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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

06
Mai21

O maluquinho dos braços abertos


João Silva

Já viram aquela cena típica de filme em que alguém levanta os braços ou fecha os olhos de cada vez que se sente feliz ou grato por algo?

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Confesso: faço muitas vezes isso. 

É uma forma de sentir a natureza que me rodeia a tocar no meu corpo, sou eu a sentir-me grato por poder correr, por poder respirar e ter nos olhos aquelas belas paisagens. Seja dia, seja noite. Faça chuva, sol ou céu estrelado ou nublado. 

Bem sei que parece lamechas. Para quem vê de fora, ao longe, sou só o maluquinho dos braços abertos. Mas sou um maluquinho tão feliz naquele instante. Uma espécie de criança num corpo de adulto!

E quanto mais envelheço, mais abro os braços! 

05
Mai21

Contratempos rumo aos 50 km


João Silva

A vontade de correr os 50 km era grande e foi amadurecendo desde novembro de 2020.

Todavia, nem tudo correu como queria. Longe disso.

Tinha previsto algo mais metódico, uma preparação como mandam as regras, com mudanças no plano de treinos.

A vida meteu-se pelo meio e rapidamente tive de reconhecer que não ia conseguir implementar o treino de velocidade com Vma. Tive de ser honesto comigo e de perceber que os erros de sobrecarga de treino no passado me tinham minado a vontade.

Passei semanas a correr a um nível muito mais baixo do que tinha acontecido até então.

O tempo gelado de janeiro também deu cabo de mim.

A tudo isto juntou-se o facto de ter de caminhar mais no resto do dia. Por questões de organização familiar, o Mateus está em casa e sou eu quem se ocupa dele durante o dia. Ora, isto não é de todo uma queixa (é antes algo que me preenche), mas o meu bambito (porque bamba muito agora que começou a andar =D) só adormece comigo a caminhar com ele ao colo pela casa. Isso e os constantes agachamentos com ele na cozinha para orientar as cosas fizeram mal ao que já estava pior.

Portanto, nesta primeira fase de 2021, do entusiasmo da missão passei ao reconhecimento dos problemas que estava a sentir para conseguir correr sem dores, por exemplo.

Já tinha tido melhores dias.

O mesmo se aplicou à minha motivação. 

04
Mai21

Planos iniciais para os 50 km


João Silva

Inicialmente, tinha projetado esta aventura para o final de janeiro deste ano.

No entanto, rapidamente percebi que não ia dar.

Foi  mês de muito trabalho, mas também foi um mês que a carga de treinos dos outros meses me caiu a sério no corpo. Fiquei de rastos.

A isto juntou-se o facto de o Mateus ter passado por um mês mais complicado em termos de sono e de humor. O descanso foi muito pouco e comecei a sentir o corpo muito "pesado", sem conseguir libertar a pressão.

Este desempenho físico gerou um enorme desgaste mental e percebi que não teria condições para correr os 50 km em janeiro.

Adiei essa vontade.

Mas nunca parei de treinar. 

03
Mai21

Finalmente


João Silva

Fez hoje um ano que te fui buscar à maternidade. 

Melhor, faz um ano que te conheci ao vivo. 

Faz um ano que te toquei e que pus fim a quase quatro dias de angústia por não ter tido permissão para estar perto da tua mamã nas horas em que te deu vida.

Faz um ano que passei um dia a chorar porque não sabia como vocês estavam a enfrentar o grande dia.

Faz um ano que só te vi depois de uns dias em que a tua mãe esteve desamparada numa maternidade com um auxílio miserável dos profissionais que a seguiam. 

Faz um ano que finalmente me pudeste ver.

Se algum dia vieres a ler isto, espero que saibas que hoje faz um ano, o primeiro, que te tornaste no meu bambinito. 

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02
Mai21

Estava escrito ou foi escrito?


João Silva

Não acredito no destino. Acredito em escolhas e, quando muito, em opções que se influenciam mutuamente. Além disso, também acredito em coincidências, fruto, lá está, das decisões de cada um. 

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Posto isto, não acredito que tornar-me num corredor estivesse escrito só porque corri algumas vezes em adolescente pela minha vila. 

Do mesmo modo, acredito que não me tornei corredor por o meu pai também ter sido um, corro apesar disso (até porque nem era nascido na altura). Aliás, corri uma vez com ele pelos pinhais e lembro-me de ter gostado mas de não ter ficado fã. 

Olhando para trás, vejo dois grandes fatores que poderão ter antecipado esta minha paixão pela corrida: quando corria na adolescência, adorava ir para longe, "perder-me" pelas estradas secundárias e, além disso, o prazer de estar vivo e de poder desfrutar daqueles momentos graças ao desporto.

Hoje, mais de 14 anos volvidos, vejo em mim essas duas grandes razões para correr. 

O prazer de ir sobrepôs-se sempre à intensidade das dores que senti, mesmo quando pesava 118 kg. 

Olhando ainda mais para trás, vejo que o miúdo João já tinha a paixão pelo desporto que o adulto e pai João transporta todos os dias para a estrada. 

Mesmo nos períodos de anos em que estive na universidade, onde pratiquei muito menos desporto. 

O desporto, primeiro o futebol, depois o ciclismo (pouquinho) e agora a corrida foram a minha forma de escrever a minha paixão pelo desporto. 

Se, de algum modo, isso passar para o meu filho, algo de que não faço questão absoluta nem uma prioridade, será pela paixão que tenho a praticar desporto e não porque "estava escrito". 

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01
Mai21

Missão 50 km!


João Silva

Já andava com isto na cabeça há algum tempo.

Queria correr 50 km em estrada, se possível, sem parar.

Porque 50 km? Número redondo e emblemático e, além disso, uma marca fantástica para tentar empurrar ainda mais os limites do meu corpo.

Até agora, já tinha feito 9 vezes a distância de 42 km em estrada. Nessas 9 vezes, estão 4 maratonas oficiais (desde 2018).

O meu máximo seguido estava nos 42,500 km.

Por isso mesmo, queria testar-me. Queria mais.

Além disso, fazer os 50 km era uma meta intermédia para perceber se conseguia cumprir um sonho que tenho para os próximos anos.

2021 era o ano certo para isso. Por todas as razões. Será que consegui?

Nos próximos dias (de forma alternada com os outros posts que já estavam escritos e planeados há muito tempo), vou explicar em vários textos curtos (assim espero) se consegui ou não fazer 50 km a correr em estrada.

Conto com a vossa curiosidade para saberem como correu (ou não correu) esta minha "missão"?

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30
Abr21

Um pequenito bem grande


João Silva

Já passou um ano, o primeiro do meu pequenito. Hoje é o seu primeiro aniversário. 

Nem sei por onde começar nem o que escrever, honestamente, para caracterizar tudo isto que vivi no último ano graças a ele! 

Num ano de tantos crescimentos, de tantas aprendizagens, a magia pura foi algo que entrou nesta família sem avisar. Obrigado por isso. 

Rapidamente pus de parte expectativas e recuso-me a fazê-las em relação ao piratita cá de casa. Não porque não o mereça, mas porque não é justo face a toda a simplicidade da sua existência e a tudo o que significa para esta família.

Parabéns, meu pequeno mimossaurito ❤️

 

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29
Abr21

Estais vivo, senhor?!


João Silva

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Quando passei pela fase mais intensa do emagrecimento, perdi a camada adiposa que me protegia do frio. Desde 2016 que rapo um frio desgraçado, porque o meu calor se dissipa rapidamente. 

Ora, há algum tempo (talvez entre janeiro e Fevereiro), num dia de temperaturas rondar o zerinho e após um treino intenso, tive de me deslocar à Segurança Social da minha terra.

Quando lá cheguei, mediram-me a temperatura para saberem se me podiam deixar entrar.

Nenhuma das três medições deu resultados. Nada, parecia que estava morto. E não, aquilo não estava avariado. Quem entrou ao mesmo tempo apresentou temperatura.

Lá me deixaram entrar, não sem antes fazerem a piada do  "você está morto, homem!"

Agora que estamos no bem bom da primavera isso não me afeta, mas os meus invernos roçam a hipotermia muitas vezes.

Mas estou vivo! 

27
Abr21

Parabéns, amor!


João Silva

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Muitos parabéns, amor!

Este ano já podes contar com a existência in loco do teu mais-que-tudo e isso de certeza que te vai fazer passar um dia muito feliz. 

Este último ano foi, sem dúvida, o mais duro e evidenciou bem a tua boa personalidade e a garra que tens na hora de defender a nossa "cria" e os teus direitos. 

Ensinaste-me a ser pai, ajudaste-me a perceber o nosso filho e a cuidar dele. Todos esses são pontos que me deixam orgulhoso de ti. 

Obrigado pela tua existência e pela tua personalidade!

Um feliz dia de aniversário, amor!

ILD

WLD

26
Abr21

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje exponho uma entrevista feita a uma das pessoas mais simpáticas que encontrei na ARCD Venda da Luísa. Foi prestável desde o início, tem um sorriso contagiante e, acreditem, anda mesmo nisto pela diversão e pelo companheirismo. Tem um instinto acolhedor que salta à vista. Foi das primeiras pessoas a dizer-me que lia este espaço. Boa disposição e seriedade, no sentido de compromisso, são com ela.

E não vos deixa ficar mal. Há algum tempo, tinha ficado com uma camisola minha de prova e "perseguiu-me" de carro até um supermercado local para ma entregar.

Tenho uma estima especial por ela.

Fiquem, pois, com a Graça Simões:

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  • Nome

Graça Maria Martins Simões

  • Idade

44 anos

  • Equipa​

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante ​de ​atletismo ​desde

Sempre gostei de desporto, mas não tive essa possibilidade quando era mais nova. Há alguns anos participava em grupos de ginástica e comecei a desafiar-me nas caminhadas , o que me começou a despertar curiosidade em experimentar a corrida, onde me iniciei em 2015.

  • Modalidade ​preferida​

Habituada às caminhadas pelo monte, foi lá que meiniciei na corrida e daí tornou-se uma paixão pelo trail. Aprecio muito a natureza e gosto de me desafiar em novos trilhos.

  • Prefere ​curtas ​ou ​longas ​distâncias

​Iniciei ​nos ​mini ​trail, ou ​seja, ​10/12 km. Atualmente participo em provas com mais de 15 km, porém ainda não tive a coragem de experimentar uma longa distância.

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  • Na​ ​atual​ ​equipa​ ​desde

2017

  • Volume​ ​de​ ​treinos​ ​por​ ​semana

4 / 5 (entre corrida e reforço muscular).

  • Importância ​dos ​treinos

São importantes os treinos para nos mantermos ativos e fortalecer os músculos. Desse modo, vamos alcançar o ritmo desejado nos dias das provas.

  • Se ​têm ​ou ​não ​treinador

Treinador não tenho, mas tenho colegas com que treino frequentemente. A quem eu tenho que agradecer por irem sempre a puxar por mim. Há frases que ficam nas nossas memórias como: "Aguenta Graça! " , "É isso" , "São só mais 10 metros ". A eles e a todo o grupo de treino, só tenho que agradecer a minha evolução, principalmente, nas subidas, que é onde tenho ainda alguma dificuldade. Infelizmente, devido a situação de pandemia, tivemos de fazer uma pausa nos treinos de grupo. Assim, tenho treinado sozinha. Mas claro que não é a mesma coisa!

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  • ​Diferenças entre ​o ​atletismo ​passado ​e ​atual

Como nunca pratiquei atletismo no passado, não sei a diferença, mas, pelo que tenho lido, hoje em dia há muitos mais participantes em grupos organizados.

  • História​ ​insólita​ ,​curiosa​ ​ou​ ​inédita​

Bem, nestes últimos anos não me recordo.

  • Aventura marcante

Para mim, todas as provas têm algo de marcante, pelos sítios magníficos que conhecemos, pelas amizades que fazemos nos trilhos.

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A maior aventura até hoje foi em 2019, quando o Carlos Canais me incentivou a participar no Campeonato distrital de veteranos. Sem nunca ter corrido em pista, tornei- me campeã distrital em 200 metros nesse mesmo ano.

Participação em prova mais longa

Trail de Conímbriga Terras de Sicó 25 km.

Objetivos pessoais futuros

Continuar a realizar provas curtas, desfrutar ao máximo da natureza, realizar provas em sítios diferentes. Quando me sentir preparada e com coragem, quero realizar a ultra no Sicó de 60 km. 

Como ​vê ​o ​atletismo ​daqui ​a ​5 ​anos

Daqui a 5 anos espero que muito mais gente esteja a praticar esta modalidade, não pela competição mas para promover uma vida saudável e ativa. 

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

​Espero daqui a 5 anos continuar a correr, participar nas provas, conhecer sítios diferentes, bem como pessoas novas e com a mesma paixão.

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Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias

​Na minha opinião, têm vindo a aumentar. No entanto, devido ao pouco tempo que têm livre por causa das tarefas domésticas, não têm tanta disponibilidade. Como está modalidade requer bastante treino e dedicação, não há muitas a participar em provas de grandes distâncias, pois optam por curtas distâncias e caminhadas. 

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Existem diferenças de tratamento em relação aos homens

​Nunca dei conta de haver desigualdade entre géneros, até pelo contrário: numa prova, o percurso, a distância e o grau de dificuldade são iguais para homens e para mulheres.

 

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24
Abr21

Treina com as estrelas


João Silva

Não é segredo nenhum que sou adepto do Borussia Dortmund, até porque a própria foto de perfil me denuncia. 

Regra geral, não falo aqui de futebol. Não é uma regra, mas já há tanto espaço para isso que me interessa divulgar coisas sobre corrida e, no fundo, sobre exercício físico. 

E porquê isto agora? Porque vos trago um vídeo de uma vasta sequência de treinos de reforço muscular das estrelas da equipa profissional com fitness coaches conhecidas na Alemanha.

Foi a forma que o clube encontrou para estar próximo dos seus adeptos e para promover a sua com coisas muito simples que, no geral, não requerem equipamentos nem investimentos. 

São já muitos os vídeos. A língua original é o alemão, mas têm legendas em inglês. 

Valem a pena.

Não são maçudos, prometo.

https://youtu.be/0XUkhrDjxzo

22
Abr21

Uma bolachona potente!


João Silva

Ora bem, ora bem!

O que se pode fazer quando alguém adora aveia, manteiga de amendoim (só com amendoim), chocolate preto com 95% de cacau, bananas e ovos?

Uma mega bolacha. 

Há a versão crocante, que também adoro (a diferença para a mais recente que fiz é que não leva ovo), e depois há a versão "meio bolo, meio meio pudim".

Basicamente, esmaguei 2 bananas, acrescentei e envolvi com 10 colheres de sopa de aveia, adicionei uma colher de manteiga de amendoim, envolvi tudo com dois ovos e depois coloquei uns pedacinhos de chocolate preto por cima. Levei ao forno a 190 graus (forno preaquecido) durante 45 minutos (pode variar) e desenforme.

Ah, fui à lua e voltei e dá muita muita energia. 

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18
Abr21

Em entrevista à Revista Atletismo


João Silva

A convite do estimado Manuel Sequeira, respondi a algumas questões sobre a corrida em tempos de pandemia.

Entre outras coisas, falo da forma como a Covid-19 afetou o meu último ano como corredor, o que mudou e como perspetivo o meu futuro nas corridas agora com bicho à solta.

Screenshot_20210418_093728_com.android.chrome.jpg

 

Se quiserem, podem espreitar toda a entrevista aqui:

https://revistaatletismo.com/correr-em-tempos-de-pandemia-joao-silva-sem-vacina-mesmo-com-regras-apertadas-nao-me-vejo-a-correr-em-provas-por-agora/

 

Uma vez mais, o meu muito obrigado à Revista Atletismo por me ter tido em consideração. 

18
Abr21

Os guinchadores de Alcabideque


João Silva

Qual a relação entre porcos e corrida? Não sei, mas trago-vos um daqueles episódios caricatos.

Num destes treinos madrugada dentro, vou todo contente ao meu ritmo e sempre acompanhado pelos meus podcasts.

De repente, perto de uma zona junto à serra de Alcabideque, ouço guinchos. Como habitualmente não acontece nada naquela localidade, excetuando os padeiros malucos com quem me cruzo, fiquei sobressaltado.

Os guinchos aflitivos e estridentes subiram de todo e repetiram-se durante 3 longos minutos.

Só me vinham à ideia os episódios de matanças de porco a que assisti em miúdo.

Não cheguei a saber o que era, mas acelerei logo para ver se saía dali, tal era o medo...

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