Luísa

 

  • Praticante de atletismo desde:

Meados de 2012, pois foi quando a balança chegou aos 106 kg. Achei que já bastava e meti na cabeça que iria fazer a corrida do Sporting (10 km) nesse mesmo ano, pelo que comecei a correr do zero por períodos de 5 min. no máximo e aumentando gradualmente.

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  • Modalidade de atletismo preferida:

É o trail running pela sensação de liberdade, camaradagem e aventura que cada treino/prova proporciona.

 

  • Prefere curtas ou longas distâncias:

Claramente as longas distâncias pelo desafio de ter de vencer os quilómetros, o tempo, a meteorologia, gerir o corpo, mas, sobretudo, por ter de contrariar o que a cabeça muitas vezes pede quando surgem as dificuldades.

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  • Na atual equipa desde:

24 de Março de 2019, dia do Trail de Pereira.

 

  • Volume de treinos por semana:

É muito variável pois sou um "atleta" muito indisciplinado, por isso, tenho semanas em que treino 1 vez e outras em que chego às 6. Mas, se seguirmos a grande máxima "descanso também é treino", então é todos os dias e nisso sou fortíssimo. :)

Almourol 2014 - 1a maratona em trilhos (44 km).jpe

 

  • Importâncias dos treinos:

Considero que, de facto, treinar com regularidade e disciplina é muito importante pois conseguimos desfrutar muito mais das provas e acabá-las sem ter a sensação que fomos atropelados pelo Intercidades. (risos)

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  • Se tem ou não treinador:

Não tenho treinador, mas como sou algo preguiçoso para treinar, tenho 2 treinadores informais que usam todos os métodos possíveis e imaginários para me "obrigar" a treinar.

 

  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual:

Sinceramente não considero que esteja no atletismo há tanto tempo para notar as diferenças, mas acho que há cada vez mais uma "indústria" das provas de corrida, sobretudo no trail, em que o objetivo é principalmente fazer dinheiro, sendo que há ainda uns resistentes que dão prioridade à qualidade em detrimento da quantidade dos seus eventos.

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  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas,

O acontecimento mais insólito numa prova foi num Oh Meu Deus, na subida da Garganta de Loriga para a Torre senti-me mal com o calor, fui sempre subindo e esperando que viesse o vassoura, quando cheguei à Torre, 4 horas depois de ter saído de Loriga, descobri que nenhum dos elementos estava à minha espera porque pensavam que o último já tinha passado...Outra situação insólita foi no ano passado nos 65 km da Freita, eu estava a fazer a prova com o Rui Monteiro e o José Carlos Fernandes, entrámos juntos na mítica Besta, sendo que depois cada um seguiu o seu ritmo e, de repente, eu consegui perder-me naquele percurso para parece simples e depois só ouvia os gritos do Rui e do José a chamar por mim...  e uma curiosidade é que já acabei várias provas com pelo menos uma rapariga que não conhecia até aí. ;)

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  • Aventura marcante

Tive algumas experiências em prova que me marcaram, como correr na neve na Serra da Estrela, a brutalidade e beleza da Serra da Freita, as noites das provas de 100 km, mas o que mais me marcou ao longo destes anos de corridas foram sobretudo as pessoas que trouxe de cada aventura.

 

  • Participação em prova mais longa

 

Foi este ano nos 111 km do Sicó, que já tinha tentado o ano passado e fiquei a 18 km da meta, sendo que desta vez terminei-a, mas a prova mais longa prevista para este ano era a Ultra Caminhos do Tejo 144 km.

UMA2016-43kms.jpg

 

  • Objetivos pessoais futuros:

Basicamente terminar os objetivos que tinha para este ano, ou seja, UCT 144 km, TPG 55kms, finisher circuito ultra endurance da ATRP. 

Projetos que não tinha para este ano, mas que quero cumprir são OMD 100k ou 100 milhas, MIUT, PGTA, também PT281+ e/ou ALUT (solo ou estafeta) isto só para referir os objetivos internos.... :p

 

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Vejo o atletismo daqui a 5 anos como já tendo feito uma seleção natural entre as provas de qualidade e provas que só procuram lucro fácil sem qualidade, mas, no geral, cada vez mais gente a correr seja na estrada ou no trilho.

 

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos:

Sinceramente acho que andarei pelos trilhos lá atrás como é meu hábito, mas a curtir cada dia e cada metro percorrido.

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