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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

09
Dez22

Sabiam que...


João Silva

... são precisos 3 g de água para transformar 1 g de glícidos em energia muscular?

No processo de armazenar energia para uma prova, por exemplo, uma maratona, é importante perceber por que motivo é necessário ter uma excelente hidratação nos dias que antecedem a prova.

A conta que vos apresentei acima é importante para calcularmos o valor de hidratos de carbono necessário para uma boa reserva. Vai fazer falta no dia da prova. Estima-se que precisamos de cerca de 10 g/kg. No meu caso, por exemplo, teria de consumir aprox. 700 g de hidratos (de preferência, complexos, como batatas doces) até à véspera da prova para ter uma boa reserva energética na hora de fazer os 42 km. Isto porque a maratona exige energia permanentemente dos músculos. Como todas as provas de endurance.

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Nunca adorei este método de acumulação de energia nos dias anteriores à prova. Por medo. Por causa do meu histórico de obesidade. Porque isso pode dar a mensagem errada ao organismo.

Mas dado ser tão comum no meio para sobreviver bem a uma prova desta envergadura, perguntou-me muitas vezes se não valeria a pena tentar. Se isso não me iria ajudar a melhorar o meu desempenho...

 

 

05
Dez22

Os esquemas de repetição


João Silva

Começa mais uma época, por assim dizer.

O mês de novembro assinalou o meu ponto alto da temporada passada e, ao mesmo tempo, foi o meu ponto de partida para uma pausa da corrida.

Serviu para refletir no que fazer de seguida, para analisar o que fiz menos bem e o que fiz bem, para me inscrever já para novas provas em 2023.

Este arrancar é especial porque vou fazer uma maratona nova em 2023. Vou correr a maratona de Coimbra a 10 de junho.

Assim, este mês de dezembro vai assinalar um iniciar suave e, ao mesmo tempo, um começo já direcionado para junho.

Uma das chaves na maratona passada esteve na repetição de trajetos a nível semanal.

Passo a explicar: não fazia todos os dias o mesmo percurso. Em vez disso, fazia o mesmo caminho em cada dia da semana, à exceção do dia de treino longo.

A ideia de ter um trajeto por dia ajudou a criar estrutura de ritmo no meu corpo. Uma espécie de rotina disfarçada de disciplina.

Não sei se aí alguém também já se preparou para provas dessa forma.

A título de exemplo, posso referir que fazia os treinos de VMA todas as quintas-feiras no campo antigo (ainda em terra batida) do Condeixa.

Os treinos de recuperação eram feitos até ao Intermarché (quartas-feiras) ou na Urbanização Nova I (sextas-feiras).

Um método que irei repetir nesta nova preparação.

03
Dez22

Os novos amigos


João Silva

Com a chegada dos filhos, há um conjunto de mudanças que abraçam a nossa vida.

As realidades mudam em relação ao adulto que éramos antes da chegada deles.

Tão clichê quanto verdade.

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Uma das mudanças está no tipo de contactos sociais e de "amizades".

Primeiro, somos uma espécie de ímanes e de intermediários entre os pequenotes, até porque os nossos filhotes seguem aquilo que fazemos. 

Tenho experenciado isso com o Mateus, que tinha alguma timidez quando era abordado por miúdos ou graúdos. Essa timidez prevalece, mas, na presença de miúdos, já não é vincada, ele junta-se e brinca. Interage. No passado verão, brincou com muitos miúdos e, a dada altura, já tinha uma rotina de "grupo" com quem se relacionava. Naturalmente, como agora sai menos no outono/inverno, isso acaba por resfriar um pouco as coisas.

Nesses casos, nunca o forçámos a nada. Porém, procuramos manter abertura ao diálogo com os outros. Aos poucos, o Mateus sente aquilo como algo tranquilo e começa a abrir-se.

Dá-me genuíno prazer ouvir as conversas dos pequenotes e dar-lhes atenção. E não é só pelo meu filho, é porque é ótimo receber as informações e visões de uma criança. (Quando se está muito neste meio, a dada altura, há o risco de o adulto já não saber quem é, mas isso já são contas de outro rosário e cujos efeitos secundários tenho tentado resolver com acompanhamento.)

Há muito tempo, encontrámos um menino, o Tomás, que falava, falava, falava, brincava e tinha um carro Hotwheels que tinha asas, segundo ele. O Mateus começou por ter algum receio, mas, com o tempo, senti que ele ficou mais comunicativo perante o outro menino. 

Nesse mesmo dia à tarde, o Mateus viu o nosso vizinho, também ele chamado Tomás, a jogar à bola no jardim. Não meteu conversa, mas sorriu genuinamente quando viu o menino. Aquele sorriso era de felicidade, de quem queria ir para aquele espaço. O Tomás acenou-lhe e o Mateus sorriu tanto. Meses mais tarde, estavam a brincar juntos nesse mesmo espaço e o Tomás e o seu irmão Gabriel foram de uma enorme generosidade por acolherem tão bem o meu filho. Este verão, por exemplo, foi uma grande descoberta. Passaram-se assim belos dias de piscina. Além disso, quando o veem na rua, vão sempre à janela para falarem com ele.

E depois do Tomás e do Gabriel veio a Mariana, mais tarde o Rodrigo, tendo-se seguido as duas Leonores, o Pedro, o Martim pequeno, o Martim grande, o Eduardo e a irmã, a Olívia, a Madalena e muitos outros. Com os miúdos, vieram os graúdos "por detrás deles" e isso trouxe belas conversas, belas partilhas de angústias e vontades, formas diferentes de educar. 

Ele vai ganhando novos amigos, mas nós, pais, também vamos tendo uma realidade nova de amigos, diferentes, com outras formas de pensar, mas importantes pelas "balizas" educativas que nos vão trazendo.

 

 

01
Dez22

"Vai trabalhar, malandro!"


João Silva

Há uns tempos, tive de sair para correr muito mais tarde do que o costume. Vejam lá, comecei às 07 horas da manhã!!!! Para quem começa às 05h ou às 05h30, parece tarde.

De um momento para outro, passa uma carrinha por mim com trabalhadores das obras.

Eis que ouço "vai trabalhar, malandro".

Não havia mais peões naquela parte, portanto, foi mesmo para mim.

Já me tinham apoiado, acenado, apitado e abordado para pedir instruções. Nunca me tinham era chamado malandro por estar a fazer desporto a uma hora que nem era assim tão privilegiada.

Mal sabe o autor daquele "piropo" a minha vida. Ainda bem que assim é.

As aparências, as aparências...

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01
Dez22

O primeiro desmame


João Silva

Este foi o primeiro ano em que me lancei ao desafio de parar voluntariamente a corrida.

O quê?? Sim, leram bem. Era necessário. O corpo ficou muito desgastado no último ano, porque os treinos foram muito intensos. Assim, era preciso fazê-lo repousar um pouco.

Aproveitei a maratona de 6 de novembro e decidi fazer o meu primeiro desmame. Em 6 anos!

Durante o referido mês, aproveitei para testar coisas novas, para abrandar. Descansei, meditei muito, pedi a bicicleta ao meu vizinho e fui "ciclar", fiz treinos funcionais novos do Youtube, fiz treinos funcionais de dança, caminhei e fiz natação. No total do mês, corri 7 vezes, três delas em provas.

Se senti falta da corrida? Nem vos digo o quanto, mas faz tudo parte. Aceitei como normal e aproveitei este bocadinho para usufruir de outros desportos que adoro. 

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Achei tão útil este desmame que o farei novamente dentro de um ano.

29
Nov22

Afinal também sei correr trails técnicos


João Silva

Esta é a grande lição de 2022. 

Essa e a de que o descanso compensa.

No sábado passado, tive o trail da Escarpiada, prova organizada pela minha equipa, a ARCD Venda da Luísa.

A prova deocrreu no Casmilo, conhecido e procurado pelas suas buracas.

Esta terra fica em "Cascos de rolha", rodeada por uma beleza natural extrema. 

Chegar lá é uma bela aventura. 

A prova foi tão dura que nem sei que deva dizer. 

O trilho dos 15 km era tão duro e técnico que foi um misto de experiência surreal e e de sensações mágicas.

Adorei e percebi que, afinal, também sei correr trails com bom nível de elementos técnicos. 

Gostei do espírito entre os atletas, gostei de partilhar uma boa parte do trail com o meu colega de equipa João Pratas. Ainda é um menino. Tem metade da minha idade (17 aninhos), mas já é um talento da corrida. 

No final, entre tantos reencontros, fiquei muito feliz por ter estado ali.

O resultado foi muito bom: 1h46m22s e um 29.° lugar na geral. Missão cumprida.

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27
Nov22

Novembro à mesa com a Venda


João Silva

Este mês de novembro podia mudar de nome para "mês ARCD Venda da Luísa".

Começou com a romaria de alguns elementos à maratona do Porto.

Seguiu viagem uma semana depois, a 13 de novembro, com uma prova 4 estações organizada na Venda da Luísa, onde houve direito a foto oficial da equipa para a nova época e a um belo almoço oferecido no final. Que equipas se podem dar ao luxo de oferecer uma refeição completa, incluindo bolo de aniversário, aos seus atletas? E que equipas têm uma Cidália Canais por perto com taças para que pudéssemos trazer as sobras de comida para casa? Um luxo, diria.

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O meu Mateus esteve presente no almoço e foi tão bom vê-lo ali no meio daqueles meninos e meninas. No convívio. Fez-lhe bem e a nós também, porque um descanso dá sempre algum jeitinho.

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Duas semanas volvidas e novo encontro da equipa para prepararmos o Trail da Escarpiada no Casmilo. A 25 de novembro foi dia de preparativos. A 26 chegou a hora de meter o corpo na serra. Uma bela prova organizada pela equipa.

O mês aproxima-se do fim e com ele chega uma imensa tristeza e saudade, porque o convívio será diferente.

Não se escolhe a família, mas podemos escolher as pessoas que formam a família de fora. 

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Já lá vão quatro anos de ARCD Venda da Luísa. Uma das melhores decisões que tomei. Adoro esta gente.

25
Nov22

A transcendência já aconteceu...


João Silva

Quando trabalhamos para uma dada prova, acreditamos que precisamos de atingir um determinado nível para chegarmos ao nosso melhor resultado.

Numa entrevista relativamente recente, o grande Nelson Évora refutou essa ideia no programa "Era o que faltava" da Rádio Comercial. No seu ponto de vista, quando chegamos a uma prova, temos de alinhar o corpo e a mente para irmos recuperar aquilo que já vivemos no treino. Ou seja, ele acredita que nós já atingimos o nosso melhor resultado em treino e que, no fundo, o vamos replicar em prova. Isto é, a transcendência aconteceu primeiro em treino. 

Inicialmente, fiquei na dúvida. Concordo ou não? Sim, concordo em parte. O nível que metemos num treino vai determinar o resultado. Nesse sentido, o que vivemos nos treinos terá "apenas" de ser replicado. Onde discordo é na questão da transcendência, porque o modo de competição e a atmosfera condicionam, para o bem e para o mal, aqueles pozinhos extra de que precisamos.

Deixo-vos a ligação da entrevista abaixo e gostava muito de saber o que pensam sobre o assunto e sobre o "fardo" em que o desporto se pode tornar e que o Nelson descreve na perfeição. Também eu senti aquilo em muitos momentos e sou atleta amador.

https://radiocomercial.iol.pt/podcasts/era-o-que-faltava/t4/nelson-evora

23
Nov22

Duram(o), Duram(o)


João Silva

Esta foi a minha estreia com umas Adidas.

Para uma explicação mais técnica, podem consultar aqui:

https://www.adidas.pt/sapatos-duramo-sl/FV8786.html

No meu parecer, estas sapatilhas são uma maravilha estética. Quase me sinto vaidoso com elas nos pés.

Os acabamentos são um sonho e o acolchoamento um mimo. 

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Fiquei imediatamente rendido. 

Foram, uma vez mais, uma sugestão da Diana, que lá teve um desconto que nos permitiu comprar as Duramo SL por 32€ em vez dos 60€ marcados.

Já fiz pequenas distâncias e trajetos muito longos.

Os meus pés não são a melhor referência, porque aquecem por natureza, mas senti um sobreaquecimento excessivo em distâncias grandes. 

Em trajetos menores, os pés ficam mais protegidos.

Outro ponto menos bom é o comprimento excessivo dos atacadores.

Tirando isso, estas Adidas são um verdadeiro brinquinho nos pés e acrescentam vaidade a qualquer corredor.

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21
Nov22

A última 4 estações do ano


João Silva

Já lá vai algum tempo, mas no passado dia 13 de novembro corri a última prova 4 estações deste ano.

Foi na Venda da Luísa. Como manda a tradição.

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Fiquei em 30.º lugar num total de 294 participantes, o que me deixou bem nas nuvens, porque este é o percurso mais difícil e porque tinha uma maratona do corpo da semana anterior. Ia na descontra, mas acabei a ligar o animal competitivo que tenho em mim e fui o caminho todo a tentar apanhar o meu colega de equipa Tiago Santos, só que o homem é fera e não se deixou agarrar.

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No meu relógio, o tempo oficial foi de 40 minutos e 50 segundos. O tempo oficial registado na meta (mas nem sequer havia chips nos dorsais) foi de 41 minutos e 09 segundos. Não é o correto, mas aceito na mesma.

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Honestamente, correndo o risco de ser injusto, o circuito 4 estações perdeu algum prestígio nos últimos tempos. Pela primeira vez, vi muito poucos atletas (em comparação). A organização cobrou mais um euro em 2022, mas retirou o chouriço assado no final, por exemplo. Os brindes regrediram. Deram apenas duas barritas no saco inicial. No fim, houve sopa, cerveja e água. Nada mais. O abastecimento durante a prova também foi encurtado. Até os "pontos de fotos". E assim se deixa de participar regularmente no circuito. Ainda me lembro que em 2018 fiz questão de fazer as 4 provas. Agora faço uma ou outra, mas já não uso o circuito como parte oficial da minha época. É pena, porque esta prova tem algum peso na prática desportiva da zona centro.

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19
Nov22

Ainda cá estou seis anos depois...


João Silva

Vivo sempre com a sensação de que nada dura para sempre. 

Talvez isso me desgaste e me destrua (entretanto, pude sentir na pele que sim, embora agora as coisas estejam a mudar)

Mas também tem o lado de me fazer apreciar cada momento que tenho disto, das corridas, da minha vida sem obesidade.

Seis anos depois, ainda corro, ainda adoro uma alimentação mais equilibrada e regrada e, aos poucos, tenho aprendido a lidar com uma "rédea mais solta, mas adequada".

Seis anos depois, a obesidade ainda é um passado bem longínquo e que está em vias de resolução mental.

Há seis anos neste dia, dei os primeiros passos para me apaixonar pela corrida e para deixar para trás uma fase muito marcada pela obesidade (embora tivesse começado a caminhar a 28/10/16).

Seis anos já não é mudança, é forma de vida...

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Em seis anos, já corri oficialmente 26 provas de 10 km, 8 trails (fiz, provavelmente mais uns 5 ou 6 a caminhar), 11 meias maratonas, 5 maratonas oficiais (e 5 oficiosas) e 1 prova oficiosa de 50 km.

Seis anos depois já não faz sentido viver com medo de que o passado venha atrás de mim, porque isso dependerá sempre de mim. Quilo a mais, quilo a menos, aos poucos, com ajuda, tenho procurado ver-me como estou, como sou. Fui obeso e isso não fez de mim má pessoa, mesmo quando quis acreditar nisso. Era apenas o meu peso. Era apenas o meu volume. Agora não sou gordo, tenho um peso estável e um corpo do qual gosto, mesmo nos dias em que achei que não estava onde devia. Está. E, aos poucos, sinto que era "nisto" que me queria tornar.

Em seis anos, vivi muito e percebi muito sobre mim, tendo a certeza de que a minha viagem de autoconhecimento está em bom curso, mas não chegou ao fim.

 

17
Nov22

A cafeína não faz mal nem o desporto: palavra d'A Cafeína


João Silva

Há pouco tempo decidi interpelar A Cafeína. Não sei bem porquê, mas encontro em alguns desabafos dela pontos em comum comigo. 

Ora, a corrida é uma parte da minha terapia. Muitas vezes é o meu tudo. Ganhei balanço e perguntei À Cafeína qual era a relação dela com o desporto e de que forma isso a ajudava a levar a vida. 

Ela não se fez rogada e respondeu com a concisão e clareza do costume.

Ora vejam lá:

Foi com muita alegria que recebi o convite do João para responder às suas questões sobre desporto. É com muito gosto que aqui estou a falar um bocadinho.

Confesso que estou mais paradita a nível desportivo mas que tenho investido imenso em caminhadas. Caminho muito sozinha porque os meus pirralhos não gostam de andar tanto e têm um passo mais lento que o meu ( preguiçosos 😝 ). Ah e tenho o futsal! O futsal faz-me tanta falta, no momento em que estou a correr não penso em mais nada e sinto que o tempo passa tão rápido... 

Mas a nível mental, as caminhadas servem de terapia, ajudam-me muito porque me permitem dialogar comigo mesma e achar sentido para certas coisas com as quais tenho que me deparar. Dão-me força para encarar de frente os meus gigantes e acabo por ficar mais forte. Já troquei grandes conversas com os meus passos.

Fiz muitos anos de ginásio e acabei por deixar por questões horárias a nível profissional. Ainda me lembro o quanto me custava "fazer" pernas e glúteos 😆

Neste sentido, acredito francamente que o desporto, seja ele qual for, serve de viagem espiritual pois tem o dom de nos limpar a mente e o coração. Exige que o nosso foco seja no momento. Já encontrei várias respostas enquanto caminhava.

Por isso sim, sem dúvida que o desporto ajuda e equilibrar a nossa parte mental e espiritual.

15
Nov22

O clarão no escuro


João Silva

Nesta altura começa a ser normal haver mais tempestades.

Com elas, os relâmpagos e os trovões sentem-se convidados.

Se já de dia ou ao início da noite são assustadores, mais ainda em plena madrugada, quando não anda ninguém na rua.

No caso, nem importa haver gente à nossa volta. Não iriam conseguir fazer nada para nos proteger.

Mas é horrível ver clarões de relâmpagos seguidos de trovoadas fortes debaixo de chuva e em plena zona de entrada numa zona de serra às 5 horas da manhã.

Nunca me senti tão frágil nem impotente face à natureza.

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Vocês também já viveram algo do género? 

(Recentemente, saí para correr debaixo de um pequeno dilúvio com trovoada infindável e relâmpagos com a força necessária para iluminar toda uma vila. A dada altura, o céu tirou-me uma "fotografia" em que vi o raio rasgar o céu. Nunca tinha sentido tanto medo. Senti-me tão pequeno no meio daquilo. Depois fiquei eufórico por ter superado aquele momento. Na verdade, só o superei porque a natureza quis.)

13
Nov22

Estranha forma de passear


João Silva

Uma das partes engraçadas de se correr ao sabor do vento está nas histórias que vamos amealhando.

Há coisas muito insólitas.

Uma dessas aconteu-me em Palha Cabra, concelho de Pombal.

Num treino durinho, quando já me preparava para regressar a casa dos meus sogros, na Bajouca, vejo um senhor de carro ao meu lado. Vinha muito lentamente e incentivou-me a continuar.

Mas não seguiu viagem. Em vez disso, olhou para trás e esperou pelo cão que vinha a caminhar na estrada.

O cão passou o carro, que seguiu para parar mais à frente e esperar novamente pelo cão.

O homem foi passear o cão de carro.

Quer dizer, ele no carro e o cão na rua.

Há com cada ideia!!

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